População de Sergipe tem necessidades atendidas por meio de tratamento gratuito de odontologia especializada

Atendimento no Centro de Especialidades Odontológicas

Moradora de São Cristóvão, na Grande Aracaju, Denise de Almeida sentiu incômodos nos dentes e procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em seu município para ser atendida. Paciente gestante, ela foi encaminhada à unidade estadual do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) João de Andrade Garcez, no mesmo município, onde foi diagnosticada com uma lesão na polpa dentária, e precisou fazer tratamento de endodontia (canal). “Ao chegar no CEO, pensei: que lugar organizado. Às vezes o lugar está abaixo das nossas expectativas, mas aqui é organização desde a entrada até o último atendimento. Se tivesse nota mil, eu daria mil, porque sempre fui bem atendida e tive as minhas necessidades atendidas”, conta.

Após fazer tratamento de canal, Denise retornou ao Centro há poucas semanas, para outro tratamento. Dessa vez, um procedimento cirúrgico. Na oportunidade, ela ressaltou: “É muito bom ter a segurança de um tratamento gratuito e de qualidade.  Espero que essas unidades recebam cada vez mais estrutura para atender a quem precisa”. O CEO em que a paciente foi atendida é uma das oito unidades odontológicas regionais administradas pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), com suporte da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que oferece tratamento gratuito para 70 municípios sergipanos que não possuem CEO municipal. Para ser atendido no CEO, é necessário ir primeiro a uma UBS do município no qual a pessoa reside, exceto no caso de ser pessoa com deficiência. Nesta situação, basta ir diretamente à unidade.

Denise de Almeida, paciente do CEO de São Cristóvão

As unidades atuam com serviços nas áreas de endodontia, periodontia, cirurgia oral menor, atendimento a pessoas com deficiência através da especialidade de OPNE (Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais), diagnóstico bucal (com ênfase na detecção precoce do câncer de boca), e prótese. Além de serviços especializados, as unidades também atuam com ações educativas.

De acordo com a cirurgiã-dentista e periodontista do CEO de São Cristóvão, Helena Paixão, o trabalho do Centro é muito importante para a população de baixo poder aquisitivo. “Aqui nós resolvemos situações que estão além da capacidade de resolução da Atenção Primária, pois é um serviço diferenciado”, explica.

A especialista também destaca que, enquanto profissional do CEO, é prazeroso realizar atendimentos a pacientes que, em geral, não teriam condições de bancar este serviço. “É muito satisfatório receber esses pacientes, porque são pessoas que não poderiam pagar por esse tratamento especializado, que tem um custo alto. Esse tratamento muitas vezes salva a unidade dentária do paciente, além de fazer a diferença na sua saúde bucal. É gratificante oferecer um pouco do nosso serviço, um pouco do que a gente sabe, para essas pessoas”, resume.

Qualidade na Atenção Especializada

Sob orientação da SES e gestão da Funesa, os CEOs trabalham para garantir qualidade na Atenção Especializada, com o objetivo de ampliar a oferta de serviços à população. Segundo a coordenação dos CEOs, os atendimentos das oito unidades aumentaram no último ano, em relação aos anteriores.

Em 2022, mais de 13.600 usuários foram atendidos e, desse quantitativo, 4.923 tratamentos foram concluídos. Ao todo, foram registrados mais de 18.800 atendimentos. Também foram realizados 7.490 procedimentos integrados (atendimentos de urgência, radiografias, exames anatomopatológicos) em cada um desses usuários. A especialidade com maior número de procedimentos foi cirurgia oral, com mais 14.800 cirurgias, seguida de atendimento a pessoas com deficiência, com mais de 13.130. Na sequência vem as especialidades de periodontia, com mais de 10.790 procedimentos; endodontia, com mais de 2.400; e prótese, com 145 dispositivos implantados.

Nos dois primeiros meses de 2023, nas oito unidades, já foram realizados mais de 1.700 atendimentos em janeiro e de 1.580 em fevereiro. Estes números envolvem 1.303 e 1.276 usuários atendidos, respectivamente.

Centros de Especialidades Odontológicas

As unidades dos CEOs estão localizadas em Boquim; Capela; Laranjeiras; N. Sra. da Glória; Propriá; São Cristóvão; Simão Dias e Tobias Barreto. Esse trabalho representa uma das frentes de atuação do ‘Brasil Sorridente’, programa federal de oferta do Sistema Único de Saúde (SUS) para os cidadãos. No estado, a escolha pelos centros regionalizados foi uma iniciativa do Governo de Sergipe, para assegurar que os municípios que não possuem CEO municipal pudessem ter acesso a esses serviços.

Para os usuários que estão em tratamento, os Centros também oferecem exames complementares como radiografias periapicais, interproximais, oclusais, panorâmicas e exames anatomopatológicos para diagnóstico e tratamento da saúde bucal. Se o paciente for diagnosticado com outras necessidades, a exemplo de tratamento de alta complexidade ou para câncer de boca, ele é encaminhado para a rede hospitalar. Na rede hospitalar, os atendimentos são realizados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Hospital Regional de Itabaiana e Hospital Universitário (HU).

Funesa participa do Encontro Nacional Trabalho e Educação na Saúde do SUS

Entre os dias 21 e 23 de março, trabalhadoras(es) e gestoras(es) da Saúde do Governo de Sergipe participaram do Encontro Nacional Trabalho e Educação na Saúde do SUS, realizado pelo Ministério da Saúde (MS), através da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.

Na agenda, representando a Funesa, estiveram a diretora geral, Carla Fontes, e a superintendente da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), Daniele Travassos. Representando a SES, participaram a coordenadora do Núcleo Estadual de Educação Permanente em Saúde (Neeps), Jalcira Izidro, o gerente do Eixo Educação Permanente/Neeps, Ronei Melo, e a coordenadora geral de Recursos Humanos, Verônica Santos. Junto à equipe do estado, também esteve presente a coordenadora do Centro de Educação Permanente em Saúde (Ceps) do Município de Aracaju, Tácia Suane Martins.

O evento teve o objetivo de discutir as prioridades para a gestão do trabalho e da educação na saúde para o SUS. Na oportunidade, foram apresentadas a situação atual e perspectivas da SGTES/MS – políticas, programas e ações; a nova proposta de desenho organizativo da secretaria; também foram discutidas as prioridades centrais para o trabalho e educação na saúde, que foi desenvolvida de forma compartilhada, coletiva e ascendente.

Durante o encontro, foram apresentadas estratégias que contribuam para a melhoria e qualificação das ações da SGTES/MS, a fim de propor políticas, programas e projetos sustentáveis, que gerem resultados eficazes sobre a organização e efetivação do trabalho em saúde nos âmbitos federal, estadual e municipal.

A agenda contou com a participação da ministra da Saúde, Nísia Trindade, dos secretários e secretárias do MS, de representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), organizações sindicais, conselhos de saúde e instituições parceiras.

Com informações do gov.br/MS

 

Saúde Estadual firma convênio com Itabaianinha para o projeto “Educação Permanente e Cuidado em Saúde”

Foto: Mario Sousa

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), no âmbito da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), firmou convênio com o Município de Itabaianinha, na noite da segunda-feira, 13, para realização do projeto “Educação Permanente e Qualidade no Cuidado em Saúde”. A proposta tem o objetivo de qualificar trabalhadoras e trabalhadores da saúde de Itabaianinha, bem como a equipe da Secretaria Municipal de Saúde e membros do Conselho Municipal, com ações de Educação Permanente em Saúde para organização e melhoria dos serviços de saúde. O projeto também atuará para otimizar as atividades da gestão em saúde, com o propósito de ampliar a qualidade dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde).

Para a secretária de Saúde de Itabaianinha, Ingrid Alicia L. Fonseca, a parceria é muito importante e também pode estimular colegas que estão gerindo o SUS em todos os municípios sergipanos. “É um momento ímpar, porque, a partir desse convênio, é possível disponibilizar conhecimento para as nossas trabalhadoras e trabalhadores, por meio de uma instituição de referência, que é Escola de Saúde Pública de Sergipe. A gente pode levar motivação, capacitação e poder também, porque conhecimento é poder. Se eu tenho conhecimento, é possível resolver as problemáticas que envolvem o usuário e trabalhador, além de acolher melhor, de trabalhar com foco e meta, entendendo o meu papel e o meu protagonismo no SUS”, ressaltou.

Secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, e secretária Municipal de Saúde de Itabaianinha, Ingrid Alicia | Foto: Mario Sousa

A ideia do projeto surgiu após o levantamento das situações de saúde no Município de Itabaianinha/SE e da importância da Educação Permanente na contextualização da prática em saúde, com a realidade vivenciada pelos profissionais. Diante da situação, foi identificada a necessidade de realizar ações educacionais, para que os profissionais estejam capacitados para lidar com as dificuldades na Atenção à Saúde. Com o objetivo de sanar esses problemas, a Saúde Municipal (Itabaianinha), em parceria com a Saúde Estadual (SES e Funesa/ESP-SE), decidiram pela realização de um conjunto de ações, que fazem parte do Plano Municipal de Educação Permanente e do Conselho Municipal de Saúde para a Programação Anual da Saúde 2023.

Diante deste cenário, a gestão entende que a realização desse projeto fomenta reflexões de todos os seus participantes (gestores, profissionais de saúde e usuários), a partir das iniciativas de promoção da educação permanente no campo do trabalho em saúde. A ação poderá ampliar a implementação de modelos que atendam às necessidades de saúde de Itabaianinha, com a promoção do trabalho em equipe, e a construção de redes de serviços, que contribui para fortalecer o SUS.

Foto: Pedro Alexandre

Na oportunidade, o secretário de Estado da Saúde, Dr. Walter Pinheiro, destacou que ações como essa possibilitam a capacitação de profissionais, das pessoas que lidam diretamente com os pacientes e com as situações do dia a dia nos municípios que precisam desse apoio. “Acredito ser uma parceria bastante sinérgica e, pelo entusiasmo dos envolvidos, acredito que terá bastante sucesso. Enquanto Secretaria de Estado, é muito importante atuarmos como apoiadores, consultores, facilitadores, e desfrutar dos resultados que pretendemos em ações como essa. Que possamos estreitar cada vez mais essa comunicação e celebrar outras parcerias no âmbito da capacitação das pessoas”.

Convênio

No planejamento estratégico da Funesa, a Gerência de Convênios estabeleceu o apoio na produção de ações e serviços educacionais e de saúde para o SUS, além de buscar oportunidades para o desenvolvimento e execução de projetos institucionais, por meio de parcerias. O setor entende que a celebração desse primeiro convênio efetiva o que foi planejado e evidencia o reconhecimento do ente público sobre a importância dos serviços prestados pela Fundação, em apoio à Gestão Municipal.

Secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, junto à Diretoria Executiva da Funesa e equipe; e secretária Municipal de Saúde de Itabaianinha, Ingrid Alicia | Foto: Mario Sousa

De acordo com a diretora geral da Funesa, Carla Fontes, firmar essa parceria é muito importante, pois o maior objetivo da Fundação é buscar soluções e melhorias para o SUS Estadual. “Foi com bastante responsabilidade e sentimento de viabilizar melhorias que assinei nosso primeiro convênio com o município de Itabaianinha. Transformar o SUS, através da capacitação dos nossos profissionais de forma igualitária é por um bem maior. Nosso foco é que esse trabalho gere resultados positivos para todos aqueles que atuam e precisam do SUS”, pontuou.

Educação Permanente e Funesa

A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) compreende que a transformação nos serviços, no ensino e na condução do sistema de saúde, além de técnica, envolve mudança nas relações, nos processos, nos atos de saúde e, principalmente, nas pessoas. Em Sergipe, enfatiza-se o compromisso da SES com a PNEPS, através da Funesa, por meio da ESP/SE, que realiza a formação e qualificação dos profissionais/trabalhadores da saúde para o aprimoramento do SUS em todos os seus aspectos.

Diretora geral da Funesa – Carla Fontes | Foto: Mario Sousa

A Funesa/ESP-SE tem a missão de formar e produzir ações e serviços para construir-se em um paradigma de qualidade e eficiência no cuidado e na gestão do SUS, articulando ensino, serviço e sociedade civil, com a finalidade de prestar serviços de saúde de Atenção Primária, de promoção, prevenção e proteção da saúde coletiva e individual, de formação profissional e educação permanente na área de saúde pública.

Nesse contexto, o processo de ensino-aprendizagem defende uma filosofia de reflexão e crítica sobre os processos de trabalho dos profissionais. Os processos de qualificação dos trabalhadores de saúde devem ter como referência as necessidades da população, da gestão e do controle social. O objetivo é a transformação das práticas profissionais e da própria organização do trabalho, para que sejam estruturadas a partir da problematização desse processo de trabalho.

 

Oficina qualifica profissionais sobre Notificações de Agravos Relacionados à Saúde do Trabalhador e Trabalhadora

Foto: Pedro Alexandre

O trabalho da Atenção Primária à Saúde (APS) é essencial na promoção da saúde do trabalhador e trabalhadora. A fim de aprimorar procedimentos de notificação de Doenças e Agravos Relacionados ao Trabalho (DART) e Transtorno Mental Relacionado ao Trabalho (TMRT), a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), realizou, nesta quinta-feira, 09, a Oficina de Qualificação de Notificações de Agravos Relacionados à Saúde do Trabalhador e Trabalhadora. A ação foi direcionada a profissionais da rede de Atenção Primária e Vigilância Epidemiológica dos municípios sergipanos.

A oficina foi ministrada pela referência técnica do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), o psicólogo Elder Magno Freitas, que abordou sobre fluxograma de notificações, no âmbito de DART e TMRT, e seus respectivos conceitos, identificação de caso; bases legais, aspectos do preenchimento e critérios gerais de diagnóstico em TMRT. De acordo com o facilitador, a notificação gera as ações de saúde do trabalhador, enquanto procedimento de registro dessas doenças e agravos. “A Atenção Básica é uma das principais notificadoras: que preenche a ficha, que notifica, que envia essas fichas para o sistema e encaminha esses trabalhadores para o atendimento mais especializado, como o Cerest”, explicou.

Foto: Pedro Alexandre

Participante da oficina, o enfermeiro e gerente em uma Unidade Básica de Saúde em N. Sra. do Socorro, Cleverton Alves, afirmou que a ação educacional foi produtiva, pois também são multiplicadores na otimização dos processos de trabalho. “A oficina foi bastante enriquecedora. Levaremos essa atualização e novos aprendizados para a equipe, além de dialogar sobre algumas situações e otimizar ações. Em se tratando da saúde do trabalhador, esse trabalhador é aquele que também proporciona saúde à comunidade, por isso é importante desenvolver esse cuidado”.

Ainda de acordo com o Cleverton, quem atua na ponta, na assistência, precisa atualizar esse conhecimento, para que as fichas sejam preenchidas com as informações corretas, pois é através da notificação que os dados são levantados, para que o profissional saiba o que está acontecendo e como proceder. “Se não há uma notificação correta, se não há ação ‘in loco’, também não há um olhar especializado em relação ao que o trabalhador está necessitando no momento. Então é super pontual essa questão das notificações: mostrar as fichas que existem, as fichas que podem ser casadas, que podem ser utilizadas, e os campos que devem ser preenchidos e são essenciais”, destacou.

Foto: Pedro Alexandre

Para o facilitador, o papel da APS é muito importante para realizar intervenção dirigida adequada para diversas situações e, para alcançar resultados satisfatórios, a oficina também promoveu a conscientização desse processo, para que o trabalhador saiba identificar o usuário que está em sofrimento, com uma queixa, e se a demanda que ele leva está relacionada ao trabalho. “Se o recepcionista, o atendente, o enfermeiro, o médico, ou o gestor da unidade não tiverem esse olhar ou essa sensibilidade de identificar que aquele usuário também é um trabalhador, e que o problema que ele leva pode estar relacionado ao que ele vive no trabalho, à atividade que ele executa, é difícil trabalhar e ofertar uma assistência de qualidade para esse trabalhador”, ressaltou Elder Magno.

A oficina foi direcionada às regionais de saúde que não têm Cerest, que são: Nossa Senhora do Socorro, Propriá, Itabaiana e Estância. Para essas regionais, a responsabilidade de apoio técnico é do Cerest estadual. Já as outras que possuem Cerest, recebem esse apoio direto.

Protocolo

A notificação serve para registrar os agravos e doenças relacionados ao trabalho; possibilitar o mapeamento de agentes e fatores de risco à saúde do trabalhador; promover ações de prevenção e assistência dirigidas para empregadores e trabalhadores. A notificação somente é realizada através de preenchimento através da Ficha de Notificação e Investigação (FNI), disponível no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), por meio do endereço: http://portalsinan.saude.gov.br/doencas-e-agravos.

A partir da avaliação inicial do usuário, a queixa, a atividade e a ocupação. Nessa primeira avaliação, o paciente é encaminhado para o médico clínico ou psicólogo (no caso de TMRT) para consulta e definição de diagnóstico. Munido de dados clínicos, do histórico ocupacional e exames, se necessário, o profissional pode fechar o diagnóstico e assim preencher a ficha de notificação pelo SINAN. Em caso de dúvidas sobre o diagnóstico de DART, pode encaminhar para o Cerest, para que o nexo causal seja estabelecido e os encaminhamentos devidos realizados.

 

Tele-educação sobre Gravidez na Adolescência aborda a importância da educação multisetorial

Foto: Pedro Alexandre

A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública e precisa de ações intersetoriais. Essa constatação norteou a tele-educação desta quinta-feira, 1º de março, que envolveu a respectiva temática. A ação, realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), foi direcionada a profissionais de saúde, com foco nos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS), e contou com centenas de inscrições de 44 municípios de seis estados brasileiros.

Na oportunidade, uma das webpalestras foi ministrada pela especialista em Saúde Coletiva pela Residência Multiprofissional Integrada e mestre em Saúde e Ambiente (Unit/SE), Manuela de Carvalho V. Martins, que fez um panorama epidemiológico, com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), de 2000 a 2020, além de destacar sobre a ocorrência e prevalência desse fenômeno, acolhimento, Pré-Natal, complicações gestacionais e consequências sociais.

Ainda de acordo com a especialista, os adolescentes não são o público de usuários das Unidades Básicas de Saúde, pois não há um interesse, desde que realmente estejam muito doentes. “É preciso chegar até esses adolescentes, é preciso realizar atividades extramuros. Para isso, preciso integrar a saúde com as escolas. Daí a importância do Programa de Saúde na Escola, para realizarmos essa integração e alcançar resultados satisfatórios”, explicou Manuela.

Participante da ação, a enfermeira que atua com educação, Sílvia Roberta, destacou a importância de abordar a temática junto aos profissionais de saúde, com foco educativo, além de recursos e ferramentas para otimizar resultados. “A nossa sensibilidade, como profissionais da educação, é acolher e direcionar a não desistência. Nos mostrar como um apoio para essa menina, adolescente, que talvez não tenha esse apoio em casa”.

A ação também contou com palestra da advogada, professora, mestre em Direito, e membro da Comissão da Criança, Adolescente e Juventude da OAB/SE, Antonina Gallotti, que abordou as condições da gravidez na adolescência, como um fenômeno multifatorial, os principais impactos, as principais causas, aspectos jurídicos, legislação, e principais estratégias para evitar a gravidez precoce.

Abordagem intersetorial e ações educativas

Manuela de Carvalho V. Martins – especialista em Saúde Coletiva pela Residência Multiprofissional Integrada e mestre em Saúde e Ambiente (Unit/SE)

A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência foi estabelecida por lei (2019), e acontece na primeira semana de fevereiro, mas a saúde entende que é um tema para ser trabalhado de forma contínua e intersetorial. Para a referência técnica em Saúde da Criança e do Adolescente/SES, enfermeira e doutora em Ciências da Saúde (UFS), Fernanda Costa. M. Gallotti, apesar de não ser um tema novo, essa ação é de extrema necessidade. “Já é possível ver nas estatísticas uma redução um decréscimo de mães com idade de 10 a 19. A gente alerta que esse período da adolescência é um período que elas estão em autorreconhecimento, período de várias transições físicas, emocionais, sociais, inclusive porque assumem papéis de responsabilidade dentro da sociedade. Quando paramos pra pensar numa gravidez, que é algo tão importante pra mulher, ainda estão inseridas dentro desse contexto de mudanças”, pontuou.

Esse fenômeno gera impacto na saúde da mãe, que pode ter problemas relacionados a essas mudanças. Em relação a mulheres menores de quinze anos, em algumas das configurações é considerado risco obstétrico, devido à formação do corpo. “Além dos riscos para a mãe, pode haver riscos para a criança, a exemplo da prematuridade, e nascimento com baixo peso, que pode gerar outras complicações e processos, inclusive fatores e riscos sociais com a adolescente sair da escola. Por isso precisamos estar continuamente trabalhando em prol da qualidade de vida dessa criança, dessa adolescente”.

 

Saúde Estadual capacita profissionais da APS sobre o cenário da hanseníase, protocolo clínico e diretrizes terapêuticas

Foto: Pedro Alexandre

Para encerrar o Janeiro Roxo, mês cuja campanha trabalha a conscientização, prevenção e combate à hanseníase, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta terça-feira, 31, uma tele-educação com o tema: “Cenário da Hanseníase em Sergipe, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas”. Operacionalizada pela Coordenação de Tecnologias Aplicadas à Educação em Saúde, por meio do programa Telessaúde, a webpalestra contou com a participação de profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) que atuam em dezenas de municípios dos estados de Sergipe, Pernambuco e Bahia.

Na oportunidade, o diretor estadual de Vigilância em Saúde e médico infectologista, Marco Aurelio Góes, discorreu sobre a temática, com destaque para aspectos epidemiológicos e pontos do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), além de apresentar dados do panorama mundial. “Essa discussão faz parte das ações da SES, que tem como objetivo principal promover a atualização e a reflexão dos profissionais de saúde, tanto em relação aos dados e tendências que temos observado. O estado de Sergipe tem índices endêmicos em hanseníase, e temos um grande desafio, que é a descoberta ativa de casos”, ressaltou.

Foto: Pedro Alexandre

O especialista também explicou que a discussão busca sensibilizar a comunidade dos profissionais de saúde sobre o tema, que está presente no dia a dia do trabalho das equipes. “Todas pessoas que têm lesões na pele, áreas de dormência, devem ser investigadas quanto à hanseníase, para que possamos fazer um tratamento de forma oportuna e quebrar a cadeia de transmissão. A forma de prevenção da hanseníase é identificar casos e realizar tratamento, pois assim que o tratamento é iniciado, evita-se a transmissão, pois ao tomar o antibiótico, a pessoa já não elimina o bacilo”.

Outro assunto importante abordado na ação educacional foram os objetivos do PCDT, que envolvem a definição dos critérios de diagnóstico; tratamentos farmacológicos e não farmacológicos; abordagem psicossocial para o enfrentamento ao estigma e discriminação; avaliação de contatos; acompanhamento e monitoramento para pacientes acometidos pela doença; e mecanismos de gestão e controle da endemia, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outros dados

Dentre os índices de novos casos, foram apresentados: a taxa detecção geral de novos casos de hanseníase por 100 mil habitantes, segundo região de residência no Brasil – 2012 a 2021, e novos casos segundo Unidade da Federação e capital de residência, em 2021; a proporção de cura dos casos novos de hanseníase diagnosticados nos anos das coortes, segundo região de residência Brasil – 2013 a 2021; proporção de novos casos de hanseníase segundo modo de detecção no Brasil, em 2022, além de outros indicadores e dados.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o Brasil é o segundo país no mundo em número de casos da doença, ficando atrás apenas da Índia. Entre 2010 e 2019, foram diagnosticados mais de 300 mil novos casos de hanseníase no Brasil, sendo 20,6 mil em menores de 15 anos. Já em 2020, foi registrada a redução de 41,4% dos casos de hanseníase no Brasil. Da mesma forma, houve redução das notificações de hanseníase em menores de 15 anos (-56,82%). Em contrapartida, o diagnóstico de hanseníase multibacilar aumentou (8,1%).

Atualmente, cerca de 29,8 mil pacientes estão em tratamento no SUS. O tratamento da hanseníase é realizado em âmbito ambulatorial, nas unidades básicas de saúde da Atenção Primária, serviços especializados, hospitais públicos e universitários.

 

Conselho Estadual de Saúde realiza primeira reunião de 2023 na Funesa

Foto: Pedro Alexandre

Participaram da agenda, o novo presidente do Conselho, o secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, e a nova Diretoria Executiva da Funesa

A primeira reunião de 2023 do Conselho Estadual de Saúde (CES) contou com a presença do novo presidente do Conselho, o secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, e a nova Diretoria Executiva da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), apresentados nesta terça-feira, 31. Dentre as pautas discutidas na agenda, também houve a apresentação de relatórios e informes gerais.

O secretário Walter Pinheiro ressaltou sobre a grande vontade de se dedicar com o propósito do Conselho. “É uma alegria muito grande conhecer vocês. A primeira vez que ouvi falar de Conselho Estadual de Saúde, me encontrava em uma cadeira como essa, na faculdade de Medicina, e talvez nesses pouco mais de 25 anos que exerci a medicina, conheço poucos colegas que tiveram essa oportunidade de estar aqui fazendo parte desse conselho”.

Foto: Míriam Donald

Ainda de acordo com o secretário, exercer a presidência do Conselho, bem como a Secretaria de Estado, lhe gera motivação. “Sou grato pela oportunidade e a atenção que vocês estão me dando. Sabemos que somos como o vento; nós passamos, balançamos as árvores”, destacou.

Para a diretora geral da Funesa, Carla Fontes, é muito satisfatório estreitar relações no Conselho. “É de suma importância a participação da Funesa na Reunião do Conselho Estadual de Saúde, tendo em vista que há um objetivo maior, que é buscar soluções para melhoria do Sistema Único de Saúde no âmbito Estadual. É um diálogo por um bem maior, que é promover saúde pública de forma igualitária em todo o Estado. É apenas um bom começo dessa grande luta”, frisou.

 

Nova Diretoria Executiva da Fundação Estadual de Saúde é empossada

Foto: Mário Sousa/SES

Novos membros do Conselho Curador da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) foram empossados na última segunda-feira, 16, em reunião realizada na Secretaria de Estado da Saúde (SES). A nova composição está formada pelo presidente do Conselho, o secretário de Estado da Saúde, Dr. Walter Pinheiro, além da nova Diretoria Executiva da Funesa, constituída pela diretora geral, Carla Fontes, pelo diretor administrativo e financeiro, Vítor Souza, e pelo Diretor operacional, Caique Costa.

De acordo com diretora Carla Fontes, a gestão será pautada na melhoria dos trabalhos em desenvolvimento, a busca de avanços e o fortalecimento de vínculos. “É com bastante orgulho e profundo sentimento de responsabilidade que assumo a Diretoria Geral da Funesa. Estou confiante e tenho plena convicção que não estarei sozinha, e contarei com o apoio de todos os trabalhadores. Assumiremos muitas tarefas e o compromisso de garantir que a Funesa continue desempenhando o seu papel de excelência, e que possamos, em esforço coletivo, otimizar os projetos em andamento e colocar em prática os futuros”, destacou.

O secretário de Estado da Saúde, Dr. Walter Pinheiro, ressaltou que o Conselho está à disposição da Fundação. “Desejo sucesso à nova gestão. Estamos abertos a ouvir, a estreitar a relação já estabelecida, e a apoiar as decisões que são de interesse do Governo do Estado e da população, através do trabalho que é desenvolvido pela Funesa”.

 

Funesa recebe cessão de imóvel do Governo do Estado para estruturar Escola de Saúde Pública/SE

Mais um avanço para a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), foi conquistado em 2022. A novidade é que a Funesa recebeu um imóvel público para a instalação da nova estrutura física da ESP-SE, contemplada no Programa de Fortalecimento das Redes de Inclusão Social e Atenção à Saúde – Proredes Sergipe. O prédio está localizado na antiga ‘Escola Estadual 15 de Outubro’, e foi cedido pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), em parceria com a Secretaria de Estado da Administração (Sead), com portaria publicada no Diário Oficial do Estado de Sergipe no dia 25 de novembro de 2022.

Para fortalecer do SUS, o Estado de Sergipe, através da Funesa, tem a possibilidade de ampliação do escopo de atuação da Fundação, com a previsão de continuar a certificar cursos técnicos e capacitações de curta duração, além de viabilizar o credenciamento junto ao Conselho Estadual de Educação de Sergipe (CEE/SE) e ao Ministério da Educação (MEC), com a certificação de “cursos técnico, pós-técnico, tecnológico, graduação e pós-graduação (lato sensu e stricto sensu), mediante os pressupostos da Política de Educação Permanente em Saúde em articulação com a Rede de Atenção à Saúde – RAS”, segundo informa o art 3° da Lei Estadual n° 8.733 de 13/08/2020.

O credenciamento junto ao Conselho Estadual de Saúde de Sergipe para oferta de cursos lato sensu é uma das principais prioridades da Funesa atualmente, que foi ação prevista no Planejamento Estratégico do Governo de Sergipe (2019-2022). Diante da necessidade, a Funesa, junto à Seduc, fez uma busca de prédios próprios do Governo, a fim de identificar um que acomodasse a estrutura da Escola. O contato foi articulado pelo governador Belivaldo Chagas e a diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão, junto ao secretário de Estado da Educação, Josué Modesto, que encaminhou tratativas e agendamento de visitas junto à professora Maria Gilvânia Guimarães dos Santos, da Diretoria de Educação de Aracaju – DEA.

De acordo com a diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão, com esse novo investimento, “espera-se que Estado de Sergipe, por meio da ESP-SE/Funesa, amplie sua capacidade de oferta de serviços e ações educacionais, visando a formação dos profissionais de saúde do SUS, com vistas a qualificar e universalizar o atendimento ao usuário de forma humanizada e permanente”, ressaltou.

A entidade financiadora do Proredes Sergipe é o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, que alocará recursos para o Estado investir na melhoria dos processos e qualificar a gestão do sistema de saúde em Sergipe, incluindo na realização da reforma e estruturação da Escola de Saúde Pública do Estado (ESP/SE).

Escola de Saúde Pública no âmbito da Funesa

Desde a criação (2008), a Funesa foi vocacionada para atuar na formação, atualização, pesquisa, capacitação, aperfeiçoamento e treinamento, prioritariamente dos trabalhadores vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado de Sergipe, além de controle social, e reconhecida nacionalmente como Escola de Saúde Pública. Posteriormente teve sua estrutura formal/legal atualizada nos termos da Lei n° 8.733 de 13/08/2020, que dispõe sobre a criação da Escola de Saúde (ESP/SE), no âmbito da Funesa.

 

 

 

 

Curso Técnico em Vigilância em Saúde: discentes apresentam Projetos de Intervenção em seminário

Foto: Míriam Donald

Elaborado pelos discentes do Curso Técnico em Vigilância em Saúde, executado pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), os Projetos de Intervenção têm o objetivo estimular os estudantes a refletirem sobre problemas reais observados no seu território de atuação e elaborar propostas de ações para transformação dessa realidade. Desde fevereiro os discentes elaboraram os seus projetos, com orientação dos docentes da Coordenação de Educação Profissional. O seminário ocorreu nesta quinta-feira, 15, e contou com a defesa de 11 projetos.

A ideia dos projetos é sanar ou minimizar esses problemas, com base nos conteúdos estudados no decorrer do curso. Entre os trabalhos apresentados, esteve o projeto sobre a reciclagem de óleo de cozinha, da estudante Amanda Cardoso, que é bióloga e já atuou na Vigilância Sanitária do município de Riachão do Dantas. “Durante a construção do projeto, as disciplinas abordaram essas temáticas, pois precisamos conhecer o território de estudo, para sugerir melhorias, visto que é uma intervenção no local. Então avaliei que teria mais condições de aplicar o projeto na localidade onde moro”, explicou.

Foto: Alliston Santos

Embora a Prefeitura de Aracaju não tenha um programa específico para a reciclagem do óleo, a na área que Amanda estuda há iniciativa de reciclagem. Ela afirma que há incentivos privados, a exemplo de uma empresa privada que fabrica materiais de limpeza e instalou dois pontos de coleta na região. Em sua análise, a estudante levantou a problemática do crescimento do bairro, e observou que dois pontos de coleta ainda eram poucos para a quantidade de pessoas residentes no bairro. “A partir dessa análise, apontei questões sobre o acesso dessas pessoas, se elas sabem que existem esses pontos e as causas disso. Foi esse o meu olhar: sobre a pouca adesão da coleta do óleo”.

O óleo é um alto poluidor ambiental, que contamina as águas, prejudica e encarece os sistemas de tratamento de esgoto, e atinge a comunidade, segundo destacou Amanda. “Uma solução viável para o resíduo é possibilitar que ele retorne à cadeia produtiva, fazer a reciclagem desse material. Existem vários componentes que podem ser criados a partir do resíduo do óleo. O objetivo era educar e conscientizar a população em relação a esse descarte inadequado do óleo. Se o meio ambiente está poluído, isso atinge a nossa saúde, pois existe uma relação entre meio ambiente e saúde, que é uma das pautas mundiais mais importantes da atualidade”, ressaltou a estudante.

O professor do curso e especialista em Política e Educação em Saúde da ESP-SE/Funesa, Francisco Santana, afirmou que, ao longo desses meses, os estudantes idealizaram o projeto que quiseram trabalhar, sob orientação do corpo docente, com a premissa de que o trabalho tivesse conexão com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Há cerca de três meses, eles tiveram um momento de qualificação dos trabalhos, onde tiveram a oportunidade de trazer questões ainda pouco amadurecidas, para construir, coletivamente, a solução para aqueles problemas, já com novos apontamentos para o desenvolvimento, já que ainda haviam falhas a serem adequadas”.

Ainda de acordo com o docente, a função desse processo é se debruçar sobre os projetos que estão em andamento, instrumentalizar com sugestões e, em contato com os orientadores, concluírem os trabalhos. “Os alunos produziram conteúdos conectados com o SUS e que apreciam problemáticas do cotidiano do SUS. Sem dúvidas eles saem dessa experiência com uma visão diferente. Esse curso envolve as áreas de Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica, Vigilância em Saúde, e Saúde do Trabalhador. Eles estão se formando com um olhar profundo em quatro vigilâncias, que são a essência do SUS”, ressaltou Francisco.

Curso Técnico em Vigilância em Saúde

O Curso Técnico em Vigilância em Saúde tem o objetivo de formar técnicos de nível médio para contribuir no processo de implantação e implementação de mudanças no sistema de saúde. A qualificação integra diversas áreas de conhecimento e aborda diferentes temas, como: política e planejamento, territorialização, epidemiologia, processo saúde-doença, condições de vida e situação de saúde das populações, ambiente e saúde, e processo de trabalho.

Foto: Míriam Donald

No âmbito do SUS, a atuação do técnico de Vigilância em Saúde depende do segmento da Vigilância que ele faz parte e da instância federativa na qual está inserido. No âmbito municipal, o trabalho é predominantemente de campo, com fiscalização “in loco” nos diversos serviços, e alimentando sistemas municipais de informação. A instância estadual tem caráter de planejamento, fiscalização (portos, aeroportos, fronteiras), financiamento, e fomento às instâncias municipais. Já a instância federal realiza, em sua maior parte, as atribuições estaduais na dimensão nacional.

 

 

 

Última atualização: 15 de dezembro de 2022 21:01.




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