I Fórum Estadual de Oncologia debate atenção ao câncer e diagnóstico precoce em Sergipe

Evento reuniu gestores e profissionais para discutir prevenção, tratamento e organização da rede de cuidados

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta terça-feira, 2, o I Fórum Estadual de Oncologia. O evento reuniu gestores, profissionais de saúde, representantes de instituições parceiras e sociedade civil para discutir estratégias voltadas ao enfrentamento do câncer em Sergipe, com foco na ampliação do acesso à prevenção, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidados paliativos.

A iniciativa foi criada para ampliar o diálogo sobre a Política Estadual de Atenção Oncológica e qualificar a organização da rede de cuidados. Durante a programação, os participantes debateram o cenário atual da assistência oncológica, as tecnologias disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), os principais tipos de câncer que acometem a população sergipana e os caminhos para aprimorar o atendimento, desde a Atenção Primária até os serviços de alta complexidade.

A diretora de Atenção Especializada à Saúde da SES, Neuzice Lima, destacou que o fórum nasce da necessidade de reunir todos os atores envolvidos na assistência oncológica para pensar soluções conjuntas e ampliar a qualidade do cuidado ofertado à população.  “Fortalecer a rede de atenção oncológica exige diálogo, escuta e corresponsabilização entre todos os serviços que compõem o SUS. Este fórum foi pensado para discutir a política de prevenção e controle do câncer, compartilhar experiências, apresentar novas tecnologias e alinhar estratégias que garantam acesso em tempo oportuno, acolhimento e assistência qualificada aos pacientes. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação e melhores os resultados do tratamento”, afirmou.

O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, ressaltou a relevância do encontro para o planejamento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento do câncer. “Este é um espaço importante para discutir ações de prevenção, diagnóstico precoce e organização da assistência. Quanto mais cedo identificamos a doença, mais rapidamente conseguimos iniciar o tratamento, aumentando as chances de sobrevida e qualidade de vida dos pacientes”, destacou.

O médico oncologista e palestrante do evento, Carlos Anselmo Lima, enfatizou que o debate sobre a assistência oncológica precisa considerar tanto os desafios atuais quanto as demandas futuras da população. “Discutir a política de câncer é fundamental para compreender o cenário epidemiológico, planejar a rede de atendimento e preparar os serviços para as demandas futuras da população. Além disso, é essencial ampliar o conhecimento sobre medidas de prevenção, como alimentação saudável, prática regular de atividade física e combate ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool”, explicou.

O gerente do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Estadual de Tobias Barreto, Marlon Amâncio, ressaltou a importância da integração entre os diferentes níveis de atenção para garantir agilidade no cuidado aos pacientes com suspeita de câncer. “Hoje contamos com uma rede mais estruturada, que envolve a Atenção Primária, os serviços especializados e a alta complexidade. Quando há suspeita da doença, conseguimos realizar o diagnóstico e encaminhar o paciente com mais rapidez para os serviços de referência, reduzindo o tempo de espera e ampliando as possibilidades de tratamento em fases iniciais da doença”, afirmou.

Fotos: Ascom SES- Nucom Funesa

Encontro Estadual reúne profissionais de Educação Física para discutir promoção da saúde e qualidade de vida no SUS

Evento promovido pela SES debate prevenção de doenças, saúde mental e atuação multiprofissional na APS

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta quarta-feira, 27, o I Encontro Estadual de Profissionais de Educação Física na Saúde. A iniciativa reuniu trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe para discutir o papel da Educação Física na promoção da saúde, prevenção de doenças e ampliação da qualidade de vida da população.
 
Voltado para coordenadores do Programa Academia da Saúde, profissionais vinculados ao Incentivo Financeiro às Ações de Atividade Física (IAF) e trabalhadores da Atenção Primária, CAPS e demais serviços da rede pública, o encontro promoveu debates sobre inclusão e identificação do profissional de Educação Física na saúde, prevenção de doenças, atuação multiprofissional, saúde mental e práticas integrativas no SUS. 

O responsável técnico de Promoção da Saúde da SES, Glauber Monteiro destacou que o encontro representa um marco para o reconhecimento dos profissionais de Educação Física dentro da saúde pública. “Esse momento busca acolher e promover o diálogo entre profissionais que já atuam em programas e ações de atividade física em Sergipe. É uma oportunidade de fortalecer a identidade profissional, ampliar a valorização da categoria e promover a troca de experiências entre trabalhadores que atuam diretamente com a população. A prática regular de atividade física é essencial na prevenção de doenças crônicas, melhora da qualidade de vida e promoção da saúde”, afirmou.
 
Profissional de Educação Física e representante do município de Santa Luzia do Itanhy, Jefferson Lucas Marques avaliou o encontro como uma importante oportunidade de aprendizado e compartilhamento de experiências entre os municípios. “Esse encontro possibilita discutir práticas exitosas e pensar estratégias para ampliar a inserção do profissional de Educação Física dentro da Atenção Primária. A atividade física contribui diretamente para a prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida da população. Costumo dizer aos meus alunos que a Educação Física é o remédio do futuro, porque ela atua diretamente na prevenção e no cuidado com a saúde das pessoas”, ressaltou.
 
A profissional de Educação Física e palestrante do evento, Isabela Medeiros enfatizou a importância da atuação da categoria dentro da saúde mental e na prevenção de doenças. “A Educação Física possui um campo muito importante dentro da saúde mental, e hoje já existem diversas pesquisas científicas que demonstram a redução do uso de medicações associada ao aumento da prática de atividade física. Além de atuar na prevenção de condições como ansiedade, depressão, diabetes e hipertensão, a atividade física também contribui para a reabilitação e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, destacou.

Fotos: Jéssica Mendes

SES realiza em Lagarto a primeira oficina regional de integração ensino-serviço-comunidade

Atividade reúne gestores, municípios e instituições de ensino para fortalecer integração no SUS

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta quarta-feira, 20, no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Lagarto, a primeira Oficina Regional de Integração Ensino-Serviço-Comunidade. A iniciativa integra o conjunto de ações previstas no Plano Estadual de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde e tem como foco fortalecer a implantação das comissões de integração ensino-serviço nas regiões de saúde do estado.

A atividade reuniu representantes das Comissões Intergestores Regionais (CIR), Núcleos de Educação Permanente (NEP) dos municípios, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), instituições públicas e privadas de ensino superior, cursos técnicos, gestores da rede de saúde e docentes universitários.

O encontro também discutiu estratégias para construção do Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde (Coapes), instrumento voltado à ampliação da articulação entre instituições formadoras e os serviços de saúde, fortalecendo a formação profissional alinhada às demandas reais do território e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a coordenadora do Núcleo Estadual de Educação Permanente em Saúde (NEEPS), Milena Leite, as oficinas representam um importante espaço de diálogo entre ensino, serviço e comunidade. “Essas oficinas fazem parte das ações previstas no nosso plano estadual de gestão do trabalho e educação. O objetivo é fortalecer a integração entre ensino, serviço e comunidade, promovendo um processo de articulação que contribua para uma formação mais qualificada dos profissionais de saúde, alinhada à realidade dos territórios e às necessidades do SUS. Os territórios são espaços vivos de aprendizagem. Os alunos aprendem com a comunidade e a comunidade aprende com os alunos. Isso fortalece a formação profissional e contribui diretamente para a melhoria da assistência prestada à população”, destacou.

O professor universitário e gerente de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Lagarto (HUL), Allan Dantas, ressaltou que o Coapes fortalece o papel estratégico do SUS na formação de recursos humanos em saúde. “A celebração do Coapes reafirma a importância do SUS enquanto espaço de ensino, pesquisa e extensão. Quando instituições de ensino e serviços de saúde se unem, conseguimos fortalecer a formação profissional dentro do território, promovendo uma assistência mais organizada e qualificada. Quem ganha é o usuário do SUS, porque teremos profissionais mais preparados e comprometidos com o processo formativo, atentos às especificidades da população. Isso contribui diretamente para a melhoria da qualidade da assistência”, explicou.

A coordenadora do Núcleo de Educação Permanente em Saúde de Lagarto, Maria Edileuza dos Santos, destacou a parceria entre Estado, município e instituições de ensino na construção do Coapes. “Estamos reunidos de forma coletiva com universidades, gestores, conselho de saúde e instituições parceiras para fortalecer os processos de integração ensino-serviço-comunidade. O Estado vem oferecendo apoio técnico fundamental para que essa construção aconteça de maneira produtiva, eficiente e alinhada às necessidades da população. O Coapes fortalece a integração entre as instituições e contribui para formar profissionais mais preparados para atuar nos serviços de saúde, impactando positivamente a assistência prestada à população”, ressaltou.

Fotos: Jéssica Mendes

Sergipe amplia qualificação de profissionais da saúde para enfrentamento da hanseníase

Capacitação busca ampliar diagnóstico precoce e reduzir sequelas causadas pela doença

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realiza até a próxima sexta-feira, 22, a Capacitação em Manejo Clínico, Avaliação e Prevenção de Incapacidades em Hanseníase. Realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Hansenologia, no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU/UFS), o evento reúne médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) de municípios sergipanos.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a qualificação permanente dos profissionais da rede pública para o diagnóstico precoce, manejo adequado e acompanhamento dos casos de hanseníase, considerada ainda um importante problema de saúde pública no estado. A programação inclui atividades teóricas e práticas voltadas à avaliação clínica, identificação precoce dos sinais da doença, prevenção de incapacidades e condução terapêutica dos casos.

O dermatologista hansenologista Marco Andrey destacou que a capacitação representa um importante avanço para o fortalecimento da assistência à população e para o enfrentamento da hanseníase em Sergipe. “A doença hoje apresenta mudanças importantes no perfil de manifestação, principalmente com sintomas neurológicos, como dormência, formigamento, dor nos nervos e alterações de sensibilidade, que muitas vezes aparecem antes das lesões clássicas de pele. Por isso, é fundamental capacitar os profissionais da Atenção Primária para reconhecer esses sinais precocemente e realizar o diagnóstico no momento oportuno”, afirmou.

O médico dermatologista e representante da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Sergipe, Pedro Dantas Oliveira, enfatizou a importância da qualificação das equipes que atuam como porta de entrada do SUS. “Os profissionais da Atenção Primária são fundamentais para garantir o diagnóstico precoce e evitar incapacidades causadas pela hanseníase. A formação oferece atualização técnica e troca de experiências que fortalecem a condução clínica e o cuidado integral aos pacientes”, destacou.

A responsável técnica do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Fátima Dias, disse que a capacitação busca fortalecer a expertise das equipes da Atenção Primária para identificação dos casos ainda nas fases iniciais. “A hanseníase continua sendo um desafio para a saúde pública, e o diagnóstico precoce é essencial para evitar sequelas e interromper a transmissão. Nossa proposta é que esses profissionais levem o conhecimento adquirido durante a capacitação para seus territórios, ampliando a qualificação das equipes locais e fortalecendo o acompanhamento dos pacientes e familiares”, afirmou.

A médica de Saúde da Família na cidade de Nossa Senhora da Glória, Adeline Brito, avaliou a formação como fundamental para fortalecer o trabalho desenvolvido na Atenção Primária. “A hanseníase ainda é uma doença muito subdiagnosticada. Participar de uma capacitação como essa amplia nosso conhecimento e melhora a qualidade do cuidado prestado aos pacientes. A Atenção Primária tem papel essencial na orientação da população e na identificação precoce dos casos, principalmente por meio dos agentes comunitários de saúde”, ressaltou.

Prevenção

Os especialistas reforçam que o diagnóstico precoce continua sendo a principal estratégia para evitar complicações e interromper a cadeia de transmissão da hanseníase. Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele com alteração de sensibilidade, dormência, formigamentos, dor nos nervos e perda de força em mãos e pés. A orientação é que pessoas com sintomas procurem imediatamente a unidade básica de saúde para avaliação clínica.

O dermatologista Pedro Dantas Oliveira informou que o acompanhamento dos contatos próximos dos pacientes diagnosticados também é essencial para o controle da doença. “A hanseníase é transmitida de pessoa para pessoa e, por isso, identificar precocemente os casos transmissores é fundamental para evitar novas contaminações. O acompanhamento familiar e a busca ativa dos contatos fazem parte das principais medidas de saúde pública para reduzir a propagação da doença”, alertou.

Tratamento

A hanseníase tem cura e o tratamento é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A terapia é realizada por meio da poliquimioterapia, com acompanhamento contínuo das equipes de saúde, permitindo controlar a doença, interromper a transmissão e prevenir incapacidades físicas causadas pelo diagnóstico tardio.

Fotos: Jéssica Mendes

Profissionais de saúde de Sergipe participam de capacitação para fortalecer monitoramento de vírus respiratórios

Evento reuniu corpo técnico qualificado dos 75 municípios sergipanos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu nesta quarta-feira, 6, uma Oficina de Qualificação da Vigilância Integrada dos Vírus Respiratórios. A iniciativa estratégica visa consolidar a rede de monitoramento em todo o território sergipano, estabelecendo fluxos de notificação mais robustos e garantindo uma integração plena entre as gestões municipais, unidades hospitalares e a rede laboratorial do estado. O encontro ocorre em um momento crucial, preparando o Sistema Único de Saúde (SUS) local para atuar com maior precisão técnica diante da circulação de patógenos sazonais.

A capacitação reuniu um corpo técnico qualificado, composto por coordenadores de vigilância epidemiológica dos 75 municípios, equipes de vigilância hospitalar, além de representantes do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), Serviço de Verificação de Óbito (SVO), Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, Diretoria de Atenção Especializada à Saúde e da Diretoria Operacional dos Serviços de Saúde e hospitais notificadores das redes pública e privada. 

O foco central do treinamento foi a qualificação dos profissionais para a identificação precoce e investigação ágil de casos, assegurando que as respostas institucionais sejam imediatas. Com a padronização dos processos, Sergipe amplia sua capacidade de resposta assistencial, melhorando a comunicação entre os diferentes níveis de serviço e otimizando o suporte aos pacientes com quadros respiratórios.
 
A responsável técnica da Vigilância dos Vírus Respiratórios da SES, Mariana Rosário, explicou que a oficina foi pensada para fortalecer a comunicação entre todos os setores envolvidos no monitoramento dos casos. “A gente precisa criar fluxos bem definidos entre hospitais, municípios e estado para melhorar o acompanhamento dos casos e fortalecer a vigilância dos vírus respiratórios em Sergipe. A vacina já está disponível para os grupos prioritários e é fundamental para evitar formas graves da doença. A gente não pode deixar de reforçar essa conscientização”, afirmou.
 
A biomédica Aline Marinho ressaltou que a capacitação ajuda os profissionais a compreender melhor o comportamento dos vírus respiratórios e o impacto da sazonalidade no atendimento. “É importante entender os fluxos e o manejo correto dos casos, principalmente no laboratório, porque um diagnóstico feito da forma adequada garante mais segurança e suporte ao paciente. Muita gente encara como uma gripe simples e continua circulando normalmente. Mas medidas como uso de máscara quando estiver gripado, lavagem das mãos e procurar atendimento quando necessário continuam sendo fundamentais”, explicou.
 
O superintendente do Lacen, Cliomar Alves, destacou que a uniformização dos processos fortalece a qualidade das informações e das investigações realizadas no estado. “Quando todos os serviços trabalham da mesma forma, conseguimos melhorar a vigilância, o diagnóstico e a resposta aos casos suspeitos de vírus respiratórios”, afirmou.

Fotos: Alliston Santos

Capacitação amplia conscientização sobre doação de órgãos e fortalece rede de transplantes

Ação reuniu profissionais da saúde para fortalecer o cuidado com pacientes em protocolo de morte encefálica, qualificar a assistência prestada às famílias e ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos

Em meio a histórias marcadas pela dor da despedida e pela possibilidade de salvar vidas, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu, nesta quarta-feira, 6, a Oficina de Manutenção de Potencial Doador da Central Estadual de Transplantes. A ação reuniu profissionais da saúde para fortalecer o cuidado com pacientes em protocolo de morte encefálica, qualificar a assistência prestada às famílias e ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.
 
Voltada a enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais envolvidos no processo de doação e transplante, a oficina buscou alinhar práticas e sensibilizar as equipes sobre o papel de cada área no acolhimento familiar e na manutenção adequada dos órgãos. A proposta é garantir um processo mais humanizado, ético e seguro, aumentando as possibilidades de doação e oferecendo uma nova chance de vida para milhares de pessoas que aguardam por um transplante em todo o país.
 
O coordenador da Central Estadual de Transplantes, Benito Fernandez, destacou que a manutenção do potencial doador exige atuação integrada e sensível das equipes de saúde. “Quando ocorre a morte encefálica, o corpo perde seu grande comando, que é o encéfalo, e passa a precisar de uma série de intervenções médicas e multiprofissionais para manter os órgãos viáveis. Essa oficina tem justamente o objetivo de conscientizar os profissionais sobre a importância desse cuidado e também sobre o acolhimento das famílias, porque a doação é, acima de tudo, um ato de amor e solidariedade”, afirmou.
 
Ao falar sobre a importância da conscientização da população, Benito ressaltou que conversar sobre o desejo de ser doador ainda em vida pode fazer a diferença. “Hoje, mais de 80 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil. Muitas vezes, pensamos que isso nunca vai acontecer conosco, mas qualquer um pode precisar de um órgão um dia. Por isso, é tão importante dialogar com a família e deixar clara essa vontade. Através da doação, é possível transformar um momento de dor em esperança para outras vidas”, explicou.

A assistente social da Central de Transplantes de Sergipe, Ana Maria Dantas, enfatizou que o processo vai além da doação e envolve cuidado contínuo com as famílias. “Nosso trabalho também é acolher essas famílias, compreender suas dificuldades e oferecer suporte emocional e social. Muitas vezes, encontramos situações de vulnerabilidade, medo ou desinformação. Por isso, além de orientar sobre a importância da doação, buscamos fortalecer essa rede de apoio e ajudar essas pessoas a atravessarem esse momento tão delicado”, destacou.
 
O médico intensivista Gustavo Guedes de Carvalho ressaltou que a capacitação dos profissionais é essencial para garantir segurança e confiança em todo o processo. “Existe um protocolo rigoroso e extremamente ético para o diagnóstico de morte encefálica. Nada acontece de forma precipitada. O paciente recebe toda a assistência necessária, e o acolhimento à família acontece independentemente da decisão pela doação. A gente entende a dor desse momento, mas também sabe que uma única doação pode salvar várias vidas e transformar completamente a realidade de outras famílias”, explicou.

Fotos: Alliston Santos

Oficinas regionais qualificam gestores e ampliam planejamento da saúde nos municípios

Capacitação orienta uso de instrumentos do SUS e aprimora gestão pública em Sergipe

Com o objetivo de aprimorar a gestão da saúde pública e garantir maior eficiência na aplicação de políticas nos municípios, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta terça-feira, 5, a primeira turma da oficina regional sobre instrumentos de planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa reuniu gestores, técnicos e conselheiros municipais de saúde das regionais de Aracaju, Lagarto e Nossa Senhora do Socorro, promovendo um espaço de qualificação e alinhamento estratégico para o fortalecimento da gestão em todo o estado. Ao longo da semana, outras duas turmas serão realizadas, ampliando o alcance da ação para diferentes regiões.

A oficina tem como foco orientar os participantes sobre a elaboração, monitoramento e avaliação dos instrumentos de planejamento, fundamentais para a organização das ações de saúde. A programação aborda desde a atualização de diretrizes até o uso de sistemas como o DigiSUS, contribuindo para que os municípios possam estruturar melhor suas estratégias com base nas necessidades locais, garantindo maior efetividade nas políticas públicas e no atendimento à população.

A assessora da Diretoria de Planejamento da SES, Giselda Melo, destacou que a iniciativa já faz parte da rotina da secretaria e acompanha as demandas dos municípios. “Essas oficinas são realizadas duas vezes ao ano e têm como objetivo atualizar os profissionais sobre os instrumentos de planejamento, considerando as dificuldades e necessidades apresentadas pelos municípios. Trabalhamos em parceria com o Ministério da Saúde, o Cosems e o Conselho Estadual de Saúde para garantir que gestores, técnicos e conselheiros estejam alinhados e preparados para utilizar corretamente esses instrumentos”, afirmou.

O técnico Carlos Carvalho ressaltou que a capacitação contribui diretamente para a melhoria da gestão municipal. “A oficina é essencial para apoiar os municípios na elaboração dos instrumentos de gestão. A partir dela, conseguimos compreender melhor os conceitos, as diretrizes e a legislação, além de planejar ações mais assertivas com base no diagnóstico de saúde do território. Isso impacta diretamente na construção de políticas públicas mais eficientes”, explicou.

A coordenadora de planejamento da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, Cristiane Sisto, enfatizou a importância do apoio técnico do Estado para o desenvolvimento dos municípios. “A orientação da Secretaria de Estado é fundamental para o crescimento dos municípios. Esse suporte nos ajuda a organizar melhor os instrumentos de gestão e amplia nossa visão sobre a implementação de políticas públicas, contribuindo para um trabalho mais estruturado e eficaz”, destacou.

Fotos: Alliston Santos

Saúde de Sergipe qualifica profissionais e fortalece rede para eliminar transmissão vertical de doenças

Capacitação qualifica profissionais e amplia acompanhamento de gestantes e crianças no SUS

Com foco na promoção da saúde materno-infantil e na eliminação da transmissão vertical de doenças, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta segunda-feira, 04, a Oficina de Monitoramento e Controle da Transmissão Vertical – Selo de Boas Práticas. A iniciativa integra as estratégias do estado para qualificar a assistência e garantir um cuidado mais seguro e contínuo para gestantes e crianças em todo o território sergipano.

Voltada a profissionais da Atenção Primária à Saúde, Vigilância Epidemiológica e demais pontos da Rede de Atenção à Saúde, a formação tem como objetivo fortalecer o acompanhamento desde o pré-natal até o pós-parto, promovendo a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. A proposta também visa preparar os municípios para a certificação de boas práticas, com foco na eliminação da transmissão vertical até 2030, por meio da integração entre serviços e da atuação qualificada dos profissionais envolvidos no cuidado.

 A responsável técnica da SES para o atendimento de gestantes e crianças com HIV/Aids, fisioterapeuta sanitarista Jôse Calasans, destacou que a capacitação amplia a organização da rede e fortalece o cuidado integral. “Essa oficina trabalha o monitoramento e a certificação dos municípios que têm potencial para eliminar a transmissão vertical. A ideia é envolver toda a rede de atenção, desde a atenção básica até a maternidade e os serviços especializados, garantindo que a gestante seja acompanhada em todas as etapas e que a criança tenha continuidade no cuidado após o nascimento”, afirmou.

 A biomédica da área técnica de Infecções Sexualmente Transmissíveis do município de Lagarto, Luanna Dominick, ressaltou que a formação contribui para o fortalecimento da atuação dos profissionais e da gestão. “Quando a gente aprofunda o conhecimento sobre os sistemas e o funcionamento do SUS, conseguimos atuar de forma mais eficaz. É importante que os profissionais estejam preparados, mas também que consigam repassar esse conhecimento, porque quanto mais a gente aprende, mais a gente fortalece o cuidado no município”, explicou.

 A enfermeira e gerente técnica dos programas municipais de Infecções Sexualmente Transmissíveis de Aracaju, Larissa Ribeiro, enfatizou a importância da integração entre os serviços para alcançar melhores resultados. “Essa capacitação é fundamental para alinhar toda a rede, porque o cuidado não acontece de forma isolada. Precisamos integrar atenção básica, vigilância e serviços de referência para garantir um acompanhamento completo. Além disso, os profissionais têm um papel essencial na orientação das gestantes, reforçando a importância do pré-natal e do tratamento para evitar a transmissão vertical”, destacou.

Fotos: Alliston Santos

SES intensifica vigilância e fortalece resposta a surtos alimentares em Sergipe

Formação qualifica vigilâncias municipais e reforça integração para prevenir riscos à saúde da população

Com foco na proteção da saúde da população e na prevenção de riscos relacionados ao consumo de alimentos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta quinta-feira, 30, uma capacitação voltada ao manejo de surtos alimentares. A iniciativa reuniu coordenadores das vigilâncias sanitárias municipais e contou com o apoio da Vigilância Epidemiológica estadual, fortalecendo a atuação integrada no enfrentamento desse tipo de agravo.

A ação teve como objetivo qualificar os profissionais para a identificação, investigação e resposta a surtos alimentares, promovendo maior agilidade e eficiência nos processos de vigilância. A formação também buscou alinhar fluxos entre diferentes órgãos, como vigilância sanitária, vigilância epidemiológica e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que participou da programação como palestrante, contribuindo com orientações técnicas e esclarecimentos sobre o papel do diagnóstico laboratorial no apoio às investigações e na confirmação dos casos. A integração entre esses serviços garante uma atuação mais coordenada e resolutiva diante de situações que podem impactar diretamente a saúde coletiva.

O gerente de Alimentos da Vigilância Sanitária da SES, Diego Rossini, destacou que a capacitação é fundamental para organizar a resposta dos serviços diante desses eventos. “Os surtos alimentares acontecem com frequência e, quando ocorrem, exigem uma resposta rápida e bem articulada. Por isso, reunimos diferentes setores para alinhar fluxos e fortalecer essa integração, garantindo uma investigação mais eficiente e uma resposta mais ágil, com maior resolutividade”, afirmou.

O cirurgião-dentista Davi Uchoa ressaltou que a formação contribui diretamente para o trabalho realizado nos municípios. “Essa capacitação fortalece nossa atuação na fiscalização dos estabelecimentos que manipulam alimentos. A partir dessas orientações, conseguimos ter um controle mais efetivo, orientar melhor a população e atuar na prevenção, evitando situações que possam causar danos à saúde”, explicou.

A biomédica e fiscal da Vigilância Sanitária de Itabaiana, Beatriz Santana, enfatizou a importância do aprofundamento técnico para atuação em áreas de maior risco. “A área de alimentos exige atenção constante, por envolver riscos diretos à saúde da população. Com a capacitação, conseguimos ampliar nosso conhecimento, melhorar as investigações e entender melhor os fluxos de atuação, além de fortalecer a articulação com outros órgãos, como o Lacen, que é fundamental nesse processo”, destacou.

Fotos: Alliston Santos

SES qualifica profissionais e fortalece triagem neonatal na rede pública de Sergipe

Formação qualifica profissionais da Atenção Primária e reforça diagnóstico precoce no SUS

Com foco na promoção da saúde e na garantia de um início de vida mais seguro para as crianças sergipanas, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta quarta-feira, 29, uma capacitação sobre triagem neonatal voltada a profissionais da Atenção Primária à Saúde. A iniciativa integra as estratégias de fortalecimento da assistência à saúde da criança no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
A formação teve como objetivo qualificar enfermeiros e técnicos de enfermagem quanto aos fluxos corretos, responsabilidades e etapas do processo de triagem neonatal, incluindo coleta, registro, encaminhamento e acompanhamento dos casos. A proposta busca garantir a detecção precoce de doenças graves, hereditárias e infecciosas, possibilitando o início imediato do tratamento e contribuindo para a redução de sequelas e óbitos infantis.
 
A responsável técnica em Saúde da Criança e do Adolescente da SES, Larissa Primo, destacou que a capacitação faz parte de uma estratégia para ampliar o alcance das ações no estado. “Este ano, optamos por levar essa capacitação de forma regionalizada, indo até os municípios, para garantir maior adesão dos profissionais e melhorar a assistência. A triagem neonatal é um conjunto de exames fundamentais, ofertados gratuitamente pelo SUS, que permite identificar precocemente doenças graves e iniciar o tratamento o mais rápido possível”, afirmou.
 
A enfermeira obstetra Kaellyne Figueiredo, que foi uma das palestrantes, ressaltou a importância do conhecimento técnico para garantir melhores desfechos na saúde infantil. “Os testes de triagem neonatal são essenciais para prevenir complicações, reduzir riscos de óbito e melhorar a qualidade de vida das crianças. Quando o profissional entende a importância e sabe conduzir corretamente o processo, conseguimos evitar desfechos negativos e garantir um cuidado mais seguro para os bebês”, explicou.
 
A técnica de enfermagem Maria José Bispo destacou que a capacitação contribui para corrigir falhas e aprimorar a prática profissional. “Essa formação foi muito importante porque tirou dúvidas que a gente tinha no dia a dia. Muitas vezes realizávamos procedimentos de forma incorreta por falta de orientação, e agora temos mais segurança para executar corretamente e repassar esse conhecimento para os colegas no município”, relatou.

A enfermeira Maria Joseane do Nascimento enfatizou que o conhecimento adquirido também fortalece a relação com as famílias atendidas. “Quando estamos bem capacitados, conseguimos orientar melhor os pais, transmitir mais confiança e garantir que os exames sejam realizados no tempo certo. Isso faz toda a diferença na qualidade do atendimento e na segurança das crianças”, destacou.

Fotos: Jéssica Mendes

Última atualização: 30 de abril de 2026 11:14




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