Ações Sistemáticas de Prevenção para Populações Prioritárias é tema de Seminário

O foco principal está nas populações prioritárias e populações chaves. Ressaltamos a necessidade de disponibilizar preservativos e testes rápidos. Em caso de resultado reagente, essas pessoas devem ser acolhidas, tratadas, encaminhadas. Que haja um vínculo desses usuários com os gestores de saúde”. É dessa forma que o médico sanitarista e gerente do Programa IST/Aids da SES, Almir Santana, define o objetivo principal do Seminário sobre Ações Sistemáticas de Prevenção para Populações Prioritárias, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Fundação Estadual de Saúde (Funesa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), nesta terça-feira, 10.

O facilitador destacou, ainda, que o seminário é um dos mais importantes. “É uma ação que busca mostra ao gestor e aos representantes das populações prioritárias a importância dessa parceria, além de fomentar que ações sejam realizadas diretamente com essas populações. Fiquei satisfeito porque algumas populações já saíram daqui com o planejamento de atividades”. Dr Almir palestrou sobre “Sexualidade e Vulnerabilidade” e “Prevenção Combinada”. Outras abordagens realizadas durante o evento foram “Soropositividade e Ativismo”, “Demanda e Rotina” e” Redução de Danos – Os trabalhos de redução de danos realizados no território – PRD”, com abordagem do Consultório na Rua e Centro POP.

Dr. Almir Santana | Foto: Walter Sobrinho/SES

Para José Wellington Fontes, representante do Movimento Quilombola do Estado de Sergipe, a aproximação das 56 comunidades quilombolas de Sergipe com a área da saúde acontece pela necessidade de atender as políticas públicas para o público quilombola. No último dia 16 de agosto uma ação com testes rápidos e outras atividades foi realizada na comunidade Forras, município de Riachão do Dantas.

“Diante da ação, percebemos a real necessidade dessa aproximação. As comunidades quilombolas estão às margens. E isso também ocorre pela carência de atendimento. Então, esse Seminário dá a oportunidade de estreitar mais nossas relações. Esperamos que essa parceria atenda as demandas das comunidades. Somos um público que tem dificuldade de atendimento, que nem sempre somos reconhecidos pelos municípios, que estamos distantes das informações, porém temos os mesmos problemas de saúde que os demais têm”, ressaltou Wellington.

Participante do evento, a enfermeira Ana Carolina Sousa, que atua na área da assistência em Nossa Senhora da Glória, relatou que na região foram identificados grupos de pessoas em situação de vulnerabilidade. “Para ter uma atuação mais eficaz e trabalhar em prol da comunidade, é interessante termos um momento de reciclagem, Educação Permanente em Saúde e um atendimento voltado para a necessidade daquela população específica. Isso melhora as práticas, tornando-as mais efetivas, gerando resultados positivos, uma vez que pensamos em doenças sexualmente transmissíveis como uma questão de difícil controle. Por isso o profissional tem que adquirir novos conhecimentos e estratégias”.

Ana Carolina Sousa, enfermeira | Foto: Walter Sobrinho/SES

O projeto do Seminário, executado pelas analistas educacionais da Coordenação de Educação Permanente e Pós-Graduação da Funesa, Maria Gorete da Rocha e Liana Nascimento, busca a sensibilizar profissionais das áreas de Vigilância, Atenção Básica e serviços de referência, para assumir papel mais ativo na vigilância e prevenção às ISTs/HIV/Aids e Hepatites Virais. “De acordo com informações que levantamos para essa ação, o perfil epidemiológico do HIV/Aids, das hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), no Brasil, apresenta prevalências desproporcionais entre alguns segmentos populacionais quando comparadas à população em geral”, explicou Gorete.

Ainda segundo o projeto, o cenário é resultado de múltiplos fatores, porém as condições estruturais se destacam, visto que os contextos de extrema vulnerabilidade contribuem para ampliar as barreiras de acesso à cidadania, aos direitos e às ações de cuidado integral à saúde. Desde as conferências de Alma Ata (1978) e Otawa (1986), muitos países partilham a compreensão de que a saúde das populações depende de seus determinantes sociais. Dessa forma, gestores(as), pesquisadores(as) e movimentos sociais trabalham em conjunto para superar esses desafios e ampliar a concepção de saúde, defendendo que o enfrentamento de barreiras socioeconômicas, ainda que fundamental, é insuficiente para garantir o acesso universal e equânime às políticas de saúde.

 

Gestores da Funesa participam de colegiado geral

Nesta segunda-feira, 9, a Diretoria Executiva da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), junto a trabalhadoras e trabalhadores que atuam na função de gestor(a), reuniram-se para participar do colegiado geral, a fim de debater pautas sobre demandas da gestão, no âmbito atualizações de procedimentos internos, além fluxos dos processos de trabalho. A Funesa tem como uma das práticas a realização de colegiados por coordenações, bem como com todos os setores reunidos, objetivando o estreitamento da comunicação entre os departamentos e a execução dos serviços de forma satisfatória.

De acordo com a gerente de contratos da Funesa, Daniele Santos, o colegiado é de extrema importância para aproximar a Diretoria, coordenações e gerências. “Mais que uma reunião, visa melhor alinhamento do fluxo interno de trabalho, proporcionando interação e fortalecendo as diretrizes da instituição”, diz. Já a coordenadora administrativa-financeira da Fundação, Cláudia Iêda Melo, afirma que, além de fortalecer as diretrizes, “o colegiado geral também é sinônimo de acolhimento e participação coletiva”.

Para a diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão, o colegiado gestor é um potente dispositivo de educação permanente voltado para o quadro gestor, uma vez que também permite a qualificação dos mesmos, a partir dos compartilhamentos e alinhamentos realizados a cada reunião. “É sempre uma grande satisfação poder realizar momentos como este, de muitas trocas, alinhamentos e definições coletivas voltadas para o constante fortalecimento da Funesa e dos serviços prestados pela mesma”, ressalta.

Além do Colegiado Gestor da Diretoria Executiva, é diretriz institucional que cada coordenação e gerência também promovam os seus respectivos colegiados gestores, possibilitando a participação de 100% dos trabalhadores da Fundação. “Sempre saímos mais fortalecidos e integrados, além de ampliar a governabilidade institucional, uma vez que as decisões são tomadas no coletivo e contando com a representatividade de todos os setores”, observa a diretora geral.

 

ETSUS/SE inicia Curso Técnico em Vigilância em Saúde na Funesa

Fruto de um compromisso firmado entre a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola Técnica do SUS (ETSUS/SE), e a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a fim de qualificar trabalhadores do SUS, a ETSUS realizou, nesta sexta-feira, 6, a aula inaugural da segunda turma do Curso Técnico em Vigilância em Saúde (CTVS) 2019. Por meio de edital de seleção, a Escola ofertou 30 vagas contempladas por todas as regiões de saúde, exclusivas aos trabalhadores do SUS que atuam na Vigilância em Saúde.

A capacitação visa a transformação das práticas profissionais em seus espaços de trabalho e o fortalecimento do SUS, por meio da efetivação da Política de Educação Permanente em Saúde. Para a egressa da primeira turma do CTVS, Silvaneide Nascimento, o período de três anos de curso contribuiu tanto para o crescimento profissional, quanto para o pessoal. “Aqui na Escola eu tive demonstração e incentivo à capacidade da qual não conhecia. Posso dizer aos atuais alunos que não há lugar melhor para fazer o curso técnico”, destacou Silvaneide.

Silvaneide acrescentou, ainda, que “essa Escola tem um corpo docente maravilhoso. O curso não é fácil, mas escolhemos estar aqui para fazer diferente. Com a experiência dessa capacitação passamos a ter visão de gestão, administração, epidemiologia e tudo que enriquecesse o nosso trabalho enquanto trabalhador do SUS. Sou uma ferramenta do SUS que está levando informação àquela comunidade e pessoa precisa, enquanto usuário do SUS. Não somos trabalhadores do mínimo, mas do máximo”.

Segundo a coordenadora do Curso Técnico em Vigilância em Saúde, Ana Carla Guedes, esse curso foi preparado com muita dedicação e que a equipe da ETSUS deseja que os alunos saiam formados em Técnicos em Vigilância em Saúde e possam contribuir para promoção e proteção da saúde, além de prevenção de doenças e agravos, no território deles. “Em linhas gerais, o curso tem 1.500 horas, sendo 1.200 horas teóricas e práticas, incluindo outras atividades com apoio da Plataforma EAD, sempre pensando em aproximar a teoria da prática. Todos os componentes curriculares e conteúdos programáticos foram organizados pra que o discente desenvolvesse competências, habilidades e atitudes necessárias para o exercício profissional”, explicou.

Representando Enock Luiz Ribeiro, presidente do Cosems (Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde), a secretária de saúde do município de Divina Pastora, Ana Lídia Barros, disse que o Conselho fica muito feliz com essa parceria e em ver que a Funesa está fazendo a sua atribuição no segmento de Educação Permanente não apenas no curso de Vigilância, mas nos âmbitos dos SUS. “Desejo que os alunos aproveitem o curso, persistam e sigam até o fim. Que mantenha o foco com garra, estudem e levem esse conhecimento ao território de vocês. É um trabalho importante e a população agradece”.

O evento também contou com a palestra sobre o “Papel e desafio da Vigilância em Saúde no SUS”, minsitrada pela diretora de Vigilância em Saúde do Estado, Mércia Feitosa. De acordo com a diretora, a SES e o secretário Dr. Valberto de Oliveira agradecem todo o esmero, nessa luta incessante em ofertar à população a saúde que a população merece. “Temos que proporcionar um serviço de qualidade. Começar a capacitar as pessoas que estão em campo é começarmos a entender que isso é chegar ao SUS que nós queremos. Vocês, trabalhadores da saúde, são protagonistas de uma saúde de qualidade. Por isso se apropriem disso, bebam do conhecimento e terão o olhar ampliado”, ressaltou.

Fortalecimento da Vigilância em Saúde

“A Vigilância na saúde pública é uma área iminentemente preventiva. A Lei 8.080/90 é clara quando define a Vigilância Sanitária como um conjunto de ações para prevenir riscos à saúde da população”. Assim destacou Teresa Cristina Maynard, gerente de Vigilância Sanitária da SES, durante a aula inaugural, quando também falou sobre a importância do fortalecimento da Vigilância em Saúde. Ela complementa que “trabalhar com Vigilância é apaixonante porque atua com os fatores de risco e protege a saúde da população. É muito bom estar aqui para aprender, interagir. Vale ressaltar que não podemos dissociar a Vigilância Sanitária do SUS”.

Conforme pontuou a gestora, a própria Constituição Federal, no artigo 200, informa que compete ao SUS desenvolver ações de Vigilância. “Estamos aqui para trabalhar, proteger a população e gerar avanços nos municípios. Fazemos parte de um sistema e precisamos estar sempre na transversalidade dos setores para que possamos avançar. Por isso precisamos fortalecer as Vigilâncias Municipais, contribuindo para mais efetividade do serviço”, observou Teresa Cristina.

Rosyanne Vasconcelos, coordenadora da ETSUS/SE, declarou que é uma satisfação e um privilégio a Escola poder ofertar um Curso Técnico de Vgilância, diante de um cenário de dificuldades. “Os profissionais do SUS precisam passar por qualificação e as Escolas Técnicas foram criadas estrategicamente para atender as demandas do SUS. Entre as características diferenciadas, as Escolas Técnicas do SUS são instituições que possuem a capacidade de dialogar, de fazer interlocução com as secretarias de saúde e promover a integração ensino-serviço. É importante destacar a parceria e o apoio da SES pelo investimento, apoio e aposta nesse curso, além da disponibilização dos seus técnicos, sempre em alinhamento conosco. Também agradecemos a parceria das Secretarias Municipais de Saúde, que acreditam na valorização do profissional”.

Para a diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão, o olhar de vigilância tem que ser de todos, independente do espaço onde o trabalhador da saúde atua. “Tem que ser um olhar estratégico, desafiador, pois dialoga com a proposta do SUS que acreditamos. E não é só olhar para a doença. O olhar de Vigilância é o olhar da promoção, da proteção, é pensar ‘anos-luz’ antes de pensar na doença. No dia que conseguirmos, de fato, contribuir para um olhar epidemiológico, a gente vai conseguir caminhar na lógica dos países desenvolvidos, que investem em promoção e proteção. Precisamos, cada vez mais, disseminar essa essência da Vigilância, que é a essência do cuidar, que se aproxima muito mais da lógica da qualidade de vida, que nos define como profissional de saúde e não de doença. Sobretudo é um olhar desafiador por ser diário, não apenas em meu local de trabalho, mas onde estivermos. Vale frisar que é a partir da Vigilância que faz com o SUS seja universal, para todos”, pontuou.

 

Telessaúde realiza Oficina de Campo em municípios sergipanos

Com o objetivo de viabilizar o contato imediato do profissional de saúde com as ferramentas do programa Telessaúde, o Núcleo Telessaúde Sergipe, administrado pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realiza, neste mês, uma agenda de Oficinas de Campo nas Unidades de Saúde da Família (USF) de municípios sergipanos, onde profissionais de saúde são capacitados a participar das atividades ofertadas pelos serviços de Teleconsultoria, Segunda Opinião Formativa e Tele-educação. Nesta sexta-feira, 6, a ação aconteceu na USF Juraci Ramos Rocha, em Cedro de São João, com a participação de nove profissionais de saúde.

Ainda neste mês, o Telessaúde também estará presente em Rosário do Catete, no dia 10/09; no dia 11/09 em Canhoba; nos dias 18 e 25/09 em Cristinápolis; nos dias 20 e 23/09, em Santo Amaro das Brotas; e dia 24/09 em Itaporanga. Na oportunidade, a equipe do Telessaúde atende profissionais da Equipe de Saúde da Família, composta de médico(a), enfermeiro(a), auxiliar/técnico(a) de enfermagem, cirurgião(ã)-dentista, auxiliar/técnico(a) em saúde bucal, agentes comunitários de saúde e gestores do município cadastrado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

A monitora de campo do Telessaúde Sergipe, Celina Sayuri Takeshita, explicou que as oficinas de campo são momentos de educação permanente para os profissionais das Unidades de Saúde da Família (USF), proporcionando o conhecimento e a divulgação dos serviços do Telessaúde junto aos municípios de todas as regionais do Estado de Sergipe. “As oficinas buscam facilitar o acesso à plataforma de Teleconsultorias; Tele-Educação; e Segunda Opinião Formativa e são ministradas pela Equipe de Campo, utilizando metodologia ativa com parte teórica e prática, com duração média de três horas”.

Para Karen Cristina Almeida, a enfermeira da ESF da Clínica de Saúde da Família Juraci Ramos Rocha, o treinamento habilita os profissionais, de forma a otimizar o atendimento aos pacientes. “Saber que temos esses serviços ofertados por meio de Tecnologias da Informação é bem interessante. Isso agrega conhecimento e gera segurança para sanar dúvidas relacionadas à saúde na atenção básica”, afirmou.

Durante as oficinas, são apresentadas às equipes de ESF as ofertas do Telessaúde como as Teleconsultorias, Tele-educação e Segunda Opinião Formativa e elaboração de Teleconsultorias e postagem na Plataforma de Teleconsultorias HealthNET em tempo real. “Os serviços do Telessaúde são de grande importância para a resolução de casos clínicos e apoio ao diagnóstico precoce como forma de melhorar a resolutividade da Atenção Básica e a Atenção a Saúde da população”, conclui Sayuri Takeshita.

 

Escola Técnica do SUS realiza aula inaugural do Curso Técnico em Vigilância em Saúde

Em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Fundação Estadual da Saúde (Funesa), através da Escola Técnica de Saúde do SUS em Sergipe (ETSUS/SE), realiza, nesta sexta-feira, 6, a aula inaugural do Curso Técnico em Vigilância em Saúde (CTVS) 2019. O evento, que recepcionará os 30 discentes, acontecerá no Espaço Qualificação da Funesa.

A capacitação é fruto de um compromisso firmado entre a Funesa e a SES com as secretarias municipais, para a qualificação dos trabalhadores de saúde do SUS, visando a transformação das práticas profissionais em seus espaços de trabalho e o fortalecimento do SUS, através da efetivação da Política de Educação Permanente em Saúde. Por meio do edital de seleção, a ETSUS ofertou 30 vagas que foram contempladas por todas as regiões de saúde, exclusivas aos trabalhadores do SUS que atuam na Vigilância em Saúde.

O Curso acontecerá em período integral, todas às quintas e sextas-feiras na sede da Funesa. De acordo com Rosyanne Vasconcelos, a equipe da Escola Técnica encontra-se muito satisfeita com a oferta de mais uma turma do CTVS, que vem sendo planejada com empenho e dedicação há mais de um ano pelos profissionais da escola. “Reconhecemos o quanto a formação desses profissionais é importante e necessária, para o desenvolvimento de diferentes ações de promoção e proteção a saúde e prevenção de agravos e doenças que põem em risco a saúde da população”, ressaltou.

A primeira turma foi formada pela escola em 2017 e demonstrou resultados satisfatórios que se reverberam nos territórios onde os profissionais atuam.

Brigada Itinerante chega a mais cinco municípios sergipanos

Os agentes de endemias que compõem a Brigada Itinerante de Combate à Dengue estarão nos municípios de Nossa Senhora das Dores, Japoatã, Pedrinhas, Pinhão e Cristinápolis na segunda metade de setembro, segundo calendário divulgado pela Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A força-tarefa do Estado iniciou os trabalhos em julho para reforçar as ações de controle do Aedes aegypti realizadas pelos municípios que se encontram em alto risco para a dengue, zica e chikungunya, conforme apontou o último LIRAa.

O município de Nossa Senhora das Dores, sinalizado no LIRAa com o índice de infestação do mosquito de 4,1% recebe os agentes na próxima segunda-feira, 2, onde ficarão até a quarta-feira, 4, com a missão de promover atividades educativas, eliminação de criadouros e Tratamento químico de todos os potenciais criadouros ou focos não passíveis de controle mecânico que oferecem condições favoráveis à oposição do vetor.  Na quinta-feira, 5, e na sexta-feira, 6, eles seguem para Japoatã, onde o índice de infestação chega a 4,9%.

Nos dias 9 e 10, segunda e terça-feira da semana seguinte, a brigada segue para o município de Pedrinhas (8,8% de índice), seguindo na quarta-feira, 11, para Pinhão (4,1%). Nos dias 12 e 13 quinta e sexta-feira, os agentes de endemias focam o trabalho em Cristinápolis, que no LIRAa obteve o índice de 5,0%.

Critérios

A Secretaria de Estado da saúde define a atuação da brigada itinerante a partir de alguns critérios que são: município com índice de infestação que caracteriza alto risco, cuja infestação está igual ou acima de 3,9% dos imóveis existentes e inspecionados no município; município com classificação de média incidência em número de casos; município que se encontra sem informação dos dados entomológicos no Sistema de Informação oficial o SISFAD, segundo informou a gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

Funesa realiza curso de Primeiros Socorros para motoristas de UBV

A partir da necessidade de habilitar trabalhadores da saúde em caso de situações que necessitem atendimento emergencial, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Coordenação de Promoção e Prevenção à Saúde (Copps), realizou, nesta quinta-feira, 29, um curso de Primeiros Socorros para os motoristas de UBV (Ultra Baixo Volume) – carros fumacê. A capacitação abordou e simulou casos em que os motoristas podem ajudar pessoas que estejam precisando de assistência, por meio de processos como massagens cardíacas, tratar queimaduras, desengasgar crianças, fraturas, estancar sangramentos, entre outros.

Para o motorista de UBV Fabiano Alves, o curso foi de fundamental importância porque o aprendizado em relação aos primeiros socorros é um conteúdo que não se usa apenas no ambiente de trabalho, mas em casa ou qualquer outro lugar. “Podemos estar em algum lugar e utilizar esse aprendizado para salvar uma vida. Por isso é importante que os órgãos da saúde e outras empresas qualifiquem seus funcionários para ampliar o leque de informações e práticas”, ressaltou.

Ministrante do curso, a referência técnica de Enfermagem da Escola Técnica do SUS em Sergipe (ETSUS/SE), Patrícia Lima, explicou que o curso de noções básicas de Primeiros Socorros apresentara condutas de como os funcionários devem proceder sem muitos recursos. “Como são trabalhadores da saúde, precisam ter um conhecimento razoável em caso de se depararem com situações de acidente e outros riscos. Dominando essas noções, eles podem contribuir para evitar possíveis agravos à vítima e ter condições de prestar esses cuidados básicos. Os motoristas interagiram bastante no curso, onde simularam práticas de forma eficiente”.

De acordo com a coordenadora de Promoção e Prevenção à Saúde da Funesa, Sandra Ribeiro, como as atividades dos motoristas acontece em campo, tais conhecimentos são essenciais. “Além do conteúdo teórico os trabalhadores tiveram a oportunidade de praticar através de exercícios e simulações. Mais que receber essa capacitação, é um momento de vivenciar a educação em saúde. A equipe gostou da experiência e pediu mais oportunidades como essa”, pontuou.

 

EdPopSUS: Gestores municipais se reúnem para dialogar sobre Curso de Aperfeiçoamento

Sergipe terá mais uma edição do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde, que acontecerá em novembro e, para dialogar sobre a proposta da nova Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEP-SUS), no âmbito da capacitação, gestores municipais reuniram-se nesta quarta-feira, 28, na Fundação Estadual de Saúde (Funesa). Na oportunidade, foi apresentado a proposta do Programa de Qualificação em Educação Popular em Saúde (EdPopSUS) para 2019, onde os gestores discutiram sobre o fortalecimento dessa política e, consequentemente, do SUS. Dessa forma, foi apresentado como o curso será desenvolvido, destacando formato, cronograma de planejamento, pactuação de datas e prazos, discussão de perfil dos educadores e educandos, troca de experiências e outras pautas decorrentes.

Articulado com a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEP-SUS) e executado pela Funesa, em parceria com Secretaria de Estado da Saúde (SES), a iniciativa ocorre por meio de convênio celebrado com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), através da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Movimento Popular de Saúde – MOPS e a Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde (Aneps), a partir de solicitações feitas pelas secretarias municipais de saúde de Sergipe. Uma das iniciativas do EdPopSus, por meio dos seus cursos, é construir possibilidades de apropriação coletiva e individual das bases político-pedagógicas da PNEP-SUS. Executado em Sergipe desde 2013, o EdPopSUS qualifica as práticas educativas dos profissionais de saúde, agentes comunitários, agentes da vigilância em saúde e outros profissionais da Atenção Básica, além de integrantes de movimentos sociais e lideranças comunitárias.

A coordenadora do Movimento Popular de Saúde de Sergipe – MOPS, Simone Leite, destacou que a capacitação é uma proposta que possui princípios e eixos estruturantes, que às vezes dialoga com outras políticas e onde se discute a política de equidade, de como trabalhar as pessoas e suas distintas realidades de forma diferente, como trabalhar o Controle Social, o cuidado em saúde, por exemplo. “São eixos importantes que geram um resultado positivo, onde os educadores iniciam de uma forma e terminam de outro, pois é construído de maneira coletiva, envolvendo a sociedade civil. Isso é muito bom porque motiva e fomenta a construção coletiva. Estamos felizes com o apoio da Funesa, a Secretaria de Estado da Saúde e os gestores Municipais. Também estamos em busca de parcerias com a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ampliar essas parcerias é muito importante não é só a questão financeira, mas a integração, de forma que tenhamos um sistema de saúde mais participativo, que resolva os problemas da população”.

Para a secretária de Saúde de Itabaiana, Mara Rúbia do Nascimento, esse momento é uma oportunidade de fortalecimento dos vínculos nos territórios, de potencializar tanto os profissionais, como a própria população, gerando a capacidade de construção de uma saúde mais humanizada no SUS, pois as pessoas produzem o conhecimento juntas. “Nem todo profissional levará a resposta pronta para a população, mas a ideia de melhoria de qualidade da saúde do município será construída coletivamente. Viemos em busca de informações sobre a implantação das Práticas Integrativas, daí tivemos essa oportunidade de dialogarmos sobre a educação em saúde. Acredito na prática da educação em saúde de forma que as pessoas, individualmente, se cuidem e se previnam de doenças. Existe um universo para atingir esse objetivo”, ressaltou.

Presente na reunião, a dentista sanitarista de Laranjeiras, Nara Oliveira, pontuou sobre a importância de identificar perfis que tenham esse olhar diferenciado e sejam multiplicadores, “tanto na equipe de Estratégias de Saúde da Família (ESF), como integrantes de outras secretarias, fazendo uma rede, além dos líderes comunitários, a exemplo de Laranjeiras, que possui comunidade Quilombola. Dessa forma começamos a estabelecer união e troca de saberes”.

De acordo com a diretora-geral da Funesa e coordenadora estadual do curso, Lavínia Aragão, é uma alegria para o Governo de Sergipe, através da SES e da Funesa, de mais uma vez poder ofertar esse curso que tanto tem impactado os processos de trabalho nos municípios. “Ficamos felizes em ver os processos de mudança que esses trabalhadores passam ao longo do curso, que tem trazido evidências práticas, que inclusive os gestores têm tomado como base para fazer novas solicitações de turma. A princípio, Sergipe não seria mais contemplado com nenhuma nova turma, mas essa nova oferta para 2019 só é possível a partir de uma grande parceria entre o Governo de Sergipe, Funesa, Fiocruz, os municípios, com o apoio do Cosems, a articulação com os movimentos como Mops, Aneps e o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde”, diz.

Ainda segundo Lavínia, a partir dessas parcerias é possível a oferta dessas novas turmas. “A previsão é que a capacitação pedagógica dos educadores aconteça de 23 a 26 de setembro e as novas turmas iniciem no dia 04 de outubro. É uma oportunidade que os educadores selecionados pelos gestores municipais passem por uma capacitação pedagógica de 40 horas, para conduzir as turmas. A capacitação finalizará em dezembro, com um grande momento de integração, que será a mostra anual do EdPopSUS em 2019”, finalizou.

 

SES divulga nova agenda da Brigada Itinerante que acontece de 26 a 30 de agosto

Foto: Flávia Pacheco/SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta segunda-feira, 26, o calendário da Brigada Itinerante de Combate à Dengue relativo a esta semana. Segunda e terça- feira, 26 e 27, os agentes estarão em Carmópolis, quarta-feira, 28, vão estar em General Maynard, já na quinta e sexta- feira, 29 e 30, a Brigada estará em Capela. A Força-tarefa tem o objetivo de eliminar os criadouros para impedir o ciclo de vida do mosquito Aedes Aegypti e reduzir assim a incidência das Arboviroses.

 A Brigada já passou por alguns municípios como Areia Branca, Moita Bonita, Nossa Senhora de Lourdes, Ribeirópolis, Pedra Mole, Riachão, Siriri, Neópolis e Santana do São Francisco. Os agentes de Endemias fazem desde o trabalho de Educação em Saúde nas escolas, em creches, feiras livres, até o controle do vetor, como a destruição do criadouro (Local onde mosquito está). Também faz uso de produto químico que serve para matar a larva em locais difíceis de destruir.

A Brigada conta com mais 50 agentes, que somados aos profissionais já em campo totalizam 100.  A força-tarefa do governo do Estado, gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) com o apoio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), foi criada para apoiar os municípios que estão em situação de alto e médio risco de infestação do mosquito causador da Dengue, Zica e Chikungunya.

 

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

Governo realiza Oficina de Planejamento para elaboração do Plano Estadual pela Primeira Infância em SE

Foto: Valter Sobrinho/SES

Nesta terça-feira, 20, acontece no auditório da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), das 8h às 17h, a Oficina de Planejamento para elaboração do Plano Estadual pela Primeira Infância Sergipe, uma ação do governo do Estado, com a participação da Fundação Abrinq, criada em 1989 pelaAssociação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, em decorrência de inúmeros episódios de violações de direitos de crianças e adolescentes no país.

O evento conta com a participação das equipes técnicas envolvidas com área da infância da Secretaria de Estado da Saúde (SES), representantes do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, de Hospitais Filantrópicos como o Santa Izabel, da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), além de gestores municipais e efetivos das Secretarias da Assistência Social e da Educação.

De acordo com o técnico do Programa Prefeito Amigo da Criança da Fundação Abrinq, Carlos Delcídio, a Fundação desenvolveu uma inteligência sobre planejamento para a infância, principalmente nos municípios, e o objetivo desta oficina é ajudar o Estado a organizar, junto às Secretarias, uma atuação em conjunto, a pensar de maneira coletiva um plano que atenda as necessidades da primeira infância.

“A convite da vice-governadoria viemos aqui para Sergipe auxiliar os profissionais do Governo do Estado na elaboração do Plano Estadual pela Primeira Infância, então a grande proposta aqui é pensar a construção desse plano associado com os objetivos do movimento sustentável. As políticas voltadas para a infância têm vários desafios a superar, principalmente do ponto de vista do financiamento, da organização dos Sistemas Únicos de Saúde, de Assistência, de estrutura da Educação, são muitos os desafios, mas eu acredito que pela empolgação do pessoal a gente tem muito a caminhar e as crianças do estado têm muito a ganhar com esse esforço”, comentou Carlos.

Foto: Valter Sobrinho/SES

A coordenadora da Rede Materno-Infantil da SES, Helga Muller, reforçou a importância de usar o que a Saúde tem para somar com as demais políticas e parceiros. “Acredito que nós precisávamos de um facilitador para que pudéssemos andar junto com as demais políticas, e fazer tudo isso de uma forma o mais integrada possível, e a presença do Carlos Delcídio da Fundação Abrinq aqui, propicia esse movimento para nós. Como Saúde temos muitas ofertas, muitas estratégias, muitas oficinas, tutores formados, e a ideia é essa, que a gente utilize o que nós temos, potencializando os territórios para que se construa uma primeira infância mais integral”, enfatizou a coordenadora.

Para a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Luzijan Aragão de Almeida, esse é o momento de as estruturas intersetoriais se agruparem e verem como estão sendo feitos esses indicadores, que é um grande gargalo da política pública.

“Muitas das vezes a gente se apara na execução e os indicadores não registramos, e não tem como afunilar, não tem um sistema de afunilação desses indicadores. Então hoje estamos aqui para ver como vamos executar esse planejar para a questão da implantação e implementação do plano. Eu acredito que temos faltando apenas dois planos e, por incrível que pareça foi citado um deles aqui, que é a questão do programa de erradicação do trabalho infantil que a grande dificuldade é o indicador e o facilitador colocou isso, o que é gratificante para nós que fazemos a deliberação da política pública, o controle social, saber que Sergipe não está aquém, ele está dentro do Brasil e a gente ainda consegue construir um pouco mais”, disse Luzijan.

Representando o município de Lagarto, a coordenadora da Atenção Básica, Daniela Souza, destacou como é importante do envolvimento de toda a Rede, desde a Atenção Primária, a Escola, a Assistência Social do Estado e dos Municípios.

“A gente vê como uma grande possibilidade. Quando o Estado vem fazendo oficinas dá mais força para que os municípios possam executar as ações e dentro da Atenção Básica eu vejo, também, a possibilidade de melhorarmos cada vez mais o nosso pré-natal, o nascimento, a rede de cuidado com a amamentação, a questão da maternidade, e posteriormente a Escola, melhorando nossos indicadores, que ainda permanecem um pouco frágeis, na situação da mortalidade, não só da infantil, como também da mortalidade materna. Esse é o momento de acreditarmos que vamos transformar e melhorar nossa assistência, alcançando bons resultados”, concluiu Daniela.

 

Secretaria de Estado da Saúde

Última atualização: 26 de agosto de 2019 17:12




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