Centros odontológicos estaduais ultrapassam 10 mil atendimentos no primeiro semestre de 2026

Rede beneficia usuários com serviços especializados e amplia acesso à saúde bucal em Sergipe

Os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) da rede estadual realizaram mais de 10 mil atendimentos nos seis primeiros meses de 2026, ampliando o acesso da população sergipana a serviços essenciais de saúde bucal. Coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), as oito unidades em funcionamento contabilizaram 10.258 atendimentos, beneficiando diretamente 10.050 usuários em diferentes regiões do estado.
 
Integrantes do Programa Brasil Sorridente, os CEOs estão localizados nos municípios de Boquim, Capela, Laranjeiras, Nossa Senhora da Glória, Propriá, São Cristóvão, Simão Dias e Tobias Barreto. As unidades ofertam procedimentos especializados como odontologia para pacientes com necessidades especiais (OPNE), cirurgias orais, diagnóstico precoce do câncer de boca, endodontia, periodontia, próteses dentárias, além da realização de exames complementares, como radiografias e exames anatomopatológicos.
 
De acordo com a coordenadora dos Centros de Especialidades Odontológicas, Laísa Oliveira, os resultados demonstram o compromisso da rede estadual em oferecer uma assistência cada vez mais acessível e humanizada. “Buscamos atender a população com respeito e dedicação, garantindo acesso a tratamentos que impactam diretamente a qualidade de vida das pessoas. Os resultados mostram que estamos no caminho certo”, destacou.

Além do volume de atendimentos, a rede contabilizou 2.500 tratamentos concluídos no período. Também foram realizados 4.313 procedimentos cirúrgicos, 1.086 procedimentos em endodontia, 5.204 procedimentos periodontais e a entrega de 188 próteses dentárias. Outro dado de destaque foi a realização de 6.414 procedimentos destinados a pacientes com necessidades especiais, reafirmando o compromisso dos CEOs com uma assistência inclusiva e especializada.

As unidades também desenvolveram 496 ações de educação em saúde nas salas de espera, promovendo orientações sobre saúde bucal, prevenção do câncer de boca, hábitos saudáveis e outros temas relacionados à promoção da saúde. As atividades contribuem para ampliar o acesso à informação e transformar o período de espera em um momento de conscientização e cuidado.
 
A dona de casa Eliana de Jesus procurou atendimento no CEO de São Cristóvão após enfrentar um quadro de inflamação severa causado por um problema odontológico. Diabética, ela precisou passar por acompanhamento antes da realização da cirurgia e destacou o acolhimento recebido durante todo o tratamento. “Cheguei aqui muito preocupada, porque meu rosto estava bastante inflamado e eu sentia muitas dores. Com o tratamento e a medicação, consegui melhorar e realizar a cirurgia. Fui muito bem atendida por toda a equipe, desde a recepção até o consultório. Hoje saio muito feliz e só tenho gratidão pelo cuidado que recebi”, relatou.
 
O chapista de oficina mecânica Joel Antônio está em fase final do tratamento para receber uma prótese dentária e ressaltou a importância do serviço para quem não tem condições de custear um atendimento especializado. “Primeiro fiz todo o tratamento necessário e agora estou aguardando minha prótese. Fui atendido com rapidez, respeito e atenção durante todo o processo. Se dependesse de pagar por esse tratamento, talvez eu não conseguisse fazê-lo neste momento. Aqui encontrei profissionais competentes e um atendimento de qualidade. Recomendo o CEO a quem precisa”, afirmou.

A estudante Ana Clara Rebouças também passou por tratamento especializado na unidade, incluindo duas cirurgias, e destacou o cuidado da equipe durante todo o acompanhamento. “Os profissionais são muito atenciosos e me senti acolhida desde o início. Antes da cirurgia, o dentista explicou todos os riscos e me acompanhou de perto durante a recuperação. Felizmente deu tudo certo e hoje estou retirando os pontos, muito tranquila e satisfeita com todo o atendimento que recebi”, destacou.

Fotos: Alliston Santos

SES promove seminário estadual para promoção da saúde e fortalecimento da equidade no SUS

O encontro reuniu gestores e coordenadores municipais da Atenção Primária à Saúde (APS) e debateu diversas áreas técnicas e políticas públicas vinculadas à promoção da saúde

Com o objetivo de construir territórios mais saudáveis, equitativos e sustentáveis, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Daps) e em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), promoveu, nesta quinta-feira, 18, o ‘Seminário Estadual de Promoção da Saúde’. A ação reuniu gestores e coordenadores municipais da Atenção Básica à Saúde e segue com programação até a sexta-feira, 19. 

O seminário integra o Plano Anual de Atividades (PAA) de 2026 da SES e busca implementar ações integradas de promoção da saúde nos municípios sergipanos, fortalecendo a equidade, a prevenção de agravos e qualidade de vida. Além disso, a iniciativa funciona como um ambiente estratégico de qualificação técnica e troca de experiências, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas e para a consolidação da Promoção da Saúde como eixo estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a diretora de Atenção Primária à Saúde da SES, Ana Lira, esse encontro estadual é uma oportunidade de traçar estratégias de promoção da saúde para promover uma melhoria na qualidade de vida individual e coletiva da população e, principalmente, fortalecer a equidade no SUS sergipano. “O Seminário reforça a importância da promoção da saúde como estratégia para garantir mais qualidade de vida à população em todas as fases da vida. Diante do envelhecimento populacional e do aumento das doenças crônicas, é fundamental fortalecer ações que promovam autonomia, equidade e bem-estar nos territórios, contribuindo para um envelhecimento mais saudável e digno”, destacou.

A ação vai de acordo com a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), que estabelece a promoção da saúde como uma estratégia fundamental para enfrentar os determinantes sociais da saúde, fortalecer a participação social, reduzir iniquidades e ampliar a qualidade de vida da população. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) ocupa uma posição estratégica por sua capacidade de coordenar o cuidado, atuar nos territórios e desenvolver ações intersetoriais que impactam diretamente nas condições de vida dos usuários do SUS. 

Durante a iniciativa, foram abordadas diversas áreas técnicas e políticas públicas vinculadas à Promoção da Saúde, como alimentação e nutrição; o Programa Academia da Saúde (PAS) e o Incentivo de Atividade Física (IAF); as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics); Programa Saúde na Escola (PSE); saúde da pessoa idosa; saúde mental e vigilância de violências e acidentes. 

A coordenadora estadual da Rede de Saúde Bucal, Ana Paula Vieira, destacou a capacidade de transversalidade da saúde bucal na Atenção Primária à Saúde (APS). “A saúde bucal está diretamente ligada ao cuidado integral da população e dialoga com todas as áreas da atenção primária. Mais do que prevenir doenças, é fundamental promover saúde com um olhar ampliado e humanizado, considerando as necessidades de cada pessoa e fortalecendo a equidade e a integralidade do cuidado no SUS”, pontuou.

O seminário estadual reuniu gestores, coordenadores municipais da Atenção Primária à Saúde (APS), profissionais de saúde, representantes intersetoriais e demais atores estratégicos. A coordenadora da APS de São Cristóvão, Iandra Geovana Dantas, afirmou que irá levar diversos conhecimentos adquiridos no seminário para o município que atua. “Momentos como este são fundamentais para a troca de experiências e o fortalecimento do trabalho desenvolvido nos municípios. Além de promover a atualização dos profissionais, o seminário contribui para qualificar a assistência prestada à população e fortalecer cada vez mais o SUS”, frisou.

Fotos: Valter Sobrinho- Ascom SES

Secretaria de Estado da Saúde promove oficina para identificação e notificação de violência contra a pessoa idosa

A capacitação foi direcionada a profissionais de saúde que compõem a rede de proteção à pessoa idosa e estudantes do último ano de graduação dos cursos da área da saúde da Universidade Federal de Sergipe

A violência contra a pessoa idosa é qualquer ação ou omissão que cause danos a uma pessoa com 60 anos ou mais. Isso pode incluir violência física, psicológica, financeira, negligência e abandono. Com o intuito de sensibilizar e capacitar atuais e futuros profissionais da saúde para identificar e notificar casos de violência contra idosos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), promoveu, nesta quarta-feira, 17, a oficina ‘Violência Contra a Pessoa Idosa: Identificar para Acolher, Notificar para Melhor Cuidar!’. A ação foi realizada em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).

A rede de saúde pública é parte fundamental da rede de proteção na identificação de casos de violência contra a pessoa idosa, pois os profissionais de saúde atuam diretamente com esse público, os atendendo até mesmo em suas residências, como explicou a referência técnica do Núcleo de Vigilância de Violências e Acidentes da SES, Ingrid Lima. “Muitos dos agressores que praticam violência contra a pessoa idosa são familiares que convivem com estes pacientes, então, os profissionais de saúde têm um grande potencial para identificar e notificar esse tipo de violência para que a rede de saúde pública consiga realizar um melhor monitoramento e desenvolver uma linha de cuidado aprimorada para essas pessoas”, destacou.

A violência contra a pessoa idosa engloba agressões interpessoais (praticadas por terceiros) e autoprovocadas (autoinfligidas pela própria vítima), e registrou um crescimento no número de casos em Sergipe na última década. Entre 2014 e 2025, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde registrou cerca de 1.900 episódios de violência contra idosos no estado. Em 2014, o número foi de 67 casos, enquanto em 2025, esse total foi para 318, demonstrando um aumento da violência, mas também na identificação e notificação desses episódios por parte dos profissionais de saúde.

Participação social

A oficina contou com a parceria do Núcleo de Pesquisa e Ações da Terceira Idade (Nupati) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a participação de pessoas idosas, profissionais de saúde e estudantes do último ano de graduação dos cursos da área da Saúde da UFS. Para a integrante do Nupati, Maria Vilma Bezerra, de 66 anos, é fundamental levar o debate sobre a violência contra a pessoa idosa para a sociedade. “Esse é um tema que é pouco falado e debatido, então é fundamental que oficinas como essa aconteçam, porque, nós, idosos, somos muitos e precisamos desse acompanhamento da sociedade. A violência contra a pessoa idosa acontece diariamente, então precisamos falar mais disso”, ressaltou.

A estudante de Enfermagem da UFS, Jamile dos Santos, reforçou a importância da oficina para os futuros profissionais de saúde, como ela. “Como estudantes, ter acesso a essas informações é fundamental para nossa formação, pois nos prepara para identificar situações de vulnerabilidade e diferentes tipos de violência contra a pessoa idosa. Muitas vezes, associamos violência apenas à agressão física, mas existem outras formas que também precisam ser reconhecidas, para que possamos notificar corretamente e atuar da melhor maneira diante de cada caso”, pontuou. 

Violência contra a pessoa idosa

A violência contra a pessoa idosa pode ser física, psicológica, sexual, financeira ou patrimonial, por negligência e abandono. Os profissionais de saúde são instruídos a identificar e notificar os casos da melhor forma, observando sinais físicos, de negligência e mudanças comportamentais. 

A rede de proteção para combate deste tipo de violência conta com canais de denúncia e suporte, como o Disque 100; Centros de Referência de Assistência Social (Cras); Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas); Delegacias de Polícia e de Atendimentos a Grupos Vulneráveis (DAGV); Ministério Público; Conselhos de Direito da Pessoa Idosa e equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Lembrando que a sociedade tem um papel essencial na proteção à pessoa idosa, uma vez que é através da conscientização e da ação coletiva que podemos garantir que os direitos desse público sejam respeitados.

Fotos: Felipe Goettenauer- Ascom SES

SES capacita profissionais de saúde para vigilância e manejo clínico da sífilis

Somente em 2026, foram registrados 899 episódios de sífilis na população geral, 395 em gestantes e 94 casos de sífilis congênita, quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê

A sífilis, infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, continua sendo um desafio para a saúde pública. Diante deste cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, promoveu nesta sexta-feira, 12, uma capacitação sobre vigilância, diagnóstico e manejo adequado de pacientes com sífilis. O treinamento foi direcionado a profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS), Vigilância Epidemiológica, maternidades e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

A sífilis congênita, que ocorre quando há transmissão da infecção da mãe para o bebê, foi um dos principais temas abordados durante a capacitação. Em Sergipe, apesar da disponibilidade de diagnóstico e tratamento eficazes, os casos de transmissão vertical da sífilis ainda permanecem elevados. Por isso, é essencial que os profissionais que atuam diretamente no combate a essa IST estejam devidamente capacitados. Somente neste ano, entre janeiro e junho, o estado já contabilizou 94 episódios de sífilis congênita e 395 casos de sífilis em gestantes. Em 2025, houve 313 casos de sífilis congênita e 1.288 registros da doença em gestantes.

Além disso, o índice de sífilis na população em geral também continua elevado e apresentou aumento de 2024 para 2025 em Sergipe. No ano passado, foram contabilizados 2.186 casos no estado. Já em 2024, este número foi de 1.627 casos. Somente em 2026 foram registrados 899 episódios. Este cenário se deve, principalmente, à alta transmissibilidade da infecção, que ocorre por meio do contato sexual desprotegido, e ao diagnóstico tardio, uma vez que grande parte da população não costuma realizar exames ou testes rápidos para detecção de ISTs de forma rotineira.

A referência técnica da sífilis da SES, Lourdes Lima, explicou que os casos de sífilis congênita ainda são recorrentes, porque a maioria dos parceiros das gestantes não aceita realizar o tratamento, o que leva à reinfecção da mulher e à transmissão vertical da doença. “Com essa capacitação, buscamos que os profissionais se atualizem quanto ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno da sífilis, especialmente nas gestantes. O nosso foco é prevenir a transmissão vertical, assim como fortalecer a assistência prestada à população. A sífilis, quando tratada, tem cura. Por isso é tão importante que tanto a gestante quanto o parceiro, quando diagnosticados, realizem o tratamento correto para que não haja reinfecção. Precisamos quebrar essa cadeia de transmissão”, pontuou.

Apenas em 2025, das 1.288 gestantes diagnosticadas com sífilis, 720 parceiros não foram tratados. Neste ano, das 395 gestantes com a infecção, 208 parceiros recusaram o tratamento. Por isso é fundamental que as equipes da APS realizem busca ativa destas gestantes e de seus parceiros.

Ainda durante a capacitação, o infectologista e diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, destacou a importância da assistência e do manejo clínico precisos nas maternidades. “A nossa capacitação também tem o intuito de melhorar o cuidado com a gestante e o recém-nascido. Apesar de a gestante diagnosticada com sífilis ter todo um acompanhamento no pré-natal, é fundamental que a maternidade consiga avaliar se essa mulher foi tratada adequadamente ou se precisará de novas doses de medicação. Mesmo após o tratamento, ao chegar à maternidade, ela passa por novo exame e o recém-nascido também é avaliado. Vamos focar nesse tema, entendendo que a sífilis congênita também é uma das causas da mortalidade infantil”, ressaltou.

Para a enfermeira da Atenção Primária à Saúde (APS) do município de Indiaroba, Moara Oliveira, a capacitação é essencial para os profissionais que estão na linha de frente do combate à sífilis. “Esse treinamento faz com que nós, profissionais que atuamos diretamente na área, estejamos capacitados para realizar ações de investigação de forma correta e coerente, de acordo com o que o Ministério da Saúde determina e com o que a população precisa”, frisou.

Sífilis

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum e transmitida por meio de relações sexuais sem o uso correto de preservativo. Um dos principais sintomas causados por essa IST são pequenas feridas nos órgãos sexuais, além de manchas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Para prevenir a infecção, a população deve utilizar preservativos corretamente, realizar o pré-natal de forma adequada e fazer testagens para detecção de ISTs de maneira rotineira. Se o exame apresentar resultado positivo, ambos os parceiros sexuais devem ser tratados corretamente.

O tratamento é feito com aplicações de penicilina, variando entre dose única e esquemas de até seis aplicações, concluídas em três semanas consecutivas. A sífilis é uma doença muitas vezes silenciosa, ou seja, pode não apresentar sintomas visíveis. Por isso, é essencial realizar exames e testagens regularmente. Vale lembrar que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do país oferecem testes rápidos para sífilis de forma gratuita, com resultado disponível em cerca de dez minutos.

Fotos: Felipe Goettenauer- Ascom SES

SES realiza capacitação sobre inspeção em sistemas de abastecimento de água

A capacitação reuniu profissionais das Vigilâncias Sanitárias Municipais de diversas regiões do estado e tem como objetivo fortalecer as ações de vigilância da qualidade da água para consumo humano

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE) e da gerência de Vigilância em Saúde Ambiental (GVSAM), promoveu no último dia 9, o curso de inspeção em diferentes formas de abastecimento de água. A iniciativa foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por intermédio da coordenação-geral de vigilância em saúde ambiental e com a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).
 
A capacitação reuniu profissionais das Vigilâncias Sanitárias Municipais de diversas regiões do estado e tem como objetivo fortalecer as ações de vigilância da qualidade da água para consumo humano, ampliando a capacidade técnica dos municípios para atuação na identificação, prevenção e controle de riscos relacionados ao abastecimento de água.
 
De acordo com o gerente de Vigilância em Saúde ambiental da SES, Alexsandro Bueno, a fase teórica do curso ocorreu de forma remota, abordando aspectos legais, técnicos e operacionais relacionados à inspeção sanitária de sistemas e soluções alternativas de abastecimento de água. “Já a fase prática aconteceu na Estação de Tratamento de Água (ETA) João Ednaldo, localizada no município de Nossa Senhora do Socorro, permitindo aos participantes vivenciarem na prática as etapas do tratamento da água e os procedimentos adotados para garantir sua qualidade e segurança”, explicou.
 
Durante as visitas técnicas, os profissionais acompanharam as etapas de captação, tratamento, reservação e distribuição da água, além de conhecerem os processos de controle operacional e monitoramento da qualidade desenvolvidos pela concessionária.

Fotos: Ascom SES

SES direciona capacitação sobre morte encefálica a profissionais que atuam no processo de doação de órgãos

O treinamento teve como objetivo fortalecer as equipes hospitalares de doação para transplantes (e-DOTs) de Sergipe, aumentando o número de doações e transplantes de órgãos no estado

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou, nesta quinta-feira, 11, uma capacitação sobre morte encefálica, direcionada às equipes hospitalares de doação para transplantes (e-DOTs) de Sergipe, formadas por profissionais que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede de saúde privada. O treinamento foi organizado pela Central Estadual de Transplantes (CET), Organização de Procura de Órgãos (OPO) e Banco de Olhos de Sergipe (Bose), e teve como objetivo fortalecer as e-DOTs para aumentar o número de doação e transplantes de órgãos no estado. A programação do curso segue até esta sexta-feira, 12.

As e-DOTs desempenham um importante papel nos processos de doação de órgãos. Essas equipes atuam em hospitais que possuem UTIs, detectando e diagnosticando pacientes com morte encefálica, classificados como potenciais doadores de múltiplos órgãos (PDMOs). Os profissionais das e-DOTs também são responsáveis por acolherem e conversarem com os familiares dos possíveis doadores sobre a possibilidade da doação de órgãos, explicando e desmistificando o processo.

No Brasil, a doação de órgãos só acontece mediante autorização familiar, por isso é fundamental que as equipes de saúde estejam preparadas para acolherem e conversarem com os familiares do possível doador. Quanto mais capacitados os profissionais forem, maior é o índice de aceitação para doação de órgãos e, consequentemente, o número de transplantes também aumentará. 

De acordo com a coordenadora da Organização de Procura de Órgãos de Sergipe (OPO/SE), Darcyana Lisboa, os profissionais de saúde precisam estar aptos para identificar potenciais doadores, para que o caso seja acompanhado junto a OPO/SE e a Central Estadual de Transplantes. “Quando identificamos um caso de morte encefálica, abrimos um protocolo, fazemos a manutenção do paciente, realizamos exames clínicos e conversamos com a família. Após o protocolo ser fechado e termos a autorização familiar para doação de órgãos, a captação é realizada, possibilitando também a execução do transplante”, destacou.

Para a enfermeira da e-DOT do Hospital Primavera, Natany Fernandes, a capacitação permite que os profissionais tenham um direcionamento mais adequado no momento de conversar com as famílias dos possíveis doadores. “Essa capacitação aprimora os nossos conhecimentos para que possamos abordar as famílias dos potenciais doadores com mais qualidade e empatia, obtendo um resultado positivo tanto para a família, que tem esse desejo de ajudar a salvar outras vidas, como para os receptores”, pontuou.

Fortalecimento da doação e transplante de órgãos

Um dos principais temas abordados durante a capacitação foi a portaria GM/MS nº 8.249, de 3 de novembro de 2025, que institui o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot) e o Incentivo Financeiro de Qualificação em Doação e Transplantes (IFQ-DOT), fortalecendo a Rede Nacional de Doação e Transplantes.

A nova legislação foi elaborada para ampliar a identificação de potenciais doadores, reduzir perdas no processo de doação e fortalecer a atuação das equipes hospitalares de doação para transplantes (e-DOTs). Além disso, os novos programas definem créditos e incentivos de habilitação, monitoramento e financiamento para as e-DOTs. 

O coordenador da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE), Benito Fernandez, destacou os impactos positivos que a nova medida trará para a rede de doação e transplantes de órgãos do estado. “Essa portaria valoriza o profissional de saúde, uma vez que traz incremento financeiro, dando um estímulo a mais para essas equipes. Com isso, queremos melhorar a oferta de órgãos e tecidos aqui, em Sergipe, e que os hospitais participem efetivamente dos processos de doação de órgãos e, assim, possamos melhorar nossa logística para a realização de transplantes. Já temos centros transplantadores no estado e queremos que mais pacientes sergipanos possam realizar esse procedimento no seu próprio estado”, ressaltou.

Doação de órgãos

A doação de órgãos e tecidos depende da autorização familiar, mesmo que o desejo do doador tenha sido manifestado em vida. O protocolo tem início com a identificação de pacientes em estado neurocrítico, acompanhados pela Organização de Procura de Órgãos de Sergipe (OPO/SE). Após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica, a família é consultada sobre a doação. Com a autorização do cônjuge ou de parentes de até segundo grau, a captação é realizada e os órgãos são disponibilizados pela Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE) aos pacientes compatíveis, conforme as normas do Sistema Nacional de Transplantes e sob supervisão do Ministério Público. 

Dados da CET/SE mostram que de janeiro de 2026 até o momento, o estado já contabilizou 27 doadores, sendo captados três corações, 36 rins e 17 fígados.

Fotos: Felipe Goettenauer- Ascom SES

Secretaria de Estado da Saúde fortalece rede de atenção à gestante com capacitação de profissionais

A qualificação dos profissionais impacta diretamente a assistência oferecida às mulheres, contribuindo para um pré-natal de maior qualidade, para a prevenção de complicações e para a promoção da saúde materna e neonatal em todo o estado

Com o objetivo de qualificar a assistência prestada às gestantes e fortalecer a rede de atenção materno-infantil, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE) realiza, nos dias 10 e 11 de junho, o Seminário sobre Pré-Natal de Risco Habitual, Alto Risco e Puerpério. O evento, que acontece no Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), reúne enfermeiros e médicos da Atenção Primária à Saúde (APS) e dos ambulatórios de alto risco para atualização técnica e troca de experiências sobre o cuidado à saúde da mulher durante a gestação, parto e pós-parto. 
 
“ A cada ano surgem novas evidências científicas, protocolos e estratégias de cuidado, e é fundamental que as equipes estejam preparadas para oferecer um atendimento cada vez mais seguro, humanizado e resolutivo. Esse investimento na qualificação dos profissionais impacta diretamente a assistência oferecida às mulheres, contribuindo para um pré-natal de maior qualidade, para a prevenção de complicações e para a promoção da saúde materna e neonatal em todo o estado”, destacou a referência técnica da Daps, Ademilda Silva.
 
Uma das palestrantes do seminário, foi a enfermeira obstetra Késsia Carregosa, que discutiu sobre pré-natal de risco habitual e puerpério, abordando, também, as principais intercorrências clínicas que podem surgir nesse período, sempre com base nos protocolos e nas evidências científicas mais atuais. “Mas, além dos protocolos, vamos discutir algo fundamental, que é o cuidado à saúde da mulher em sua integralidade. O pré-natal vai muito além do cumprimento de fluxos e recomendações técnicas. Ele envolve escuta, acolhimento, vínculo e um olhar atento para as necessidades de cada gestante”, ressaltou.
 
O evento foi dividido em dois dias para garantir a participação dos profissionais dos 75 municípios sergipanos, proporcionando um ambiente mais organizado e uma melhor qualidade na capacitação. Cada turma reúne cerca de 150 participantes, o que permite oferecer um momento mais qualificado de aprendizado, troca de experiências e atualização profissional.
 
Para a gerente assistencial do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), Zaíra Freitas, é extremamente importante promover capacitações tanto para os profissionais da APS quanto da Atenção Especializada porque isso fortalece toda a linha de cuidado materno-infantil. “Grande parte dessas mortes é considerada evitável quando há um acompanhamento adequado durante a gestação, o parto e o puerpério. Por isso, investir na educação permanente dos profissionais é uma estratégia essencial para melhorar os indicadores de saúde e garantir mais segurança para mães e bebês”, pontuou. 
 
Referência estadual em pré-natal de alto risco
 
O Caism, referência em Sergipe no atendimento de Pré-natal de Alto Risco (PNAR), realiza, em média, cerca de 500 consultas mensais em obstetrícia. Somando as demais especialidades envolvidas no pré-natal de alto risco, esse número chega a, aproximadamente, 900 a 950 atendimentos por mês. O objetivo é garantir um pré-natal adequado para cada gestante proporcionando mais segurança para a mãe e para o bebê. 
 
O PNAR do Caism é referência estadual na assistência às gestantes que apresentam algum tipo de risco durante a gravidez, como ressaltou a gerente assistencial Zaira Freitas. “Quando esse risco é identificado na atenção básica, a mulher é encaminhada para acompanhamento aqui no serviço. Atendemos gestantes de diversos municípios sergipanos e oferecemos uma assistência especializada, com uma equipe multiprofissional preparada para acompanhar cada caso. Contamos com médicos obstetras, além de especialistas como endocrinologista, cardiologista e psiquiatra, além de psicólogos, nutricionistas e enfermeiros obstetras”, finalizou. 

Fotos: Valter Sobrinho- Ascom SES

I Fórum Estadual de Oncologia debate atenção ao câncer e diagnóstico precoce em Sergipe

Evento reuniu gestores e profissionais para discutir prevenção, tratamento e organização da rede de cuidados

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta terça-feira, 2, o I Fórum Estadual de Oncologia. O evento reuniu gestores, profissionais de saúde, representantes de instituições parceiras e sociedade civil para discutir estratégias voltadas ao enfrentamento do câncer em Sergipe, com foco na ampliação do acesso à prevenção, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidados paliativos.

A iniciativa foi criada para ampliar o diálogo sobre a Política Estadual de Atenção Oncológica e qualificar a organização da rede de cuidados. Durante a programação, os participantes debateram o cenário atual da assistência oncológica, as tecnologias disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), os principais tipos de câncer que acometem a população sergipana e os caminhos para aprimorar o atendimento, desde a Atenção Primária até os serviços de alta complexidade.

A diretora de Atenção Especializada à Saúde da SES, Neuzice Lima, destacou que o fórum nasce da necessidade de reunir todos os atores envolvidos na assistência oncológica para pensar soluções conjuntas e ampliar a qualidade do cuidado ofertado à população.  “Fortalecer a rede de atenção oncológica exige diálogo, escuta e corresponsabilização entre todos os serviços que compõem o SUS. Este fórum foi pensado para discutir a política de prevenção e controle do câncer, compartilhar experiências, apresentar novas tecnologias e alinhar estratégias que garantam acesso em tempo oportuno, acolhimento e assistência qualificada aos pacientes. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação e melhores os resultados do tratamento”, afirmou.

O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, ressaltou a relevância do encontro para o planejamento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento do câncer. “Este é um espaço importante para discutir ações de prevenção, diagnóstico precoce e organização da assistência. Quanto mais cedo identificamos a doença, mais rapidamente conseguimos iniciar o tratamento, aumentando as chances de sobrevida e qualidade de vida dos pacientes”, destacou.

O médico oncologista e palestrante do evento, Carlos Anselmo Lima, enfatizou que o debate sobre a assistência oncológica precisa considerar tanto os desafios atuais quanto as demandas futuras da população. “Discutir a política de câncer é fundamental para compreender o cenário epidemiológico, planejar a rede de atendimento e preparar os serviços para as demandas futuras da população. Além disso, é essencial ampliar o conhecimento sobre medidas de prevenção, como alimentação saudável, prática regular de atividade física e combate ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool”, explicou.

O gerente do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Estadual de Tobias Barreto, Marlon Amâncio, ressaltou a importância da integração entre os diferentes níveis de atenção para garantir agilidade no cuidado aos pacientes com suspeita de câncer. “Hoje contamos com uma rede mais estruturada, que envolve a Atenção Primária, os serviços especializados e a alta complexidade. Quando há suspeita da doença, conseguimos realizar o diagnóstico e encaminhar o paciente com mais rapidez para os serviços de referência, reduzindo o tempo de espera e ampliando as possibilidades de tratamento em fases iniciais da doença”, afirmou.

Fotos: Ascom SES- Nucom Funesa

Encontro Estadual reúne profissionais de Educação Física para discutir promoção da saúde e qualidade de vida no SUS

Evento promovido pela SES debate prevenção de doenças, saúde mental e atuação multiprofissional na APS

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta quarta-feira, 27, o I Encontro Estadual de Profissionais de Educação Física na Saúde. A iniciativa reuniu trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe para discutir o papel da Educação Física na promoção da saúde, prevenção de doenças e ampliação da qualidade de vida da população.
 
Voltado para coordenadores do Programa Academia da Saúde, profissionais vinculados ao Incentivo Financeiro às Ações de Atividade Física (IAF) e trabalhadores da Atenção Primária, CAPS e demais serviços da rede pública, o encontro promoveu debates sobre inclusão e identificação do profissional de Educação Física na saúde, prevenção de doenças, atuação multiprofissional, saúde mental e práticas integrativas no SUS. 

O responsável técnico de Promoção da Saúde da SES, Glauber Monteiro destacou que o encontro representa um marco para o reconhecimento dos profissionais de Educação Física dentro da saúde pública. “Esse momento busca acolher e promover o diálogo entre profissionais que já atuam em programas e ações de atividade física em Sergipe. É uma oportunidade de fortalecer a identidade profissional, ampliar a valorização da categoria e promover a troca de experiências entre trabalhadores que atuam diretamente com a população. A prática regular de atividade física é essencial na prevenção de doenças crônicas, melhora da qualidade de vida e promoção da saúde”, afirmou.
 
Profissional de Educação Física e representante do município de Santa Luzia do Itanhy, Jefferson Lucas Marques avaliou o encontro como uma importante oportunidade de aprendizado e compartilhamento de experiências entre os municípios. “Esse encontro possibilita discutir práticas exitosas e pensar estratégias para ampliar a inserção do profissional de Educação Física dentro da Atenção Primária. A atividade física contribui diretamente para a prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida da população. Costumo dizer aos meus alunos que a Educação Física é o remédio do futuro, porque ela atua diretamente na prevenção e no cuidado com a saúde das pessoas”, ressaltou.
 
A profissional de Educação Física e palestrante do evento, Isabela Medeiros enfatizou a importância da atuação da categoria dentro da saúde mental e na prevenção de doenças. “A Educação Física possui um campo muito importante dentro da saúde mental, e hoje já existem diversas pesquisas científicas que demonstram a redução do uso de medicações associada ao aumento da prática de atividade física. Além de atuar na prevenção de condições como ansiedade, depressão, diabetes e hipertensão, a atividade física também contribui para a reabilitação e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, destacou.

Fotos: Jéssica Mendes

SES realiza em Lagarto a primeira oficina regional de integração ensino-serviço-comunidade

Atividade reúne gestores, municípios e instituições de ensino para fortalecer integração no SUS

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta quarta-feira, 20, no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Lagarto, a primeira Oficina Regional de Integração Ensino-Serviço-Comunidade. A iniciativa integra o conjunto de ações previstas no Plano Estadual de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde e tem como foco fortalecer a implantação das comissões de integração ensino-serviço nas regiões de saúde do estado.

A atividade reuniu representantes das Comissões Intergestores Regionais (CIR), Núcleos de Educação Permanente (NEP) dos municípios, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), instituições públicas e privadas de ensino superior, cursos técnicos, gestores da rede de saúde e docentes universitários.

O encontro também discutiu estratégias para construção do Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde (Coapes), instrumento voltado à ampliação da articulação entre instituições formadoras e os serviços de saúde, fortalecendo a formação profissional alinhada às demandas reais do território e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a coordenadora do Núcleo Estadual de Educação Permanente em Saúde (NEEPS), Milena Leite, as oficinas representam um importante espaço de diálogo entre ensino, serviço e comunidade. “Essas oficinas fazem parte das ações previstas no nosso plano estadual de gestão do trabalho e educação. O objetivo é fortalecer a integração entre ensino, serviço e comunidade, promovendo um processo de articulação que contribua para uma formação mais qualificada dos profissionais de saúde, alinhada à realidade dos territórios e às necessidades do SUS. Os territórios são espaços vivos de aprendizagem. Os alunos aprendem com a comunidade e a comunidade aprende com os alunos. Isso fortalece a formação profissional e contribui diretamente para a melhoria da assistência prestada à população”, destacou.

O professor universitário e gerente de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Lagarto (HUL), Allan Dantas, ressaltou que o Coapes fortalece o papel estratégico do SUS na formação de recursos humanos em saúde. “A celebração do Coapes reafirma a importância do SUS enquanto espaço de ensino, pesquisa e extensão. Quando instituições de ensino e serviços de saúde se unem, conseguimos fortalecer a formação profissional dentro do território, promovendo uma assistência mais organizada e qualificada. Quem ganha é o usuário do SUS, porque teremos profissionais mais preparados e comprometidos com o processo formativo, atentos às especificidades da população. Isso contribui diretamente para a melhoria da qualidade da assistência”, explicou.

A coordenadora do Núcleo de Educação Permanente em Saúde de Lagarto, Maria Edileuza dos Santos, destacou a parceria entre Estado, município e instituições de ensino na construção do Coapes. “Estamos reunidos de forma coletiva com universidades, gestores, conselho de saúde e instituições parceiras para fortalecer os processos de integração ensino-serviço-comunidade. O Estado vem oferecendo apoio técnico fundamental para que essa construção aconteça de maneira produtiva, eficiente e alinhada às necessidades da população. O Coapes fortalece a integração entre as instituições e contribui para formar profissionais mais preparados para atuar nos serviços de saúde, impactando positivamente a assistência prestada à população”, ressaltou.

Fotos: Jéssica Mendes

Última atualização: 21 de maio de 2026 11:07




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