Escola de Saúde Pública de Sergipe abre inscrições para pós-graduação em Vigilância e Emergência em Saúde Pública

O curso visa qualificar profissionais de saúde pública de Sergipe para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), abriu inscrições para o processo de seleção simplificada de candidatos a discentes, para pós-graduação lato sensu de especialização em Vigilância e Emergência em Saúde Pública. O curso iniciou as inscrições na última terça-feira, 9 , e segue até o próximo dia 19. O objetivo é qualificar profissionais de saúde pública de Sergipe que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).

A coordenadora do curso, Karla Cunha, explica que a pós tem como foco aprimorar conhecimentos, habilidades e competências nas ações de vigilância em saúde e no enfrentamento de situações epidemiológicas, fortalecendo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).

“Participarão do curso, profissionais graduados, portadores de diploma de cursos superiores reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura/MEC, que sejam do SUS, preferencialmente da área de Vigilância Epidemiológica”, ressalta Karla.

A coordenadora informa que o curso terá prazo máximo de duração de 18 meses, com uma carga horária de 366 horas. Ela observa que as aulas irão ocorrer na Funesa, mensalmente, às quartas, quintas e sextas, das 08h às 12h e das 14h às 18h. Clique aqui para acessar o edital da pós-graduação.

Biblioteca da Funesa tem portas abertas a servidores da saúde e comunidade

O acervo literário da Fundação e o espaço físico, estarão disponíveis em 2024

Uma biblioteca pode ser bem mais que uma locadora de livros, ou um local de pesquisa silenciosa. É na verdade, um centro de prestações de serviços da informação. A biblioteca da Escola de Saúde Pública de Sergipe – ESP/SE conta aproximadamente com 1.992 títulos e 2734 exemplares, além de periódicos, dicionários, enciclopédia e trabalhos de conclusão de curso. Este material está a disposição de todos os usuários cadastrados e da comunidade em geral que deseje pesquisar em suas instalações que fica na sede da Funesa. Informa a responsável pelo setor na Funesa Laurides Batista Cruz.

Ela explica que além do acervo físico, há ainda a Biblioteca Virtual de Saúde -BVS, onde estão disponíveis todo material produzido sobre a saúde no Estado, nas bases de dados Lilacs, Conass, Coleciona-SUS e Secretaria do Estado de Sergipe. Para ter acesso ao acervo da biblioteca física e a BVS, a bibliotecária observa que basta entrar no site. “Além do acesso do acervo e da BVS, estão disponíveis as normas da Associação Brasileiras das normas técnicas-ABNT, e outras bases de dados da área de saúde”, esclarece.

Acesso

Laurides observa que todos os profissionais da saúde do Estado têm acesso às fontes de informações de saúde no SUS e que os alunos dos cursos de pós-graduação da ESP/SE, encontram nela uma grande aliada para suas pesquisas. O mais interessante, como ela pontua é que a biblioteca atende também, a comunidade em geral disponibilizando em suas instalações, espaço para pesquisa e estudos.

Ela ressalta ainda, que a Biblioteca da ESP/SE é especializada em saúde publica e coletiva e tem como mantenedora a Fundação Estadual de Saúde. “Ela atende profissionais da saúde do Estado de Sergipe, pesquisadores, professores, alunos da ESP/SE e a comunidade em geral”, ressalta a bibliotecária.

Conheça

A biblioteca pertencia antes de 2020 a Escola Técnica do SUS. Após a implementação da Escola de Saúde Pública de Sergipe, houve a mudança e ela passou a fazer parte da ESP/SE.

Horário de funcionamento
Segunda-feira à sexta-feira
Das 07h às 17h

Funesa promove discussão sobre importância da psicoeducação na Atenção Primária à Saúde

O tema foi debatido por meio de webpalestra destinada aos profissionais que atuam nos municípios de Sergipe

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio do Telessaúde Sergipe, promoveu uma reflexão sobre psicoeducação na Atenção Primária à Saúde (APS), voltada à educação em saúde mental. As informações foram difundidas em atividade educacional, no formato de webpalestra e apresentou aos profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), a psicoeducação como componente fundamental no tratamento dos transtornos mentais.

A médica generalista convidada, Daiana Louise Andrade Silva, explicou que foi de grande importância a discussão focada em implementar a psicoeducação em grupos de apoio a pacientes com transtornos mentais na APS. “Buscamos evidenciar o papel da atenção básica, que é a promoção e prevenção em saúde através de práticas educativas, para que os médicos generalistas componham efetivamente o eixo de cuidado à saúde mental”, disse.

Ela observou que é preciso pensar em conjunto sobre o cuidado da atenção especializada, para que seja possível modificar a cultura de tratamento, buscando atuar em todas as esferas, que deve ser biopsicossocial, como orienta as diretrizes da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A médica observou que o transtorno de ansiedade causa muito prejuízo à saúde mental, levando ao desequilíbrio. Ela atentou que para lidar com o problema, é preciso entender a necessidade de atuar nas múltiplas causas que favorecem esse estado de desequilíbrio, por isso é preciso estabelecer uma rotina organizada que favoreça a diminuição da procrastinação e diminuir os gatilhos que favorecem a ansiedade. “Com a organização da rotina diária com agenda e horários regulares para os afazeres, a prática de atividade física de pelo menos 30 minutos em cinco dias na semana, o consumo de alimentos saudáveis, a tendência é superar a depressão”, atentou a médica.

Cenário e cuidados

De acordo com a médica, uma das formas de cuidar da saúde mental é ter um sono de qualidade como uma prioridade e duração de sete a oito horas por dia, além de diminuir os ambientes ansiogênicos, aprendendo a escolher a companhia de pessoas mais leves e ambientes saudáveis.

A especialista sugere ainda, atitudes para diminuir o pensamento acelerado como a leitura de um livro, ter estilo de vida simples e usarem as redes sociais a favor da sua saúde mental evitando páginas com notícias de violência, por exemplo. “É necessário aprender a lidar com a vida e sua rotina, por isso é muito importante não se esquivar dos problemas, mas aprender a enfrentá-los”, concluiu a médica.

Texto e fotos
Nucom/Funesa

Saúde reúne profissionais para dialogar sobre os fluxo de trabalho para o diagnóstico precoce de câncer oral

Além dos processos de trabalho, a reunião focou nas capacitações realizadas durante o ano, e planejamento para 2024

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Primária à Saúde, e apoio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou o III Colegiado Estadual de Saúde Bucal. O evento teve por objetivo reunir os coordenadores municipais de Saúde Bucal, para discutir o fluxo das equipes de odontologia da Atenção Primária, bem como sensibilizar o olhar do profissional para captação de pacientes para o diagnóstico precoce de câncer oral.

De acordo com a Referência Técnica em Saúde Bucal da SES, Ana Paula Vieira, a reunião com os coordenadores municipais discutiu assuntos de interesse desses profissionais e da gestão municipal, seja relativo ao funcionamento das equipes, credenciamento, produção, financiamento etc. Esse colegiado tem como público-alvo coordenadores de saúde bucal dos 75 municípios sergipanos.

“Dialogamos sobre as rotinas de acompanhamento dos municípios, as capacitações que realizamos com agentes comunitários de saúde, junto à saúde bucal dos municípios, para a sensibilização do olhar desses agentes na tentativa de captação de paciente para o diagnóstico precoce de câncer”, disse Ana Paula.

Ela observou que a reunião buscou avaliar as atividades do ano de 2023, enfatizando os pontos mais importantes que deverão permanecer no foco, a exemplo do diagnóstico precoce do câncer de cavidade oral. “Além disso, tivemos a participação online do Ministério da Saúde, contando com o apoio da Coordenação Geral de Saúde Bucal e da assessoria técnica do Setor de Financiamento da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS). Foram tiradas dúvidas sobre custeio, financiamento e temas correlatos”, disse.

Fortalecimento

A odontóloga observou, ainda, que durante o evento foram passadas sugestões para que os colegiados de saúde bucal sejam fortalecidos cada vez mais, com a participação ativa dos coordenadores municipais de saúde bucal, com a formação de grupos de estudo e inserção de atividades que visam agregar valor às atividades dessas coordenações.

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Nucom/Funesa

Saúde orienta profissionais sobre acidentes de trabalho

Web palestra alertou para o uso de objetos perfuro cortantes e exposição a material biológico

A prevenção contra os acidentes de trabalho é de grande importância e na área da saúde não é diferente. Visando orientar os profissionais de saúde, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou nesta segunda-feira, 11, por meio do Programa Telessaúde, a gravação da Web Palestra voltada para acidentes de trabalho e os cuidados com material biológico e objetos perfurocortantes.

A enfermeira do Serviço Especializado em Medicina e Segurança do Trabalho (SESMT) da SES, Rita de Cássia Cardoso, explicou que o objetivo específico é orientar os profissionais da área de saúde na prevenção de acidentes com exposição. Em situação de acidentes com objetos perfurocortantes, a Referência mencionou a Profilaxia Pós-Exposição, quando o profissional é exposto ao vírus do HIV. “A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de risco à infecção pelo HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de contágio”, disse.

De acordo com Rita de Cássia, o momento mais importante para a prevenção é o acolhimento ao profissional exposto ao ambiente de trabalho. “São necessárias medidas de prevenção pós-exposição ao material biológico, como lavar a área contaminada com água e sabão. Não espremer a área atingida e nem esfregar. É importante buscar atendimento médico com urgência (nas primeiras duas horas após o acidente, até 72 horas) e ainda realizar teste para HIV, Hepatite B e C (teste rápido)”, orientou.

A Web palestra foi dividida em sete vídeos, que compreendem: definição legal de acidente de trabalho, tipos de acidente de trabalho, modelo de comunicação interna de acidente de trabalho, registro da ocorrência com exposição de material biológico, acolhimento ao profissional exposto à situação com profilaxia pós-exposição ao HIV e hepatites virais – PEP e ainda, preenchimento dos impressos relativos ao acidente de trabalho.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Saúde realiza o I Seminário Estadual de Triagens Neonatais

O objetivo é qualificar os profissionais da saúde para diagnóstico de doenças congênitas em bebês no período neonatal

Para fortalecer a troca de conhecimentos e experiência, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa), por meio da Diretoria de Assistência Especializada em Saúde (Daps), realiza, nos dia 5 e 6, o I Seminário Estadual de Triagens Neonatais. O objetivo é qualificar os profissionais da saúde para diagnóstico de doenças congênitas que possam acometer o bebê no período neonatal.

Participaram do evento os representantes das coordenações da Secretaria Estadual de Saúde; dos municípios, das maternidades, dos centros de especialidades, dos centros de reabilitação do Estado, dos centros de especialidades odontológicas; e representantes do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus Aracaju.

O diretor da Atenção Primária à Saúde, Luan Cardozo, que na ocasião representou o secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, ressaltou que o intuito do seminário é aprimorar a atuação dos profissionais de saúde. “Acreditamos que o evento será uma importante oportunidade para compartilhar conhecimentos, nos atualizar e discutir sobre a complexidade do tema, além de qualificar os profissionais de toda a rede de atenção à saúde na realização das triagens neonatais biológica e não biológica”, frisou o diretor.

Para a coordenadora estadual de Assistência Ambulatorial, Eliene Cristine Chaves, além de qualificar os profissionais, o evento é uma ação preventiva para diagnóstico de doenças congênitas que possam acometer o bebê no período neonatal. “É relevante que as equipes possam fazer esse diagnóstico de forma precoce. Com essa triagem neonatal, conseguimos identificar com mais facilidade. Hoje contamos com a participação do Hospital Universitário, que analisa os testes que são coletados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 75 municípios”, pontuou.

O Hospital Universitário monitora, realiza diagnóstico e acompanha todas as crianças que possuem uma das seis doenças preconizadas pelo Ministério da Saúde – fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doenças falciforme fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

A chefe do setor de apoio diagnóstico do Hospital Universitário de Aracaju, Flávia Oliveira da Costa, agradeceu em nome do superintendente Kleyton de Andrade Bastos. “O Hospital Universitário sente-se muito honrado em estar participando. Somos parceiros do Estado há 21 anos, desde quando iniciamos a triagem neonatal na receita das amostras biológicas”, disse.

Saúde destaca a importância da prevenção contra HIV/Aids no Dezembro Vermelho

É necessário que a população conheça mais sobre o vírus e a doença, realize testagem pelo menos uma vez ao ano e use preservativo

O Dezembro Vermelho é o mês voltado para a conscientização e promoção do tratamento precoce da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), e de outras infecções sexualmente transmissíveis. Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) vem promovendo ações como Mostra de Cinema e palestras alusivas ao tema e testagens. A SES conta com a parceria da Fundação Estadual de Saúde, por meio da Escola de Saúde Pública.

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é o vírus que causa a Aids (sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). O HIV ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. Geralmente, a infecção do HIV não apresenta sintomas, e as manifestações podem se dar na fase avançada, quando é feito o diagnóstico da Aids.

Segundo a referência técnica do Programa Estadual IST/Aids, Almir Santana, o Dezembro Vermelho é um mês de mobilização e de alerta para a sociedade em relação ao HIV e Aids. “Nós aproveitamos esse mês para intensificar algumas ações, uma vez que observamos uma parte da população um pouco acomodada, com a ideia que a infecção não está mais como antes e acaba abandonando a camisinha”, ressaltou o médico.

“Segundo recomendação do Ministério da Saúde, pelo menos uma vez ao ano, quem tem relação sexual sem camisinha deve fazer o teste, mas isso vai depender da vida sexual de cada um. Se a pessoa muda de parceiros frequentemente, aí tem que aumentar a testagem, porque mudar de parceiro sem o uso da camisinha é uma prática de risco. Então é importante aumentar para duas ou três vezes pelo menos. Além de incentivar a testagem, tem que estimular o tratamento o mais rápido possível, que vai ajudar individualmente e vai ajudar coletivamente, porque o indivíduo com a carga viral baixa dificilmente vai transmitir o HIV para outras pessoas”, explicou o médico.

Transmissão do HIV

A trasmissão do HIV pode ocorrer por sexo oral, vaginal e anal sem camisinha; por compartilhamento de seringas e agulhas com sangue infectado; por meio de acidente ocupacional com material biológico de risco; por recepção de sangue infectado; para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação.

Tratamento

O tratamento para o HIV é feito por meio do uso regular permanente dos medicamentos antirretrovirais (ARV), disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), e indicado para todas as pessoas que têm HIV/Aids. O tratamento precoce e a adesão aos medicamentos reduzem as complicações da infecção, melhoram a qualidade de vida e reduzem a possibilidade de transmissão do HIV para as outras pessoas.

A Prevenção Combinada se refere à estratégia adotada para se prevenir do HIV, associando diferentes ferramentas ou métodos (ao mesmo tempo ou em sequência), conforme a situação, risco e escolhas. Entre as medidas de Prevenção Combinada, destacam-se a prevenção da transmissão vertical; preservativos penianos e vaginais; testagem para o HIV; tratamento para o HIV; Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).

Prevenção

A SES, em parceria com Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública (ESP/SE), promoveu uma ação voltada à prevenção ao HIV. No Dia Mundial de Combate à Aids, 1º de dezembro, foi realizado o I Seminário Estadual de HIV/AIDS, com o objetivo de atualizar os profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, sobre o HIV.

“Na palestra, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) puderam trocar experiências, mostrando os serviços que são realizados na rotina. Esperamos que a partir desse momento, novas políticas públicas sejam criadas e que os gestores municipais incentivem ainda mais esses serviços de Prevenção Combinada, por exemplo”, atentou Almir.

Já a Mostra de Cinema que está acontecendo em nove capitais do país, em Sergipe, será realizada nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, na Universidade Tiradentes (Unit), no Campus Farolândia, no bloco G, na sala 59, às 10h30, às 16h e às 18h. Entre os filmes que serão exibidos estão ‘HIV 40 anos: Aids e suas histórias’; ‘Positivas’; ‘Carta para além dos muros’e entre outros.

Nesta terça-feira, 5, a Unidade Móvel ‘Fique Sabendo’ estará na 17ª edição do ‘Sergipe é aqui’, que acontece no município de Nossa Senhora da Glória, no alto sertão do estado. Serão oferecidos testes rápidos com o intuito de promover a detecção de HIV, sífilis e hepatites virais. A previsão é que sejam realizados 70 atendimentos para pessoas sexualmente ativas, com idade superior a 15 anos, atendidas por ordem de chegada, de acordo com a senha liberada.

Texto Ascom/SES
Nucom/Funesa

Foto Nucom/Funesa

SES promove seminário integrado sobre Práticas Integrativas e Complementares e Saúde da Pessoa Idosa

O evento foi organizado por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa)

Para construir uma saúde qualificada e integrativa, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou nesta quinta-feira, 30, o Seminário Estadual Integrado de Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PICS) e Saúde da Pessoa Idosa. O evento aconteceu no auditório do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), em Aracaju, e mobilizou profissionais da rede estadual de saúde, estudantes universitários e representantes de movimentos sociais que anseiam a ampliação das PICS no Sistema Único de Saúde (SUS). Neste ano, o evento também abordou sobre os cuidados com a pessoa idosa na Atenção Primária à Saúde.

As PICS são práticas não medicamentosas que levam benefícios para a saúde dos pacientes, intercalando práticas holísticas com práticas clínicas biológicas, ou seja, somam as práticas de saúde tradicionais ao conjunto de outras ciências terapêuticas e culturais, como aromaterapia, hipnoterapia, terapia de florais, reiki, meditação, musicoterapia, quiropraxia e entre outras. No Brasil, são reconhecidas 29 PICS ao todo, que agregam aos serviços de saúde toda a complexidade que existe na medicina não tradicional, abordando os mais diversos aspectos de cada ser humano.

O secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, explicou que o seminário relacionou as práticas integrativas com a saúde dos idosos, uma vez que são pautas que se encontram, porque a saúde é vista de uma forma integrada numa linha biopsicossocial. “Dentro de um padrão de busca da longevidade, do envelhecimento com qualidade, as práticas integrativas abordam técnicas que melhoram a qualidade de sono, a meditação, a espiritualidade, para que a gente possa buscar cada vez mais o envelhecimento de uma maneira saudável. Ainda ressalto que é necessário compreender que o ser humano não é abordado no contexto de saúde em partes, mas em visão integrada de saúde”, destacou o secretário.

Idealização

O evento foi idealizado e organizado pela Diretoria da Atenção Primária à Saúde (DAPS), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa). Segundo o diretor da DAPS, Luan Araújo, as práticas integrativas são outras formas de se relacionar com o corpo e promover saúde, ampliando o escopo de atuação e assistência às pessoas. “O intuito da ação é unir a medicina tradicional e a medicina convencional, em que nós temos uma abordagem do ser humano de uma forma mais holística, mais completa. Este evento tem uma importância muito significativa, principalmente num contexto atual, no qual nós vemos o aumento de desenvolvimento de doenças como a depressão. Então, a partir do momento que você tem a possibilidade de ofertar para os municípios um diferencial para o tratamento seja com jovens ou idosos, ficamos com a sensação de dever cumprido”, pontuou o diretor.

“Hoje foram apresentados três municípios no estado que se destacaram na execução destas práticas integrativas, que são: Lagarto, Tobias Barreto e Canindé, ou seja, cidades que obtiveram êxito no número de atendimento e de resultados positivos alcançados”, explicou a referência técnica das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), Carolay Cerqueira.

O bancário aposentado Milton Santos Oliveira, de 74 anos, elogiou o evento por trazer em foco o cuidado com a saúde dos idosos. “Me sinto representado e agradecido pelo evento. Espero que seja profícuo, para que possamos sair daqui com intenção de ter os órgãos públicos preocupados e focados nas faixas etárias que já foram protagonistas deste país, que são as pessoas idosas, que já passaram pelo mercado de trabalho. Hoje, precisamos ter um maior apoio, uma orientação e um acolhimento, não só das famílias e da sociedade, mas também do poder público”, disse o senhor Milton.

SES e Funesa promovem capacitação voltada aos coordenadores e fiscais de vigilância sanitária

O curso é direcionado ao processo administrativo e análise documental, necessários para o licenciamento sanitário

Com o intuito de qualificar os profissionais da rede, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Vigilância Sanitária e em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), promoveu uma capacitação para os coordenadores e fiscais de vigilância sanitária dos municípios sergipanos. O curso, que teve início no último dia 27 de novembro e segue até o dia 15 de dezembro, contempla três turmas e é direcionado ao processo administrativo e análise documental, necessários para o licenciamento sanitário.

A gerente de Educação Permanente da Coordenação de Vigilância Sanitária (Covisa), Maria Socorro de Melo, explicou que a capacitação objetiva habilitar os profissionais participantes para que desenvolvam competências técnicas quanto aos procedimentos normativos exigidos pela vigilância e documentos pertinentes à licença nas empresas.

“Quando se discute as normas e as diretrizes, não ocorre somente a fiscalização, mas também um papel educativo sobre como proceder em consonância com as leis. Os fiscais e coordenadores estão inseridos em três turmas, com 40 horas, recebendo oito horas de aula por dia. Os profissionais da primeira turma atendem os municípios de Nossa Senhora da Glória e Itabaiana com os municípios adjacentes”, ressaltou a gerente.

Segundo o gerente do Núcleo Jurídico da Vigilância Sanitária, Carlos André Pacheco, o curso é abrangente porque as vigilâncias dos municípios e estados são coordenadas pela Anvisa. “As informações sobre a situação dos municípios são passadas para a organização do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, subordinadas ao SUS. As instituições estão classificadas como de baixo risco, as que não precisam de inscrição prévia para funcionar, e de alto risco, que precisam passar por fiscalização prévia para funcionar. Nesse curso, trazemos essas diferenças de competências para cientificação e execução”, explicou.

SES e Funesa realizam oficina de promoção e prevenção às ISTs para a população LGBTQIAPN+

É fundamental para os profissionais de saúde participar de pautas especiais para que ocorra a diminuição das desigualdades sociais

Com o intuito de abrir espaço para conscientização sobre cidadania e o direito à saúde integral da população LGBTQIAPN+, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa), promoveu, nesta segunda-feira, 27, no auditório do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), uma Oficina Estadual de Promoção e Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) para a população LGBTQIAPN+.

Entre os temas discutidos estão o funcionamento do fluxo de assistência à população LGBTQIAPN+; Desafios para continuarem existindo e o posicionamento do mundo; Problemáticas causadas pelo preconceito sofrido pelo público LGBTQIAPN+; O uso da PrEP e da PEP e seus novos avanços; Inclusão social na rede de atenção à saúde.

A fundadora da Associação Unidas pela Cidadania e representante das travestis e transexuais de Sergipe, Jéssica Taylor, contou um pouco sobre a sua história de luta e sobre a promoção da saúde. “Desde 1998 que eu luto não só pelos meus direitos, mas por todas as mulheres trans que são invisibilizadas. Eu percebo que já conquistamos muitos espaços de destaque, seja na política ou educação, mas ainda existe o preconceito, e temos que trabalhar para que isso diminua cada vez mais”, disse.

De acordo com a psicóloga e coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (Crea) do município de Lagarto, Jéssica Borges, é necessário trazer para o foco temas que melhorem as práticas dos profissionais que atuam com o grupo. “É uma satisfação participar desse evento tão importante para a população LGBTQUIAPN+, pois é fundamental que possamos cada vez mais abrir espaços de diálogo sobre a rede de atendimento na sua intersetorialidade para garantia de direitos e serviços”, ressaltou Jéssica. 

A referência técnica do Programa Estadual IST/Aids, Almir Santana, explicou que é preciso reforçar o uso de preservativos em todas as relações sexuais, mesmo utilizando a PEP e a PrEP.  “Precisamos discutir as novas tecnologias de prevenção que é a PEP e a PreP, porque é preciso fazer uma prevenção combinada.  Além disso, vamos discutir também o funcionamento da rede de atendimento, pois assim podemos melhorar a prevenção ouvindo as próprias lideranças LGBT”, indicou.

Uso da PEP e da PrEP

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é o uso de medicamentos antiretrovirais por pessoas após terem tido um possível contato com o vírus HIV em situações como, por exemplo, violência sexual, relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou em contato direto com material biológico). Para funcionar, a PEP deve ser iniciada logo após a exposição de risco, em até 72 horas.

Já a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV é o uso preventivo de medicamentos antes da exposição ao vírus do HIV, reduzindo a probabilidade da pessoa se infectar com o vírus. A PrEP deve ser utilizada se a pessoa acha que pode ter alto risco para adquirir o HIV. A PrEP não é para todos e também não é uma profilaxia de emergência, como é a PEP. Os públicos prioritários para PrEP são as populações-chave, que concentram o maior número de casos de HIV no país.

Última atualização: 29 de novembro de 2023 17:59




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