Capacitação em Codificação de Declarações de Óbito melhora registro e planejamento em Sergipe

Um dos principais benefícios destacados é a redução das declarações com causas mal definidas

No primeiro semestre de 2024, profissionais de saúde de Sergipe participaram de um curso intensivo de capacitação em codificação de declarações de óbito, com objetivo de  padronizar e aprimorar o preenchimento desses documentos cruciais, visando melhorar o registro adequado das causas de mortes nos municípios. Desde então, os profissionais capacitados têm aplicado o conhecimento adquirido de maneira significativa.

A iniciativa da secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), foi uma resposta à necessidade de alinhar as práticas locais com as diretrizes internacionais de classificação de doenças, promovendo uma vigilância epidemiológica mais eficiente. 

Após a capacitação, um dos principais benefícios destacados é a redução das declarações com causas mal definidas, o que não apenas facilita o trabalho da SES, mas também permite que a vigilância epidemiológica identifique com maior precisão as principais causas de óbito no estado. Isso, por sua vez, direciona estratégias mais eficazes de saúde pública para prevenir tais doenças.

A iniciativa, apoiada pelo Ministério da Saúde, reforça a importância de ações educativas contínuas para melhorar a gestão de informações em saúde pública. Com a capacitação em curso, espera-se que os benefícios se estendam não apenas à melhoria dos registros de óbitos, mas também à implementação de políticas mais eficazes para a saúde da população do estado de Sergipe.

De acordo com o enfermeiro e coordenador da vigilância epidemiológica da cidade de Cedro de São João, no baixo São Francisco, Pedro Douglas, a padronização na codificação das declarações de óbito trouxe uma melhoria substancial ao município. “Antes do curso, enfrentávamos desafios com causas pouco específicas, o que dificultava a análise epidemiológica e o planejamento de políticas públicas. Agora, conseguimos categorizar de forma mais precisa, o que é fundamental para direcionar nossas ações preventivas”, relatou Pedro.

Ainda de acordo com o coordenador, o curso não só capacitou os profissionais de saúde, mas também evidenciou a necessidade contínua de educação e atualização dentro do sistema de saúde, garantindo uma abordagem mais precisa e eficaz para lidar com as questões de saúde pública. “O curso não é só codificar, mas abrir também a mentalidade da gente com o pensamento crítico”, destacou.

Segundo o médico generalista Micael Melo, além de melhorar a qualidade dos registros, a capacitação também fortaleceu o entendimento e responsabilidade dos profissionais da Atenção Primária à Saúde. Médicos que lidam diretamente com o preenchimento das declarações de óbito têm agora um conhecimento mais sólido sobre a importância da sequência lógica e temporal das causas de mortes relatadas.

“Agora, temos uma melhor compreensão do papel essencial que desempenhamos ao preencher esses documentos. Isso não apenas facilita o trabalho burocrático, mas também contribui diretamente para o entendimento mais detalhado das condições de saúde da nossa população”, ressaltou Micael.

Texto e Fotos: Nucom Funesa

Funesa capacita 150 agentes comunitários de saúde e de combate a endemias 

Qualificação teve como objetivo auxiliar os profissionais a identificar problemas relacionados à saúde do trabalhador em seus territórios

Na busca contínua pela melhoria dos serviços de saúde oferecidos à população, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), realizou no último dia 27 o encerramento da Capacitação em Saúde no Trabalho para equipes de saúde, focada especialmente em agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde do município de Nossa Senhora do Socorro. 

Nesta edição, devido à alta demanda de profissionais interessados, o curso foi dividido em cinco turmas, cada uma com 30 vagas. Segundo a coordenadora da Educação Profissional da Funesa, Rosyanne Vasconcelos, a capacitação teve uma carga horária total de 60 horas, distribuídas em cinco encontros de oito horas cada, abrangendo um total de 150 alunos. Entre os encontros, os participantes realizaram atividades práticas para aplicar os conhecimentos adquiridos. “Estamos comemorando não só o encerramento das turmas em Socorro, mas também o sucesso dessa capacitação em outros municípios, como Lagarto, Canindé, Carmópolis e agora em Socorro. Os depoimentos que recebemos mostram que os profissionais estão melhor preparados, agora equipados para entender as necessidades dos trabalhadores, usuários que enfrentam problemas de saúde relacionados ao trabalho”, destacou. 

A diretora geral da Funesa, Carla Fontes, expressou sua satisfação com a formação de cinco turmas, totalizando 150 alunos, enfatizando o grande interesse pelos cursos e a gratificação em ver mais profissionais do SUS buscando especialização e contribuindo para a saúde pública. “Hoje é um dia especial e foi uma honra participar deste evento de capacitação para o Sistema Único de Saúde (SUS). É um grupo significativo e nosso coração se enche de alegria ao ver profissionais mais qualificados, com uma nova perspectiva”, comentou. 

O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT-SE) Adroaldo Bispo destacou a importância de instruir os profissionais para que possam identificar com mais precisão os riscos à saúde, os adoecimentos e os acidentes de trabalho. “Avaliamos no passado que a população confia muito nos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, que são os profissionais públicos mais confiáveis, abrindo suas portas e compartilhando suas vidas. Isso demonstra o quanto estes profissionais são valorizados e precisam ser mais reconhecidos dentro das equipes de saúde”, revelou. 

A professora Tereza Raquel Sena explicou que a concepção do curso, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Ministério Público do Trabalho, teve início em 2014, com o objetivo de proporcionar aos agentes as habilidades práticas para melhorar a saúde do trabalhador no cotidiano. “Este curso permitiu aos agentes aplicar o conhecimento adquirido tanto no atendimento aos usuários do SUS quanto em suas próprias atividades. Os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias agora reconhecem melhor sua importância e o impacto positivo de seu trabalho nas comunidades”, enfatizou. 

Reconhecimento 

Os alunos das cinco turmas da capacitação demonstraram entusiasmo com a oportunidade de participar do curso oferecido pela Funesa, reconhecendo a importância de suas profissões para as comunidades. Josileide Ferreira, agente de saúde há 22 anos no Mutirão do conjunto João Alves, comemorou o encerramento do curso pela oportunidade de aprimorar seus conhecimentos. “Este curso foi muito enriquecedor e nos ajudou a ampliar nossa visão e identificar melhor os problemas de saúde relacionados ao trabalho em nossa área. Agora posso contribuir mais efetivamente para melhorar a qualidade de vida no trabalho e na comunidade”, destacou. 

O agente de endemias Davi Messias, do loteamento Novo Horizonte, com 23 anos de experiência, também destacou a importância do curso para sua prática profissional. “Este curso foi uma excelente oportunidade para todos nós. Saímos daqui mais capacitados e esperamos que novos cursos como este sejam oferecidos no futuro”, concluiu.

Fotos: Nucom Funesa

Saúde capacita profissionais para identificar sinais de violência contra idosos

É essencial que os profissionais de saúde e segurança pública conheçam os direitos dos idosos e saibam como agir diante de casos de abuso

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), realizou nesta quinta-feira, 20, uma webpalestra com o objetivo de capacitar profissionais de saúde da Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica para identificar sinais de violência contra idosos e destacar a importância da notificação. 

Um dos palestrantes foi o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Goes, que explicou que a notificação compulsória da violência contra idosos é obrigatória desde 2011 para todos os serviços de saúde, públicos e privados. É uma obrigação legal notificar todos os casos, seja na suspeita ou confirmação. 

“A violência interpessoal e a agressão física são formas significativas de violência, assim como os maus-tratos, abandono e negligência. Além disso, as tentativas de suicídio têm aumentado nessa população. É essencial que todos os municípios organizem suas vigilâncias epidemiológicas com atenção especial à violência contra idosos”, afirmou Marco Aurélio. 

De acordo com Neilson Santos, coordenador do Núcleo de Pesquisas e Ações para a Terceira Idade da Universidade Federal de Sergipe (UFS), é fundamental promover campanhas e debates para conscientizar a população. “É vital que esses profissionais conheçam os direitos dos idosos e saibam como agir em situações de abuso”, informou. 

Ainda segundo o coordenador, a sociedade deve ser inclusiva e acolher pessoas de todas as idades. “Reconhecer que o idoso é um sujeito de direito é essencial, pois muitas vezes eles não são considerados como tal. É necessário conhecer melhor os direitos dos idosos e entender os tipos de crimes de violência a que estão sujeitos para enfrentar essa situação de forma eficaz”, destacou. 

Como denunciar  

A assistente social Nádia da Silva explicou que o público-alvo das ações de conscientização inclui principalmente os profissionais de saúde, mas é importante também divulgar essas informações para o público em geral, ressaltando a existência de canais para denúncias de maus-tratos contra idosos. 

“As instituições de longa permanência e de saúde, que recebem notificações de maus-tratos através de canais como o Disque 100, têm um papel crucial nesse processo. Quando um idoso sofre maus-tratos, a denúncia pode ser feita por qualquer pessoa que perceba a situação, sem o risco de ser identificada. Além do Disque 100, as denúncias podem ser encaminhadas à Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), ao Ministério Público ou aos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAs)”, destacou Nádia da Silva. 

Ela também mencionou que existem casos em que o próprio idoso faz a denúncia, embora frequentemente o agressor seja um parente próximo, e o idoso tema represálias ao retornar para o mesmo ambiente. “Mesmo com medidas protetivas emitidas pela justiça, a violência pode continuar se o idoso permanecer no mesmo local. Desmistificar o medo de denunciar e garantir que ninguém deve ser maltratado é fundamental”, ressaltou.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Funesa promove capacitação sobre fluxo de coleta do teste do pezinho

A realização do exame pode detectar precocemente até seis doenças em recém-nascidos

A partir de iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), foi realizada na manhã desta terça-feira, 11, uma webpalestra promovendo a capacitação crucial sobre a coleta do teste do pezinho para profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e profissionais da rede materno-infantil de todo o estado.  

O teste do pezinho, parte integrante do Programa Nacional de Triagem Neonatal, é essencial para a detecção precoce de várias doenças congênitas:  fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase, garantindo um tratamento eficaz e uma melhor qualidade de vida para os recém-nascidos. 

Na capacitação, é abordada a técnica correta para a coleta do teste do pezinho, assegurando que seja feita no tempo ideal. Os profissionais são instruídos ainda sobre os sinais e sintomas de cada doença detectada pelo teste, bem como sobre os tratamentos disponíveis. É crucial que os profissionais de saúde tenham um conhecimento aprofundado sobre todo o processo para garantir a eficiência e a eficácia do programa de triagem neonatal. 

De acordo com a referência técnica em Saúde da Criança da Diretoria de Atenção Primária  à Saúde (APS), Larissa Primo, o principal objetivo do teste do pezinho é identificar precocemente seis doenças congênitas importantes. “Este exame é obrigatório para todos os recém-nascidos e é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde. O teste deve ser realizado preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê para garantir uma detecção rápida e eficiente das doenças”, explicou. 

Ainda de acordo com Larissa, a coleta do teste pode ser realizada tanto na maternidade, se o bebê ainda estiver internado, quanto na Unidade Básica de Saúde (UBS), se ele já estiver em casa. “Após a coleta, as amostras são enviadas para o laboratório do Hospital Universitário de Aracaju (HUA), onde os exames são analisados. Caso alguma doença seja detectada, o bebê será encaminhado para o ambulatório de tratamento e acompanhamento especializado no HUA”, ressaltou.  

Larissa Primo explicou também que se o resultado do exame estiver alterado, a maternidade ou a Unidade Básica de Saúde entra em contato com a família. “Dependendo das condições da família, o município é responsável por fornecer o transporte até o HUA, onde o bebê receberá os cuidados necessários”, destacou.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

SES capacita profissionais de saúde para atendimento aos trabalhadores rurais

A parceria entre a Fundação Estadual de Saúde e Ministério Público do Trabalho visa instruir profissionais sobre trabalho escravo, tráfico de pessoas e trabalho infantil

Nesta quinta-feira, 13, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE) e em parceria com Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Sergipe (Cerest), realizou o primeiro Encontro de Saúde do Trabalhador Rural, como o tema ‘Vigilância e Saúde Mental do Trabalhador Agrícola’. 

 O evento teve como objetivo principal abordar a necessidade de aproximar os serviços de saúde dos trabalhadores rurais, enfrentando desafios como o difícil acesso aos serviços de saúde e a distância geográfica que separa muitos desses trabalhadores das unidades de saúde.

 Segundo o psicólogo e apoiador institucional do Cerest Sergipe, Elder Magno, a saúde do trabalhador rural é uma prioridade devido às condições frequentemente precárias em que muitos trabalham, sem formalização adequada. “O encontro proporcionou um espaço para estabelecer vínculos diretos com a realidade desses trabalhadores e colaborar com órgãos competentes em iniciativas conjuntas para promover a saúde rural”, informou. 

 Ainda segundo o psicólogo, profissionais de saúde dos municípios onde a agricultura é predominante participaram do evento, focando na qualificação e conscientização sobre a importância da notificação dos riscos enfrentados pelos trabalhadores rurais. “Temas como exposição a agrotóxicos, principal causa de intoxicação entre esses trabalhadores, foram discutidos para ampliar a conscientização e promover práticas seguras de trabalho. Além dos desafios físicos, questões culturais também influenciam a segurança no trabalho agrícola, onde produtos químicos são muitas vezes mal interpretados como soluções de saúde, ignorando os riscos associados”, destacou. 

 O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT-SE), Adroaldo Bispo,  explicou que é crucial que os profissionais da saúde reconheçam o trabalho como um fator determinante para o adoecimento. “Muitas vezes, os usuários chegam às unidades de saúde com sintomas relacionados ao trabalho, mas a pergunta básica sobre sua atividade profissional não é feita. Uma simples pergunta pode ser crucial para identificar a causa raiz do problema e não tratar apenas os sintomas comuns, ou seja, conscientizar os profissionais sobre o papel do trabalho como causa de adoecimento pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças entre os trabalhadores”, explicou. 

 O procurador do Trabalho, que também atua como coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), destacou que, existe uma parceria entre a Funesa e o MPT-SE, para capacitar agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, incluindo o tema do trabalho escravo, tráfico de pessoas e trabalho infantil em seus currículos. “O objetivo não é apenas denunciar, mas também capacitar esses profissionais para identificar situações suspeitas, que muitas vezes envolvem o recrutamento de trabalhadores para condições de trabalho desumanas, muitas vezes em outras regiões do país ou até internacionalmente. Essa capacitação visa também reconhecer e tratar as consequências físicas e mentais que esses trabalhadores enfrentam após serem resgatados”, revelou. 

 O médico veterinário, José Lucas, da cidade de Rosário do Catete, salientou a importância do evento para a área de saúde do trabalhador rural. “Vejo o evento como fundamental para a área de saúde do trabalhador rural, muitas vezes negligenciada em vários municípios. A capacitação proporcionada pelo Estado é crucial para melhorar as práticas de vigilância e intensificar as ações no campo”, frisou.

Saúde promove capacitação para atendimento à população LGBTQIAPN+

No Hospital Universitário de Lagarto existe um ambulatório de atendimento multidisciplinar específico

Na manhã desta quinta-feira, 13, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), reuniu profissionais de saúde que atuam em hospitais e centros de especialidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma capacitação focada no atendimento à população LGBTQIAPN+. O evento, ocorrido no auditório da SES, destacou a importância de qualificar o atendimento e a assistência oferecida a essa população.

A capacitação tem como objetivo garantir que os profissionais de saúde coloquem em prática seus conhecimentos teóricos sem deixar de oferecer um acolhimento adequado a cada indivíduo, respeitando suas necessidades específicas. 

De acordo com a referência técnica em Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Janaína Noronha, o objetivo da SES com a realização da qualificação é destacar a importância de um atendimento humanizado e de qualidade. “Muitas pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ enfrentam preconceito ao buscar atendimento nas unidades de saúde, encontrando dificuldades até mesmo para serem chamadas pelo nome que escolheram. Essa questão muitas vezes não é abordada nas universidades durante a formação dos profissionais, permitindo que crenças pessoais interfiram no atendimento”, explicou. 

Ainda de acordo com Janaína, é crucial que os profissionais de saúde vejam os pacientes como pessoas que necessitam ser tratadas conforme sua identidade e orientação sexual, sem interferir nesses aspectos. “No Hospital Universitário de Lagarto existe um ambulatório de atendimento multidisciplinar específico para a população LGBTQIAPN+, com assistência a consultas, ao acompanhamento pré e pós-cirúrgico e à hormonioterapia”, destacou. 

Segundo a psicóloga e palestrante do evento, Lidiane Drapala, a capacitação contínua dos profissionais de saúde é essencial, considerando que estamos em constante processo de modificação. “Nos últimos 15 anos houve um crescimento significativo das discussões sobre questões de gênero e orientação sexual na internet, permitindo que muitos jovens e pessoas idosas se assumissem. No entanto, as formações profissionais ainda não contemplam adequadamente esse conteúdo, resultando em pouca teoria e prática para lidar com essa população” revelou. 

Lidiane explica que investir em educação inclusiva é crucial para reduzir a miséria e promover o progresso em todos os âmbitos da vida social. “O ambiente de saúde deve ser um espaço de desabafo para aqueles que sofrem violência intrafamiliar e escolar. A educação é a chave para mudanças significativas. Em 2024, vemos crianças acolhendo naturalmente famílias com duas mães ou dois pais, mostrando que uma educação inclusiva pode eliminar a confusão e constrangimento presentes nos adultos”, pontuou. 

O enfermeiro e coordenador do Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital São José, Antônio Araujo, participou da capacitação e falou sobre a importância dela no seu dia a dia. “Somos um serviço de referência no atendimento a pacientes em surto mental. Acolhemos muitos pacientes que fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+, que merecem ser acolhidos da melhor forma possível, seguindo os preceitos que o SUS estabelece”, informou. 

A enfermeira Gilvanete Santana destacou a importância contínua da capacitação dentro do calendário de ações da SES. “Esse treinamento é essencial para que os profissionais de saúde possam oferecer atendimento de alta qualidade aos usuários, refletindo o cuidado necessário. Com a evolução constante nos estudos, é crucial que os profissionais se submetam a essa educação contínua, como parte do compromisso da SES em promover melhorias na assistência à saúde”, ressaltou. 

Canais de denúncias

Entender quem cometeu a violência e negligenciou o atendimento é fundamental. Existem dispositivos como as ouvidorias da SES, por meio do Disque Saúde no número 136 e o Ministério Público com promotorias específicas e os conselhos de classe para profissionais da saúde onde denúncias podem ser feitas.

Funesa capacita profissionais da vigilância sanitária em inspeções laboratoriais

A capacitação facilita a padronização dos serviços em todo o estado

A partir de iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), foi realizada uma webpalestra, na quarta-feira, 5,  para fortalecer as práticas de saúde pública e o sistema de vigilância sanitária e prevenção de um diagnóstico errado. A capacitação faz parte de um planejamento estratégico, visando capacitar os municípios e as vigilâncias sanitárias municipais.

As inspeções em laboratórios de análises clínicas são consideradas de alta complexidade e, geralmente, são realizadas pela vigilância estadual. No entanto, alguns municípios já começaram a conduzir essas inspeções através de um acordo de cooperação com o Estado, desde que atendam aos pré-requisitos, como possuir uma equipe qualificada e capacitada, por exemplo. Esses critérios são definidos pelo núcleo jurídico da Coordenação de Vigilância Sanitária (Covisa), e os municípios assinam um pacto com o Estado para desenvolver essas inspeções.

De acordo com a gerente de serviços de saúde da vigilância sanitária estadual, Tereza Cristina Maynard, o objetivo principal é ampliar o conhecimento dos municípios sobre como realizar essas inspeções e identificar os pontos mais relevantes em um laboratório de análises clínicas. “Nós temos que ter uma visão diferenciada para eles, todas as boas práticas no laboratório de análise clínica são importantes, desde que atendam ao que é preconizado na legislação sanitária”, explicou. 

Ainda de acordo com a gerente, devido à alta complexidade e risco associados aos laboratórios de análises clínicas, é essencial ter uma visão diferenciada. “Um resultado incorreto pode levar a um diagnóstico e tratamento inadequados. Portanto, é crucial que as boas práticas laboratoriais sejam seguidas conforme a legislação sanitária, por isso, a capacitação facilita a padronização dos serviços em todo o estado”, pontuou.

Segundo a biomédica Victória Menezes, durante a webpalestra foram apresentados exemplos de não conformidades vistas em inspeções sanitárias. “Frequentemente, encontramos amostras biológicas acondicionadas incorretamente, como em caixas isotérmicas ao invés de caixas térmicas, conforme estabelecido pela legislação. Também observamos depósitos de materiais de limpeza fora dos padrões. Toda a estrutura de um laboratório ou posto de coleta precisa atender aos critérios estabelecidos nas resoluções da Anvisa”, destacou.

Secretaria da Saúde promove seminário sobre luta antimanicomial e novos modelos de cuidado

A luta antimanicomial se caracteriza pela busca pelos direitos das pessoas com transtornos mentais

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública (ESP/SE), realizou nesta terça-feira, 28, um seminário em alusão ao Dia da Luta Antimanicomial, reunindo profissionais e gestores de saúde mental, com o objetivo de discutir e refletir sobre novos modelos de cuidado para pessoas com transtornos mentais. O evento buscou desmistificar a ideia de que a luta antimanicomial se limita ao fechamento de manicômios, enfatizando a importância de ações que promovam liberdade, atenção e cuidado.

Durante o seminário, os palestrantes destacaram a necessidade de promover a reinserção social dos usuários e ressaltaram a importância dos profissionais refletirem sobre suas práticas, ajudando esses indivíduos a desenvolverem a capacidade de trabalhar, gerar renda e reabilitar-se psicossocialmente por meio da cultura e da arte.

De acordo com a referência técnica da Rede de Atenção Psicossocial Especializada (Rapes) da SES, Silvia Ferreira Costa, o seminário buscou ampliar a informação do verdadeiro significado de manicômio. “Queremos proporcionar uma reflexão aos profissionais para que, dentro dos espaços e dos serviços, eles tragam e devolvam a esse usuário com transtorno mental a reinserção social. Devolver para a sociedade a fim de que ele consiga trabalhar, possibilitando geração de renda para si e para a família e também oferecer possibilidades de reabilitação através da cultura e da arte”, explicou.

Ainda de acordo com Silvia Costa, o evento foi direcionado a profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), gestores, prefeitos e representantes da assistência social. “Focamos nesses grupos porque acreditamos que, através deles, conseguiremos reintegrar os usuários ao meio social”, destacou.

Segundo a responsável técnica em Rede de Atenção Psicossocial Especializada, Suely Matos, o seminário também visou incentivar a participação ativa dos municípios nesse processo, compartilhando experiências exitosas e servindo de inspiração para outros. “Este momento é um tipo de convocação para que os profissionais tenham essa ruptura do cuidado do modelo manicomial para o modelo de cuidado em rede e em liberdade, tendo um momento de reflexão para que possam repensar sobre a prática no cotidiano, e como temos vários profissionais, essa troca se torna valiosa e deixando o trabalho mais leve”, ressaltou.

A psiquiatra e diretora emérita da Associação Brasileira de Saúde Mental, Ana Pitta, abordou sobre a importância de conversar sobre saúde mental com profissionais que lidam diariamente com usuários com algum tipo de transtorno. “É essencial discutir as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores de saúde mental. Estou feliz com a iniciativa de reunir todos para refletir, compartilhar e discutir os desafios e progressos na saúde mental”, revelou. 

A coordenadora de um dos CAPs da cidade de Nossa Senhora do Socorro, Yamani Ferreira Costa, enfatizou a constante aprendizagem proporcionada por eventos como esse. “Esse evento é de extrema importância para nós, porque falar da luta antimanicomial é algo muito prazeroso para quem já está nessa luta diária. Socorro é um município que possui quatro unidades de CAPs, e em dois deles já temos usuários que aprenderam a pintar e desenhar em quadros e, hoje, conseguem gerar renda com uma grande produção, graças ao trabalho desenvolvido pela nossa equipe”, revelou.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Fundação Estadual da Saúde promove capacitação para gestores municipais do Programa Saúde na Escola

Dando continuidade ao ciclo de quatro capacitações, nesse segundo momento, gestores de 14 municípios participaram do treinamento

As secretarias de Estado da Saúde (SES) e da Educação e da Cultura (Seduc), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e Escola de Saúde Pública do Estado de Sergipe (ESP/SE), realizaram Capacitação Intersetorial para Desenvolvimento das Ações do Programa Saúde na Escola (PSE) para os gestores municipais do programa. O encontro contou com a presença dos coordenadores responsáveis pela Saúde e pela Educação de 14 municípios da regional Itabaiana, visando aprimorar a execução eficaz do programa em seus territórios.

O Programa Saúde na Escola é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e tem como objetivo levar saúde à comunidade escolar, abrangendo alunos de escolas estaduais e municipais. Composto por 14 eixos temáticos, o programa engloba áreas como saúde mental, saúde bucal, saúde sexual e reprodutiva, alimentação saudável, entre outros.

De acordo com a referência técnica em Saúde do Adolescente e PSE da SES, Suziani Soares, durante a capacitação, os gestores foram orientados sobre as etapas fundamentais da gestão do programa. “Esta abordagem visa garantir uma implementação eficiente e abrangente do programa em cada município, incluindo planejamento, execução, avaliação e monitoramento”, informou.

Ainda de acordo com Suziani Soares, a capacitação é um momento importante para reunir os municípios e compreender suas necessidades e desafios na condução do programa. “O fato de realizar essas capacitações com certa periodicidade facilita com que todos esses profissionais estejam no mesmo nível de conhecimento e que realmente consigam alcançar essas metas que estão sendo estabelecidas”, ressaltou.

Segundo coordenador do PSE pela Seduc, Emerson Araújo, durante a capacitação foram destacadas a importância da parceria intersetorial entre Saúde e Educação e a necessidade de constante atualização e troca de experiências entre os profissionais envolvidos. “Eventos como esse representam um passo significativo na melhoria da qualidade de vida dos estudantes e usuários do serviço público, uma vez que o PSE desempenha um papel crucial na promoção da saúde e no bem-estar da comunidade escolar”, pontuou.

Retorno

A coordenadora do PSE pela Saúde de Pedra Mole – localizado no agreste sergipano -, Viviane de Oliveira, considerou o evento de grande importância por mostrar os indicadores e expor a realidade dos municípios, onde os coordenadores se tornam multiplicadores. “É uma grande satisfação participar dessa capacitação, porque ela tem várias atualizações e nós precisamos estar em constante comunicação, desenvolvendo novas estratégias para o monitoramento, planejamento das ações e, para aperfeiçoarmos o nosso trabalho nos municípios e assim conseguirmos melhores resultados”, destacou.

A coordenadora do PSE pela Educação em Itabaiana – também no agreste do estado -, Rosilene Souza, também destaca a importância da realização da capacitação. “Esses momentos são de suma importância, porque aqui vamos fortalecendo o Programa Saúde na Escola e fortalecendo, principalmente, a intersetorialidade, a importância da Saúde e Educação estarem juntas. Eu, por exemplo, saio daqui cheia de ideias de ações querendo aplicar para os alunos, apesar de que, aqui em Itabaiana, cada mês nós temos ações com temas diferentes e a toda a comunidade abraça e se envolve com o projeto”, salientou.

Centros de Especialidades Odontologicas de Sergipe já realizaram 7.070 atendimentos em 2024 

No estado, oito unidades estão disponíveis para receber os usuários do SUS

Integrando-se ao programa “Brasil Sorridente”, do Ministério da Saúde, os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) em Sergipe já realizaram 7.070 atendimentos até o dia 30 de abril. As unidades são geridas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), e oferecem serviços e cuidados especializados para a saúde bucal da população sergipana.
 
Os CEOs funcionam como centros de saúde de média complexidade, oferecendo serviços especializados nas cidades de Boquim, Capela, Simão Dias, Tobias Barreto, São Cristóvão, Nossa Senhora da Glória, Propriá e Laranjeiras. Cada unidade é encarregada de receber e cuidar dos usuários das cidades adjacentes que compõem a região de saúde, possibilitando, assim, a expansão do atendimento para todo o estado. Cada unidade recebe uma média de 200 a 550 usuários por mês. 
 
Os serviços oferecidos pelos CEOs abrangem uma ampla gama de tratamentos especializados em saúde bucal, incluindo, atendimento a Pessoas com Deficiência (PcD), por meio da especialidade de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais (OPNE), cirurgias orais, diagnóstico bucal com ênfase na detecção do câncer de boca, endodontia, periodontia e prótese. Além disso, são ofertados exames complementares, como radiografias e exames anatomopatológicos, visando ao correto diagnóstico e tratamento da saúde bucal.
 
Atendimento especializado 

A cuidadora Shirley Santos, moradora de Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano,  precisou passar por um procedimento cirúrgico no CEO da cidade e reconhece a importância e os cuidados de toda equipe com a população. “Eu acho o atendimento daqui espetacular, todos os profissionais que formam a equipe são excelentes. Primeiro eu passei pelo dentista da Unidade Básica de Saúde [UBS] perto da minha casa e ele me encaminhou aqui para o CEO. Quando cheguei aqui a dentista me avaliou e viu que era caso cirúrgico, então eu marquei, fiz a cirurgia e voltei para avaliação do pós. Não tenho palavras para expressar a minha gratidão”, afirmou Shirley.
 
A técnica de enfermagem, Joseane Silva, mãe Grazielly Mendonça Coelho, de 17 anos, define o trabalho e o atendimento do CEO como acolhedor e humanizado. “Desde que minha filha passou a ser atendida aqui no CEO, todos os profissionais são extremamente pacientes, da recepção ao dentista. São profissionais empáticos, humanos que nos tratam bem e deixam minha filha confortável para a realização do tratamento e acompanhamento”, expressou. 

De acordo com a cirurgiã-dentista Marcela Rocha, especialista em endodontia, cada usuário é recebido com cuidado e atenção personalizada. “Muitas vezes, recebemos usuários em situações delicadas, com dor intensa, desconforto e até mesmo medo do procedimento, mas o nosso principal objetivo é acolhê-los, fornecendo informações claras sobre o tratamento e as opções disponíveis, com uma abordagem centrada no usuário”, pontuou. 
 
A especialista em OPNE Ana Flávia Melo explica que cada atendimento é único e específico, visando sempre adaptar às necessidades individuais de cada pessoa. “Para ganhar a confiança dos usuários, muitas vezes eu fico aqui conversando, brincando e buscando estabelecer uma relação de conforto para eles se adaptarem, pegar amizade, intimidade e, assim, se adquire a confiança para eles deixarem fazer o atendimento”, destacou. 
 
Fluxo e descentralização
 
Os CEOs estão estrategicamente descentralizados para garantir o acesso da população ao tratamento em seus respectivos territórios. Os profissionais das UBSs são responsáveis pelo primeiro atendimento ao usuário e pelo encaminhamento aos centros especializados, seguindo o protocolo de atendimento do serviço. Pessoas com deficiências têm um acesso prioritário, podendo procurar diretamente o CEO para avaliação e indicação de cuidados, garantindo o acolhimento de suas necessidades na definição do risco.

Última atualização: 1 de julho de 2024 13:25




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