Funesa promove capacitação sobre atualizações dos protocolos clínicos para meningite

A capacitação facilita a padronização dos serviços em todo o estado

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), realizou nesta terça-feira, 23, uma webpalestra para capacitar profissionais de saúde sobre a atualização do protocolo clínico para meningite. O objetivo foi divulgar um fluxo mais eficiente para a notificação e confirmação de casos da doença em Sergipe.
 
A eficiência no diagnóstico e tratamento da meningite em Sergipe depende de um fluxo bem estruturado de investigação, notificação e coleta de amostras para análise laboratorial. Portanto, é essencial que os profissionais de saúde estejam continuamente atualizados sobre os protocolos de manejo clínico, epidemiológico e laboratorial.
 
A referência técnica em doenças exantemáticas e imunopreveníveis, Wesley Reis, detalhou que a meningite é uma doença grave e potencialmente fatal, afetando pessoas de todas as idades, desde bebês até adultos. “Os sintomas clássicos incluem febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez na nuca. Em bebês, os sintomas podem ser mais sutis, como irritabilidade, choro excessivo e recusa alimentar”, destacou.
 
Ainda de acordo com Wesley Reis, a vacinação é a medida preventiva mais eficaz contra a maioria dos tipos de meningite. “É essencial que a população mantenha o cartão de vacinação atualizado. As vacinas estão disponíveis nos postos de saúde e são recomendadas principalmente para crianças até 14 anos, mas adultos também devem verificar e atualizar suas vacinas conforme necessário”, informou.

Diagnóstico
 
Um dos palestrantes, o biomédico do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), Lucyano Renovato Jacob, enfatizou a importância da notificação rápida para iniciar o controle da doença e evitar surtos. “A coleta de amostras de líquido cefalorraquidiano (LCR) é essencial para confirmar o diagnóstico, e esse material é encaminhado ao Lacen para análise laboratorial”, disse.

Lucyano Renovato Jacob também explicou que, independentemente da confirmação laboratorial, o tratamento é iniciado com base nos sintomas clínicos. “O paciente recebe cuidados médicos intensivos, incluindo hidratação e administração de antibióticos ou antivirais, conforme necessário. Paralelamente ao tratamento do paciente, as ações de vigilância epidemiológica são intensificadas, incluindo a quimioprofilaxia para pessoas que tiveram contato próximo com o paciente, a fim de prevenir novos casos”, concluiu.

Portaria de Gozo de Licença Prêmio

Centro de Especialidades Odontológicas oferece atendimento qualificado e gratuito em Simão Dias

Os moradores de Simão Dias, na região Centro-Sul do Estado, distante 100 quilômetros da capital, Aracaju, contam com o atendimento em saúde bucal oferecido pelo Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). Somente no mês de junho, a unidade realizou mais de 570 atendimentos.

A cirurgiã dentista e especialista em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais (OPNE), Thaynês Batista, explica que busca sempre otimizar o atendimento aos usuários, especialmente aos usuários OPNE, realizando mais de um procedimento por sessão.

“Eles vêm aqui, avalio as demandas e faço múltiplos procedimentos por vez, para otimizar o atendimento e reduzir a necessidade de retornos. Muitos apresentam certa resistência inicial ao chegar ao CEO, mas com o tempo acabam se identificando, se aproximando dos dentistas e, assim, conseguimos realizar os procedimentos”, detalhou. 

Dayana Ketlin, moradora de Simão Dias, é mãe de uma criança com espectro do autismo, ela conta que o atendimento do CEO é essencial para o seu filho, que muitas vezes resiste ao atendimento. 

“Quando aqui não tinha o CEO, eu tinha muita dificuldade de encontrar profissionais dentistas para atender meu filho, como ele é autista, fica bastante agitado e nem todo mundo tem paciência. Aqui, o atendimento e acolhimento é diferente, fico mais aliviada e confortável, pois sei que os profissionais são preparados para receber crianças como o meu filho”, relatou. 

A aposentada Solange Nascimento, também moradora do município, conta que não conhecia a unidade e ficou encantada com a estrutura e o atendimento. “Eu não conhecia o CEO, quando fui encaminhada para cá, achei um lugar lindo, limpo e organizado. Todos que trabalham aqui são atenciosos e me receberam super bem”, destaca. 

Atendimento especializado 

Integrados ao programa Brasil Sorridente do Ministério da Saúde, os Centros de Especialidades Odontológicas em Sergipe realizam diversos procedimentos. Sob gestão da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), as unidades oferecem serviços especializados para a saúde bucal da população sergipana.

Funcionando como centros de saúde de média complexidade, os CEOs estão presentes em Boquim, Capela, Laranjeiras, Nossa Senhora da Glória, Propriá, São Cristóvão, Simão Dias e Tobias Barreto. Cada unidade atende não apenas os moradores locais, mas também os usuários das cidades vizinhas, ampliando significativamente o acesso aos serviços odontológicos em todo o estado.

Os serviços oferecidos pelos CEOs incluem uma vasta gama de tratamentos especializados em saúde bucal, como atendimento a Pessoas com Deficiência (PcDs) através da OPNE, cirurgias orais, diagnóstico precoce de câncer bucal, endodontia, periodontia, próteses e exames complementares como radiografias e anatomopatológicos, garantindo diagnóstico preciso e tratamento adequado para todos os pacientes.

Fluxo 

Os CEOs estão estrategicamente descentralizados para garantir o acesso da população ao tratamento em seus respectivos territórios. Os profissionais das UBSs são responsáveis pelo primeiro atendimento ao usuário e pelo encaminhamento aos centros especializados, seguindo o protocolo de atendimento do serviço. Pessoas com deficiências têm um acesso prioritário, podendo procurar diretamente o CEO para avaliação e indicação de cuidados, garantindo o acolhimento de suas necessidades na definição do risco.

Programa Sorrir Sergipe é retomado e realiza cerca de 120 atendimentos no Sergipe é Aqui

O programa Sorrir Sergipe, iniciativa do Governo do Estado em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e operacionalizado pela Fundação Estadual da Saúde (Funesa), retomou suas atividades durante a 29ª edição do Sergipe é Aqui, no município de Areia Branca, no dia 5 de julho. O projeto tem como objetivo principal a detecção precoce do câncer de cavidade oral e oferecer avaliações bucais para a população.

Durante as avaliações realizadas no Sorrir Sergipe, qualquer usuário que apresente lesão suspeita de câncer é prontamente encaminhado para unidades dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) para exames complementares, como radiografias panorâmicas e biópsias, visando a confirmação do diagnóstico. Em caso de confirmação, o paciente é direcionado para o tratamento adequado.

Segundo a referência técnica em Saúde Bucal Fernanda Cosenza, cada edição do Sorrir Sergipe atende aproximadamente 120 pessoas. “Nosso objetivo é levar informações sobre prevenção e tratamento da doença além dos centros urbanos. Quando identificamos a necessidade de tratamento especializado, encaminhamos para os CEOs”, explicou.

Fernanda Cosenza ainda destacou que o programa está planejado para ser realizado duas vezes ao mês, em diferentes cidades. “O projeto segue o cronograma do Sergipe é Aqui, que ocorre duas vezes por mês no interior, conforme o calendário do governo itinerante. Além disso, realizamos ações pontuais em outras ocasiões pelo estado, coordenadas com a SES”, acrescentou.

Durante a realização do Sorrir Sergipe, a aposentada Luzia Almeida compartilhou sua experiência positiva. “Sempre cuido dos meus dentes, indo ao dentista pelo menos duas vezes ao ano no posto perto de casa. Aproveitei para vir aqui também e ainda ganhei um kit de higiene”, destacou.

A agricultora Maria Gilvanete, moradora da Colônia São Paulo, em Areia Branca, enfatizou a importância dos cuidados com a saúde bucal. “Aproveitei a oportunidade hoje, pois geralmente não tenho tempo de ir ao dentista devido ao trabalho. Sempre que possível, busco um dentista para fazer limpeza e outros procedimentos”, disse.

Cuidados essenciais

Segundo a cirurgiã dentista Ane Caroline Matos, a consulta regular ao dentista é essencial para a prevenção. “Realizando consultas periódicas, podemos identificar problemas precocemente e iniciar tratamentos imediatos. Quanto antes o diagnóstico, melhor o prognóstico do tratamento, evitando complicações avançadas”, explicou.

Ane Caroline também recomenda que a população visite o dentista pelo menos duas vezes ao ano, a cada seis meses. “Se houver qualquer desconforto ou sintoma antes desse período, é importante procurar atendimento imediato. Além das consultas, a higienização adequada em casa é crucial para prevenir doenças bucais”, concluiu.

Saúde lança plataforma de teleorientação na pediatria em Sergipe

O atendimento pela plataforma será de domingo a domingo, das 7h30 às 22h

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) lançou nesta quarta-feira, 17, uma plataforma de telessaúde para atender crianças, desde recém-nascidos (RN) até menores de 13 anos de idade. Implementada pela Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e pela Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), a plataforma está disponível para toda a população do estado de Sergipe.

Enfermeiros estarão disponíveis na sede da Funesa, de domingo a domingo, das 7h30 às 22h, fornecendo orientações à população por meio de um sistema que permite que pais ou responsáveis sejam atendidos de casa, via vídeo chamada. Eles receberão orientações sobre como proceder com seus filhos e, caso necessário, serão indicadas as unidades de saúde mais próximas para atendimento presencial adequado. 

Para ter acesso às orientações do programa de Teleorientação basta acessar a página do serviço (clique aqui), realizar o cadastro de pré-atendimento a aguardar ser atendido pelas enfermeiras. 

O secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, presente no lançamento, comentou sobre o avanço significativo que a plataforma representa para a saúde pública. “Estamos evoluindo nas questões e oportunidades envolvendo saúde digital e telessaúde. Aqui, iniciamos com a teleorientação na linha de cuidado pediátrico, especialmente no momento em que os serviços de urgência estão sob pressão. Temos profissionais capacitados e a ferramenta é de fácil manuseio”, explicou o secretário. 

Assistência em pediatria 

A plataforma e as orientações dos profissionais aos pais e responsáveis minimizarão desperdícios de deslocamento até as unidades de saúde. “Há dois grandes ganhos: a orientação em si e a tranquilidade para os pais, que terão um profissional de saúde conduzindo o tratamento das crianças. Do ponto de vista pedagógico, os pais também aprenderão a lidar com situações cotidianas”, destacou o secretário. 

A diretora-geral da Funesa, Carla Fontes, ressaltou a operacionalização do serviço de teleorientação, que será desenvolvido pelo Telessaúde Sergipe dentro da Funesa. “Considerando as intercorrências e a demanda em pediatria, as orientações serão feitas por enfermeiros contratados pela Funesa, para sanar dúvidas e auxiliar no cuidado em domicílio ou, se necessário, indicar o serviço assistencial presencial mais próximo e adequado”, informou Carla. 

O diretor operacional da SES, Waltenis Júnior, explicou que a plataforma de teleorientação pediátrica foi planejada para atender as demandas da população. “Foi um trabalho realizado por etapas. Os técnicos da SES, com suas diretorias e todo o apoio da Funesa, desenvolveram ferramentas para melhorar a acessibilidade da população, não apenas durante os meses de alta demanda hospitalar, mas também para outras necessidades fora da sazonalidade”, explicou. 

Waltenis também destacou que, através do canal de teleorientação, a população pode interagir com enfermeiros para tirar dúvidas e saber como proceder com seus filhos. “Os pais saberão para onde ir e se é necessário procurar uma unidade básica de saúde ou até mesmo um hospital. Acredito que Sergipe, se não for pioneiro, está entre os primeiros estados a aplicar uma ferramenta como essa na linha de cuidado pediátrico”, reforçou. 

A diretora da Atenção Especializada à Saúde, Marli Palmeira, enfatizou a importância da teleorientação para potencializar a assistência à saúde em Sergipe. “Precisamos qualificar todos os pontos de atenção e garantir o acesso. A plataforma de teleorientação fortalece a saúde digital em Sergipe e favorece a população ao proporcionar conhecimento e acesso garantido”, destacou Marli. 

Equipe especializada 

De acordo com a coordenadora de Tecnologias Aplicadas à Educação na Saúde da Funesa, Eneida Ferreira, encontram-se disponíveis cerca de 200 enfermeiros para atendimento no serviço. “Um longo caminho foi percorrido de discussão e construção a diversas mãos para que chegássemos ao dia de hoje e pudéssemos ofertar este serviço para ampliação do cuidado em pediatria no estado. Tenho certeza de que será uma ferramenta e uma ação exitosa”, informou.

Saúde discute atualização de protocolo clínico em sarampo

Sergipe não registra casos de sarampo desde 2021 e a única medida de prevenção contra a doença é a vacinação

A partir de iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES), da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE) para fortalecer as práticas de saúde pública e prevenir complicações decorrentes do sarampo, foi realizada nesta terça-feira,16, uma webpalestra voltada para enfermeiros e médicos da rede básica e hospitalar, focada na orientação que inclui o caminho a seguir, as notificações necessárias, os exames que devem ser coletados e para onde os usuários devem ser encaminhados.

Um dos palestrantes foi o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Goes, que explicou que o sarampo é uma doença que o Brasil está lutando pela sua recertificação de eliminação e que o estado de Sergipe não registra casos de sarampo desde 2021. “Voltamos a ter casos de sarampo na última década e o último caso que ocorreu foi em 2021 de transmissão autóctone, mas a gente continua tendo o risco de casos importados, principalmente nesse momento onde a gente tem os jogos olímpicos na Europa, na França, e com isso, a gente tem várias delegações que são de áreas onde há transmissão do vírus do sarampo”, revelou.

A referência técnica em doenças exantemáticas e imunopreveníveis, Wesley Reis, explicou que durante a webpalestra foi orientado como o município deve atuar diante de um caso suspeito. “Para notificar um caso suspeito de sarampo, os pacientes devem apresentar febre de 38,5°C ou mais, coriza, manchas no corpo ou conjuntivite”, informou. 

Ainda segundo Wesley Reis, em caso de notificação de sarampo em qualquer município do interior ou na capital, algumas medidas precisam ser tomadas de imediato. “É importante que o local onde o paciente foi atendido seja de imediato notificado, verificar a data específica do aparecimento dos exantemas (manchas no corpo), isolar o paciente até quatro dias após o início dos sintomas e notificar e comunicar imediatamente à vigilância municipal e estadual”, destacou. 

A gerente de doenças transmissíveis, Gisa Ávila, reforça sobre a importância dessa atualização de protocolos para os profissionais da enfermagem e médicos. “A SES, por meio da Vigilância em Saúde, vem nessa preocupação e estamos no processo de erradicação do sarampo. Então, por isso a importância da gente sempre atualizar esses profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde ou na Rede de Urgência e Emergência, para que estejam preparados num caso suspeito de como agir, qual medida que precisa adotar de forma imediata para controle de um caso de surto”, explicou. 

Prevenção do sarampo

A única medida de prevenção contra o sarampo é a vacinação. De acordo com o critério vacinal do Ministério da Saúde, todos devem seguir a cartilha de vacinação e manter o cartão de vacinas atualizado.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Saúde inicia testes para implementação de telessaúde na pediatria

Com a implantação da plataforma, os usuários terão acesso a orientações de saúde sem sair de casa

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), deu início nesta quarta-feira, 10, aos testes para a implementação da teleorientação. A ação visa orientar tecnicamente sobre cuidados frente às intercorrências comuns em pediatria, como síndromes respiratórias e infecções gastrointestinais, com o objetivo de incentivar e fortalecer o acolhimento, organizar os fluxos assistenciais e garantir atendimento rápido e pertinente às necessidades de saúde das crianças, desde recém-nascidos até adolescentes de 13 anos. 

Enfermeiros estarão locados na sede da Funesa, onde fornecerão orientações à população por meio de um sistema que permite que pais ou responsáveis sejam atendidos de casa, via chat ou vídeo, recebendo orientações sobre o que fazer com seus filhos. Caso necessário atendimento presencial, o serviço indicará a unidade de saúde mais próxima que possa oferecer o atendimento adequado a cada necessidade. 

De acordo com a coordenadora de Tecnologias Aplicadas à Educação na Saúde da Funesa, Eneida Ferreira, o pedido da SES para a operacionalização e implementação da ferramenta foi recebido com muito entusiasmo. “Lançamos um edital de credenciamento para a contratação de enfermeiros para executar esse serviço. Também contratamos a solução tecnológica que melhor se adequaria e atenderia a essa necessidade. Assim, com a perspectiva de ampliação do cuidado em pediatria no estado e com a certeza de que será uma ferramenta e uma ação exitosas”, informou Eneida.

Maria Nadine, uma das enfermeiras que realizará os atendimentos online, destacou a importância da modernização e eficiência do atendimento em saúde. “Esse programa é um avanço para a saúde em Sergipe. Com essa triagem online, podemos ajudar a evitar a superlotação em unidades de saúde e reduzir o risco de exposição da criança a outras doenças”, explicou. 

Mariana Sobral, também enfermeira da equipe de teleorientação, enfatizou a inovação da telessaúde, oferecendo um atendimento mais próximo e eficiente aos usuários. “Não há limite de atendimentos por dia. Em casos de urgência, os pacientes são orientados a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou unidade de urgência”, ressaltou. 

Avaliação dos usuários 

Letícia Moreira, dona de casa, foi uma das usuárias atendidas pela plataforma online e reconhece os benefícios da ferramenta. “Passei por um atendimento online aqui na plataforma e gostei muito da conduta. O atendimento foi bom e isso é uma melhoria para todos nós. Caso não seja possível sair de casa ou não haja transporte disponível, será muito útil e contribui para o bem-estar de todos”, revelou Letícia. 

Udineia Vieira, também dona de casa e residente no povoado Leite Neto, em General Maynard, elogiou a agilidade do atendimento e acredita que isso reduzirá as filas nas unidades de saúde. “O atendimento foi bom, muito ágil. Isso vai aliviar a carga dos médicos e profissionais de saúde, com praticamente nenhuma espera. Além disso, poderá auxiliar em diversos casos, proporcionando os primeiros cuidados antes de chegar à unidade de urgência”, comentou Udineia.

Fotos: Jessica Mendes

Capacitação em Codificação de Declarações de Óbito melhora registro e planejamento em Sergipe

Um dos principais benefícios destacados é a redução das declarações com causas mal definidas

No primeiro semestre de 2024, profissionais de saúde de Sergipe participaram de um curso intensivo de capacitação em codificação de declarações de óbito, com objetivo de  padronizar e aprimorar o preenchimento desses documentos cruciais, visando melhorar o registro adequado das causas de mortes nos municípios. Desde então, os profissionais capacitados têm aplicado o conhecimento adquirido de maneira significativa.

A iniciativa da secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), foi uma resposta à necessidade de alinhar as práticas locais com as diretrizes internacionais de classificação de doenças, promovendo uma vigilância epidemiológica mais eficiente. 

Após a capacitação, um dos principais benefícios destacados é a redução das declarações com causas mal definidas, o que não apenas facilita o trabalho da SES, mas também permite que a vigilância epidemiológica identifique com maior precisão as principais causas de óbito no estado. Isso, por sua vez, direciona estratégias mais eficazes de saúde pública para prevenir tais doenças.

A iniciativa, apoiada pelo Ministério da Saúde, reforça a importância de ações educativas contínuas para melhorar a gestão de informações em saúde pública. Com a capacitação em curso, espera-se que os benefícios se estendam não apenas à melhoria dos registros de óbitos, mas também à implementação de políticas mais eficazes para a saúde da população do estado de Sergipe.

De acordo com o enfermeiro e coordenador da vigilância epidemiológica da cidade de Cedro de São João, no baixo São Francisco, Pedro Douglas, a padronização na codificação das declarações de óbito trouxe uma melhoria substancial ao município. “Antes do curso, enfrentávamos desafios com causas pouco específicas, o que dificultava a análise epidemiológica e o planejamento de políticas públicas. Agora, conseguimos categorizar de forma mais precisa, o que é fundamental para direcionar nossas ações preventivas”, relatou Pedro.

Ainda de acordo com o coordenador, o curso não só capacitou os profissionais de saúde, mas também evidenciou a necessidade contínua de educação e atualização dentro do sistema de saúde, garantindo uma abordagem mais precisa e eficaz para lidar com as questões de saúde pública. “O curso não é só codificar, mas abrir também a mentalidade da gente com o pensamento crítico”, destacou.

Segundo o médico generalista Micael Melo, além de melhorar a qualidade dos registros, a capacitação também fortaleceu o entendimento e responsabilidade dos profissionais da Atenção Primária à Saúde. Médicos que lidam diretamente com o preenchimento das declarações de óbito têm agora um conhecimento mais sólido sobre a importância da sequência lógica e temporal das causas de mortes relatadas.

“Agora, temos uma melhor compreensão do papel essencial que desempenhamos ao preencher esses documentos. Isso não apenas facilita o trabalho burocrático, mas também contribui diretamente para o entendimento mais detalhado das condições de saúde da nossa população”, ressaltou Micael.

Texto e Fotos: Nucom Funesa

Funesa capacita 150 agentes comunitários de saúde e de combate a endemias 

Qualificação teve como objetivo auxiliar os profissionais a identificar problemas relacionados à saúde do trabalhador em seus territórios

Na busca contínua pela melhoria dos serviços de saúde oferecidos à população, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), realizou no último dia 27 o encerramento da Capacitação em Saúde no Trabalho para equipes de saúde, focada especialmente em agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde do município de Nossa Senhora do Socorro. 

Nesta edição, devido à alta demanda de profissionais interessados, o curso foi dividido em cinco turmas, cada uma com 30 vagas. Segundo a coordenadora da Educação Profissional da Funesa, Rosyanne Vasconcelos, a capacitação teve uma carga horária total de 60 horas, distribuídas em cinco encontros de oito horas cada, abrangendo um total de 150 alunos. Entre os encontros, os participantes realizaram atividades práticas para aplicar os conhecimentos adquiridos. “Estamos comemorando não só o encerramento das turmas em Socorro, mas também o sucesso dessa capacitação em outros municípios, como Lagarto, Canindé, Carmópolis e agora em Socorro. Os depoimentos que recebemos mostram que os profissionais estão melhor preparados, agora equipados para entender as necessidades dos trabalhadores, usuários que enfrentam problemas de saúde relacionados ao trabalho”, destacou. 

A diretora geral da Funesa, Carla Fontes, expressou sua satisfação com a formação de cinco turmas, totalizando 150 alunos, enfatizando o grande interesse pelos cursos e a gratificação em ver mais profissionais do SUS buscando especialização e contribuindo para a saúde pública. “Hoje é um dia especial e foi uma honra participar deste evento de capacitação para o Sistema Único de Saúde (SUS). É um grupo significativo e nosso coração se enche de alegria ao ver profissionais mais qualificados, com uma nova perspectiva”, comentou. 

O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT-SE) Adroaldo Bispo destacou a importância de instruir os profissionais para que possam identificar com mais precisão os riscos à saúde, os adoecimentos e os acidentes de trabalho. “Avaliamos no passado que a população confia muito nos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, que são os profissionais públicos mais confiáveis, abrindo suas portas e compartilhando suas vidas. Isso demonstra o quanto estes profissionais são valorizados e precisam ser mais reconhecidos dentro das equipes de saúde”, revelou. 

A professora Tereza Raquel Sena explicou que a concepção do curso, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Ministério Público do Trabalho, teve início em 2014, com o objetivo de proporcionar aos agentes as habilidades práticas para melhorar a saúde do trabalhador no cotidiano. “Este curso permitiu aos agentes aplicar o conhecimento adquirido tanto no atendimento aos usuários do SUS quanto em suas próprias atividades. Os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias agora reconhecem melhor sua importância e o impacto positivo de seu trabalho nas comunidades”, enfatizou. 

Reconhecimento 

Os alunos das cinco turmas da capacitação demonstraram entusiasmo com a oportunidade de participar do curso oferecido pela Funesa, reconhecendo a importância de suas profissões para as comunidades. Josileide Ferreira, agente de saúde há 22 anos no Mutirão do conjunto João Alves, comemorou o encerramento do curso pela oportunidade de aprimorar seus conhecimentos. “Este curso foi muito enriquecedor e nos ajudou a ampliar nossa visão e identificar melhor os problemas de saúde relacionados ao trabalho em nossa área. Agora posso contribuir mais efetivamente para melhorar a qualidade de vida no trabalho e na comunidade”, destacou. 

O agente de endemias Davi Messias, do loteamento Novo Horizonte, com 23 anos de experiência, também destacou a importância do curso para sua prática profissional. “Este curso foi uma excelente oportunidade para todos nós. Saímos daqui mais capacitados e esperamos que novos cursos como este sejam oferecidos no futuro”, concluiu.

Fotos: Nucom Funesa

Saúde capacita profissionais para identificar sinais de violência contra idosos

É essencial que os profissionais de saúde e segurança pública conheçam os direitos dos idosos e saibam como agir diante de casos de abuso

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), realizou nesta quinta-feira, 20, uma webpalestra com o objetivo de capacitar profissionais de saúde da Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica para identificar sinais de violência contra idosos e destacar a importância da notificação. 

Um dos palestrantes foi o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Goes, que explicou que a notificação compulsória da violência contra idosos é obrigatória desde 2011 para todos os serviços de saúde, públicos e privados. É uma obrigação legal notificar todos os casos, seja na suspeita ou confirmação. 

“A violência interpessoal e a agressão física são formas significativas de violência, assim como os maus-tratos, abandono e negligência. Além disso, as tentativas de suicídio têm aumentado nessa população. É essencial que todos os municípios organizem suas vigilâncias epidemiológicas com atenção especial à violência contra idosos”, afirmou Marco Aurélio. 

De acordo com Neilson Santos, coordenador do Núcleo de Pesquisas e Ações para a Terceira Idade da Universidade Federal de Sergipe (UFS), é fundamental promover campanhas e debates para conscientizar a população. “É vital que esses profissionais conheçam os direitos dos idosos e saibam como agir em situações de abuso”, informou. 

Ainda segundo o coordenador, a sociedade deve ser inclusiva e acolher pessoas de todas as idades. “Reconhecer que o idoso é um sujeito de direito é essencial, pois muitas vezes eles não são considerados como tal. É necessário conhecer melhor os direitos dos idosos e entender os tipos de crimes de violência a que estão sujeitos para enfrentar essa situação de forma eficaz”, destacou. 

Como denunciar  

A assistente social Nádia da Silva explicou que o público-alvo das ações de conscientização inclui principalmente os profissionais de saúde, mas é importante também divulgar essas informações para o público em geral, ressaltando a existência de canais para denúncias de maus-tratos contra idosos. 

“As instituições de longa permanência e de saúde, que recebem notificações de maus-tratos através de canais como o Disque 100, têm um papel crucial nesse processo. Quando um idoso sofre maus-tratos, a denúncia pode ser feita por qualquer pessoa que perceba a situação, sem o risco de ser identificada. Além do Disque 100, as denúncias podem ser encaminhadas à Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), ao Ministério Público ou aos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAs)”, destacou Nádia da Silva. 

Ela também mencionou que existem casos em que o próprio idoso faz a denúncia, embora frequentemente o agressor seja um parente próximo, e o idoso tema represálias ao retornar para o mesmo ambiente. “Mesmo com medidas protetivas emitidas pela justiça, a violência pode continuar se o idoso permanecer no mesmo local. Desmistificar o medo de denunciar e garantir que ninguém deve ser maltratado é fundamental”, ressaltou.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Última atualização: 26 de junho de 2024 17:47




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