Saúde orienta municípios para prevenção e controle do Aedes aegypti

Retirar o lixo dos quintais, limpar reservatórios de água e calhas dos telhados ajudam a controlar o mosquito

Com o intuito de promover a conscientização e o controle do Aedes aegypti, o Governo do Estado tem apoiado as ações dos municípios sergipanos para o fortalecimento da prevenção e combate do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre as medidas realizadas estão roda de conversa com estudantes para orientações, bombas costais utilizadas pelos agentes de endemias e o carro fumacê, viabilizado pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através do gerenciamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

De acordo com a gerente de endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sidney Sá, é muito importante esse tipo de mobilização para conscientizar cada vez mais a população. “É fundamental que a população conheça o que está acontecendo no seu território para realizarmos um trabalho em parceria junto ao poder público e sensibilizar as pessoas a respeito do controle do mosquito”, destacou Sidney. 

Ações nos municípios

Para conscientizar a população, os municípios sergipanos têm desenvolvido diversas ações para o controle do mosquito Aedes aegypti. Segundo a coordenadora de endemias do município de Salgado, Maria Telma dos Santos, a cidade realizou ações em três escolas privadas. “Realizamos uma roda de conversa com os alunos onde passamos diversas orientações e medidas preventivas, além da ação de cata treco que envolve as secretarias de Obra, Meio Ambiente e Vigilância Sanitária para levar cada vez mais informação para as pessoas”, disse. 

De acordo com o coordenador de antropozoonoses de Nossa Senhora de Socorro, Maiko Lopes, o município também já começou a intensificação do combate ao mosquito na região. “Ouvimos a necessidade de cada localidade de Socorro para que junto com os agentes, criemos mutirões, principalmente na zona rural. Além disso, temos o programa Saúde na Escola, levando informações sobre a prevenção contra a dengue para as crianças”, contou. 

Controle do Aedes aegypti

É importante reforçar que o mosquito Aedes aegypti não transmite apenas a dengue, como também a chikungunya e a zika. Por isso, a população deve continuar em alerta para as medidas preventivas como retirar o lixo acumulado nos quintais das residências; limpar as calhas dos telhados; observar os recipientes com água que possam servir de criadouros nas residências são alguns cuidados para o controle eficaz contra o mosquito. 

Sintomas

Os sintomas que envolvem a dengue, zika e chikungunya costumam ser muito comuns entre si. As pessoas infectadas geralmente apresentam febre, dor de cabeça e no corpo. Mas, caso apresente outros sintomas mais específicos, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência para uma avaliação médica.

Além disso, é preciso se atentar ao uso de medicamentos no aparecimento de sintomas. Alguns remédios são contraindicados no tratamento contra a dengue, como é o caso dos anti-inflamatórios que são utilizados para a dor em geral.

Samu 192 Sergipe desenvolve serviços de excelência no estado

Os profissionais de saúde receberam qualificação internacional

Os profissionais de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Sergipe (Samu 192 Sergipe), vem realizando serviços de excelência em Sergipe. O Samu realizou uma extensa capacitação com base nos protocolos de urgências clínicas e traumáticas, que englobam todas as suas funções assistenciais. Os cursos preparatórios, realizados no final de 2023, no período de três meses, foram ministrados por uma empresa especializada e de qualidade internacional.

Oa cursos foram viabilizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa). Ao todo, foram qualificados 630 profissionais de saúde. De acordo com o superintendente do Samu 192 Sergipe, Dênisson Pereira, os cursos qualificaram 630 atuantes da área de saúde em Sergipe.

O Prehospital Trauma Life Support (PHTLS) e Advanced Medical Life Support (AMLS),e TEAM Trauma Evolution and Menagemente (Tratamento inicial do Doente Traumatizado), capacitaram médicos, enfermeiros, técnicos e motoristas que atuam com motolâncias, Unidade de Suporte Avançado (USA) e o Grupamento Tático Aéreo (GTA), com práticas de resgate aeromédico.

Segurança – “Tivemos adesão de 100% de preenchimento das vagas. Os protocolos de atendimento dão segurança à equipe assistencial, que está socorrendo os pacientes nos momentos que mais precisam”, ressaltou Dênisson Pereira.
Compromisso

O superintendente do Samu 192 Sergipe observou que é completamente diferente a atuação do profissional que atende urgências com protocolos atualizados. De acordo com ele, é assegurado um compromisso de não perder tempo durante o atendimento, para que o paciente receba os melhores cuidados, até o tratamento definitivo.

“A postura e precisão no atendimento é bem maior, para que a situação seja controlada a todo o momento. Os profissionais bem capacitados, se preocupam muito mais, porque colocam em prática os protocolos assistenciais mais atualizados”, observou.

Os cursos avançados impactam de forma significativa para os pacientes que foram atendidos. “Nossa meta é capacitar cada vez mais, para que tenhamos um melhor desfecho no atendimento às urgências no estado de Sergipe”, explicou Dênisson.

Situações realísticas

A assessora da Comissão de Planejamento do Samu 192 Sergipe, Daniele Martins, explicou que o PHTLS é o maior programa de ensino no atendimento a vítimas de trauma no mundo. “Com isso, as nossas equipes já estão trabalhando no limiar da atualização dos mais novos e maiores protocolos mundiais. Os traumas correspondem de 30% a 40% do nosso atendimento no Samu”, disse.

Ela destacou que durante as aulas foram realizadas simulações realísticas, no sentido de levar os participantes a atuarem em atendimentos de trauma, para criar maior aproximação com situações de rua, onde estão sendo aplicadas as técnicas aprendidas durante o curso.

Funesa e Ipesaúde capacitam profissionais para acolhimento ao usuário

A qualificação tem como objetivo a humanização do atendimento inicial aos beneficiários

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública (ESP/SE), em parceria com o Instituto de Promoção e Assistência à Saúde de Servidores Públicos de Sergipe (Ipesaúde), deu início na última segunda-feira, 19, ao curso ‘Acolhimento e Humanização nas Práticas em Saúde’. O evento tem por objetivo qualificar os profissionais que atuam na linha de frente do acolhimento aos beneficiários do Ipesaúde. A capacitação segue até o próximo dia 1º de março.

A coordenadora do Centro de Endocrinologia e Diabetes do Ipes Saúde, Kelly Ribeiro, explicou que a capacitação aborda a importância do acolhimento e da prática da humanização em saúde no dia a dia, para qualificar todos os profissionais que estão na linha de frente do acolhimento ao beneficiário do plano. “Quem participa neste curso conosco, são os profissionais que atuam junto aos beneficiários, entre eles, o call center, recepção e administrativo. É um treinamento que prossegue até o início de março”, informou Kelly.

Os profissionais que participam da capacitação são da capital e interior do estado, que atuam nos centros odontológicos, centro de especialidades, que trabalham na sede do Ipes, centro de diabetes, entre outros. “Melhorar e qualificar o atendimento, para ter um bom retorno por parte da população é o que pretendemos. Visamos um acolhimento mais humanizado para esses beneficiários que chegam ao Ipes. Cuidar dos profissionais para que eles possam estar melhor na ponta, é o nosso foco principal”, pontuou.

Para a diretora de Promoção à Saúde do Ipesaúde, Priscila Mitidieri, o evento é de grande importância por ser de capacitação e atendimento em saúde, com o pensamento no acolhimento do beneficiário. “O nosso grande interesse é gerar humanização e qualidade para os usuários. Nosso curso de capacitação é voltado para os profissionais que lidam diretamente com o público, para que possam melhor atender e gerar um retorno positivo para a sociedade. Pretendemos ao longo do ano, fortalecer essa relação com a Funesa”, afirmou a diretora.

De acordo com o docente e membro da Coordenação de Educação Profissional da Funesa, Alessandro Soledade, o curso é de característica humanitária, voltado para as práticas de saúde, com o conceito de acolhimento. Segundo ele, o foco é o fortalecimento no atendimento direto ao usuário. “Nossa perspectiva é o acolhimento humanizado. Os dois elementos podem melhorar, de fato,o relacionamento com os assistidos pelo Ipesaúde. Estão aqui os agentes administrativos dos municípios. São 20h de curso. A cada dia uma turma diferente participa”, explicou Alessandro.

Retorno

O oficial administrativo do Ipesaúde, Fábio Sobral, atende no Centro de Reabilitação e explica que os pacientes chegam para marcar a fisioterapia e precisam de muita atenção. Um curso dessa natureza, melhora a função de atendimento e mostra como acolher melhor e faz compreender o quanto é preciso atender de forma humanizada o paciente. Esse treinamento nos dá uma visão mais ampla, sobre como recepcionar e encaminhar o paciente para o tratamento”, ressaltou.

Para a supervisora do setor administrativo do Ipesaúde, Maria Letícia Ferreira, o evento é importante porque a cada dia é momento de aprender a conviver entre os funcionários e com o usuário. “Temos o dever de mostrar aos beneficiários que eles não estão sozinhos e contam com nosso acolhimento. É importante saber solucionar o problema do usuário e ajudá-lo”, concluiu.

Saúde reforça a importância de abordar a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis nas escolas

A retomada de ações passa pela iniciativa dos diretores no ambiente educacional

A orientação sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) nas escolas é de grande importância. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Fundação Estadual de Saúde (Funesa) reforçam a necessidade de abordar o tema no ambiente escolar para a proteção contra o HIV, Sífilis e Hepatites Virais.

Nesse sentido, a referência técnica do Programa IST/Aids da SES, Almir Santana, explica que é preciso reforçar as ações nas escolas, entendendo que o professor tem um elenco enorme de ideias, sendo preciso mostrar a importância que o ambiente escolar tem como espaço de prevenção.

Almir Santana informa que segundo dados do SES, existem hoje, no estado, 10 mil pessoas com o vírus da AIDS. Ele observa que há também um sério problema relacionado ao HPV, devido a baixa cobertura vacinal. “Precisamos mudar esse quadro. A escola é o ponto principal para melhorar essa vacinação”, assegura.

A enfermeira e referência Técnica do programa ‘Saúde na Escola’, Suziane Soares, destaca que o passo mais importante é sensibilizar os trabalhadores do ambiente escolar. “Temos feito oficinas através de parceria, porque o programa tem 14 eixos que precisam ser trabalhados. A educação sexual deve ser abordada”, afirma.

Suziane Soares atenta que em pesquisa recente, o IBGE mostra que os adolescentes iniciam a vida sexual aos 13 anos de idade, sendo então, mais vulneráveis a essas infecções. Ela observa ainda, que é preciso haver o trabalho de conscientização, orientação através de redes sociais, web palestra, observando que a vacina do HPV se encontra em baixa cobertura, devido aos movimentos antivacinas, bem como fake news.

SES e Funesa promovem capacitação para unificar o atendimento nas portas de urgência da rede hospitalar de Sergipe 

A ação tem como objetivo capacitar os profissionais da rede estadual para prestar um atendimento qualificado, de acordo com o Protocolo  de Acolhimento com Classificação de Risco

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria Operacional da Saúde (Dops) e da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou nesta terça-feira, 6, uma capacitação com tutoria para profissionais das unidades assistenciais da rede própria no protocolo de Acolhimento e Classificação de Risco (ACCR). A ação, que foi viabilizada pela Coordenação Estadual Operacional  Hospitalar e assessorada pelo Coordenação de Educação Permanente da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), tendo como facilitador o médico Carlos Francisco Torres, objetiva definir e unificar os atendimentos dos serviços da rede de saúde de Sergipe.

De acordo com o diretor da Diretoria Operacional da Saúde (Dops) da SES, Waltenis Júnior, essa capacitação tem como finalidade unificar o atendimento nas portas de urgência das unidades da rede. “É um momento de muita alegria, pois finalmente as unidades que não tinham um protocolo estabelecido passam a utilizar uma única ferramenta instituída e validada pela SES, o que traz um ganho para a população”, ressaltou o diretor.

O acolhimento deve acontecer em todas as unidades de saúde, e a classificação de risco é aplicada a todo e qualquer usuário que vá até uma unidade, seja uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital, como explica a coordenadora estadual de Atenção Hospitalar e de Urgência, Claudivânia de Jesus Farah. “O acolhimento é quando você ouve o paciente, e tudo o que ele traz, com atenção, respeito e empatia, porque normalmente ele não chega dizendo somente que está com dor, ele traz a sua história. Isso é importante para que os profissionais possam oferecer um atendimento humanizado bem como tenha sua prioridade de atendimento bem estabelecida”, explicou a coordenadora.

Classificação

A classificação de risco é instituída em quatro cores. O vermelho indica o atendimento para emergências; o amarelo classifica o atendimento de urgência, quando o paciente deve ser atendido em até 60 minutos-; o verde é considerado pouco urgente, quando o paciente pode esperar cerca de 120 minutos; e por último a cor azul, para os casos não urgentes, em que os atendimentos podem ser realizados em até 240 minutos.

“Para os pacientes que já chegam em estado crítico, essa classificação não deve ser priorizada, podendo ser realizada após a estabilização dele, considerando que a segurança e a garantia da vida do paciente é a única prioridade.  Então, nesses casos, a gente primeiro cuida e depois preenche dados”, frisou Claudivânia.

Segundo a enfermeira Mayara Silva, do município de Boquim, a capacitação serve para aprimorar os conhecimentos. “Como trabalhamos diariamente com os atendimentos aos pacientes, precisamos saber como fazer. Não é algo simples, precisamos dar o acolhimento necessário para que possamos realizar o encaminhamento corretamente”, relatou a enfermeira.

Texto: SES/ Fotos: NUCOM/Funesa

Saúde reúne municípios para discutir situação das arboviroses e normas técnicas para o uso de larvicida

O encontro ocorreu de forma virtual e foi direcionado aos coordenadores de epidemiologia de Sergipe

A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e do programa Telessaúde, realizou nesta sexta-feira, 2, a reunião de Avaliação da Situação Epidemiológica das Arboviroses no estado de Sergipe e Normas Técnicas para o uso da larvicida (Bacillus Thuringiensis Israelensis) Bti. O encontro foi realizado por meio de web palestra, com o objetivo de orientar os coordenadores de vigilância epidemiológica, que atuam diretamente na aplicação do produto nos depósitos que acumulam água, sendo ambiente propício para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

A gerente de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sidney Sá, explicou que o tema foi direcionado aos coordenadores de vigilância epidemiológica dos 75 municípios sergipanos e agentes de endemias que desejaram participar. “Falamos das arboviroses e os números de 2023 e das primeiras semanas de 2024. Apresentamos a situação e explicamos sobre o uso do Bti, larvicida, que ano passado passou a ser usado no estado”, disse Sidney.

Ela observou que durante a palestra foi pontuado sobre a importância de alertar para as sazonalidades das três arboviroses que acometem o estado, com a variação climática. “Precisamos ter todo o aparato da prevenção. É necessário fazer o trabalho de rotina. A população deve ficar atenta. Precisamos somar esforços enquanto cidadãos”, alertou a gerente de Endemias.

Cuidados

O responsável técnico pelo sistema de informação de dados do controle de arboviroses nos municípios de Sergipe, José Oliveira dos Santos, disse que o Bti, novo larvicida, exige uma técnica sobre como deve ser utilizado nos locais necessários. “É um novo produto e fazemos a aplicação com muito cuidado, dando orientação à população. Os agentes devem manter os cuidados para o manuseio”, explicou.

De acordo com José Oliveira, o larvicida é o último recurso a ser usado no combate às larvas. “Temos o controle de eliminação, que é o mais importante. Destruímos as larvas emborcando garrafas, ou outros potes, por exemplo. Já aqueles reservatórios que não permitem a eliminação por esse processo, devem receber o larvicida. É importante lembrar que o produto não é remédio e nem veneno, é larvicida”, concluiu Oliveira.

Texto e Fotos: NUCOM/Funesa

Profissionais do Samu 192 Sergipe participam de capacitação em urgências clínicas e traumáticas

Os profissionais de saúde foram especializados em todas as funções assistenciais com qualidade internacional

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Sergipe (Samu 192 Sergipe) realizou uma extensa capacitação com base nos protocolos de urgências clínicas e traumáticas, que englobam todas as suas funções assistenciais. Os cursos preparatórios, realizados no período de três meses, foram ministrados por uma empresa especializada e de qualidade internacional, viabilizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa). Ao todo, foram qualificados 630 profissionais de saúde.

De acordo com o superintendente do Samu 192 Sergipe, Dênisson Pereira, os cursos Prehospital Trauma Life Support (PHTLS) e Advanced Medical Life Support (AMLS),e TEAM Trauma Evolution and Menagemente (Tratamento inicial do Doente Traumatizado) capacitaram médicos, enfermeiros, técnicos e motoristas que atuam com motolâncias, Unidade de Suporte Avançado (USA) e o Grupamento Tático Aéreo (GTA), com práticas de resgate aeromédico.

“Tivemos adesão de 100% de preenchimento das vagas. Os protocolos de atendimento dão segurança à equipe assistencial, que está socorrendo os pacientes nos momentos que mais precisam”, ressaltou Dênisson Pereira.

Compromisso

O superintendente do Samu 192 Sergipe observou que é completamente diferente a atuação do profissional que atende urgências com protocolos atualizados. De acordo com ele, é assegurado um compromisso de não perder tempo durante o atendimento, para que o paciente receba os melhores cuidados, até o tratamento definitivo. “A postura e precisão no atendimento é bem maior, para que a situação seja controlada a todo o momento. Os profissionais bem capacitados, se preocupam muito mais, porque colocam em prática os protocolos assistenciais mais atualizados”, observou.

Os cursos avançados impactam de forma significativa para os pacientes que foram atendidos. “Nossa meta é capacitar cada vez mais, para que tenhamos um melhor desfecho no atendimento às urgências no estado de Sergipe”, explicou Dênisson.

A assessora da Comissão de Planejamento do Samu 192 Sergipe, Daniele Martins, explicou que o PHTLS é o maior programa de ensino no atendimento a vítimas de trauma no mundo. “Com isso, as nossas equipes já estão trabalhando no limiar da atualização dos mais novos e maiores protocolos mundiais. Os traumas correspondem de 30 a 40% do nosso atendimento no Samu”, disse.

Ela destacou que durante as aulas foram realizadas simulações realísticas, no sentido de levar os participantes a atuarem em atendimentos de trauma, para criar maior aproximação com situações de rua, onde estão sendo aplicadas as técnicas aprendidas durante o curso.

Texto-Fotos: NUCOM/Funesa

Funesa capacita motoristas para manipulação de carros fumacê

A Fundação vem ainda através do Telessaúde, orientando os trabalhadores do SUS para os cuidados com o Aedes aegypti

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), capacita motoristas dos carros fumacê para operacionalização dos veículos. Na última semana, os veículos com o inseticida Ultra Baixo Volume (UBV) já começaram a atuar no município de Nossa Senhora do Socorro.

Em relação aos carros fumacê, os motoristas são orientados para o uso da bomba, visando conhecer e entender o vetor e seus agravos, viabilizando a prevenção, o combate e o controle do mosquito. A referência técnica da Central de Ultra Baixo Volume (UBV) da Funesa, Valdeliria Carvalho Coelho de Mendonça, disse que o carro fumacê tem como objetivo específico a eliminação das fêmeas do Aedes aegypti.

“O Fumacê deve ser utilizado somente para bloqueio de transmissão de casos de dengue e para controle de surtos ou epidemias”, ressaltou.

Ela atentou que o trabalho só é possível, com a parceria da SES, que acompanha e monitora os índices dos municípios e através dos indicadores, planeja o cronograma de aplicação do produto nos locais identificados. “Esse cronograma é repassado para a Funesa, que executa a aplicação pela Central de UBV”, explicou.

Telessaúde

Através de Webpalestra, a Funesa orienta os trabalhadores do SUS e a comunidade, quanto a prevenção a dengue, alertando para as medidas preventivas para combate a proliferação do mosquito transmissor.

Centros de Especialidades Odontológicas realizam mais de 45 mil procedimentos em 2023

As unidades estão em oito municípios sergipanos ofertando especialidades aos usuários do SUS

Os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), vinculados à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e administrados pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), assistiu em 2023 um total de 19.213 usuários, o que gerou 23.701 atendimentos e a realização de 45.947 procedimentos. Os CEOs estão localizados nos municípios de Boquim, Capela, Laranjeiras, Nossa Senhora da Glória, Propriá, São Cristóvão, Simão Dias e Tobias Barreto.

Entre cirurgia oral menor e diagnóstico foram realizados 15.349 procedimentos. Em endodontia, 2.927 tratamentos foram concluídos. Já em periodontia aconteceram 14.704 procedimentos, sendo 12.967 atendimentos destinados a pessoas com deficiência. As unidades de São Cristóvão e Propriá entregaram 193 próteses dentárias aos usuários. Como os CEOs se enquadram na atenção especializada à saúde, o serviço atende pacientes previamente avaliados e encaminhados das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Segundo a coordenadora geral dos CEOs, Laisa Oliveira, as unidades também desenvolveram ações educativas com grande impacto na vida dos usuários. Além disso, ela destaca a participação no programa Sorrir Sergipe, do Governo do Estado, que leva informação e prevenção em saúde bucal para os sergipanos durante o Governo Itinerante ‘Sergipe é aqui’.

“Foram realizadas 1.238 atividades educativas na sala de espera das unidades, com informações aos usuários e seus acompanhantes, abordando temas variados com o intuito de fomentar a educação permanente nas unidades de saúde. A principal ação de gestão no ano de 2023 foi a realização do curso de capacitação para os gerentes dos CEOs, promovendo troca de experiência entre os gerentes e os convidados que palestraram sobre temas relevantes para a atuação da gestão no SUS. Foi muito importante também para nós a participação nas edições do Sorrir Sergipe”, salientou Laisa.

A coordenadora enfatizou, ainda, que o ano de 2023 foi de muito estudo, escuta qualificada e planejamento. “O que pretendemos em 2024 é superar o resultado aqui apresentado relativo a 2023, em busca do aumento das ofertas de serviços e melhoria da resolutividade, sempre com a qualidade dos serviços que são prestados nos CEOs estaduais”, concluiu.

Texto e Fotos: Nucom/Funesa

Funesa alerta para cuidados com a saúde mental

Engajada na campanha Janeiro Branco a Funesa orienta sobre prevenção

Conscientizar as pessoas sobre a importância da saúde mental e fortalecer a qualidade emocional são objetivos do Janeiro Branco, mês dedicado a orientar as pessoas para os sinais de esgotamento mental e suas consequências. Nesse sentido, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) se engaja na campanha e reforça a importância do cuidado com a saúde mental.

A psicóloga e gerente de Estágios da Funesa, Danielle Barreto, explica que são diversos os fatores que contribuem para a perda de saúde mental. “Isso vai depender de cada indivíduo. Em geral, os sintomas mais comuns são estresse, ansiedade, insônia diária, isolamento, desânimo e apatia, falta ou excesso de apetite. Não é saudável para a mente e o corpo quando esses sintomas ocorrem com frequência”, comenta Danielle.

Ela se refere à escolha da cor branca para representar o alerta à saúde mental, observando que se trata de uma referência ao papel em branco, onde se pode escrever uma nova história em relação à saúde mental. “Podemos projetar, escrever ou desenhar expectativas, desejos, histórias ou mudanças com as quais sonhamos e às quais desejamos concretizar”, pontua a psicóloga.

Sobre os fatores que podem levar o indivíduo ao adoecimento mental, Danielle cita o desemprego, a violência, cargas de trabalho excessivas, redes sociais, relações tóxicas e a insegurança. “Acredito que as pessoas estão cada vez mais ansiosas e deprimidas. As demandas impostas no mundo de hoje, o estresse causado pelo isolamento da pandemia, tudo isso vem causando muita insegurança e pouca qualidade de vida”, alerta.

Olhar clínico

O médico telerregulador do Núcleo de Telessaúde da Funesa, João Cavalcante, lembra que o mundo moderno pode ser muito estressante e, para alguns indivíduos, chega a ser adoecedor. “Tudo isso piorou após a pandemia da covid-19, quando o medo e o isolamento eram uma constante no nosso cotidiano. Segundo a Organização Panamericana de Saúde, os determinantes da saúde mental não dependem apenas de atributos individuais, como a capacidade de administrar os pensamentos, as emoções”, disse.

Ele ressalta que, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, existem mais de 300 tipos de transtornos mentais catalogados, sendo que as principais doenças relacionadas à saúde mental são os transtornos ansiosos e fobias (medo exagerado e desproporcional de algo ou alguma situação). “Não podemos deixar de citar a síndrome do pânico, a ansiedade generalizada e os transtornos depressivos. Foi confirmado através de estudos que a maioria da população brasileira declarou possuir algum tipo de transtorno mental”, atenta João Cavalcante.

Causas

De acordo com o médico telerregulador, é muito importante ficar atento às mudanças de padrão, comportamentos que não eram esperados, sinais e sintomas como cansaço excessivo, irritabilidade, inquietação, falta de concentração, falta de paciência, alterações de sono para mais ou para menos e de apetite, abusos de álcool, drogas ou medicamentos, taquicardia e dores no peito, além de dores no corpo como as tensões musculares, lombalgias e dores de cabeça.

“Devemos notar os problemas digestivos, que também podem ser sinais de adoecimento psicológico como depressão, ansiedade, síndrome de burnout, entre outros. É preciso observar os vínculos afetivos que a pessoa possui, se eles estão se alterando. Principalmente se há um afastamento e isolamento de outras pessoas. Isso pode ser um sinal, um pedido de ajuda. É fundamental a avaliação de um profissional médico, que identificará o quadro e construirá um projeto terapêutico específico para cada pessoa. Realizar atividades físicas, ter uma alimentação saudável, estratégias de combate ao estresse, ao consumo do álcool e do fumo e avaliação do médico psiquiatra”, recomenda João Cavalcante.

O médico aconselha ainda que as pessoas reservem um momento para si, buscando realizar atividades alegres e prazerosas. “Reduzir o tempo nas redes sociais, inibir a ansiedade de informação, buscando atividades de meditação são ótimas opções, além das técnicas de alongamento e relaxamento”, conclui.

Texto e Fotos
Nucom/Funesa

Última atualização: 18 de janeiro de 2024 12:40




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