Secretaria da Saúde reúne colegiado para fortalecimento da Atenção Primária

Colegiado discutiu a importância da resolutividade para o fortalecimento da Atenção Básica à Saúde

Nesta quinta-feira, 12, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou o Colegiado Institucional da Atenção Primária à Saúde (APS). O encontro teve como tema principal a discussão sobre as internações por causas sensíveis à Atenção Primária, destacando a importância de reorganizar os processos de trabalho das equipes da estratégia de saúde da família.

A iniciativa visa qualificar os municípios para poderem reproduzir os processos de trabalho nos territórios, contribuindo com uma melhor organização e, consequentemente, uma redução nos encaminhamentos para rede hospitalar, de modo que a Atenção Primária seja capaz de resolver 80% dos problemas de saúde da população.

Segundo a coordenadora estadual de Atenção Primária à Saúde, Ana Lídia Nascimento, o objetivo é incentivar reflexões e mudanças nas práticas das equipes. “Queremos discutir com os municípios, gestores e coordenadores da Atenção Primária para que levem os aprendizados às suas equipes. É essencial identificar os problemas na porta de entrada da Atenção Primária e buscar maior resolutividade. Caso como o de um diabético, por exemplo, pode ser acompanhado de perto pela equipe de saúde, evitando internação”, destacou Ana Lídia.

Ainda de acordo com a coordenadora, o evento promove a troca de experiências entre os municípios, facilitando o compartilhamento de práticas bem-sucedidas. “Esses momentos são fundamentais, especialmente com a proximidade do final do ano e a troca de gestões para que possam planejar as ações futuras. Precisamos avaliar indicadores importantes para medir a qualidade e a efetividade da Atenção Primária”, ressaltou Ana Lídia.

Aprimoramento das técnicas

A enfermeira e assessora da Secretaria da Saúde de Pacatuba, Rosevânia Lemos, reforçou a relevância do tema. “A SES teve uma brilhante ideia ao trazer essa discussão para os municípios. É uma oportunidade de refletirmos sobre como está a Atenção Básica, que é a porta de entrada, e como podemos qualificá-la. Isso nos faz repensar nosso trabalho, visando reduzir internações e tornar o atendimento mais resolutivo”, enfatizou Rosevânia.

Já a secretária da Saúde de Muribeca, Lyvia Conserva, destacou os benefícios da troca de experiências proporcionada pelo colegiado. “Quando vemos o que outros municípios estão fazendo, podemos adaptar as ações bem-sucedidas para a nossa realidade. Esses momentos de acolhimento e partilha são muito enriquecedores. Profissionais capacitados oferecem um atendimento de maior qualidade. Sempre há algo novo para aprender e melhorar, e isso reflete positivamente no atendimento ao usuário”, concluiu Lyvia.

Fotos: Jessica Mendes

Escola de Saúde Pública celebra marco histórico com a formatura das primeiras turmas de pós-graduação

Ao todo, 68 profissionais concluíram as especializações em Saúde Pública e em Gestão de Educação em Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou a formatura das primeiras turmas de pós-graduação certificadas pela instituição de ensino. Ao todo, 68 profissionais concluíram as especializações em Saúde Pública e em Gestão de Educação em Saúde.

Desde 2023, a ESP-SE já ofertava outros dois cursos de especialização: Gestão Hospitalar e Vigilância e Emergência em Saúde Pública. Com essa formação inicial de 68 profissionais e a oferta de novos cursos, a escola reafirma seu papel estratégico na qualificação dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da saúde pública em Sergipe.

De acordo com a diretora-geral da Funesa, Carla Fontes, a iniciativa reforça o compromisso do SUS em Sergipe com a qualidade dos serviços prestados à população. “Essa conclusão representa um marco histórico para o SUS, para a gestão e para a Funesa, consolidando nossa missão de promover avanços significativos na saúde pública. Profissionais preparados como vocês chegam para somar e contribuir ainda mais com o fortalecimento do sistema público de saúde”, destacou Carla Fontes.

Para a coordenadora geral das pós-graduações e residências da Funesa, Soane Menezes, a formação dessas turmas é motivo de orgulho para a ESP-SE. “É uma imensa satisfação fazer parte deste processo histórico e contribuir para a formação desses profissionais. Saber que eles estarão no serviço público, oferecendo um atendimento com mais qualidade é gratificante. Tenho certeza de que isso impactará positivamente na saúde pública de Sergipe”, afirmou Soane Menezes.

A importância do curso também foi destacada pelos formandos. Para Wilianne Barreto, concluinte da turma de Gestão de Educação em Saúde, o aprendizado adquirido será revertido em benefícios diretos para a população. “Foi imensamente gratificante fazer parte desta primeira turma. Além de agregar valor ao meu crescimento pessoal e profissional, agora posso contribuir para um SUS mais eficaz, aplicando o que aprendi durante quase dois anos de formação”, comentou Wilianne Barreto.

Já a cirurgiã-dentista Laíla Melo, formada na especialização de Saúde Pública, ressaltou o impacto do curso na compreensão dos processos administrativos e assistenciais do SUS. “A especialização ampliou minha consciência sobre como nosso trabalho reflete diretamente na vida dos usuários. Agora entendo melhor a burocracia e a estrutura do sistema, o que me permite atuar de forma mais eficiente e com maior responsabilidade”, relatou Laíla Melo.

Secretaria da Saúde promove capacitação para equipes multiprofissionais da Atenção Primária

Iniciativa fortalece equipes e aprimora uso do sistema Prontuário Eletrônico do Cidadão

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública (ESP-SE), realizou nesta quinta-feira, 5, uma capacitação para as equipes multiprofissionais (e-Multi) e dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), vinculadas à Atenção Primária à Saúde (APS). O evento reuniu profissionais de diversas áreas e gestores municipais para abordar diretrizes, processos de trabalho e o uso de tecnologias de suporte na APS.  

A programação foi dividida em dois momentos. No primeiro, os participantes discutiram processos de trabalho e estratégias para organização das equipes. No segundo, o foco foi o uso das funcionalidades do sistema Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), ferramenta essencial para o registro e organização dos atendimentos na APS.  

De acordo com a assistente social e referência técnica para as equipes multiprofissionais no Departamento de Atenção Primária à Saúde (APS), Elisa Leite, a capacitação é um marco na retomada do modelo, iniciado em 2023 – após a extinção dos NASFs em 2020.  

“Hoje temos 38 equipes multiprofissionais homologadas em Sergipe, recebendo recursos federais para suas atividades. No entanto, essa estrutura passou por mudanças. Por isso é fundamental discutir o processo de trabalho, definição de agendas e funcionalidade do sistema PEC, que registra e organiza os atendimentos na APS. Alguns municípios ainda enfrentam desafios, e este momento visa sanar dúvidas e alinhar práticas”, explicou Elisa.  

Segundo a nutricionista e coordenadora das equipes multiprofissionais do município de Cedro de São João, Marília Lessa, a capacitação é indispensável diante das mudanças no modelo. “Este é um momento ímpar, sobretudo para os novos profissionais que estão entrando agora. A capacitação é essencial para que possamos manter os recursos e melhorar a resolutividade na atenção primária, reduzindo encaminhamentos desnecessários para a atenção secundária”, destacou Marília.  

Além da capacitação, a integração entre os membros da equipe é crucial para o sucesso das e-Multis. Foi o que destacou a psicopedagoga Estefânia Celina. “Discutimos muito a importância da comunicação entre os profissionais e o uso eficaz das tecnologias disponíveis. Quando há troca de conhecimento e alinhamento, os atendimentos se tornam mais eficazes. Reuniões regulares para avaliar casos e definir estratégias são indispensáveis”, afirmou.  

O coordenador das e-Multis e assistente social no município da Barra dos Coqueiros, Felipe Oliveira, também destacou o impacto positivo da capacitação: “Essa iniciativa do Estado responde a uma necessidade que os municípios ansiavam. Além de qualificar as equipes, ela facilita a compreensão do novo modelo proposto pelo Ministério da Saúde, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantindo que o trabalho seja executado dentro das diretrizes estabelecidas”.

Saúde capacita profissionais da Atenção Primária para atuação no Telenordeste

Encontro foi destinado a enfermeiros, médicos, nutricionistas e gestores municipais de saúde

Com o objetivo de promover o alcance e agilidade nos atendimentos pela Atenção Primária, o projeto Telenordeste tem qualificado as redes de atenção por meio da teleinterconsulta. Reconhecendo a importância do projeto, a Secretaria de Estado da Saúde (SES),  junto à Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nos dias 26 e 27, a Oficina de Letramento Digital na Educação Alimentar e Nutricional.

O Projeto Telenordeste é uma iniciativa de telessaúde do Ministério da Saúde realizada por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) nos estados do Nordeste. 

Na terça, a oficina ocorreu em Propriá, enquanto nesta quarta, foi realizada na capital, Aracaju. Os encontros foram destinado a enfermeiros, médicos, nutricionistas e gestores municipais de saúde, com o objetivo de fortalecer o uso da telessaúde para qualificar as Equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), promovendo um cuidado mais integral aos usuários, reduzindo o tempo de espera por consultas e otimizando recursos com a diminuição de deslocamentos.   

De acordo com a referência técnica do Telenordeste pela SES, Alexandre Vasconcelos, a oficina teve como foco a educação alimentar e nutricional como estratégia central. “Percebemos a necessidade de levar ações que melhorem a educação alimentar da população, através dos profissionais de saúde e gestores de cada município. A oficina também buscou capacitar os profissionais para aprimorar a saúde alimentar e reduzir filas de especialidades por meio das teleinterconsultas, que são o eixo principal do projeto”, explicou Alexandre.  

O Telenordeste é feito por meio da modalidade de teleinterconsulta e contempla as sete regiões de saúde com a oferta de especialidades como Neurologia adulto e pediátrica; Psiquiatria adulto e pediátrica; Cardiologia; Endocrinologia; Fisiatria; médico de Família e Comunidade; Nutrição e Enfermagem. 

A coordenadora de projetos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Fernanda Saks Hahne, enfatizou o impacto da telemedicina no fortalecimento da atenção primária.  “O Telenordeste apoia os profissionais locais por meio de uma segunda opinião formativa, reduzindo encaminhamentos desnecessários para a atenção especializada. Assim, fortalecemos o atendimento na unidade de origem e promovemos um cuidado mais qualificado e acessível ao usuário”, afirmou Fernanda.  

Vigilância alimentar

A oficina reforçou a importância das práticas essenciais para a vigilância alimentar e nutricional. “Estamos validando o uso de ferramentas como fichas de marcadores de consumo alimentar e para triagem de segurança alimentar. Esses recursos não são exclusivos para nutricionistas; profissionais de toda a atenção primária podem aplicá-los para enriquecer o cuidado com os usuários”, destacou a nutricionista do Telenordeste, Aryane Rolim. 

Para a coordenadora de programas de alimentação e nutrição do município de Cedro de São João, Marília Lessa, o Telenordeste integra e fortalece as ações na Atenção Primária à Saúde. “O projeto permite mapear a situação alimentar dos territórios e apontar melhorias necessárias. Além disso, reforça que a vigilância e a educação alimentar podem ser conduzidas por toda a equipe multiprofissional, não apenas por nutricionistas, enriquecendo a abordagem em saúde”, pontuou Marília.

A ponto focal do município de Estância, Rosana Apolônio, participou da oficina e destacou que a capacitação auxilia na qualificação da atenção primária. “Isso só irá reforçar a melhoria da assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde, promovendo um atendimento ágil e qualificado aos nossos pacientes”, disse.

Fotos: Jessica Mendes

Saúde promove IV Seminário Estadual de Segurança do Paciente

Evento foi voltado aos profissionais de toda a rede assistencial, seja estadual, filantrópica ou privada, além das coordenações da Atenção Primária dos municípios sede da região

A fim de garantir uma assistência hospitalar cada vez mais segura, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu nesta quarta-feira, 27, o IV Seminário Estadual de Segurança do Paciente. A ação, que contou com o apoio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), foi realizada por meio da Coordenação Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS).

O evento foi voltado aos profissionais dos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP) de toda a rede assistencial, seja ela estadual, filantrópica ou privada, além das coordenações da Atenção Primária dos municípios sede da região. Entre os temas discutidos estão o ‘Diagnóstico Correto – A chave para o cuidado e tratamento seguro’; Panorama das notificações no Notivisa do Estado de Sergipe – Hemovigilância; Segurança do Paciente em Sergipe; ‘Panoramas de óbitos em Sergipe’, entre outros.

“A segurança do paciente nos serviços de saúde é de grande relevância e vem sendo discutida com o objetivo de aprimorar a qualidade da assistência à saúde, com foco nas diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Todos os anos, a OMS lança um tema específico para ser trabalhado em todos os países, e hoje exploramos o conceito de diagnóstico correto. Também fizemos uma análise do panorama atual do nosso estado em relação à segurança do paciente”, explicou a enfermeira da área técnica do NSP, Héllen Mendonça.

A coordenadora do Núcleo de Segurança do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Isabel Cordeiro, ressaltou que é fundamental entender que a segurança do paciente abrange seis metas internacionais. Segundo ela, essas metas incluem a correta identificação do paciente, a comunicação eficaz sobre segurança, a prescrição e administração adequadas de medicamentos, entre outras, sendo primordial estabelecer e firmar essas metas para qualquer serviço de saúde, pois elas garantem a segurança e a qualidade no atendimento.

“Estamos vivendo um momento de integração entre as unidades hospitalares da rede estadual, incluindo também as instituições particulares e filantrópicas. Essa troca de saberes, conhecimentos e experiências é extremamente valiosa e enriquece nossa prática diária. Gostaria de destacar a importância do envolvimento do Huse em discussões e eventos como este, uma vez que nos permite compartilhar nossas experiências e aprender com as demais unidades, tornando nossos conhecimentos ainda mais robustos”, finalizou Isabel.

Saúde alinha fluxos de atendimento a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência

Oficina dá continuidade às iniciativas realizadas em 2023, proporcionando atendimento mais integrado às vítimas

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública (ESP-SE), promoveu na última segunda-feira, 25, a Oficina para Construção dos Fluxos de Atendimento Integral às Crianças, Adolescentes e Mulheres em Situação de Violência Interpessoal ou Autoprovocada. A ação foi planejada pelo Núcleo de Vigilância de Violências e Acidentes, da Diretoria de Vigilância em Saúde, e dá continuidade às iniciativas realizadas em 2023, com o objetivo de melhorar a notificação de casos de violência e proporcionar um atendimento mais integrado às vítimas.

O encontro destacou a necessidade de qualificar profissionais da saúde para identificar situações de violência, preencher notificações de forma adequada e alinhar os fluxos de atendimento. A falta de comunicação entre os setores e a ausência de diretrizes claras muitas vezes resultam em um cuidado fragmentado, dificultando o acolhimento integral das vítimas.

Segundo o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, a oficina buscou organizar a rede de atenção para assegurar um atendimento eficiente e integrado. “Nesse evento, estamos discutindo aspectos teóricos e promovendo uma oficina prática para construir fluxos claros de atenção integral à mulher, à criança e ao adolescente vítimas de violência. É fundamental que os profissionais saibam identificar possíveis casos, realizar a notificação compulsória e compreender o papel de cada serviço no atendimento”, explicou.

Já a diretora de saúde da mulher da Secretaria de Estado de Política para as Mulheres de Sergipe (SEPM), Viviane Goston, ressaltou a relevância da discussão intersetorial para superar os desafios existentes. “Este é um momento oportuno para construir um fluxo eficiente que garanta atendimento integral às vítimas. Sabemos das dificuldades no acolhimento e nos encaminhamentos, mas com a colaboração de todos os atores, podemos transformar esse cenário e assegurar o direito à proteção”, disse ela.

Representando o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Rute Rosendo destacou a importância do evento para o fortalecimento da rede de proteção. “Este encontro é enriquecedor, pois promove um diálogo intersetorial que fortalece a ação de todos os órgãos de garantia de direitos. Ver o que já foi feito e planejar os próximos passos enche nosso coração de esperança de que crianças, adolescentes e mulheres possam ser acolhidos e protegidos pela rede e pelo Estado”, afirmou.

Fotos: Jessica Mendes

Escola de Saúde Pública de Sergipe realiza seminário de desenvolvimento técnico-científico em educação permanente no SUS

Iniciativa reúne gestores, pesquisadores e profissionais para debater melhorias no SUS

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), deu início nesta segunda-feira, 25, ao Seminário de Desenvolvimento Técnico-Científico em Educação Permanente no Sistema Único de Saúde (SUS): Fortalecendo o Processo de Trabalho em Saúde (SDTEC). O evento reúne profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, estudantes e usuários do SUS para discutir e atualizar conhecimentos sobre a Educação Permanente em Saúde (EPS). 

O seminário, que segue até a próxima quarta-feira, 27, tem como objetivo fortalecer o papel da EPS na qualificação dos serviços de saúde e na valorização dos trabalhadores do SUS, além de incentivar a troca de experiências e boas práticas para a construção de um sistema mais equitativo e humanizado. 

Segundo o diretor administrativo da SES, Marcelo Passos, o seminário representa um momento crucial para o fortalecimento do SUS no estado. “Esse seminário tem uma grande importância para os profissionais que fazem parte do dia a dia do SUS. Para que você tenha um serviço qualificado, é preciso que você tenha profissionais qualificados. E esse seminário busca justamente estimular o conhecimento científico entre os profissionais que fazem parte do sistema”, explicou Marcelo. 

De acordo com o diretor operacional da Funesa, Caíque Costa, a Fundação tem a honra de promover a formação dos profissionais do SUS, o que é extremamente gratificante.

“Esse seminário representa uma grande oportunidade de qualificação, pois são esses profissionais que, com o seu conhecimento, vão proporcionar um atendimento de qualidade à população. Para nós, da Funesa, é muito importante fomentar a formação desses trabalhadores para que possam melhorar a assistência à saúde no estado”, destacou Caíque. 

A superintendente da Escola de Saúde Pública de Sergipe, Daniele Travassos, destacou o seminário como um espaço estratégico para o fortalecimento do SUS em Sergipe.

“Este seminário é uma oportunidade de troca de experiências e de divulgação da riqueza do trabalho desenvolvido no território. A Educação Permanente em Saúde é uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento de um SUS mais equitativo, resolutivo e humanizado”, concluiu Daniele. 

De acordo com o diretor administrativo financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), Mário César Santos, a Fapitec tem um papel fundamental como parceira no evento. “Este seminário capacita os profissionais do SUS, garantindo melhores atendimentos à população. A Fapitec contribui disseminando programas e editais, além de fomentar parcerias que fortalecem o sistema como um todo”, ressaltou Mário. 

O psicólogo Eduardo Arruda, que submeteu um trabalho ao seminário, ressaltou a importância da qualificação contínua para os profissionais do SUS. “Esse seminário serve para conhecermos outros profissionais de diversas áreas, pois nosso setor normalmente é multiprofissional. Aprender com os outros é sempre importante, especialmente em saúde pública, onde cada área tem algo a contribuir”, afirmou Eduardo.

Fotos: Jessica Mendes

Saúde capacita profissionais dos municípios para diagnóstico e tratamento da tuberculose

Ação foi direcionada a 15 municípios prioritários e visa atualizar os profissionais sobre o manejo clínico da doença

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde – Área Técnica da Tuberculose da SES, realizou nesta quinta-feira, 21, com apoio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), a Oficina do Tratamento Diretamente Observado (TDO) e a utilização dos livros de registro da tuberculose. A ação, direcionada a enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) de 15 municípios prioritários, tem como objetivo qualificar os profissionais para aprimorar a assistência aos usuários e implementar práticas que melhorem os indicadores relacionados à doença. 

De acordo com a gerente de doenças transmissíveis da SES, Gisa Ávila, a oficina busca atualizar os profissionais sobre o manejo clínico da tuberculose, considerando as altas incidências registradas nos municípios contemplados. “Estamos munindo os enfermeiros para a detecção precoce e o manejo clínico do usuário, seja criança ou adulto. Focamos em 15 municípios com maior número de casos e maior incidência. Essa capacitação possibilita que os profissionais atuem com mais qualidade no diagnóstico e no tratamento da tuberculose”, destacou. 

Segundo a enfermeira e responsável técnica pela tuberculose na SES, Heide Mesquita, o evento reforça práticas fundamentais no combate à doença, como o uso do TDO e dos livros de registro. “O tratamento diretamente observado e a utilização dos livros são ações indispensáveis. Estamos orientando os profissionais passo a passo sobre o diagnóstico, os exames e o acompanhamento, para poderem implementar essas estratégias em suas unidades e melhorar os indicadores da tuberculose no estado”, explicou. 

Os participantes da oficina aprovaram a iniciativa. Para a enfermeira Anny Dória, do município de Capela, a capacitação trouxe contribuições essenciais para a prática diária no cuidado com os usuários. “A tuberculose exige uma abordagem criteriosa, desde a captação do usuário até o acompanhamento e conscientização das famílias. Essa capacitação nos ajuda a identificar pontos cruciais e aplicá-los, garantindo um ciclo de cuidado adequado e prevenindo a transmissão”, afirmou. 

O enfermeiro Jefferson Rodrigues, de São Cristóvão, também ressaltou a relevância do evento para a troca de experiências e a ampliação do conhecimento técnico. “Foi muito enriquecedor participar. Trabalhamos em comunidades com fluxos variados de pessoas, e saber identificar sintomas, diagnosticar e implementar o tratamento é fundamental. Essa oficina nos prepara para atuar com mais eficiência e oferecer um cuidado de qualidade à população”, enfatizou.

Fotos: Jessica Mendes

Saúde promove VII Jornada Estadual da Prematuridade de Sergipe

Evento faz parte da programação da campanha Novembro Roxo, mês alusivo ao tema

Para ampliar a conscientização sobre as causas e impactos do nascimento prematuro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu nesta terça-feira, 12, a VII Jornada Estadual da Prematuridade de Sergipe. A ação se deu em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa), a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE) e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL). Ela faz parte da campanha Novembro Roxo, que promove reflexões e sensibilização sobre os desafios da prematuridade, e segue até esta quarta-feira, 13, com gestores e profissionais da saúde como público-alvo.

De acordo com a referência técnica da Rede Materna da Diretoria de Atenção Especializada da SES, Kelly Bianca Batalha, o evento integra uma série de ações voltadas à prematuridade durante o mês de novembro. “O dia 17 de novembro é a data escolhida mundialmente para sensibilizar a sociedade sobre a prematuridade. Iniciamos nossas atividades com a terceira caminhada alusiva ao tema e concluímos agora com a sétima jornada estadual. O evento traz palestras de especialistas do Ministério da Saúde, do Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz e da Diretoria de Vigilância à Saúde, entre outros profissionais, abordando as melhores práticas para reduzir a mortalidade materna e infantil e os riscos associados à prematuridade”, explicou.

Segundo a superintendente da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), Lourivânia Prado, a jornada beneficia tanto a sociedade quanto os profissionais de saúde, ao estimular uma abordagem preventiva e de cuidado integral para a prematuridade. “O parto prematuro traz repercussões significativas não só para o bebê, mas também para a família. O evento aborda temas essenciais, desde o cuidado na atenção primária até as redes especializadas, discutindo estratégias para reduzir as elevadas taxas de prematuridade”, destacou.

Lourivânia Prado reforçou ainda que a jornada proporciona aos profissionais de saúde conhecimentos cruciais para atender gestantes e recém-nascidos prematuros de maneira integrada e completa, desde o pré-natal até o período neonatal. “A MNSL é referência no estado, com uma equipe interdisciplinar qualificada para oferecer suporte contínuo a esses bebês e suas famílias até os dois anos de idade, incluindo atendimento especializado em fisioterapia e apoio psicológico, minimizando danos e promovendo um desenvolvimento saudável”, acrescentou a superintendente.

Quem também pontuou a importância da jornada para a promoção da saúde neonatal foi a consultora técnica da Coordenação Geral de Atenção à Criança, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde, Aline Hennemann. “A prematuridade é a principal causa de mortalidade entre crianças de até cinco anos, e é fundamental entender e mitigar os fatores que levam ao nascimento prematuro, para oferecer melhor qualidade de vida a essas crianças e suas famílias”, disse ela.

Seminário Estadual reforça promoção da saúde e atividade física nos municípios sergipanos

Capacitação abordou diversas áreas da atenção primária, como doenças crônicas, alimentação, nutrição e atividades físicas

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu na última quinta-feira, 7, o Seminário Estadual com o Encontro Anual da Academia da Saúde e Promoção à Saúde. O evento reuniu técnicos e profissionais de atenção primária de diversos municípios para ressaltar a importância da atividade física e fortalecer ações nos polos da Academia da Saúde e no Incentivo à Atividade Física (IAF), projeto que visa estimular o combate ao sedentarismo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a referência técnica do Programa Academia da Saúde da SES, Ivete Góis, o seminário abordou diversas áreas da atenção primária, como doenças crônicas, alimentação, nutrição e atividades físicas. “Estamos contemplando várias áreas para reforçar a importância da prática de atividade física na promoção da qualidade de vida e longevidade da população. Sergipe conta com polos da Academia da Saúde em 24 municípios, e o IAF complementa essa iniciativa ao levar atividades físicas para locais que possuem ou não os pólos, garantindo que os usuários do SUS tenham acesso a práticas de combate ao sedentarismo”, destacou.

A iniciativa se mostrou essencial para expandir o alcance da atividade física a diferentes perfis da população. Neste sentido, o profissional de Educação Física e palestrante no evento, William Sousa de Araújo, explicou: “A prática de atividade física é um recurso indispensável para a qualidade de vida, beneficiando inclusive quem enfrenta limitações físicas ou doenças crônicas. Com o apoio do IAF, até mesmo comunidades sem acesso a academias convencionais têm agora a oportunidade de participar de atividades promovidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em espaços públicos”.

De acordo com a coordenadora de doenças crônicas não transmissíveis do município de São Cristóvão, Rosely Mota, o seminário é uma oportunidade para que profissionais de diferentes regiões compartilhem experiências e estratégias. “O evento amplia nosso entendimento e permite que troquemos práticas bem-sucedidas em outros municípios, o que enriquece a execução dos programas IAF e Academia da Saúde”, afirmou.

Quem também ressaltou a relevância do encontro para a qualificação dos profissionais da área foi o educador físico Danyllo Santos Silva, do município de Siriri: “O evento nos permite adquirir novos conhecimentos e levar essas práticas para nossa comunidade. Com o apoio do IAF, conseguimos novos equipamentos que tornam o pólo da Academia da Saúde um espaço adequado para todas as idades, promovendo saúde física e mental”.

Fotos: Jessica Mendes

Última atualização: 24 de janeiro de 2025 15:22




Acessar o conteúdo