Secretaria da Saúde e Funesa iniciam o Novembro Azul com serviços para o público masculino

A ação alertou para os cuidados com a saúde, na prevenção ou detecção de cânceres de próstata e vias urinárias

Com o intuito de chamar atenção aos cuidados com a saúde da população masculina, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case) e em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), deu início, na quarta-feira, 1º, às ações voltadas para a saúde do homem alusivas à Campanha mundial dedicada à conscientização e prevenção do câncer de próstata. 

A ação aconteceu no Complexo de Assistência à Saúde (CAS) e contou com a presença da Carreta do Homem. Para o público masculino, foram ofertadas consultas com o urologista, exames de ultrassonografia das vias urinárias e próstata e exames laboratoriais de HIV, herpes, esquistossomose, dengue, clamídia, sífilis e zika, ofertados pelo Laboratório Central de Sergipe (Lacen). 

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, o Novembro Azul é extremamente importante para aproximar os serviços de saúde da população. “Precisamos sensibilizar os homens para que busquem cuidar do seu corpo, fazendo sua avaliação médica de forma preventiva. Sabemos que, quando se trata de saúde, a prevenção tem um papel fundamental e por isso que ações como esta precisam ser replicadas, para que mais homens tenham essa iniciativa de olhar para a sua saúde”, ressaltou o secretário. 

O aposentado José Augusto Moraes, de 70 anos, relatou que sempre que pode realiza exames preventivos. “Eu vim retirar um medicamento no Case e, assim que fiquei sabendo da ação, corri para fazer uma consulta com o urologista. Campanhas como esta são ainda mais importantes por facilitar o acesso aos serviços e sempre que ocorre faço questão de participar”, disse. 

Além disso, os homens também puderam aferir a pressão e realizar o teste de glicemia oferecido pelo Laboratório de Pesquisa em Bioquímica e Imunologia Clínica da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que sempre marca presença nas ações de cuidado. Quem aproveitou também foi o aposentado Ginaldo Pedro dos Santos, 71, que participou de todos os serviços. “Estava precisando da consulta com o urologista, e a presença da Saúde hoje foi essencial para agilizar o nosso acesso. Cada vez mais me sinto na obrigação de cuidar da minha saúde”, contou. 
A coordenadora da Assistência Farmacêutica da SES,  Juliana Santos, destacou que a ação tem a intenção de chamar atenção dos homens. “Sabemos da resistência que o público masculino possui em procurar as unidades de saúde. Então, este momento é de oferecer uma atenção especial para que sejam cuidados”, salientou. 

O aposentado José Joaquim dos Santos, 74, contou que mantém a saúde em dia e realiza exames de rotina a cada seis meses. “É muito importante que os homens façam exames preventivos, a fim de prevenir contra os diversos tipos de doença. Assim que soube da ação, vim atrás dos exames sorológicos para verificar qualquer tipo de irregularidade”, finalizou o aposentado.



Texto / Ascom-SES
Imagem / Nucom – Funesa

Profissionais de saúde são capacitados para o tratamento da esquistossomose

Web palestra realizada pelo programa Telessaúde foi direcionada a médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Básica

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio do programa Telessaúde, realizou na última segunda-feira, 30, a web palestra ‘Protocolo Clínico do Controle da Esquistossomose’ com o objetivo de capacitar médicos, enfermeiros e demais profissionais que atuam na Atenção Básica de Saúde e hospitalar.

A referência Técnica do Programa de Controle da Esquistossomose da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Alda Rodrigues, afirmou que o tema da web palestra foi direcionado ao protocolo clínico da esquistossomose, com ênfase na importância do diagnóstico precoce e no tratamento para a doença voltado aos profissionais da Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica, para que possam melhorar a busca ativa no diagnóstico precoce da doença.

Alda explicou que o Estado oferta treinamentos a todos os municípios sergipanos, enfatizando a importância da busca ativa. Ela alertou que o diagnóstico precoce, realizado por meio da vigilância epidemiológica municipal, além do monitoramento das coleções hídricas e campanhas educativas para a população, é de suma importância.

Tratamento

A médica infectologista e professora da Universidade Federal de Sergipe, Ângela Maria da Silva, palestrante do evento, relatou que a capacitação, voltada ao tratamento da esquistossomose, é muito importante. “A doença possui pontos clínicos. Na forma intestinal, se parece com outras doenças podendo apresentar dor abdominal, diarreia e constipação. Na forma avançada, compromete o fígado. Mas a esquistossomose é uma doença de tratamento simples, ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou a médica.

Texto e fotos: Nucom/Funesa

SES e Funesa orientam população sobre a importância dos cuidados da saúde bucal

A ação educativa, aconteceu em alusão ao Dia do Dentista

Os serviços de saúde bucal na rede pública vão da prevenção à urgência, ou seja, inicia na Atenção Primária à saúde, nas Unidades Básicas de Saúde, até a Atenção Especializada à Saúde, que acontece nos Centro de Especialidades Odontológicas (CEOs).

Neste 25 de outubro, quando se comemora o Dia do Dentista, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Funesa, orienta sobre a importância de dar atenção necessária para uma boa saúde bucal. Para isso, é importante manter visitas regulares ao dentista e seguir corretamente as orientações, a exemplo da frequência a consultas com profissionais da área, bem como a maneira correta de higienização.

Os serviços de saúde bucal na rede pública vão da prevenção à urgência, ou seja, têm início na Atenção Primária à saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), até a Atenção Especializada à Saúde. Segundo a referência técnica estadual de saúde bucal da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Daps), Ana Paula Vieira, é importante lembrar que o cirurgião-dentista é o único profissional que poderá de fato reconhecer as necessidades relacionadas à saúde oral de uma pessoa. Dentre os problemas mais frequentes, destaca-se a placa bacteriana não removida, o tártaro, a halitose, a cárie, a gengivite, a periodontite, câncer oral, dentre outros.

“Orientamos que as pessoas procurem os profissionais dentistas, seja na rede pública ou privada, ressaltando que na rede pública em todos os municípios existem, na Atenção Primária, as equipes de saúde bucal pela estratégia de Saúde da Família. Em complemento à Atenção Primária, pela SES, temos os oito Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) que fazem a complementação da atenção atendendo a municípios referenciados a eles. Quando necessário, a atenção hospitalar também é acionada para tratamentos cirúrgicos de maior porte, demonstrando assim uma organização estadual da saúde bucal em rede de atenção”, explicou Ana Paula.

Dia do Dentista

A SES e a Funesa, por meio da Coordenação dos Centros de Especialidades Odontológicas (Coceo), realizaram uma palestra educativa em alusão ao Dia do Dentista. O evento, que aconteceu no auditório do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), abordou os riscos da contaminação por IST, HIV e HPV pela ótica odontológica.

A coordenadora dos CEOs, Laisa Oliveira, explicou que a ação proposta pela SES e Funesa, organizada pela Coordenação dos Centros, visou mostrar que os serviços prestados por esses profissionais nos CEOs estaduais estão diretamente ligados à toda a equipe. “Todos os servidores foram convidados a participar. Para esta manhã festiva, foi preparada uma programação com todo o carinho, respeito e reconhecimento a esses profissionais que compõem os CEOs em Sergipe, com o objetivo de proporcionar um momento de confraternização entre as oito equipes dos oito CEOs estaduais e levar uma mensagem de prevenção à saúde mental e física”, ressaltou Laisa.

A palestra ministrada pela referência técnica do Programa IST/Aids, Almir Santana, teve por objetivo apresentar aos dentistas presentes o quanto a Odontologia tem papel fundamental na prevenção a essas doenças. “O odontólogo tem que estar consciente dos riscos das ISTs e dos sintomas que essas infecções podem causar. Elas podem ser adquiridas por relações sexuais e, no caso, principalmente por sexo oral. São doenças infecciosas que devem ser prevenidas pelo uso de camisinha e profilaxia com medicamentos. Todos devem fazer o teste. Caso o dentista perceba anomalias no paciente, deve pedir o teste de HIV de imediato”, orientou o médico.

A referência Técnica em Saúde Bucal da SES, Fernanda Consenza, explicou que, mais do que uma comemoração, o evento é uma capacitação com uma oferta de atualização, na área de saúde integrada, para que todos os CEOs realizem um trabalho unificado. “Foram trabalhadas algumas temáticas com o Dr. Almir Santana, sobre as questões das ISTs, HIV e HPV. Esse momento foi muito solicitado pelos profissionais dos CEOs”, disse Fernanda.

O dentista Tito Maciel Lima trabalha com pacientes com deficiência. Ele atua no CEO de Boquim, e afirma que o evento é uma forma de confraternização e também de promover a troca de experiência entre os profissionais da Odontologia que atuam no estado. “O trabalho dos CEOs é de grande importância, porque desenvolvemos um atendimento para pessoas com deficiência, e para cada caso usamos uma abordagem e acolhimento diferente, respeitando as diferenças e promovendo a inclusão”, concluiu.

Texto e Fotos: NUCOM/Funes

Funesa promove educação transformadora por meio da Escola de Saúde Pública

A escola forma e especializa profissionais para atuarem no SUS de Sergipe

A educação é a chave para transformar o mundo. Nesse cenário, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública (ESP/SE), forma e especializa profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a ESP, uma escola de governo, com autonomia didática, disciplinar e pedagógica.

A superintendente da ESP/SE, Daniele Travassos, explica que as Escolas de Saúde Pública no Brasil têm como principal missão, a formação de profissionais que atuam no SUS, levando em conta que a Constituição Federal de 1988, afirma no art. 200, inciso III, que ao SUS compete, além de outras atribuições, ordenar a formação de Recursos Humanos na área da Saúde.

Nesse sentido, ela atenta que a ESP/SE caracteriza-se legalmente enquanto “escola de governo”, obedecendo às normas e institutos legais, oriundos do Sistema Nacional e Estadual de Educação. “A Escola de Saúde Pública é um espaço que realiza a qualificação dos trabalhadores do SUS, sob a perspectiva do processo de trabalho como princípio central dessa formação, sendo responsável por estabelecer sempre a relação entre ensino, serviço e comunidade”, explica Daniele. Ela observa ainda, que as ações educacionais promovidas pela ESP/SE tem o objetivo principal de gerar reflexão e as mudanças necessárias no cotidiano dos serviços de saúde.

A servidora pública atenta que a escola possui capacidade pedagógica para desenvolver ações educacionais de apoio ao Estado, no cumprimento do seu papel institucional de garantir uma saúde de qualidade à população e na implementação das políticas de saúde.

Educação Permanente

Um ponto importante abordado pela superintendente é o fato da escola ter um projeto político-pedagógico ancorado nos princípios da Política de Educação Permanente em Saúde (EPS). “Enquanto estratégia norteadora da formação de trabalhadores para o SUS, a EPS se configura como aprendizagem no trabalho e para o trabalho. Além disso, se baseia na aprendizagem significativa e na possibilidade de transformar as práticas profissionais, com o objetivo de melhorar a qualidade da atenção à saúde”, pontuou Daniele.

Os professores são peça fundamental na ESP/SE e a superintendente explica que eles exercem atividades de docência na escola, como analistas e especialistas que pertencem ao quadro próprio da ESP/Funesa. “Contamos ainda com profissionais contratados, mediante editais de credenciamento, processo seletivo, consultorias, na área específica dos cursos a serem ofertados, conforme necessidade educacional dimensionada junto à Secretaria de Estado da Saúde (SES)”, observou.

O início

Segundo Daniele Travassos, a Funesa é uma instituição vocacionada, desde a sua criação em 2008, para atuar na formação dos trabalhadores vinculados ao Sistema Único de Saúde do Estado de Sergipe, além de realizar o controle social, sendo reconhecida no âmbito nacional, como Escola de Saúde Pública. “Posteriormente a ESP/SE, teve sua estrutura formal/legal instituída nos termos da Lei n° 8.733 de 13/08/2020, que dispõe sobre a criação da Escola de Saúde Pública (ESP/SE) no âmbito da Funesa”, ressaltou a servidora.

Ela explica que esse último ato, realizado no ano de 2020, confere ao Estado de Sergipe, por meio da Funesa, a possibilidade de ampliação do escopo de atuação da Fundação no âmbito do SUS/SE, com a previsão de certificar não apenas cursos técnicos e capacitações de curta duração, como também possibilita o credenciamento junto ao Conselho Estadual de Educação de Sergipe (CEE/SE) e ao Ministério da Educação (MEC).

“É importante frisar que a escola oferta certificação de cursos técnico, pós-técnico, tecnológico, graduação e pós-graduação (lato sensu e stricto sensu), mediante os pressupostos da Política de Educação Permanente em Saúde em articulação com a Rede de Atenção à Saúde – RAS”, mediante o artigo 3° da Lei Estadual n° 8.733 de 13/08/2020”, disse Daniele Travassos.

Nesse contexto, ela conta que foi a partir dessa lei, em 2020, que extingui-se a Escola Técnica do SUS de Sergipe (ETSUS-SE), instituída pela Lei nº 5.215, de 12 de dezembro de 2003, passando as atividades de sua competência a serem executadas pela ESP-SE, ressaltando que a escola tem como missão, promover a formação e educação permanente.

“A escola de saúde pública promove ainda, pesquisa, extensão, informação e documentação na área da saúde, e execução de outras atividades correlatas, buscando inovações e atualização em produção tecnológica, integrando o ensino, a pesquisa e a comunidade”, ressalta a superintendente.

Ela observa ainda, que com a ESP/SE, surge a transformação e a humanização das práticas em saúde, com eficiência e qualidade, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS.” (art 2° da Lei Estadual n° 8.733 de 13/08/2020)”, atesta.

Professores

A Escola de Saúde Pública de Sergipe não é uma escola convencional, com cursos regulares ou abertos à comunidade. Mas possui características próprias, pois atende a um público específico, que são, prioritariamente, os trabalhadores do SUS. É o que explica a professora e servidora da Funesa, Rosyane Vasconcelos.

Ela explica que no cenário da ESP/SE o papel do docente é extremamente importante, atuando como mediador, provocando reflexões nos trabalhadores sobre o seu processo de trabalho, além de estimular o compartilhamento de conhecimentos e experiências que esses profissionais possuem, demonstrando a potência do trabalho multiprofissional e interprofissional, além do desenvolvimento da capacidade crítica para resolução dos problemas.

Segundo a docente Adélia dos Santos, dentro da sua atuação na ESP busca sensibilizar ativamente os discentes já atuantes na área da saúde, a realizarem a interface entre o conhecimento e a vivência diária do seu trabalho, estimulando a consciência crítica “Isso contribui para o desenvolvimento da sua autonomia e capacidade de modificar a sua própria realidade e do ambiente ao qual estão inseridos”, disse.

Funesa orienta profissionais sobre câncer de mama e colo de útero

O bate-papo teve como objetivo principal orientar as mulheres sobre os fatores de risco das doenças

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública (ESP/SE), realizaram na manhã desta segunda-feira, 16, no auditório da Funesa, um bate-papo para orientar os funcionários da Fundação, sobre a importância da prevenção aos cânceres de mama e colo de útero.

A referência Técnica de Saúde da Mulher da SES, Keila Bessa, contou que o bate-papo teve como objetivo principal orientar as mulheres, sobre os fatores de risco que podem levar ao câncer de mama, e colo do útero. Ela observou que o câncer de mama é o responsável pelo maior índice de mortalidade entre o público feminino. Já o de útero é o terceiro causador dos óbitos.

Nesse sentido, Keila disse que foi muito importante reunir os profissionais da Funesa para mostrar a importância de se cuidar e prevenir o câncer. “Hoje o bate-papo foi para os trabalhadores da Funesa, mas temos a intenção de realizar outro aberto para a comunidade em geral. É importante saber que a prevenção não é só de interesse das mulheres, mas de todos, porque o uso de camisinha é essencial, para evitar o HPV”, ressaltou a referência técnica.

UBS

Ela atentou ainda, que o bate-papo abordou os preventivos que existem nas Unidades Básicas da Saúde, como o exame de lâmina. Mesmo assim, muitas mulheres não procuram os serviços. “O câncer de mama é três vezes maior que o de útero. As mulheres pecam por não fazer mamografia e ultrassonografia mamária. Ser mulher já é o motivo determinante para que haja interesse pelos exames”, alertou Keila.

Faixa etária

A referência da SES observou que hoje, cada vez mais mulheres jovens vêm desenvolvendo o câncer. “Em relação ao colo de útero, consideramos muito o histórico familiar. Orientamos para que as mulheres se interessem pela prevenção, porque pelo fato de ser mulher, a chance de ter câncer é bem maior. Muitas vêm desenvolvendo a doença devido à obesidade, má alimentação, fumo, álcool e drogas”, pontuou.

Keila alertou também para o uso dos métodos de prevenção. “Reafirmo que é preciso levar a sério os métodos como o uso da camisinha, para evitar o câncer e outras doenças”, destacou

Ela reforçou que é necessário avaliar de maneira geral, os fatores de risco. “O bate-papo com ambos os sexos é importante, para que todos: homens e mulheres, tenham consciência da necessidade do uso da camisinha”, enfatizou.

Texto e Fotos: NUCOM/Funesa

SES e Funesa promovem pós-graduação em parceria com o Hospital Sírio-Libanês

O Objetivo é qualificar trabalhadores do SUS que atuam nos mais diversos cenários de práticas em Sergipe

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), realizam nos dia 8 e 10 de novembro, mais um ciclo de aulas da pós-graduação, fruto da parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Neste mês de outubro foram apresentados os sete projetos de intervenção criados pelos discentes nas aulas anteriores, durante o curso que teve início em 2021 e está previsto para finalizar ainda este ano.

A coordenadora da Pós-Graduação e Residência da ESP/SE, Soane Menezes, destacou que o projeto de DGPSUS (Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS), voltado ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), em parceria com o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa e com o Ministério da Saúde, vem qualificando trabalhadores que atuam nos mais diversos cenários de práticas no SUS em Sergipe.

“Durante a última aula, foram apresentados os projetos de intervenção construídos pelos discentes nos três cursos ofertados: Especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde do SUS (GPRS), Especialização em Educação na Saúde para Preceptores no SUS (PSUS) e Especialização em Qualidade e Segurança do Cuidado em Saúde para Preceptores no SUS (QSUS)”, informou Soane.

Projetos

A referência Técnica da coordenação de Redes de Articulação Política da SES, Keli Bianca, explicou que os discentes são trabalhadores do SUS, sendo alguns da SES, outros de Lagarto, da Funesa e Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). “Estamos apresentando durante as aulas os projetos de intervenção e desenvolvimento da residência e preceptoria do SUS”, ressaltou.

Ela pontuou que são três especializações e os projetos estão sendo apresentados para os gestores locais. “É uma devolutiva para os gestores”, disse Keli, observando ainda, que alguns desses projetos já estão implementados nas unidades e outros em processo de construção. “Este é o primeiro projeto de Especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde do SUS (GPLS)”, informou a referência.

Segundo Keli, a população ganha com as especializações, porque através de práticas clínicas, ocorre uma melhora qualitativa e um avanço na forma de contribuir e pensar com experiência. “Ao serem aplicadas, as práticas melhoram o ensino e os processos de trabalho, facilitando a comunicação. A experiência vai além da unidade básica e atenção ambulatorial”, assinalou.

Texto e Foto – NUCOM/Funesa

Web palestra aborda importância dos cuidados com a saúde mental

Na ocasião foi discutido saúde e direitos humanos, orientando para a prevenção e formas de tratamento

Manter o corpo e a mente saudáveis é condição essencial para se ter qualidade de vida. Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Estadual de Saúde, por meio do programa Telessaúde, realizaram nesta terça-feira, 10, uma web palestra em alusão ao Dia Mundial da Saúde Mental. O evento teve como temas ‘Saúde Mental e Direitos Humanos: interface necessária’ e ‘Saúde mental: onde está nosso olhar’. A palestra foi direcionada a profissionais de saúde que atuam na capital e demais municípios sergipanos, além da população em geral, através do site do Telessaúde.

A psicóloga e referência Técnica das Políticas de Promoção da Equidade da SES, Karla Melo, explicou que a web palestra buscou abordar a questão da saúde mental como um todo. “Visamos tratar da questão da saúde mental e dos direitos humanos. Esses dois pontos andam juntos. A saúde mental não é só para a pessoa que tem algum tipo de transtorno e sim para todos”, afirmou a psicóloga.

Ela observou que as pessoas são o reflexo da sua saúde mental. “Algumas pessoas têm algum tipo de problema de saúde que pode desencadear em transtornos. Outros lidam melhor com as dificuldades e não desenvolvem adoecimento mental. Já outras pessoas não apresentam nenhum problema”, disse Karla.

Tratamento

Sobre o uso de medicação, Karla considerou que somente a ingestão de remédios, não vai trazer benefícios, sendo necessário para algumas pessoas, o acompanhamento do profissional da Psicologia. “Com psicoterapia você pode obter uma mudança de vida, no caso, um olhar diferenciado para você mesmo, para que possa entender como pode traçar suas metas, o seu vivenciar”, assinalou a psicóloga.

A importância das pessoas compreenderem que a felicidade não vem através do uso de medicação, mas sim, da mudança de atitude e de que não existe a pílula da felicidade é muito importante, como expôs Karla, durante a palestra. Ela pontuou que a vida é feita de altos e baixos, sendo necessário compreender isso. “Precisamos enfrentar essa realidade e superar as adversidades. Então é nesse momento que percebemos que nem sempre a medicação é o caminho por onde devemos seguir”, alertou.

Karla observou que é preciso entender como a saúde mental está interligada pelos direitos humanos. “Nós temos direito de ir e vir, de ser bem tratados, temos direito à saúde, à educação, à alimentação. Então, quando falta o básico para a sobrevivência do indivíduo, é possível desencadear algum desequilíbrio, uma desarmonia no seu bem-estar. E tudo isso, pode sim, desencadear um transtorno mental”, atentou a profissional de saúde.

A psicóloga informou que há profissionais na rede de atenção psicossocial, que também estão ligados a cada município, atuando em ambulatório e Caps. Ela atentou, ainda, que existe a necessidade de se entender que outros profissionais também devem participar dessa rede de acolhimento. “Então as equipes multidisciplinares são importantes”, ressaltou.

Caps

Karla explicou que o tratamento psicossocial está disponível para as pessoas através dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que são porta aberta para toda a população e pode ofertar um atendimento de qualidade. Ela observou que as pessoas, ao precisarem de ajuda, podem buscar o Caps e a UBS mais próxima de sua casa.

Texto e Imagem: Nucom/Funesa

SES e Funesa capacitam profissionais para atendimento de pacientes com câncer bucal

Além de buscar aprimorar os atendimentos, o evento teve como objetivo qualificar o profissional para minimizar o sofrimento das pessoas acometidas pela doença

Com o objetivo de promover a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer oral, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) realizaram nesta quinta-feira, 5, uma capacitação sobre o tema voltada a profissionais das Equipes Municipais de Saúde Bucal (ESBs). O treinamento teve com o intuito de proporcionar o compartilhamento de experiências entre as coordenações dos municípios sergipanos, visando a prevenção da doença e o aprimoramento dos atendimentos, além de qualificar o profissional para minimizar o sofrimento das pessoas acometidas pelo câncer.

A referência técnica de Saúde Bucal da SES, Ana Paula Vieira, pontuou que durante o ano são realizadas ações a respeito das principais problemáticas em saúde bucal. Nesta capacitação, especificamente, a discussão girou em torno do tratamento integral do paciente com câncer de cavidade oral. “É necessário que os profissionais identifiquem alterações na boca dos pacientes, que encaminhem para um diagnóstico precoce e compreendam que o paciente precisa ser visto na sua integralidade. Para debater e orientar sobre o tema, recebemos na capacitação especialistas na área de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe”, detalhou.

Ana Paula observou também que é importante conscientizar o profissional que está na ponta de que o atendimento ao paciente precisa ser completo, incluindo ações preventivas. O objetivo é reduzir desde os índices de cárie dentária, doenças periodontais, extrações dentárias, até o câncer oral, a fim de promover mais saúde a esse usuário do SUS, bem como melhorar a sua qualidade de vida. “A palavra mais importante é a prevenção, e para isso a Saúde de Sergipe vem trabalhando em processo orientativo, busca ativa e detecção do câncer em seu processo inicial, visando maior possibilidade de tratamento e cura”, disse.

CEOs

Em Sergipe, há oito Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs). Os equipamentos de saúde são voltados para a disponibilização de serviços especializados, ou seja, ao tratamento que não for possível ser realizado na Atenção Primária à Saúde. “Os pacientes com suspeita de câncer identificada na rede básica de saúde são encaminhados de imediato para o CEO de referência de sua cidade, onde então será realizada a biópsia (num prazo máximo de dez dias) e posterior diagnóstico da lesão”, explicou Ana Paula.

Caso o diagnóstico seja positivo para o câncer, ele é direcionado ao tratamento nas Unacons. Se negativo, o paciente retorna para continuidade dos atendimentos na Atenção Primária. “Faço questão de ressaltar que os CEOs ofertam serviços de qualidade, possuem tecnologia de ponta, material de excelente qualidade e profissionais altamente qualificados. Esse é de fato um dos serviços que contempla a população, e que vem gerando grandes resultados”, afirmou.

Oncologia

A referência técnica da Odontologia Oncológica do Huse, Elaci Maria Machado, observou que o diagnóstico precoce é a melhor forma de promover a cura, mas que a prevenção é o caminho correto para que as pessoas não cheguem a contrair a doença. “A Atenção Básica deve estar bem orientada para investigar as necessidades das pessoas que já estão com câncer, fazendo o encaminhamento para os Centros Especializados, a fim de confirmar ou não a doença”, atentou a especialista.

Elaci pontuou a importância da realização constante de capacitações para os profissionais de odontologia. Para ela, essa é uma demonstração de preocupação do Estado na preparação dos profissionais que lidam diretamente com os pacientes, evitando assim um posterior sofrimento para as pessoas acometidas pelo câncer oral.

Estratégias

O coordenador de Saúde Bucal de Riachuelo, Luiz Carlos Júnior, disse que o evento foi de suma importância para a troca de experiências e estratégias, visando melhor atender a população. “Na região que coordeno, há muitos trabalhadores que se expõem ao sol sem protetor ou uso de bonés e outros EPIs. Isso facilita o desenvolvimento do câncer bucal. Estando os profissionais capacitados, situações como essa são evitadas”, assegurou o profissional.

Texto e Fotos: NUCOM/Funesa

Prevenção e fatores de risco do câncer de mama e colo de útero são abordados em evento no Caism

A unidade trabalha diariamente na prevenção, diagnóstico e condução do tratamento de mulheres com câncer de mama e de colo de útero

No Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), todos os meses do ano são dedicados às mulheres. Para reforçar ainda mais a campanha Outubro Rosa, a SES por meio do Caism, em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou nesta quinta-feira, 5, uma ação de prevenção contra o câncer de mama e colo de útero para as usuárias do serviço.

A unidade trabalha na prevenção, diagnóstico e condução do tratamento de mulheres com câncer de mama e de colo de útero. Para apoiar a causa do Outubro Rosa, o Caism ampliou a oferta de exames de mamografia para que sejam realizados uma média de 360 exames/semana e 1440 exames/mês.

O secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, ressaltou a importância da campanha. “O mês de outubro é primordial para reforçar ainda mais as ações de prevenção ao câncer de mama. Sabemos que o autoexame e o cuidado com as mulheres são essenciais no diagnóstico precoce para fazer o tratamento de forma adequada à paciente. Outro paradigma que precisa ser quebrado é o da vacina do HPV, que previne o câncer de colo de útero, pois temos a ciência que é uma das doenças que mais atinge as mulheres”, salientou o secretário.

Para conscientizar as pacientes do serviço, foram abordados fatores de risco e prevenção do câncer de mama; questões de autoestima envolvendo a sexualidade feminina; como lidar com a questão estética ao longo do tratamento; os direitos de cada paciente e a fisioterapia pélvica. 

De acordo com a coordenadora de Atenção Ambulatorial da SES, Eliene Cristine Lima, independentemente do mês, a mulher deve procurar atendimento para descobrir eventuais patologias o mais precocemente possível. “O Outubro Rosa vem para chamar atenção para a detecção precoce do câncer de mama, e quanto mais cedo a gente diagnosticar, melhor é o tratamento. Sendo o Caism referência estadual de Atenção à Saúde da mulher, durante  todo o mês intensificaremos as ações de detecção precoce, fazendo palestras, destacando a importância do autoexame da mama e ampliando o quantitativo de mamografias para detectar, o mais precocemente possível, casos que possam ter”, disse a coordenadora. 

A lavradora Leticia de Jesus, que reside em Moita Bonita, no agreste do estado, contou que considera essas ações necessárias para uma maior celeridade no diagnóstico. “Tenho familiares que possuem histórico com a doença e se preveniram. Por isso, é extremamente essencial que as mulheres tenham essa atenção com a saúde, principalmente para evitarem um diagnóstico tardio”, destacou. 

Sobre o Caism

O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher oferta diversos serviços, como mamografia; magnificação mamária; compressão seletiva; ultrassonografia mamária; punção de mama (PAAF); biópsia de mama e de colo de útero; estereotaxia, colposcopia, cirurgia de alta frequência (CAF); consultas médicas especializadas para pesquisa e tratamento de lesões precursoras e cânceres de mama e colo uterino. 

Nesse sentido, a educadora Gabrielle Maia enfatizou que o Caism possui diversas ações voltadas à saúde da mulher. “Durante todo o ano, o serviço sempre se preocupa em divulgar informações referentes ao autoexame e ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Esses eventos são a oportunidade de tirar dúvidas e de se evitar que mais mulheres percam a vida por conta da doença”, decalrou. 

Os serviços do Caism são disponibilizados por meio do Complexo Regulatório de Saúde de Sergipe. Para o acesso, o usuário deve ir até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para que seja procedida a solicitação do agendamento de consultas e procedimentos.

Saúde promove qualificação em monitoramento de óbitos

O objetivo é qualificar a vigilância do óbito no Estado de Sergipe e propor medidas de prevenção e controle dos agravos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e do programa Telessaúde, realizou a web palestra ‘Oficina de Vigilância do Óbito para Intervenção em Saúde’. A capacitação aconteceu na última terça-feira, 04, e teve como objetivo orientar os profissionais de saúde referentes aos procedimentos necessários que devem ser seguidos para investigar um óbito, como preencher a ficha de investigação, coletar as informações nos prontuários e avaliar as informações relevantes.

A palestra ressaltou a relevância de se elaborar estratégias para boas práticas em Políticas Públicas de Saúde, visando melhorias nesse cenário. A gerente de Sistemas de Informação em Saúde da SES, Ana Beatriz Lira, explicou que a declaração de óbito é um documento preenchido pelo profissional médico quando há identificação do óbito. “O objetivo é identificar como e por que a morte ocorreu, para a partir dessa análise propor medidas de prevenção e controle, beneficiando, assim, a população em geral”, concluiu.

Ainda de acordo com a gerente, a Vigilância do Óbito e suas investigações consiste em analisar determinados grupos de óbitos (materno, infantil, fetal, mulheres em idade fértil e óbitos com causas mal definidas), por meio de levantamentos específicos e análise de fatores de risco, serviços procurados e evolução do caso.

Texto e Fotos: NUCOM/Funesa

Última atualização: 5 de outubro de 2023 11:22




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