Saúde discute manejo de crises em saúde mental para fortalecer Rede de Atenção Psicossocial em Sergipe

A webpalestra teve uma equipe multidisciplinar como público-alvo, incluindo todos os profissionais que atuam nos Caps do estado

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), realizou nesta quinta-feira, 31, uma webpalestra destinada a profissionais de saúde que atuam na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) de Sergipe. A ação, que integra o planejamento estratégico da SES, teve como objetivo capacitar profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para o manejo de crises aos usuários com sofrimento, transtorno mental ou decorrente do uso de álcool ou outras drogas.

A webpalestra teve uma equipe multidisciplinar como público-alvo, incluindo todos os profissionais que atuam nos Caps do estado, com o intuito de potencializar o trabalho em saúde mental no território. 

Segundo a assistente social e referência técnica da Raps na Diretoria de Atenção Especializada à Saúde, Suely Matos, a iniciativa representa um avanço significativo para o fortalecimento da rede. “É uma grande satisfação promover esse espaço de troca de saberes. A SES definiu, em seu planejamento estratégico, a necessidade de fortalecer todos os pontos da Rede de Atenção Psicossocial em Sergipe. Precisamos falar sobre a crise em saúde mental no território para todos os profissionais de saúde,” destacou.

Ainda de acordo com Suely Matos, os Caps tipo I desempenham um papel central ao atender pessoas de todas as faixas etárias e problema de saúde mental, organizando a rede para melhor assistir casos graves e ordenar o atendimento psicossocial em Sergipe. “Nesta primeira fase, priorizamos os Caps tipo I, que são a maioria nos municípios devido ao porte populacional”, explicou.

Para a enfermeira Gilvanete Santana, a capacitação dos profissionais é uma demanda constante. “Os profissionais anseiam por capacitação, principalmente para promover o crescimento profissional e qualificar o cuidado”, pontuou.

O assistente social Cleston Soares conta que esse tipo de capacitação fortalece a Rede de Atenção Psicossocial além de capacitar e qualificar os profissionais que atuam na ponta. “Após identificar a necessidade de uma abordagem adequada para o manejo aos quadros de crises em urgências mentais, foi pensado na produção dessa webpalestra para ofertar novos conhecimentos aos profissionais que atuam nos Caps de Sergipe”, concluiu.

Capacitação em Saúde do Trabalhador fortalece rede de apoio e otimiza vigilância em Sergipe

Iniciativa promove notificações e fortalece assistência na rede hospitalar

Nesta quinta-feira, 31, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE) e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), realizou, no município de Estância, a Oficina de Qualificação de Notificações de Agravos Relacionados à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora para os Profissionais da Rede Hospitalar.

A oficina teve como principal objetivo estimular a notificação de agravos pelos municípios e pela rede hospitalar, oferecendo apoio técnico à rede de saúde da regional de Estância para fortalecer a rotina de vigilância.

De acordo com o psicólogo e apoiador institucional do Cerest Sergipe, Elder Magno, essa capacitação contribui para que os profissionais dos municípios construam uma rede de apoio e fortaleçam a comunicação entre o Estado e os municípios. “O Estado tem a obrigação e a responsabilidade de ser a retaguarda dos municípios nas ações de saúde do trabalhador, então, nesses momentos, conseguimos ouvir as dificuldades que eles enfrentam e estabelecer acordos e fluxos regionais para otimizar o trabalho”, explicou Elder.

A enfermeira e técnica em segurança do trabalho Caroline Morais, representante do município de Santa Luzia do Itanhy, destacou a importância desses momentos de capacitação para reforçar a relevância da notificação. “Essas capacitações nos mostram a importância de notificar, principalmente para compreendermos a situação do nosso município e dos municípios vizinhos. Aqui, conseguimos estabelecer um fluxo com os hospitais de referência da nossa região, criando uma via de mão dupla. Assim, quando identificamos situações que requerem vigilância, o hospital também nos retorna informações, o que nos ajuda a aprimorar nossa análise”, comentou Caroline.

Ainda de acordo com a enfermeira Caroline, as notificações costumam envolver doenças relacionadas ao ambiente de trabalho, além de investigar, recentemente, o uso exacerbado e incorreto de agrotóxicos no campo. “Por vezes, os agricultores não têm noção dos produtos que utilizam, então começamos a instruí-los sobre a importância da notificação em casos de acidentes de trabalho, inclusive envolvendo animais peçonhentos, pois agricultura e pesca são atividades predominantes em nosso município,” enfatizou a enfermeira.

Já a coordenadora assistencial da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Boquim, Mayara da Silva, reforçou que a qualificação é essencial para aprimorar os serviços de saúde. “Quanto mais qualificados os profissionais estiverem, melhor será a qualidade da assistência prestada em todos os níveis. É fundamental que toda a rede hospitalar participe, pois isso consolida informações, estratégias e fluxos, permitindo um direcionamento mais eficiente para toda a cadeia. A padronização também contribui para saber como proceder em casos de acidentes com trabalhadores, uniformizando o sistema da rede hospitalar”, afirmou a coordenadora.

Sorrir Sergipe leva atendimento odontológico a Pedrinhas e reforça prevenção ao câncer bucal durante o ‘Sergipe é aqui’

Desde o início, a iniciativa já ofereceu cerca de 1.500 avaliações bucais, identificando 42 casos suspeitos que foram acompanhados para diagnóstico e tratamento

O programa Sorrir Sergipe, promovido pelo Governo do Estado em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e executado pela Fundação Estadual da Saúde (Funesa), marcou presença no município de Pedrinhas durante a 35ª edição do ‘Sergipe é aqui’, nesta quarta-feira, 30. Com foco na detecção precoce do câncer de cavidade oral e na promoção da saúde bucal, o projeto realizou aproximadamente 120 atendimentos e encaminhou um paciente para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de referência da região. Desde o início, a iniciativa já ofereceu cerca de 1.500 avaliações bucais, identificando 42 casos suspeitos que foram acompanhados para diagnóstico e tratamento.

Segundo o cirurgião-dentista Thiago Guimarães, o programa busca otimizar o cuidado com a saúde bucal, principalmente entre os usuários que não têm fácil acesso a consultas regulares. “Nosso objetivo é encurtar a linha de cuidados. Ao realizar avaliações por demanda espontânea, conseguimos alcançar um público maior e detectar precocemente o câncer de boca”, explicou.

Ainda de acordo com Guimarães, o projeto também oferece orientações gerais sobre saúde bucal. Além de identificar lesões, a equipe avalia o quadro de cada usuário, instruindo sobre higiene adequada e distribuindo kits odontológicos. “Ensinamos como manter uma higiene bucal correta, além de orientar sobre outros problemas bucais, como cáries, para que o usuário procure o posto de saúde mais próximo”, destacou.

Entre os beneficiados pela ação, a lavradora Carla Santos, que não possui o hábito de ir frequentemente ao dentista, aproveitou a oportunidade para realizar uma consulta. “Achei ótimo. Vou seguir o tratamento nas unidades que ficam próximas à minha casa e cuidar mais da minha saúde bucal”, revelou.

Governo do Estado oferta atendimento especializado e reforça importância dos cuidados com a saúde bucal

Cuidado especializado e prevenção são destaques no atendimento oferecido pelos Centros de Especialidades Odontológicas e pelo ‘Sorrir Sergipe’

Em alusão ao Dia Nacional da Saúde Bucal e ao Dia do Dentista, comemorados neste dia 25 de outubro, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), destaca os avanços no atendimento odontológico especializado proporcionados pelos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) pelo programa ‘Sorrir Sergipe’, que leva informações sobre prevenção e tratamento ao câncer bucal. 

Somente nos dois primeiros quadrimestres de 2024, os CEOs localizados em Boquim, Capela, Laranjeiras, Nossa Senhora da Glória, Propriá, São Cristóvão, Simão Dias e Tobias Barreto realizaram 16.149 atendimentos, dos quais 2.060 ocorreram apenas em setembro. Essas unidades, geridas pela SES em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), integram-se ao programa federal ‘Brasil Sorridente’ e têm como objetivo promover saúde bucal e qualidade de vida para a população sergipana. 

Os CEOs oferecem uma variedade de serviços especializados, que incluem atendimento odontológico a pessoas com deficiência (PcD), cirurgias orais, diagnósticos de câncer de boca, endodontia, periodontia e próteses, além de exames complementares como radiografias e exames anatomopatológicos. 

O ‘Sorrir Sergipe’ já realizou 14 ações em municípios diferentes, com 1.367 avaliações bucais e 41 encaminhamentos de usuários com suspeita de lesões para diagnóstico de câncer, garantindo um acompanhamento integral da saúde bucal dos cidadãos. Os atendimentos do programa acontecem dentro da ação itinerante ‘Sergipe é Aqui’. Os pacientes que apresentarem lesões suspeitas são encaminhados para atendimento no CEO mais próximo.

A lavradora e usuária do CEO Rosângela Souza ressalta a importância desse atendimento para a comunidade. “O atendimento foi excelente. Fui bem recebida e recomendo para todos. A experiência foi muito positiva. Estou muito satisfeita com o tratamento recebido e com a atenção dos profissionais” relatou Rosângela.

Cuidado e prevenção 

Em Sergipe, a celebração do Dia Nacional da Saúde Bucal reforça a importância da prevenção e dos cuidados regulares com a saúde bucal. Os serviços especializados oferecidos pelos CEOs, em parceria com o ‘Sorrir Sergipe’, são essenciais para promover bem-estar e qualidade de vida para a população, atuando na detecção precoce de doenças e no fortalecimento da autoestima e da funcionalidade dos usuários. 

Segundo a especialista em prótese dentária, Verônica Sampaio Carvalho, os cuidados preventivos são fundamentais para preservar um sorriso saudável e evitar problemas maiores. “É essencial que o usuário visite regularmente o dentista para identificar precocemente qualquer alteração. Escovar os dentes três vezes ao dia, usar fio dental e fazer bochechos também são práticas fundamentais”, explicou.  

De acordo com a especialista em atendimento a pessoas com necessidades especiais (OPNE), Fernanda Cosenza, a inclusão é um dos pilares desse atendimento. “Ter profissionais capacitados para atender pessoas com deficiência nos CEOs é um grande avanço em acessibilidade. Para esses usuários, o SUS oferece todo o suporte, desde exames complementares até encaminhamentos para tratamentos mais complexos, se necessário”, destacou Cosenza. 

Para a endodontista Cristiane Correia, a atenção à higiene bucal é essencial na prevenção de problemas graves. “A limpeza da língua e o uso do fio dental são cuidados muitas vezes negligenciados, mas fundamentais para prevenir o mau hálito e problemas entre os dentes. Só o fio dental consegue remover resíduos que a escova não alcança. A endodontia é uma especialidade que visa preservar o dente, tratando-o para evitar extrações desnecessárias e manter a funcionalidade da mastigação”, orientou Cristiane.

Fotos: Jessica Mendes

SES promove oficina de monitoramento dos indicadores de hanseníase com foco na qualificação dos municípios

Evento teve como objetivo capacitar os profissionais da área de saúde dos municípios para o acompanhamento mais eficiente dos casos da doença

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu nesta terça-feira, 22, uma oficina voltada à avaliação e monitoramento dos indicadores da hanseníase no estado. O evento teve como objetivo capacitar os profissionais da área de saúde dos municípios para o acompanhamento mais eficiente dos casos da doença, reforçando a importância de ações contínuas e eficazes no controle da hanseníase.

A oficina reúne profissionais de diferentes regiões do estado, com a expectativa de que os conhecimentos adquiridos contribuam diretamente para a qualificação dos serviços de saúde prestados à população sergipana.

Segundo o fisioterapeuta do Programa de Hanseníase da SES, Paulo Autran Leite Lima, o momento foi pensado para compartilhar os resultados alcançados com os municípios e discutir as ações a serem realizadas em 2025 para o enfrentamento da hanseníase. “Estamos aqui hoje para mostrar os indicadores da hanseníase aos municípios. O objetivo é dar uma visão ampla do que foi feito durante o ano e possibilitar que os gestores locais aprimorem suas ações”, explicou. 

Ainda de acordo com o fisioterapeuta, um dos pontos centrais da oficina foi a apresentação da estratégia para o enfrentamento da hanseníase de 2024 a 2030, que traz em um dos seus pilares a assistência integral à pessoa acometida pela hanseníase, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) que orienta o manejo clínico da hanseníase nos municípios. “Os pilares da estratégia salientam a importância da busca ativa de casos novos garantindo assim um tratamento adequado, acompanhamento eficiente e em tempo oportuno. É essencial que os municípios sigam esses direcionamentos para alcançar os melhores resultados no controle da doença”, destacou Paulo.

O enfermeiro e representante da vigilância epidemiológica de Campo do Brito, Edenilton Bispo, participou da capacitação e ressaltou a importância da troca de experiências entre os profissionais. “Essa capacitação é extremamente valiosa, pois nos permite implementar técnicas inovadoras e aperfeiçoar o trabalho em equipe. Mesmo com um índice relativamente baixo de casos, não podemos deixar de dar a devida atenção a essa doença”, afirmou.

Segundo a coordenadora da vigilância epidemiológica de Frei Paulo, Érica Alves, a oficina é uma oportunidade para expandir o conhecimento e melhorar os indicadores locais. “Esses momentos são importantes para avaliarmos o que já fizemos e identificar o que pode ser aperfeiçoado, sempre buscando reduzir os índices da hanseníase no nosso município”, explicou. Érica também mencionou a importância do trabalho conjunto da equipe multidisciplinar para garantir que o tratamento seja realizado de forma integral, desde o diagnóstico até a conclusão do tratamento.

Fotos: Jessica Mendes

Teatro de fantoches encanta e conscientiza usuários no CEO de São Cristóvão

Ação alusiva ao Dia da Crianças foi pensada para conscientizar e acolher público-alvo da unidade

O Centro de Especialidades Odontológicas João de Andrade Garcez (CEO), localizado no município de São Cristóvão e gerido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou nesta segunda-feira, 14, uma ação especial alusiva ao Dia das Crianças. A atividade recepcionou seus usuários com uma apresentação teatral de fantoches.

Ela foi pensada para conscientizar e acolher o público-alvo da unidade, com foco nas crianças que seriam atendidas na Especialidade de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais (OPNE).

Segundo a cirurgiã-dentista Sandra Guerra, especialista em OPNE, o objetivo foi conscientizar a população de que esse serviço existe e funciona bem. “Atendemos pessoas com deficiência, e elas precisam ter acesso para que possamos cuidar da saúde bucal delas, orientando também sobre a manutenção de uma boa higiene”, destacou.

Sandra pontuou ainda que a equipe do CEO preza pelo acolhimento desde a recepção até o atendimento no consultório, o que faz toda a diferença para os usuários, especialmente aqueles com espectro autista, por exemplo. “Muitos têm dificuldade em lidar com ambientes barulhentos ou cheios de pessoas. Por isso, temos um cuidado especial para que esses usuários recebam um atendimento humanizado e sem estresse, respeitando seus horários e necessidades, o que proporciona um atendimento de excelência”, explicou.

População aprova

A auxiliar administrativa Jussara Alves, mãe atípica de um menino de oito anos, compartilhou sua satisfação com a iniciativa. “Gostei muito da apresentação, principalmente porque meu filho se identificou. Ele interagiu de uma forma que normalmente não faz. Foi a primeira vez que conseguimos um atendimento completo, já que antes ele chorava muito por causa do barulho. O ambiente acolhedor fez toda a diferença”, revelou.

O padeiro Mateus Levi também aprovou a ação e fez questão de registrar a apresentação para mostrar aos colegas que têm filhos. “Achei bem interessante a forma como as crianças foram tratadas, com calma e paciência. Gravei para mostrar aos meus amigos, principalmente os que têm filhos com deficiência, porque sei que eles também vão gostar de ver como o atendimento é diferenciado aqui”, afirmou.

Já a auxiliar de serviços gerais Edivaina Araújo, que tem pessoas com deficiência na família, ressaltou a importância do acolhimento especializado em todas as unidades de saúde: “O teatro foi muito importante, com informações necessárias e passadas com leveza. Quem tem autista na família sabe o quanto é difícil em alguns momentos. Esse tipo de acolhimento deveria ser uma prática em todas as unidades de saúde”.

Fotos: Jessica Mendes

Saúde realiza ação voltada ao Outubro Rosa para usuárias e servidoras do Caism

Foram disponibilizados exames de mamografia, além de orientações sobre educação e saúde, exercícios de ginástica laboral e alongamento, além de palestras motivacionais

Com o intuito de compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama e câncer de colo do útero, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), promoveu nesta quinta-feira, 10, uma ação voltada às usuárias e servidoras da unidade, alusiva ao Outubro Rosa. Foram disponibilizados exames de mamografia, além de atividades de alongamento e palestras motivacionais.  

O Caism faz parte de todo o movimento de cuidado para a saúde feminina. “Hoje estamos fazendo atendimento das mulheres e promovendo a conscientização sobre a importância do autocuidado. Esse momento é para se observar, não só cuidar das pessoas, mas de cuidar de si mesmas. Neste mês aumentamos em 30% a nossa capacidade de realização de exames de mamografia e esperamos que até o final do mês atinja mais de 1.600 exames realizados”, informou a gerente assistencial do Caism, Zaira Freitas.   

A ação, que contou com o apoio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), teve o momento ‘O meu corpo em movimento’, realizada em parceria com o Programa ‘Servidor Zen’, da SES, conduzida pelo terapeuta ocupacional, Glaudenilson Silva. “O objetivo é oferecer a oportunidade para as mulheres de terem uma atenção maior sobre si. A cultura do autocuidado não é algo que está internalizado, então acredito que a partir dessas ações, dessas propostas, há uma oportunidade de tomada de consciência sobre essa necessidade ”, defendeu Nilson.   

Após os alongamentos, a servidora  Sandra Regina de Melo, de 65 anos, contou seu relato de experiência após vencer o câncer de mama. “Quando eu descobri o câncer de mama, eu tinha 40 anos. Foi um processo que tive que superar sozinha, com dois filhos pequenos, logo após eu me separar. Meu tratamento durou cerca de um ano e meio e posso dizer que foi uma forma para meu renascimento. Como eu estava passando por vários processos, eu tive que me reinventar, tirar forças de onde eu jamais imaginei. Hoje, após 25 anos da descoberta, sou uma mulher mais forte e determinada”, relatou.  

A dona de casa, Valdira Vieira Santos, de 55 anos, foi fazer a mamografia e foi surpreendida pela ação no Caism. “Saí de casa tão desmotivada, e ao chegar aqui, com toda essa recepção, foi motivador. Fiz meu exame e a equipe sempre acolhedora, conversando e me orientando com paciência. Depois fazendo essas atividades para relaxar o corpo, eu amei. Volto para casa com outro astral”, revelou.

Oficina capacita profissionais de Sergipe no cuidado de crianças e adolescentes com HIV/Aids

Objetivo foi capacitar médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Primária à Saúde dos municípios sergipanos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu nesta quarta-feira, 2, uma oficina voltada ao cuidado e protocolo clínico de diretrizes terapêuticas para crianças e adolescentes com HIV/Aids. O objetivo foi capacitar médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) dos municípios sergipanos.

Segundo a responsável técnica da SES para o atendimento de gestantes e crianças com HIV/Aids, Jôse Calasans, a oficina aborda de forma prática como os profissionais podem identificar o momento certo para revelar o diagnóstico de HIV a crianças e adolescentes. “Essas crianças sofrem sequelas, como atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, muitas vezes expostas ao vírus ainda no útero. É essencial que o profissional de saúde saiba como e quando comunicar esse diagnóstico, sempre considerando as idades e as fases da vida”, explicou.

De acordo com o responsável técnico pelo programa de IST/Aids e hepatites virais da SES, Almir Santana, o evento também focou em orientar os profissionais sobre o manejo clínico de crianças que, além de viverem com HIV, apresentam transtornos mentais e Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Estamos detectando crianças expostas ao HIV desenvolvendo esses transtornos, e muitos profissionais não sabem como lidar. O medicamento antirretroviral faz parte da vida dessas crianças e, com a presença de condições como o autismo, o tratamento se torna ainda mais delicado”, pontuou.

Já o infectologista pediátrico do Ministério da Saúde, Rodrigo Groisman Sieben, destacou que o Brasil é um dos países pioneiros na redução da transmissão vertical do HIV. “A luta das pessoas vivendo com HIV ainda é muito negligenciada em diversas partes do mundo. Por isso, é essencial que haja momentos de educação continuada para que os profissionais possam se atualizar e melhorar o cuidado com esses usuários. É fundamental que as crianças recebam o tratamento corretamente para manter a qualidade de vida”, enfatizou.

Aprimoramento dos cuidados

Segundo a enfermeira Thamires Caroline, que atua na APS do município de Aquidabã, o pré-natal desempenha um papel fundamental na prevenção da transmissão vertical. “Realizamos testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites, o que nos permite fazer diagnósticos precoces e iniciar o tratamento o quanto antes, evitando a transmissão para o bebê. Esta oficina é uma oportunidade de atualização para nós, profissionais de saúde”, comentou ela. 

O médico Leandro Rocha, que atua na APS em Estância, destacou que a capacitação contínua é fundamental para melhorar a condução do tratamento de crianças e adolescentes com HIV. “Nós somos o primeiro ponto de contato desses usuários, desde o diagnóstico até o acompanhamento, e é essencial que saibamos como orientar as famílias e conduzir o atendimento em conjunto com uma equipe multidisciplinar”, reforçou.

Por fim, o médico da APS de Itabaianinha, Roberto Fontes, corroborou a importância de combater tabus e preconceitos ainda presentes na sociedade em relação ao HIV: “Nós, profissionais de saúde, somos peças-chave para educar a população e desmistificar questões relacionadas ao HIV, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis. A educação continuada é fundamental para nos mantermos atualizados sobre as melhores práticas e abordagens, sempre visando o bem-estar dos nossos usuários”.

Fotos: Jessica Mendes

Saúde promove oficina para fortalecer comitês municipais na prevenção do óbito materno, infantil e fetal

Iniciativa visa aprimorar ações de investigação e prevenção de casos em Sergipe

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta terça-feira, 24, uma oficina de fortalecimento para os comitês municipais de prevenção de óbito materno, infantil e fetal. A iniciativa teve como objetivo aprimorar as ações de investigação e prevenção dessas ocorrências, buscando a redução da mortalidade e a melhoria da qualidade da assistência prestada às gestantes e crianças em Sergipe.

De acordo com a gerente de Sistemas de Informação da Vigilância de Óbito, Ana Beatriz Lira, a ação representa um importante passo no fortalecimento dos comitês municipais. “Essa ação ocorre todos os anos. Nosso intuito é aprimorar as investigações e implementar propostas e medidas que visem a redução da mortalidade”, destacou.

Ana Beatriz Lira ainda ressaltou que, neste ano, a oficina teve uma abordagem diferenciada, com a inclusão de municípios que possuem comitês municipais de investigação, bem como a participação da Rede Materna Infantil, que envolve nove maternidades da região. “Essa integração entre a atenção primária dos municípios e a assistência prestada nas maternidades é fundamental para garantir uma assistência de qualidade e a continuidade do cuidado”, complementou. 

A coordenadora dos Sistemas de Informação de Vigilância em Saúde de Aracaju, Raulinna Gomes, também reforçou a importância do evento para o fortalecimento das investigações dos óbitos elegíveis pelos comitês. “Esse momento é essencial para fortalecer os instrumentos necessários para a investigação desses óbitos. É um espaço para, junto com os demais municípios, construir planos de saúde e políticas mais robustas para combater a mortalidade nesses grupos. Este evento promove a integração e o fortalecimento dos laços entre as equipes, todos com o mesmo objetivo de qualificar a assistência”, explicou. 

A gerente da Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital e Maternidade Santa Izabel, Cristiane Freire, destacou que a participação do hospital é crucial para fortalecer as estratégias de combate ao óbito materno e infantil. “Ações como essa nos ajudam a desenvolver estratégias de prevenção para garantir a segurança dos nossos usuários e melhorar a qualidade da assistência prestada. Esse evento, promovido pela esfera estadual, é uma oportunidade para que, juntos, possamos definir protocolos assistenciais e trazer mais segurança durante a assistência”, afirmou.

SES capacita profissionais da saúde para aprimoramento no controle de infecções

Capacitação em microbiologia fortalece atuação nos serviços de saúde, para melhoria no atendimento aos pacientes

Nesta terça-feira, 24, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu uma capacitação em microbiologia para profissionais da saúde que atuam com usuários e laboratórios em seu cotidiano. A iniciativa teve como objetivo principal fortalecer a atuação desses profissionais no controle de infecções e aprimorar a comunicação entre os setores laboratoriais e assistenciais, visando a melhoria do atendimento ao paciente.

De acordo com a responsável técnica da Coordenação Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecção Relacionado à Assistência à Saúde (Ceciras) da SES, Anna Cecília, a necessidade de estreitar a relação entre os laboratórios e os serviços de saúde surgiu após a identificação de lacunas e dificuldades na comunicação durante as visitas técnicas realizadas pela equipe. “O intuito desta capacitação é justamente estreitar o relacionamento entre os serviços de controle de infecção, profissionais das assistências diretamente envolvidos nos cuidados ao paciente e os laboratórios, para que possamos melhorar a segurança do paciente e reduzir os riscos e infecções relacionadas à saúde”, explicou Anna Cecília. 

Segundo o biomédico e palestrante Roberto Vivas, a capacitação também representa um momento fundamental para os profissionais compartilharem conhecimentos e experiências, especialmente em um contexto de crescente resistência aos antibióticos. “A troca de experiências e debates nos ajuda a identificar as melhores práticas para aprimorar a resposta ao paciente, garantindo um atendimento mais ágil e qualificado. Ao discutir e compartilhar rotinas e experiências, conseguimos encontrar soluções que beneficiam diretamente o paciente, principalmente na identificação e tratamento de casos de infecções causadas por bactérias multirresistentes”, afirmou.  

O médico residente em Terapia Intensiva do Hospital Cirurgia Danilo Barbosa também destacou os benefícios da capacitação. “O evento nos oferece uma visão mais clara sobre o funcionamento dos laboratórios e como podemos colaborar para melhorar a qualidade do material coletado e a interpretação dos resultados. Esse intercâmbio de ideias é fundamental para aprimorar a assistência ao paciente e direcionar melhor o tratamento”, relatou.

Já o biomédico Lucas Henrique, que também participou da capacitação, ressaltou a importância de ampliar o conhecimento sobre o trabalho dos laboratórios para quem está na linha de frente da assistência. “É fundamental que os profissionais de saúde entendam como é o processo de análise de amostras e o funcionamento do laboratório, pois isso contribui para uma melhor assistência ao paciente. A microbiologia oferece diversas ferramentas para um diagnóstico preciso, mas o processo exige tempo e atenção aos detalhes para garantir a entrega de um resultado confiável”, pontuou.

Fotos: Jessica Mendes

Última atualização: 24 de janeiro de 2025 17:03




Acessar o conteúdo