Saúde orienta sobre prevenção à raiva animal

Pessoas infectadas devem buscar de imediato unidades de saúde para receber soro ou vacinas

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) desenvolve ações para assegurar saúde para a população através da prevenção de doenças que podem levar à morte, como é o caso da raiva animal. Nesse sentido, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através do programa Telessaúde, realiza web palestras informativas e de orientação para profissionais do SUS e todos que manifestem interesse nos temas. A palestra da última sexta-feira, 29, orientou sobre a prevenção à raiva e como as pessoas infectadas devem agir para combater de imediato o vírus.

A médica veterinária e referência técnica do programa de controle da raiva da SES, Ana Paula Barros, explicou que o objetivo da palestra foi a atualização do protocolo clínico de tratamento da raiva. “Hoje, em Sergipe, a raiva está controlada e não há registros de casos, mas trabalhamos com a vigilância, porque a doença tem aparecido em outros estados do Nordeste e em São Paulo”, disse.

Ana Paula explicou que a raiva pode ser contraída pelo ciclo silvestre, ciclo rural e ciclo urbano. “Os animais com raiva, se contaminam entre si. Animais domésticos, cães, gatos, herbívoros, suínos, morcegos, caprinos, equinos, bovinos e os mamíferos aéreos como morcegos e animais silvestres como gambá transmitem a doença. A raiva dos animais domésticos possui um total controle da Secretaria de Estado da Saúde”, afirmou a veterinária.

Prevenção

O palestrante da Secretaria da Saúde de São Paulo e médico do Instituto Pasteur, Wagner da Costa, observou que a letalidade da doença é muito alta, chegando a 100% Ele alertou que não há tratamento para a raiva e sim a prevenção da doença, realizada com vacinas e soros, indicada para pessoas expostas ao risco de infecção pelo vírus. “Os únicos mamíferos que não transmitem o vírus são os roedores urbanos: ratazana de esgoto, rato de telhado, camundongo, coelho, cobaia, hamster. Os animais domésticos como cão e gato, transmitem o vírus”, disse Paulo

O médico assegurou que as vacinas e soros utilizados no Brasil são seguros e de alta qualidade. “O número de casos de raiva humana no Brasil atualmente é baixo. Em 2022 foram cinco casos, mas o número de pessoas atendidas devido ao risco de exposição ao vírus é muito alto, mais de 600 mil por ano”, concluiu.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Mortalidade materno-infantil e fetal é tema de capacitação para municípios sergipanos

Evento discutiu construção de comitês municipais de investigação e prevenção de óbitos

A mortalidade materno-infantil e fetal é algo preocupante, e, neste sentido, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou uma capacitação para os coordenadores de vigilância epidemiológica e da atenção básica, além de médicos e enfermeiros das equipes que atuam nos municípios sergipanos. O objetivo é a construção de comitês municipais de investigação e prevenção da mortalidade materno-infantil e fetal.

A gerente do Sistema de Informação da SES, Ana Beatriz Lira, explica que o encontro é na verdade uma continuidade do que já foi iniciado no mês de julho, quando houve um primeiro evento para discutir o tema. “Reunimos esses municípios aqui para discutir como está o processo de fundamentação e implementação dos comitês municipais”, ressaltou Ana Lira. Ela pontua a necessidade de capacitar estes profissionais, no sentido de debater e elaborar medidas de prevenção e controle da situação, visando a construção de comitês funcionais. “Estamos trabalhando com os municípios que construíram portarias e regimentos e com os processos de trabalho”, explicou Ana Lira.

Cenário

Segundo Ana Lira, para evitar o quadro de mortalidade materno-infantil e fetal, a SES tem feito um alinhamento junto às redes de saúde. “Para fazermos a prevenção com foco em evitar os óbitos, estamos realizando um apanhado no estado como um todo. Estamos atentos e alinhados à atenção primária, maternidades e hospitais”, explicou.

A responsável pelo controle da mortalidade materno-infantil em Aracaju, Raulina Lima, que atua no sistema de informação de vigilância de saúde da capital, afirmou que o evento é de grande importância para entender como os municípios estão lidando com o processo de construção dos comitês. “Avaliar as causas básicas da mortalidade e melhorar o processo assistencial é essencial”, observou.

Texto e Fotos: NUCOM/Funesa

SES discute importância da promoção da saúde mental no trabalho 

A ação é em alusão ao Setembro Amarelo, mês que reforça a discussão sobre formas de prevenção e cuidado

Com o objetivo de promover a saúde mental aos trabalhadores e aos gestores, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest/SE) e em parceria com o Grupo de Trabalho Interinstitucional da 20ª Região (Getrin-20), promoveu na manhã desta terça-feira, 26, no auditório do Centro Administrativo da Saúde, uma mesa redonda alusiva ao Setembro Amarelo com o tema: transtorno mental relacionado ao trabalho. 

O psicólogo do Cerest Sergipe, Elder Magno Freitas, destacou a importância de dialogar sobre o assunto com foco no trabalhador e gestor. “A saúde mental é primordial para todo e qualquer indivíduo. Por isso a importância da gente pensar em formas de cuidar, de prevenir o adoecimento no trabalho, que é um dos principais fatores de risco. A ação é para promover a saúde mental do trabalhador, e também para sensibilizar gestores, empregadores e trabalhadores sobre a necessidade de espaços de escuta, de acolhimento e de cuidado em saúde mental, bem como formas de autocuidado do trabalhador para consigo mesmo”, explicou o psicólogo.

Segundo o juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT20), Fabrício de Amorim, a saúde mental está como um principal pilar na vida do indivíduo. “Passamos mais tempo no trabalho do que com a nossa própria família. Temos que viver em um ambiente saudável, para não prejudicar a nossa saúde mental, e nesses espaços de discussão que a gente tem a oportunidade de afastar tabus, preconceitos, estereótipos e de poder compreender que a saúde mental é essencial”, frisou o juiz. 

Para a psicóloga da Fundação Renascer, Daniele Ribeiro Alves, que participou do evento, promover rodas de conversas relacionadas à saúde do trabalhador é muito necessário. “Um tema tão frequente que tem tomado uma grande proporção e reflete muito no âmbito do trabalho. É significativo que a SES esteja capacitando e reforçando para os trabalhadores, principalmente da área de saúde, sobre a promoção da saúde mental. Sabemos que os profissionais de saúde passam por muitas pressões no dia a dia, além dos problemas pessoais, por isso tem que ter um cuidado redobrado”, ressaltou. 

Serviço

O Cerest Sergipe é um serviço de referência em saúde do trabalhador, integrado à SES, que busca promover qualidade de vida e articular as ações e serviços em Saúde do Trabalhador, no âmbito da rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, contribui com organizações e empresas, através de ações de educação em saúde, para promover saúde nos diferentes ambientes de trabalho, informando e orientando gestores e trabalhadores para a importância da prevenção e promoção de saúde para todos os envolvidos no cotidiano de trabalho.

Fotos: Flávia Pacheco

Servidores da Saúde discutem interprofissionalidade em pós-graduação

O curso visa a especialização de servidores públicos que atuam nos processos educacionais de saúde pública

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), realizou nos últimos, mais um ciclo de aulas da Pós-Graduação Lato Sensu Especialização em Gestão da Educação em Saúde. O objetivo do curso é qualificar os profissionais para atuação no âmbito do SUS, possibilitando a implantação, implementação, execução e gerenciamento de atividades de Educação Permanente em Saúde, no território de atuação.

Com uma carga horária de 380h, o curso possui aulas mensais que são realizadas no auditório da Funesa. “O nosso objetivo é o fortalecimento da Rede Estadual de Educação Permanente em Saúde e a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) em Sergipe”, explicou a coordenadora do curso de Pós-graduação, Karla Cunha. Ela informou que são 37 discentes, compondo a turma que iniciou em junho de 2023 e tem previsão de término para agosto de 2024.

“No dia 25 de outubro teremos mais uma aula e nesse componente curricular, continuaremos trabalhando o tema ‘Processo de Trabalho em Saúde e Interprofissionalidade, ministrado pela docente Rosa Maria Pinheiro Souza. O conteúdo aborda as práticas colaborativas e processos de trabalho em saúde”, comentou a coordenadora.

Interprofissionalidade

A docente Rosa Souza, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) da Fiocruz, destacou que veio a Sergipe para ministrar uma disciplina de grande relevância na formação para a área de educação na saúde. A ideia é que a educação interprofissional na saúde, para o trabalho colaborativo, contribua para a melhoria das condições de saúde da população. Na medida em que se busca um trabalho efetivo em equipe. Esse curso tem essa proposta”, ressaltou a docente.

Para a discente do curso e coordenadora da Atenção Básica no município de São Cristóvão/SE, Daniela Pereira, o curso é extremamente importante. “É necessário estarmos em constante qualificação para levarmos novas ideias e possibilidades aos nossos municípios. Obter conhecimento sobre interprofissionalidade é de grande relevância na gestão, para uma boa execução dos trabalhos”, disse.

Desafio

A coordenadora de Educação Permanente da Funesa, Paulina Vilar, salientou que formar profissionais para atuar no Sistema de Saúde Pública sempre foi um desafio. “Estamos sempre discutindo as necessidades de aproximar a formação dos profissionais de saúde das demandas dos usuários e do sistema, e isso requer mudanças institucionais e profissionais, visto que a cada ano, temos novos profissionais com diferentes formações iniciando atuação nos vários cenários de trabalho do SUS”, destacou Paulina.

Foto e Texto: NUCOM/Funesa

Controle de IST/AIDS, hepatites e sífilis nas escolas foi tema de web palestra promovida pela Funesa

A proposta foi abordar a prevenção das infecções nas escolas

O controle das IST/AIDS, sífilis e hepatites virais nas escolas foi o tema da web palestra realizada pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa) por meio do programa Telessaúde. A proposta foi abordar a prevenção das infecções nas escolas, orientando os coordenadores e professores a informar os alunos sobre a necessidade da proteção contra as doenças, que podem ser transmitidas por contato sexual. Na ocasião, foram ofertados testes rápidos para funcionários da Funesa.

O gerente do Programa Estadual IST/AIDS, Almir Santana, explicou que é preciso retomar as ações nas escolas. “O professor tem um elenco enorme de ideias, sendo preciso mostrar a importância que a escola tem como espaço de prevenção. Por isso, é de grande importância a ajuda dos diretores para permitir que o professor faça a campanha nas escolas”, pontuou.

De acordo com Almir Santana, dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam dez mil casos positivos para AIDS. Ele lamentou que hoje o cenário seja preocupante com relação ao HIV. “Na faixa estudantil o público é pequeno, porém a sífilis é nosso maior desafio. São 300 a 400 casos por ano”, informou o médico. Ele observou que há também um sério problema relacionado ao HPV, devido à baixa cobertura vacinal. “Precisamos mudar esse quadro. A escola é o ponto importante para melhorar essa vacinação”, concluiu.

A referência técnica do Programa Saúde na Escola, Suziane Soares, explicou que o passo mais importante agora é fazer esse trabalho de sensibilização nas escolas. “Temos feito oficinas por meio de parceria, porque o programa tem 14 eixos que precisam ser trabalhados. A educação sexual precisa ser abordada. E a web palestra entrou com a proposta de informar os coordenadores do programa, professores e adolescentes dos municípios e do estado”, contou.

“Percebemos que havia profissionais de outros estados participando, o que foi muito bom. Em pesquisa recente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que os adolescentes iniciam a vida sexual mais cedo e são, então, mais vulneráveis a essas doenças. A sífilis, em especial, vem assustando bastante”, alertou. Ela disse ainda que é preciso haver o trabalho de conscientização, orientação por meio das redes sociais, web palestra, observando que a vacina do HPV se encontra em baixa cobertura, devido aos movimentos antivacina e à disseminação de notícias falsas – fake news.

Suziane afirmou que, após a pandemia, as notícias falsas causaram grandes prejuízos. “Doenças já erradicadas, como o sarampo, acabam voltando. Um desserviço muito grande. O Brasil já foi referência em vacinação, chegando a ser destaque mundial”, pontuou.

Testa Funesa

A Funesa promoveu a ação ‘Testa Funesa’, com a realização de testes rápidos de HIV, sífilis, hepatites B e C, em parceria com a Faculdade Pio X. “A proposta que trouxemos para a Funesa foi no sentido de ofertar saúde para seus funcionários. Seguindo a linha da web, pensamos em trazer esses serviços para dentro da Fundação”, atentou o gerente do Telessaúde Renato Alves.

Texto e fotos
Nucom/Funesa

Saúde realiza oficina sobre monitoramento de hanseníase e tuberculose

O evento, voltado a coordenadores municipais de vigilância epidemiológica e atenção básica, discutiu o cenário das doenças em Sergipe

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou nos dias 20 e 21 a oficina de Monitoramento e Avaliação dos indicadores da hanseníase e tuberculose, com o objetivo de discutir, junto aos coordenadores de Vigilância Epidemiológica e de Atenção Básica dos municípios sergipanos, o cenário relativo a essas doenças.

A referência técnica do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Maria Heide Mesquita, explicou que a reunião ocorre anualmente com os coordenadores que monitoram tuberculose e hanseníase nos municípios. “É momento de analisar as interferências técnicas, visando melhorar e mudar o que for preciso. Dialogamos com representantes da atenção básica para entendermos que é preciso compreender o panorama estadual”, disse.

Transmissão

Segundo Maria Heide, a tuberculose é infecto contagiosa, de transmissão aérea; infectados não transmitem, mas os doentes, sim. “Alguns ambientes aglomerados, como presídios, onde há pouca luz, favorecem o desenvolvimento da doença. As pessoas imunossuprimidas podem ser infectadas mais facilmente. Se a pessoa estiver infectada pelo Bacilo de Koch, pode ficar doente ou não. O infectado pode nunca desenvolver a doença”, afirmou Heide.

A medicação só está disponível por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo composta de dose fixa combinada. “É um medicamento de quatro elementos dentro de um só comprimido. Vale ressaltar que a tuberculose atinge qualquer faixa etária, porém as crianças menores de dez anos e imunodeprimidos são mais vulneráveis”, concluiu.

Já a hanseníase é uma doença crônica, causada pela bactéria Mycobacterium Leprae. Caracteriza-se por alteração, diminuição ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa, tátil e força muscular em mãos, braços, pés, pernas e olhos e pode gerar incapacidades permanentes. Os sinais e sintomas são manchas de cores variadas nas diferentes partes do corpo, perda de sensibilidade ao toque e à dor, perda da sensibilidade ou da força muscular na face, nas mãos e nos pés, caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

Balanço

Maria Heide explicou que na pandemia houve queda dos casos de tuberculose, mas em 2022 foi registrado o maior índice da doença, passando de 1.300 casos. Com relação à hanseníase, foram registrados 240 novos casos em 2022. “Se a busca aumenta, aumenta também o número de casos, porque os identificamos. O aumento não significa que há uma situação epidemiológica desfavorável, mas que estamos rastreando e descobrindo os casos para tratar e ter uma queda de transmissão”, explicou.

Foto e texto Nucom/Funesa

Saúde realiza blitz educativa em alusão à Semana Nacional do Trânsito

As ações de conscientização foram realizadas nos municípios de Lagarto e Aracaju

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou, nos dias 19 e 20, duas blitze educativas em alusão à Semana Nacional do Trânsito. A primeira ação ocorreu no município de Lagarto e a segunda foi realizada em Aracaju. Ambas tiveram como objetivo conscientizar motoristas e pedestres para a importância de um trânsito seguro por meio da mudança de comportamentos que garantem o respeito à vida.

As blitze educativas apoiam a Semana Nacional de Trânsito, que tem como tema: “No trânsito, escolha a vida” e subtema, “Nós somos o trânsito”. A campanha chama atenção para o alto índice de acidentes que resultam, em sua maioria, em mortes e feridos que sobrecarregam as unidades de urgência e emergência do sistema de saúde.

A ação realizada em Aracaju nesta quarta-feira, 20, contou com simulação de acidente e atendimento pela motolância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe). “O trabalho envolve não só o Samu 192 Sergipe, mas outros órgãos, uma vez que entendemos que uma ação em conjunto nos ajuda no nosso propósito que é conscientizar a população, para mostrar para todos que nós mesmos somos responsáveis pelo trânsito”, frisou o gerente do Núcleo de Educação Permanente (NEP), Kelson Rosário.

Para trabalhar a sensibilização nos territórios de Lagarto e Aracaju, a SES contou com apoio do Departamento de Trânsito e Transportes Urbanos (Dttu), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe), do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Companhia de Polícia de Trânsito (CPtran), da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Fundação Estadual de Saúde (Funesa).

Segundo a referência técnica em Vigilância Epidemiológica do Núcleo de Prevenção de Violências e Acidentes (Nupeva/SES), Alexandra Pacheco, a ação contou com abordagem corpo a corpo de condutores e pedestres no semáforo, visando um breve bate-papo com orientações sobre segurança no trânsito e entrega de material informativo e educativo do trânsito. “É uma agenda de educação em saúde para a prevenção de acidentes de trânsito, que surge para levar a discussão para a comunidade e promover a conscientização. O nosso objetivo é a redução de lesões e mortes por acidentes de trânsito”, explicou.

A população aprovou a iniciativa da ação que visa reduzir as mortes por acidentes de trânsito. “É muito importante alertar as pessoas a seguir as regras do trânsito, evitando acidentes mais graves. É preciso organização, mas as pessoas devem se consciencializar e seguir as regras. O uso do capacete com viseira, por exemplo, é de extrema importância. Eu estava sem a viseira, agora, já vou usar constantemente”, disse a funcionária pública, Michele Silva.

Transporte terrestre

A Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a editora da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Vigilância em Saúde de Sergipe, lançou o Boletim de Acidentes de transporte terrestre em Sergipe: Análise da Morbimortalidade de 2008 a 2022.

Segundo o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes, esse é o primeiro boletim que traz análise de importantes problemas de saúde pública. “Esse primeiro volume traz a análise e aborda o comportamento dos acidentes de trânsito terrestre, sobre duas perspectivas, as internações e os óbitos nos últimos 15 anos, identificando as principais tendências. A publicação traz também detalhamento das tendências nas regiões de saúde e os dados municipais”, abordou o diretor.

Fotos: Flávia Pacheco Nucom Funesa

SES e Funesa realizam curso para capacitar servidores sobre a nova lei de licitações

A capacitação foi voltada para coordenadores da Secretaria de Saúde e da Fundação

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública (ESP/SE), realizou o curso de Planejamento de Contratação na Nova Lei de Licitações 14.133. O objetivo da capacitação foi qualificar os colaboradores da SES e Funesa para o cumprimento das diretrizes da nova lei. Dentro do curso são abordados os princípios da contratação pública, visando o planejamento como ferramenta essencial, para as contratações no setor público.

O advogado e mestre em Direito Público Econômico, Laerte Fonseca, explicou que o curso busca a capacitação dos servidores do estado que atuam na área de licitações para que sigam de acordo com o artigo 5º da nova Lei de Licitações, que trouxe uma nova roupagem para as compras públicas, exigindo o planejamento para contratar. “É preciso olhar o planejamento como condição prioritária para uma boa contratação, o que aumenta a qualidade do serviço público”, afirmou o advogado.

O especialista em Direito Público, Rodrigo Freire, destacou que o curso é de suma relevância e se insere no artigo 11, da Lei de Licitações, que exige constante aperfeiçoamento das pessoas, com planejamento de forma correta. “A Lei 14.133 é o novo diploma que rege as licitações no Brasil. Na Lei anterior, não tinha essa visão sobre o planejamento. A nova lei aprimora e enfatiza a importância de planejar como um instrumento para que se faça as contratações no serviço público de forma correta”, pontuou.

De acordo com Tais Azevedo de Aragão, da coordenação de Gestão e Estratégia de Compras da SES, a capacitação auxiliará na reciclagem e atualização dos profissionais que estão envolvidos nos processos de aquisições da Secretaria de Saúde e instruirá, de forma adequada, como conduzir o processo de maneira mais célere e planejada. “A capacitação é uma oportunidade de entender a aplicabilidade do princípio da legalidade nos processos administrativos dos serviços de saúde do nosso estado”, ressaltou Tais.

Texto/Fotos: Nucom Funesa

Governo do Estado leva tratamento odontológico de qualidade à população sergipana por meio dos CEOs

As unidades presentes em oito municípios sergipanos ofertam serviços especializados aos usuários do SUS

A população dos municípios de Laranjeiras, Maruim, Santo Amaro das Brotas, Pirambu, Rosário do Catete, Divina Pastora, Riachuelo e Santa Rosa de Lima recebe cuidados odontológicos especializados em média complexidade por meio dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs). Essas unidades de saúde são vinculadas à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e administrados pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa).

Localizado no município de Laranjeiras, o CEO Roque Almeida de Oliveira está estruturado para atender pacientes previamente avaliados e encaminhados pela Rede de Atenção Básica de Saúde (UBS). A unidade disponibiliza quatro consultórios para as especialidades odontológicas de periodontia, endodontia, cirurgia bucomaxilofacial, com a realização de cirurgia oral menor, diagnóstico para detecção do câncer de boca e outras doenças.

A periodontista Andréa Goetschi explica que os pacientes são encaminhados para este serviço quando necessitam de tratamento especializado após avaliação e/ou tratamento clínico que acontecem nas UBS de cada município referenciado para aquele centro. “Todos os CEOs oferecem a especialidade periodontia, que cuida das gengivas e do osso que sustenta os dentes na boca. A Periodontia é considerada a especialidade de base e apoio para todas as outras”, ressalta a dentista.

Sondagem periodontal

A periodontista informa que os CEOs oferecem o serviço de sondagem periodontal e, dessa forma, o paciente pode realizar um tratamento seguro. “Gengivas saudáveis não sangram. O exame de sondagem para diagnóstico precoce das doenças periodontais deveria ser uma rotina para todos os pacientes, feito periodicamente e por qualquer profissional da Odontologia. Porém, culturalmente, este exame é praticamente realizado apenas pelos periodontistas”.

Segundo Andréa, a maior parte dos pacientes já procura os CEOs com a doença periodontal avançada, com muito sangramento nas gengivas, perda óssea, dentes moles e muitas vezes com os dentes já perdidos. “É com esse exame, feito de maneira muito simples, que podemos detectar os problemas periodontais mais precocemente e, assim, iniciar, o mais rápido possível, o tratamento periodontal”, diz a profissional, ao lembrar que a periodontite é mais comum nos adultos e idosos.

Segurança do paciente

Andréa ressalta que os CEOs contam com materiais e instrumentais para um atendimento de qualidade e segurança à população. “O mais importante é que temos mão de obra qualificada. Aqui, todos os dentistas são especializados e registrados no conselho de classe em suas especialidades.

“Nos CEOs há protocolos rígidos de biossegurança dentro das salas de atendimento e com a esterilização dos instrumentais, o que gera um retorno satisfatório por parte dos usuários. Para marcar a consulta, no município de origem, o paciente deve agendar por telefone. Fazemos o acolhimento, o primeiro atendimento e solicitamos os exames quando necessários para que o tratamento seja iniciado o mais breve possível. Se precisar, ele é reencaminhado para a atenção básica”, destaca a especialista.

Estrutura e orientação

Há dois tipos de CEO: o tipo 2, com quatro consultórios, e o tipo 3, com sete, como explica o gerente da unidade de Laranjeiras, o dentista Júlio Menezes. Além das especialidades obrigatórias, os CEOs oferecem ações educativas para usuários e acompanhantes antes de iniciar o atendimento, com o momento de Sala de Espera. “As palestras aproximam a população de assuntos importantes como o câncer oral”, comenta o gerente.

Júlio relata que existe um fluxo estabelecido para o tratamento de câncer de boca, que inicia pelo encaminhamento da atenção primária. Quando são visualizadas lesões, o agendamento é direto, ou seja, não tem lista de espera. “No CEO é realizada a biópsia e encaminhada para clínica contratada, a fim de obter o diagnóstico. Nos casos positivos, o CEO realiza o agendamento junto à Unidade Especializada em Oncologia (Unacon) e acompanha o andamento do tratamento desse usuário, explica Júlio.

Ele informa, ainda, que o CEO funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h. Sua demanda é programada e todos os atendimentos são confirmados, via contato telefônico, no dia anterior. “Os atendimentos são por ordem de chegada, com exceção do Atendimento para Pessoa com Deficiência (PcD), que é agendado por hora marcada”, pontua.

Satisfação

A usuária Maria Anunciada Santos conta que foi muito bem-recebida no CEO desde a primeira vez que os dentistas a atenderam. “É uma grande oportunidade que temos de realizar um tratamento satisfatório para nos sentirmos melhor, mais bonita e com saúde”, relata a paciente do CEO de Laranjeiras.

Para Sandra Rocha, moradora também do município, o CEO tem sido uma opção muito importante para a comunidade. “Somos avisados das consultas ou, se não houver, temos outra data marcada. É um consultório muito organizado. Os dentistas nos tratam com muita calma. Eu só tenho a agradecer, por ter a oportunidade de fazer meu tratamento gratuito, num lugar maravilhoso como esse”, diz Sandra.

Texto/Fotos: NUCOM

Escola de Saúde Pública de Sergipe especializa profissionais que atuam no SUS

Curso tem por objetivo qualificar profissionais que já atuam no SUS para melhorar o Sistema

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), realizou mais um ciclo de aulas da segunda turma de pós-graduação em Saúde Pública. O objetivo é qualificar os trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe para uma melhor atuação em suas práticas profissionais. Foram abordados temas relacionados à metodologia científica e política de saúde.

A coordenadora Lays Bomfim relatou que o curso de especialização tem por objetivo principal qualificar os profissionais que já atuam no SUS para que tenham senso crítico e competência para identificar possíveis formas de melhorar o Sistema. “É importante que os gestores e trabalhadores da Saúde sejam qualificados, de modo a desenvolver um senso crítico e reflexivo, para que possam transformar a situação de saúde e o contexto político-social”, destaca.

Ela observou que o profissional capacitado e atualizado repassa à comunidade as boas práticas da saúde e, por esse motivo, o curso é de grande relevância. “O curso da especialização acontece uma vez por mês, durante três dias, e neste mês de setembro os alunos tiveram aulas de metodologia científica com o objetivo de desenvolver conhecimentos e habilidades para elaboração de trabalhos científicos, com foco nos aspectos teóricos e práticos de um projeto de intervenção. Eles também tiveram aulas sobre políticas de saúde, na qual discutiram sobre os conceitos, metas e objetivos das principais políticas de saúde no Brasil”, detalhou a coordenadora.

A pós-graduação está prevista para ser encerrada em setembro de 2024. “São 18 meses de aprendizado para formar a segunda turma pela ESP/SE. Esses profissionais passarão a enxergar com mais clareza a fragilidade existente em seu território e, por meio desse novo olhar, poderão gerar um melhor retorno para a sociedade”, pontuou Lays.

Visão ampliada

A nutricionista Adriana Figueiredo atua na atenção básica do município de Itabaiana e contou que, apesar de já ser mestre em outra área, decidiu se especializar em saúde pública. “Esta está sendo, sem dúvida, uma grande oportunidade de trocar experiências com colegas de diversos municípios e ampliar a visão. Estamos nos aprofundando melhor em política de saúde e construindo um projeto de intervenção para desenvolver no território de atuação”, observou.

O cirurgião-dentista João Lima atua como gerente no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) em Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju. Para ele, o curso de saúde pública é extremamente relevante para capacitar a gama de trabalhadores do SUS nos municípios. “A junção da parte teórica com a vivência prática com certeza dará bons frutos”, concluiu.

Texto e Fotos: Nucom/Funesa

Última atualização: 19 de setembro de 2023 17:17




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