SES capacita profissionais de saúde para atendimento aos trabalhadores rurais

A parceria entre a Fundação Estadual de Saúde e Ministério Público do Trabalho visa instruir profissionais sobre trabalho escravo, tráfico de pessoas e trabalho infantil

Nesta quinta-feira, 13, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE) e em parceria com Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Sergipe (Cerest), realizou o primeiro Encontro de Saúde do Trabalhador Rural, como o tema ‘Vigilância e Saúde Mental do Trabalhador Agrícola’. 

 O evento teve como objetivo principal abordar a necessidade de aproximar os serviços de saúde dos trabalhadores rurais, enfrentando desafios como o difícil acesso aos serviços de saúde e a distância geográfica que separa muitos desses trabalhadores das unidades de saúde.

 Segundo o psicólogo e apoiador institucional do Cerest Sergipe, Elder Magno, a saúde do trabalhador rural é uma prioridade devido às condições frequentemente precárias em que muitos trabalham, sem formalização adequada. “O encontro proporcionou um espaço para estabelecer vínculos diretos com a realidade desses trabalhadores e colaborar com órgãos competentes em iniciativas conjuntas para promover a saúde rural”, informou. 

 Ainda segundo o psicólogo, profissionais de saúde dos municípios onde a agricultura é predominante participaram do evento, focando na qualificação e conscientização sobre a importância da notificação dos riscos enfrentados pelos trabalhadores rurais. “Temas como exposição a agrotóxicos, principal causa de intoxicação entre esses trabalhadores, foram discutidos para ampliar a conscientização e promover práticas seguras de trabalho. Além dos desafios físicos, questões culturais também influenciam a segurança no trabalho agrícola, onde produtos químicos são muitas vezes mal interpretados como soluções de saúde, ignorando os riscos associados”, destacou. 

 O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT-SE), Adroaldo Bispo,  explicou que é crucial que os profissionais da saúde reconheçam o trabalho como um fator determinante para o adoecimento. “Muitas vezes, os usuários chegam às unidades de saúde com sintomas relacionados ao trabalho, mas a pergunta básica sobre sua atividade profissional não é feita. Uma simples pergunta pode ser crucial para identificar a causa raiz do problema e não tratar apenas os sintomas comuns, ou seja, conscientizar os profissionais sobre o papel do trabalho como causa de adoecimento pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças entre os trabalhadores”, explicou. 

 O procurador do Trabalho, que também atua como coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), destacou que, existe uma parceria entre a Funesa e o MPT-SE, para capacitar agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, incluindo o tema do trabalho escravo, tráfico de pessoas e trabalho infantil em seus currículos. “O objetivo não é apenas denunciar, mas também capacitar esses profissionais para identificar situações suspeitas, que muitas vezes envolvem o recrutamento de trabalhadores para condições de trabalho desumanas, muitas vezes em outras regiões do país ou até internacionalmente. Essa capacitação visa também reconhecer e tratar as consequências físicas e mentais que esses trabalhadores enfrentam após serem resgatados”, revelou. 

 O médico veterinário, José Lucas, da cidade de Rosário do Catete, salientou a importância do evento para a área de saúde do trabalhador rural. “Vejo o evento como fundamental para a área de saúde do trabalhador rural, muitas vezes negligenciada em vários municípios. A capacitação proporcionada pelo Estado é crucial para melhorar as práticas de vigilância e intensificar as ações no campo”, frisou.

Saúde promove capacitação para atendimento à população LGBTQIAPN+

No Hospital Universitário de Lagarto existe um ambulatório de atendimento multidisciplinar específico

Na manhã desta quinta-feira, 13, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), reuniu profissionais de saúde que atuam em hospitais e centros de especialidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma capacitação focada no atendimento à população LGBTQIAPN+. O evento, ocorrido no auditório da SES, destacou a importância de qualificar o atendimento e a assistência oferecida a essa população.

A capacitação tem como objetivo garantir que os profissionais de saúde coloquem em prática seus conhecimentos teóricos sem deixar de oferecer um acolhimento adequado a cada indivíduo, respeitando suas necessidades específicas. 

De acordo com a referência técnica em Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Janaína Noronha, o objetivo da SES com a realização da qualificação é destacar a importância de um atendimento humanizado e de qualidade. “Muitas pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ enfrentam preconceito ao buscar atendimento nas unidades de saúde, encontrando dificuldades até mesmo para serem chamadas pelo nome que escolheram. Essa questão muitas vezes não é abordada nas universidades durante a formação dos profissionais, permitindo que crenças pessoais interfiram no atendimento”, explicou. 

Ainda de acordo com Janaína, é crucial que os profissionais de saúde vejam os pacientes como pessoas que necessitam ser tratadas conforme sua identidade e orientação sexual, sem interferir nesses aspectos. “No Hospital Universitário de Lagarto existe um ambulatório de atendimento multidisciplinar específico para a população LGBTQIAPN+, com assistência a consultas, ao acompanhamento pré e pós-cirúrgico e à hormonioterapia”, destacou. 

Segundo a psicóloga e palestrante do evento, Lidiane Drapala, a capacitação contínua dos profissionais de saúde é essencial, considerando que estamos em constante processo de modificação. “Nos últimos 15 anos houve um crescimento significativo das discussões sobre questões de gênero e orientação sexual na internet, permitindo que muitos jovens e pessoas idosas se assumissem. No entanto, as formações profissionais ainda não contemplam adequadamente esse conteúdo, resultando em pouca teoria e prática para lidar com essa população” revelou. 

Lidiane explica que investir em educação inclusiva é crucial para reduzir a miséria e promover o progresso em todos os âmbitos da vida social. “O ambiente de saúde deve ser um espaço de desabafo para aqueles que sofrem violência intrafamiliar e escolar. A educação é a chave para mudanças significativas. Em 2024, vemos crianças acolhendo naturalmente famílias com duas mães ou dois pais, mostrando que uma educação inclusiva pode eliminar a confusão e constrangimento presentes nos adultos”, pontuou. 

O enfermeiro e coordenador do Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital São José, Antônio Araujo, participou da capacitação e falou sobre a importância dela no seu dia a dia. “Somos um serviço de referência no atendimento a pacientes em surto mental. Acolhemos muitos pacientes que fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+, que merecem ser acolhidos da melhor forma possível, seguindo os preceitos que o SUS estabelece”, informou. 

A enfermeira Gilvanete Santana destacou a importância contínua da capacitação dentro do calendário de ações da SES. “Esse treinamento é essencial para que os profissionais de saúde possam oferecer atendimento de alta qualidade aos usuários, refletindo o cuidado necessário. Com a evolução constante nos estudos, é crucial que os profissionais se submetam a essa educação contínua, como parte do compromisso da SES em promover melhorias na assistência à saúde”, ressaltou. 

Canais de denúncias

Entender quem cometeu a violência e negligenciou o atendimento é fundamental. Existem dispositivos como as ouvidorias da SES, por meio do Disque Saúde no número 136 e o Ministério Público com promotorias específicas e os conselhos de classe para profissionais da saúde onde denúncias podem ser feitas.

Funesa capacita profissionais da vigilância sanitária em inspeções laboratoriais

A capacitação facilita a padronização dos serviços em todo o estado

A partir de iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), foi realizada uma webpalestra, na quarta-feira, 5,  para fortalecer as práticas de saúde pública e o sistema de vigilância sanitária e prevenção de um diagnóstico errado. A capacitação faz parte de um planejamento estratégico, visando capacitar os municípios e as vigilâncias sanitárias municipais.

As inspeções em laboratórios de análises clínicas são consideradas de alta complexidade e, geralmente, são realizadas pela vigilância estadual. No entanto, alguns municípios já começaram a conduzir essas inspeções através de um acordo de cooperação com o Estado, desde que atendam aos pré-requisitos, como possuir uma equipe qualificada e capacitada, por exemplo. Esses critérios são definidos pelo núcleo jurídico da Coordenação de Vigilância Sanitária (Covisa), e os municípios assinam um pacto com o Estado para desenvolver essas inspeções.

De acordo com a gerente de serviços de saúde da vigilância sanitária estadual, Tereza Cristina Maynard, o objetivo principal é ampliar o conhecimento dos municípios sobre como realizar essas inspeções e identificar os pontos mais relevantes em um laboratório de análises clínicas. “Nós temos que ter uma visão diferenciada para eles, todas as boas práticas no laboratório de análise clínica são importantes, desde que atendam ao que é preconizado na legislação sanitária”, explicou. 

Ainda de acordo com a gerente, devido à alta complexidade e risco associados aos laboratórios de análises clínicas, é essencial ter uma visão diferenciada. “Um resultado incorreto pode levar a um diagnóstico e tratamento inadequados. Portanto, é crucial que as boas práticas laboratoriais sejam seguidas conforme a legislação sanitária, por isso, a capacitação facilita a padronização dos serviços em todo o estado”, pontuou.

Segundo a biomédica Victória Menezes, durante a webpalestra foram apresentados exemplos de não conformidades vistas em inspeções sanitárias. “Frequentemente, encontramos amostras biológicas acondicionadas incorretamente, como em caixas isotérmicas ao invés de caixas térmicas, conforme estabelecido pela legislação. Também observamos depósitos de materiais de limpeza fora dos padrões. Toda a estrutura de um laboratório ou posto de coleta precisa atender aos critérios estabelecidos nas resoluções da Anvisa”, destacou.

Secretaria da Saúde promove seminário sobre luta antimanicomial e novos modelos de cuidado

A luta antimanicomial se caracteriza pela busca pelos direitos das pessoas com transtornos mentais

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública (ESP/SE), realizou nesta terça-feira, 28, um seminário em alusão ao Dia da Luta Antimanicomial, reunindo profissionais e gestores de saúde mental, com o objetivo de discutir e refletir sobre novos modelos de cuidado para pessoas com transtornos mentais. O evento buscou desmistificar a ideia de que a luta antimanicomial se limita ao fechamento de manicômios, enfatizando a importância de ações que promovam liberdade, atenção e cuidado.

Durante o seminário, os palestrantes destacaram a necessidade de promover a reinserção social dos usuários e ressaltaram a importância dos profissionais refletirem sobre suas práticas, ajudando esses indivíduos a desenvolverem a capacidade de trabalhar, gerar renda e reabilitar-se psicossocialmente por meio da cultura e da arte.

De acordo com a referência técnica da Rede de Atenção Psicossocial Especializada (Rapes) da SES, Silvia Ferreira Costa, o seminário buscou ampliar a informação do verdadeiro significado de manicômio. “Queremos proporcionar uma reflexão aos profissionais para que, dentro dos espaços e dos serviços, eles tragam e devolvam a esse usuário com transtorno mental a reinserção social. Devolver para a sociedade a fim de que ele consiga trabalhar, possibilitando geração de renda para si e para a família e também oferecer possibilidades de reabilitação através da cultura e da arte”, explicou.

Ainda de acordo com Silvia Costa, o evento foi direcionado a profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), gestores, prefeitos e representantes da assistência social. “Focamos nesses grupos porque acreditamos que, através deles, conseguiremos reintegrar os usuários ao meio social”, destacou.

Segundo a responsável técnica em Rede de Atenção Psicossocial Especializada, Suely Matos, o seminário também visou incentivar a participação ativa dos municípios nesse processo, compartilhando experiências exitosas e servindo de inspiração para outros. “Este momento é um tipo de convocação para que os profissionais tenham essa ruptura do cuidado do modelo manicomial para o modelo de cuidado em rede e em liberdade, tendo um momento de reflexão para que possam repensar sobre a prática no cotidiano, e como temos vários profissionais, essa troca se torna valiosa e deixando o trabalho mais leve”, ressaltou.

A psiquiatra e diretora emérita da Associação Brasileira de Saúde Mental, Ana Pitta, abordou sobre a importância de conversar sobre saúde mental com profissionais que lidam diariamente com usuários com algum tipo de transtorno. “É essencial discutir as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores de saúde mental. Estou feliz com a iniciativa de reunir todos para refletir, compartilhar e discutir os desafios e progressos na saúde mental”, revelou. 

A coordenadora de um dos CAPs da cidade de Nossa Senhora do Socorro, Yamani Ferreira Costa, enfatizou a constante aprendizagem proporcionada por eventos como esse. “Esse evento é de extrema importância para nós, porque falar da luta antimanicomial é algo muito prazeroso para quem já está nessa luta diária. Socorro é um município que possui quatro unidades de CAPs, e em dois deles já temos usuários que aprenderam a pintar e desenhar em quadros e, hoje, conseguem gerar renda com uma grande produção, graças ao trabalho desenvolvido pela nossa equipe”, revelou.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Fundação Estadual da Saúde promove capacitação para gestores municipais do Programa Saúde na Escola

Dando continuidade ao ciclo de quatro capacitações, nesse segundo momento, gestores de 14 municípios participaram do treinamento

As secretarias de Estado da Saúde (SES) e da Educação e da Cultura (Seduc), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e Escola de Saúde Pública do Estado de Sergipe (ESP/SE), realizaram Capacitação Intersetorial para Desenvolvimento das Ações do Programa Saúde na Escola (PSE) para os gestores municipais do programa. O encontro contou com a presença dos coordenadores responsáveis pela Saúde e pela Educação de 14 municípios da regional Itabaiana, visando aprimorar a execução eficaz do programa em seus territórios.

O Programa Saúde na Escola é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e tem como objetivo levar saúde à comunidade escolar, abrangendo alunos de escolas estaduais e municipais. Composto por 14 eixos temáticos, o programa engloba áreas como saúde mental, saúde bucal, saúde sexual e reprodutiva, alimentação saudável, entre outros.

De acordo com a referência técnica em Saúde do Adolescente e PSE da SES, Suziani Soares, durante a capacitação, os gestores foram orientados sobre as etapas fundamentais da gestão do programa. “Esta abordagem visa garantir uma implementação eficiente e abrangente do programa em cada município, incluindo planejamento, execução, avaliação e monitoramento”, informou.

Ainda de acordo com Suziani Soares, a capacitação é um momento importante para reunir os municípios e compreender suas necessidades e desafios na condução do programa. “O fato de realizar essas capacitações com certa periodicidade facilita com que todos esses profissionais estejam no mesmo nível de conhecimento e que realmente consigam alcançar essas metas que estão sendo estabelecidas”, ressaltou.

Segundo coordenador do PSE pela Seduc, Emerson Araújo, durante a capacitação foram destacadas a importância da parceria intersetorial entre Saúde e Educação e a necessidade de constante atualização e troca de experiências entre os profissionais envolvidos. “Eventos como esse representam um passo significativo na melhoria da qualidade de vida dos estudantes e usuários do serviço público, uma vez que o PSE desempenha um papel crucial na promoção da saúde e no bem-estar da comunidade escolar”, pontuou.

Retorno

A coordenadora do PSE pela Saúde de Pedra Mole – localizado no agreste sergipano -, Viviane de Oliveira, considerou o evento de grande importância por mostrar os indicadores e expor a realidade dos municípios, onde os coordenadores se tornam multiplicadores. “É uma grande satisfação participar dessa capacitação, porque ela tem várias atualizações e nós precisamos estar em constante comunicação, desenvolvendo novas estratégias para o monitoramento, planejamento das ações e, para aperfeiçoarmos o nosso trabalho nos municípios e assim conseguirmos melhores resultados”, destacou.

A coordenadora do PSE pela Educação em Itabaiana – também no agreste do estado -, Rosilene Souza, também destaca a importância da realização da capacitação. “Esses momentos são de suma importância, porque aqui vamos fortalecendo o Programa Saúde na Escola e fortalecendo, principalmente, a intersetorialidade, a importância da Saúde e Educação estarem juntas. Eu, por exemplo, saio daqui cheia de ideias de ações querendo aplicar para os alunos, apesar de que, aqui em Itabaiana, cada mês nós temos ações com temas diferentes e a toda a comunidade abraça e se envolve com o projeto”, salientou.

Centros de Especialidades Odontologicas de Sergipe já realizaram 7.070 atendimentos em 2024 

No estado, oito unidades estão disponíveis para receber os usuários do SUS

Integrando-se ao programa “Brasil Sorridente”, do Ministério da Saúde, os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) em Sergipe já realizaram 7.070 atendimentos até o dia 30 de abril. As unidades são geridas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), e oferecem serviços e cuidados especializados para a saúde bucal da população sergipana.
 
Os CEOs funcionam como centros de saúde de média complexidade, oferecendo serviços especializados nas cidades de Boquim, Simão Dias, Tobias Barreto, São Cristóvão, Nossa Senhora da Glória, Propriá e Laranjeiras. Cada unidade é encarregada de receber e cuidar dos usuários das cidades adjacentes que compõem a região de saúde, possibilitando, assim, a expansão do atendimento para todo o estado. Cada unidade recebe uma média de 200 a 550 usuários por mês. 
 
Os serviços oferecidos pelos CEOs abrangem uma ampla gama de tratamentos especializados em saúde bucal, incluindo, atendimento a Pessoas com Deficiência (PcD), por meio da especialidade de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais (OPNE), cirurgias orais, diagnóstico bucal com ênfase na detecção do câncer de boca, endodontia, periodontia e prótese. Além disso, são ofertados exames complementares, como radiografias e exames anatomopatológicos, visando ao correto diagnóstico e tratamento da saúde bucal.
 
Atendimento especializado 

A cuidadora Shirley Santos, moradora de Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano,  precisou passar por um procedimento cirúrgico no CEO da cidade e reconhece a importância e os cuidados de toda equipe com a população. “Eu acho o atendimento daqui espetacular, todos os profissionais que formam a equipe são excelentes. Primeiro eu passei pelo dentista da Unidade Básica de Saúde [UBS] perto da minha casa e ele me encaminhou aqui para o CEO. Quando cheguei aqui a dentista me avaliou e viu que era caso cirúrgico, então eu marquei, fiz a cirurgia e voltei para avaliação do pós. Não tenho palavras para expressar a minha gratidão”, afirmou Shirley.
 
A técnica de enfermagem, Joseane Silva, mãe Grazielly Mendonça Coelho, de 17 anos, define o trabalho e o atendimento do CEO como acolhedor e humanizado. “Desde que minha filha passou a ser atendida aqui no CEO, todos os profissionais são extremamente pacientes, da recepção ao dentista. São profissionais empáticos, humanos que nos tratam bem e deixam minha filha confortável para a realização do tratamento e acompanhamento”, expressou. 

De acordo com a cirurgiã-dentista Marcela Rocha, especialista em endodontia, cada usuário é recebido com cuidado e atenção personalizada. “Muitas vezes, recebemos usuários em situações delicadas, com dor intensa, desconforto e até mesmo medo do procedimento, mas o nosso principal objetivo é acolhê-los, fornecendo informações claras sobre o tratamento e as opções disponíveis, com uma abordagem centrada no usuário”, pontuou. 
 
A especialista em OPNE Ana Flávia Melo explica que cada atendimento é único e específico, visando sempre adaptar às necessidades individuais de cada pessoa. “Para ganhar a confiança dos usuários, muitas vezes eu fico aqui conversando, brincando e buscando estabelecer uma relação de conforto para eles se adaptarem, pegar amizade, intimidade e, assim, se adquire a confiança para eles deixarem fazer o atendimento”, destacou. 
 
Fluxo e descentralização
 
Os CEOs estão estrategicamente descentralizados para garantir o acesso da população ao tratamento em seus respectivos territórios. Os profissionais das UBSs são responsáveis pelo primeiro atendimento ao usuário e pelo encaminhamento aos centros especializados, seguindo o protocolo de atendimento do serviço. Pessoas com deficiências têm um acesso prioritário, podendo procurar diretamente o CEO para avaliação e indicação de cuidados, garantindo o acolhimento de suas necessidades na definição do risco.

SES realiza segunda edição do Seminário de Controle de Infecções Relacionadas à Saúde

Higienizar as mãos no ambiente hospitalar é necessário e pode prevenir infecções e transmissão de bactérias 

O combate às infecções hospitalares, que frequentemente resultam em consequências graves, incluindo perdas de vidas, foi o tema do II Seminário Estadual de Controle de Infecções Relacionadas à Saúde, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Coordenação Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública do Estado de Sergipe (ESP/SE). O evento, que foi realizado na terça-feira, 7, no auditório da Funesa, emerge como uma iniciativa crucial e foi voltado para capacitar profissionais de saúde, buscando aprimorar as práticas de redução de infecções e gestão de antimicrobianos. 
 
Um dos pontos centrais abordados no seminário foi a importância da higiene das mãos no ambiente hospitalar. Embora seja um conceito básico, muitas vezes negligenciado na rotina acelerada dos profissionais de saúde, a lavagem das mãos desempenha um papel crucial na prevenção da propagação de infecções entre os pacientes.
 
Para o secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, o seminário tem um impacto positivo na assistência do paciente e visa prevenir não só a infecção, mas a morbimortalidade dos pacientes. “Isso é um fator que tem um alto impacto nessa questão das infecções dentro do ambiente hospitalar, além de poder estar revisitando as importâncias da utilização dos antimicrobianos, dos antibióticos, muitas vezes utilizados de forma não racional, e que isso possa também contribuir na seleção de germes considerados resistentes aos antibióticos”, explicou. 
 
Segundo o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, essas ações de vigilância são universais, incluindo tanto a rede pública quanto a privada. “É muito importante que essas pessoas que estão aqui, que são pessoas que trabalham em hospitais e que são multiplicadores para os seus ambientes, responsáveis dentro dos seus serviços, por essa fiscalização e orientação dos profissionais de saúde para que se evite a infecção hospitalar, porque prevenindo o infecção hospitalar, você salva vidas”, destacou.  
 
A coordenadora Estadual de Segurança do Paciente e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, Jurema Viana, conta que a ideia é, também,  levantar discussões para que as pessoas compreendam as ações da coordenação de controle de infecção hospitalar. “O controlador de infecção hospitalar precisa de muitas informações, de muitos dados e precisa ser apoiado para que as ações aconteçam. Pacientes entram nos serviços de saúde e terminam contraindo uma infecção relacionada à assistência à saúde. Por isso que, uma coordenação apropriada das suas atribuições, recebendo informações, realizando a troca de experiências que auxiliem no seu trabalho, fortalece o combate à infecção hospitalar”, ressaltou. 
 
Além disso, a interação entre os participantes do curso estimula um ambiente de aprendizado colaborativo, no qual as melhores práticas e estratégias são compartilhadas e debatidas.
 
A enfermeira Simonize Cunha reconhece que a realização do evento agrega significamente na rotina dentro do ambiente hospitalar. “Encontros como esses são importantíssimos,  principalmente porque, além de integrar a parte científica, o aprimoramento dos profissionais, permite a troca dos dados entre as instituições e, nós saímos daqui com a vontade de trazer para a prática, para o dia a dia e tentar aperfeiçoar as práticas em nossa instituição”, pontuou.

Profissionais da rede estadual de Saúde participam de qualificação em Codificação de Causa Básica do Óbito

O curso visa padronizar a codificação das causas de mortes de acordo com uma classificação internacional

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), deu início ao Curso de Codificação de Causa Básica do Óbito, um programa essencial para a qualificação dos municípios de Sergipe. O objetivo principal é preparar os profissionais responsáveis por codificar as causas básicas de morte para poderem realizar esse processo de forma eficaz e padronizada. Com duração de 40 horas, o curso incluiu uma avaliação final para obtenção do certificado de codificador.

A oficina de Codificação de Causa Básica do Óbito é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) e representa um importante avanço na qualificação dos profissionais de saúde em todo o país. A gerente de Sistemas e Análises Epidemiológicas da SES, Ana Lira, destacou a necessidade de padronização na codificação das causas de morte. “Cada pessoa que falece tem uma declaração de óbito, na qual as causas são descritas por extenso. No entanto, para realizar análises epidemiológicas, é necessário relacionar essas causas de acordo com uma classificação internacional, o que é feito por meio da codificação”, explicou Ana Lira.

Ainda de acordo com a gerente, a codificação das causas básicas de óbito é fundamental para análises de saúde pública, permitindo identificar padrões de doenças e direcionar medidas de prevenção e controle. “Apenas com uma codificação correta podemos compreender verdadeiramente as causas das mortes e implementar medidas eficazes para proteger a saúde da população”, salientou.

Para garantir a abrangência do programa, o curso foi dividido em duas turmas, sendo a primeira realizada neste mês de abril e a segunda prevista para agosto. Os municípios foram selecionados com base na necessidade de qualificação de seus codificadores, priorizando aqueles que ainda não possuem profissionais capacitados nessa área.

Aperfeiçoamento das técnicas

Durante o curso, os participantes aprenderam a codificar as causas de óbito de acordo com padrões internacionais, capacitando-se para realizar essa tarefa de forma precisa e consistente. O enfermeiro Pedro Douglas é codificador no município de Cedro de São João e reconhece a importância da capacitação. “Esse curso veio para explicar algumas dúvidas que são recorrentes no cotidiano, além de trazer para nós codificadores, uma concepção muito ampla e bem específica do que utilizar”, ressaltou. 

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica e codificadora do município de Porto da Folha, Bruna Oliveira, também ressaltou a relevância de ações como essa, que atualizam os processos dos atendimentos que são prestados e melhoram a rotina dos profissionais. “É de extrema importância essa multiplicação de informações para facilitar essa comunicação, além de fazer um trabalho de forma correta”, revelou.

Saúde realiza oficina de qualificação para prevenção da transmissão vertical das infecções sexualmente transmissíveis  

Para os especialistas a realização do pré-natal é fundamental na detecção precoce dessas doenças

Com o objetivo de fortalecer as práticas de prevenção da transmissão vertical de doenças, como HIV, sífilis, hepatites virais e toxoplasmose, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), realizou uma oficina de qualificação destinada a profissionais de saúde e gestores de maternidades públicas e privadas. O evento teve como público-alvo neonatologistas, pediatras, obstetras, responsáveis técnicos pela Comissão de Infecção Hospitalar e coordenadores de vigilância epidemiológica dos municípios que abrigam maternidades.

A oficina, voltada para capacitar os participantes no manejo adequado de gestantes portadoras de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) durante o parto, destacou a importância do acompanhamento e monitoramento tanto da mãe quanto do bebê após o nascimento. O objetivo principal foi atualizar os profissionais sobre os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas vigentes, visando proporcionar um cuidado eficaz e adequado ao binômio mãe e RN.

De acordo com a responsável técnica em Transmissão Vertical do Estado, Fernanda Costa, durante o evento foram discutidos os procedimentos a serem adotados no momento do parto diante de diferentes cenários, além de enfatizada a importância do pré-natal qualificado para a detecção precoce dessas doenças. “É uma ferramenta para atualizar os profissionais no protocolo clínico das diretrizes terapêuticas, como conduzir essa gestante que tem esse agravo na hora do parto, o que fazer com esse recém-nascido e o seguimento deste após o parto”, destacou.

Um dos pontos abordados foi a disponibilidade de tratamento gratuito para sífilis, bem como para outras doenças, em unidades de saúde. “Uma vez, dando reagente, por exemplo, para sífilis, essa gestante vai fazer um outro exame para ver como é que está a infecção do treponema, que é uma bactéria, e vai fazer o tratamento. O tratamento é disponibilizado gratuitamente nas unidades básicas de saúde, de acordo com a área de abrangência onde a pessoa reside”, completou Fernanda.

Segundo o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, a detecção tardia dessas doenças ainda é uma realidade preocupante. Apesar dos avanços na expansão do pré-natal na atenção primária, ainda há casos em que as mulheres só descobrem sua condição sorológica na hora do parto. “Essa situação pode estar relacionada a diversos fatores, incluindo a falta de acesso ao pré-natal devido a condições socioeconômicas desfavoráveis ou mesmo infecções adquiridas durante a gestação”, revelou.

Ainda segundo Marco Aurélio, para combater essa realidade, é fundamental que o pré-natal não apenas realize testes de detecção, mas também seja um momento de orientação e conscientização para as gestantes. “É essencial que elas sejam informadas sobre a importância do uso de preservativos durante a gestação, especialmente para evitar infecções sexualmente transmissíveis, que podem representar um risco ainda maior de transmissão vertical”, salientou.

A gerente do Sistema da Informação e Análises Epidemiológicas da SES, Ana Lira, foi convidada a apresentar uma dissertação sobre a transmissão vertical do vírus do HIV nos últimos 15 anos em Sergipe. “Eu fiz uma dissertação sobre a detecção de gestantes com HIV e as crianças que foram expostas a esse vírus, se elas tiveram ou não a doença. Esses dados foram analisados por município e por grupo de vulnerabilidade. Quando a gente conhece o perfil epidemiológico da doença em si, o do HIV, por exemplo, a gente consegue fazer as medidas de prevenção e de controle, fazer o planejamento prévio, e, dessa forma, desenvolver mecanismos de prevenção e de controle”, explicou. 

Medidas de prevenção

A prevenção da transmissão vertical requer uma abordagem abrangente que envolve o acesso universal ao pré-natal de qualidade, a realização de exames diagnósticos adequados, o tratamento oportuno e a conscientização das gestantes sobre práticas de saúde preventivas. Essas medidas são essenciais para garantir uma gestação saudável e o nascimento de bebês livres de doenças evitáveis.

Além disso, medidas simples de higiene e cuidado com a alimentação, como evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos para prevenir a toxoplasmose, também são destacadas como parte importante do cuidado durante a gestação.

Funesa realiza série de palestras, exames e testes rápidos para servidores em alusão ao Abril Verde

O objetivo é disseminar e conscientizar os empregadores, trabalhadores e toda a população sobre a implantação de ações de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho

O mês de abril é dedicado à conscientização sobre a saúde e segurança no ambiente de trabalho, um tema de importância fundamental tanto para empregadores quanto para os próprios trabalhadores. A campanha Abril Verde destaca a necessidade de um ambiente salubre, livre de grandes riscos e enfatiza a importância da vigilância e prevenção como políticas e estratégias inteligentes a serem adotadas. 

A Fundação Estadual da Saúde (Funesa) deu início à Semana do Abril Verde para destacar a importância contínua da prevenção e segurança no trabalho, promovendo um ambiente mais saudável e produtivo para todos os servidores. O objetivo é disseminar e conscientizar os empregadores, trabalhadores e toda a população sobre a implantação de ações de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Os profissionais que trabalham na Funesa puderam realizar alguns exames e testes rápidos. De acordo com a enfermeira especialista em enfermagem do trabalho, Viviane Goston, trabalhar com foco na vigilância e prevenção é essencial para identificar e controlar os riscos, garantindo a integridade física e mental dos colaboradores. “A semana do Abril Verde assume um papel crucial, e isso inclui não apenas a implementação de medidas de segurança, mas também a conscientização dos funcionários sobre a importância do uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a adoção de práticas seguras no ambiente de trabalho visando minimizar problemas e conscientizar os trabalhadores sobre a importância do bem-estar psicológico”, destacou. 

Segundo o técnico em Segurança do Trabalho da Funesa, Osvaldo Keller, essa ação proporciona uma oportunidade única para conscientizar os trabalhadores sobre a importância da prevenção de acidentes e promover uma cultura preventiva dentro da empresa. “Este ano, o nosso foco será na prevenção da saúde mental. A nossa ideia é auxiliar essas pessoas nos cuidados, para evitar esgotamento mental e instruir o que elas podem fazer e qual o caminho para pedir ajuda e, claro, reforçar sempre sobre o uso de EPIs e sobre o manuseio de objetos perfurocortantes”, explicou.

O gerente do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da Funesa, Claudevan Vieira, destacou a relevância do evento para a segurança dos servidores. “Não poderíamos deixar essa data passar em branco. Convidamos especialistas no assunto para sanar dúvidas e ampliar nossos conhecimentos. A ideia é que todos saiam daqui instruídos e que cada um seja capaz de identificar possíveis riscos e quais medidas tomar. Dessa forma, teremos um ambiente seguro para todos”, ressaltou.

Para o coordenador administrativo e financeiro da Funesa, Valter Júnior, eventos como esse são essenciais para proporcionar um momento de reflexão sobre a saúde dos trabalhadores. “Um dia como hoje é importante para trazermos um olhar interno sobre a saúde do servidor, do trabalhador. Muitas vezes, chegamos aqui no modo automático, sem olhar ao nosso redor, vivemos acelerados, deixamos alguns cuidados com a nossa saúde de lado. Fiz os exames aqui rapidinho e já peguei o resultado, e agora vou acompanhar as palestras, pois conhecimento nunca é demais, e eu ainda posso ajudar os colegas auxiliando na prevenção de acidentes”, revelou.

Programação

Nos dias 24, 25, 26, 29 e 30 de abril, a Funesa também realizará programação alusiva ao Abril Verde nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) dos municípios de São Cristóvão, Laranjeiras, Tobias Barreto, Boquim, Nossa Senhora da Glória, Propriá, Capela e Simão Dias.

24/04
10h – CEO São Cristóvão – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Fisioterapeuta – kamilla Cruz
11h – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Psicóloga – Thalita Natasha
14h – CEO Laranjeiras – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Douglas Eduardo Freire Ribeiro
15h – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Thalita Natasha – Psicóloga Especialista em Psicodrama

25/04
10h – CEO Tobias Barreto – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador;
11h – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Fisioterapeuta – Iana Alves Andrade Especialista em Saúde da Mulher
14h – CEO Boquim – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador;
15h – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Isaura Menezes Santos – Fisioterapeuta

26/04
10h – CEO Glória – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Milena Mayara – Psicóloga Humanista – Abordagem Centrada nas Pessoas.
11h – Ergonomia no trabalho, benefícios x riscos; Milena Andrade – Fisioterapeuta

29/04
10h – CEO Propriá – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Wellington Raulino Jr. – Psicólogo
11h – Ergonomia no trabalho Benefícios x Riscos; Douglas Eduardo Freire Ribeiro
14h – CEO Capela – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Wellington Raulino Jr. – Psicólogo
15h – Ergonomia no trabalho Benefícios x Riscos; Douglas Eduardo Freire Ribeiro

30/04
14h – CEO Simão Dias – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Elaine Santos de Jesus – Psicóloga
15h – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Ângela de Jesus Santos – Fisioterapeuta

Última atualização: 23 de abril de 2024 17:11.




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