Secretaria de Saúde reforça importância do Setembro Amarelo para salvar vidas

Secretaria de Saúde reforça importância do Setembro Amarelo para salvar vidas

Cuidar da saúde mental é tão necessário quanto cuidar da saúde física

A campanha do Setembro Amarelo reforça a necessidade do cuidado com a saúde mental, mas as ações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) acontecem durante todo o ano. Em 2023, o tema nacional da campanha é ‘Se precisar, peça ajuda!’, e diversas iniciativas estão sendo desenvolvidas.

O autoconhecimento é a principal forma de cuidar da saúde mental. De acordo com a médica de apoio em Saúde Mental do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), Nicole Fonseca, a terapia possui um papel fundamental para o autoconhecimento e autocuidado.

“Consideramos três aspectos que giram em torno da saúde mental: os pensamentos, as emoções e comportamentos. Quando tudo isso está em equilíbrio, conseguimos desenvolver atividades e ser mais produtivos. A terapia possui esse papel de manter tudo em equilíbrio para que a pessoa consiga viver melhor tanto consigo quanto em comunidade, pois o indivíduo sabe o seu limite e o que pode ativar o gatilho”, explicou a médica.

A Atenção Psicossocial tem início na Atenção Primária à Saúde, como, por exemplo, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Segundo o consultor Especializado em Saúde Bruno de Andrade Silva, da Diretoria de Atenção Primária à Saúde da SES, as unidades da Atenção Primária funcionam como porta de entrada no sistema de saúde.

“As crises de saúde mental podem e devem ser acolhidas pelas equipes de atenção primária, as quais possuem preparo técnico e humano para lidar com essas situações. O estado de Sergipe possui uma cobertura de mais de 90% de equipes de atenção primária. Desse modo, os casos de saúde mental podem ser atendidos no próprio território de residência do indivíduo e, se necessário, em caso de esgotamento de clínica, encaminhados para serviços especializados”, elucidou.

Como ajudar

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), somente no Brasil, 86% da população sofre com algum tipo de transtorno mental como depressão, ansiedade, fobias e transtornos de personalidade. Assim, observa-se que cuidar da saúde mental se mostra tão importante quanto cuidar da saúde física.

Algumas práticas que podem ser adotadas no dia a dia para ter um melhor cuidado com a saúde mental são: manter uma rotina saudável; praticar atividades físicas; ter uma alimentação equilibrada; cultivar relações saudáveis.

Além disso, é fundamental que, em caso de necessidade de apoio emocional, o indivíduo busque ajuda especializada na unidade de saúde mais próxima, para que sejam dados os encaminhamentos necessários. Em caso de emergência, também é possível acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu 192 Sergipe.

Outro serviço que tem como objetivo prestar apoio emocional à população em momentos de necessidade é o Centro de Valorização à Vida (CVV), disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, no número de telefone 188, com voluntários capacitados e treinados para prestar assistência.

Programação

Em alusão ao Setembro Amarelo, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio do programa Telessaúde, realizou uma web palestra, na qual foram apresentados os fatores de risco que podem acometer as pessoas em relação à saúde mental. Também foram abordados temas como o Burnout – ou Síndrome do Esgotamento Profissional -, síndrome que leva a pessoa a criar aversão ao trabalho que exerce, devido a um sério esgotamento e sobrecarga de atividades e que tem impactado cada vez mais pessoas. A palestra foi ministrada pelo médico psiquiatra Luís Felipe Sales. “É preciso valorizar a qualidade de vida. Há condições mentais que ficam mascaradas”, pontuou o psiquiatra.

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), por meio da equipe de Psicologia, também promoveu uma palestra em alusão ao Setembro Amarelo, ministrada pela palestrante Marília Mesquita. Na oportunidade, os psicólogos Cristiane Vieira e Jorge Monteiro realizaram uma dinâmica com o tema da campanha.

Para concluir a programação do Setembro Amarelo, a SES realizará uma palestra com a temática no dia 26, para coordenadores de vigilância epidemiológica, atenção primária, conselhos de classe, sindicatos e trabalhadores em geral.

Texto: Ascom SES

Capacitação de agentes em Lagarto gera retorno positivo à saúde de trabalhadores

Trabalhos elaborados em curso poderão virar artigos científicos por lançarem um novo olhar na saúde comunitária

Após capacitar cinco turmas de agentes de saúde e endemias no município de Lagarto, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), realiza resgate de todos os trabalhos produzidos pelos alunos durante o curso, que especializou 125 agentes, para análise e posteriormente elaboração de artigos científicos. A resposta da capacitação foi positiva e as informações fornecidas já estão sendo colocadas em prática pelos agentes.

A ação denominada ‘Capacitação em saúde no trabalho para equipes de saúde’, ocorreu por meio de parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Secretaria Municipal de Saúde de Lagarto e Centro de Referência à Saúde do Trabalhador (Cerest) Regional de Lagarto. A ação contou com cinco turmas e teve como público-alvo, agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias do município de Lagarto.

O docente da ESP/SE, Francisco Santana, explica que os alunos fizeram trabalhos brilhantes, seguindo roteiros temáticos relacionados à saúde do trabalhador. “Nessas produções, pudemos identificar riscos e perigos relacionados ao trabalho e os problemas de saúde dos trabalhadores em diversas áreas”, explica Francisco.

De acordo com o professor há um momento no curso em que o aluno retorna para sua equipe com a visão ampliada e novas ideias. Nessa etapa, ele observa que pode ocorrer um choque conceitual, um conflito, que promoverá mudanças na vida do trabalhador, porque a saúde será discutida por outro ângulo.

“Após todo esse processo, chegamos até aqui para avaliar os trabalhos, produzidos pelos alunos durante o curso, como se fosse um grande relatório e avaliar os questionários respondidos por eles, sobre o que mudou com a nova formação. A partir daí poderemos ter base para a produção dos artigos científicos”,disse.

Na visão do docente, todo o processo do curso de capacitação está diretamente ligado à prática de educação permanente na saúde, onde se misturam especialização e cotidiano. “A UFS vem coordenando o processo relacionado aos artigos científicos. A Funesa mantém uma relação estreita com a Universidade Federal de Sergipe, e agora, com o Ministério Público do Trabalho. Temos na Fundação Estadual de Saúde o melhor conceito e aplicação de educação permanente, com prática aliada ao trabalho”, conclui Francisco.

Mudanças

Para a agente Mara Santos, após o curso, a forma de orientar o trabalhador mudou. Ela relata que muitos trabalham nas roças de forma inadequada e antes do curso, ela não dava muita importância, achava que era normal. “Como trabalho na zona rural, muitos dos trabalhadores do meu território não se protegem de forma adequada. Alguns já foram orientados e começaram a fazer o uso de EPI’s. Me agradeceram e relataram que algumas irritações na pele, como coceira nos olhos e dores de cabeça já não acontecem com frequência”, relata a agente comunitária.

Deise Araújo Silva é agente de Saúde e afirma que antes observava as comorbidades do paciente e não percebia, de fato, a situação de saúde daquela pessoa. “Hoje, chego e busco saber mais além. Pergunto se a situação que ele vive foi devido ao trabalho que executa. Percebo que alguns mudaram de atitude em relação à saúde no trabalho. Uma manicure, não usava luvas e passou a usar para se proteger. Um barbeiro deixava as tesouras soltas. Falei do cuidado de afastar esse objeto. Ele ficou ciente e está tendo cuidado”, comemora

Texto/ Foto: NUCOM/Funesa

Saúde promove web palestra sobre protocolo clínico para atendimento dos casos de arboviroses em Sergipe

O encontro visou promover a capacitação de médicos e enfermeiros da assistência básica e hospitalar do Estado

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e do programa Telessaúde, realizou mais uma web palestra com o objetivo de promover a capacitação de profissionais de saúde sobre a atualização do protocolo clínico para o tratamento das arboviroses.

A web palestra foi ministrada pelo diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes e pela gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá. Esse modelo de palestra facilita o acesso dos profissionais de saúde ao conteúdo divulgado.

Segundo Sidney, a proposta da web palestra foi atingir o maior número possível de médicos e enfermeiros, principalmente os que estão diretamente na linha de frente de atendimento, tanto na assistência básica quanto na assistência hospitalar na urgência e emergência.

“Toda a parte de arbovirose foi abordada desde a questão da epidemiologia das doenças que ocorrem atualmente, quanto às formas de condução do paciente que contraia uma dessas arboviroses. Nós estamos saindo do inverno, entrando na primavera e consequentemente o verão que é o período de maior risco. Então nós estamos preparando esses profissionais para quando começar um novo período da doença, de surgimento de casos, esses profissionais estejam capacitados para cuidar do paciente que é acometido por alguma dessas arboviroses”, explicou Sidney Sá.

De acordo com Marco Aurélio, quando o assunto é arboviroses é importante conhecer o protocolo e a classificação clínica da doença. “ É necessário que o profissional de saúde possa realizar um diagnóstico o mais cedo possível, realizando os exames adequados para identificar a doença. Nós temos um processamento aqui no laboratório central, tanto do PCR, para identificar o vírus da dengue, da zika, da chikungunya, como também os exames sorológicos”, explicou.

Funesa

A referência técnica do programa Telessaúde, Stephannie Brenda Andrade destacou a importância de debater o tema e lembrou que a web palestra fica disponível nas plataformas digitais do Telessaúde. “Por serem doenças sensíveis às mudanças ambientais, agora com o clima ficando mais seco, é muito importante trazer essa temática para discussão, pois, possivelmente, voltará a crescer o número de casos das arboviroses. Precisamos ter um trato com qualidade e eficácia do profissional da saúde. Essa web palestra já está disponível no YouTube e no site da Telessaúde. Lá poderão ser encontradas essa e outras temáticas que já foram debatidas”, disse.

Texto/ Foto: NUCOM/Funesa

Seminário promovido pela Saúde discute soluções para a desnutrição em crianças

O evento visou qualificar profissionais da saúde para o enfrentamento à má alimentação

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou na quinta-feira, 24, no auditório da Faculdade Pio X, o seminário ‘Capacitação Sobre os Programas Estratégicos de Vitamina A/Ferro e NutriSUS’. O objetivo do evento foi qualificar profissionais de saúde que atuam na atenção primária e técnicos municipais que fazem registros dos sistemas em relação às estratégias relacionadas ao micronutriente do Programa Nacional de Ferro e Vitamina A.

A referência técnica em alimentação e Nutrição da SES, Ronaldo Cruz, explicou que a qualificação dos profissionais permite a cobertura desses programas no território sergipano. “Foram apresentados, no encontro, programas fundamentais para a saúde das crianças, em relação ao desenvolvimento delas, quanto ao consumo de alimentos mais saudáveis, e entendemos que elas são grupo de risco. Há ainda situações de insegurança alimentar que afetam o desenvolvimento dessas crianças. Nosso programa quer evitar situações como essa”, ressalta.

Ronaldo destacou que o seminário foi voltado especialmente para coordenadores municipais de atenção primária e técnicos municipais, porém houve uma grande participação de médicos pediatras de municípios e outros profissionais da saúde. “Isso é importante porque esses profissionais também compreendem a importância desse programa, ampliando as coberturas municipais no sentido de garantir um crescimento saudável das crianças”, pontuou.

Além disso, Ronaldo observou que a má nutrição é um problema nacional. “A má nutrição está presente em todas as faixas etárias. Há uma grande preocupação de todos, enquanto Ministério e Secretarias de Saúde, ou como Diretoria de Atenção Primária da Saúde, sobre como qualificar os profissionais para lidar com a prevenção desses agravos. É preciso fazer um enfrentamento e ter um controle maior dessas situações, por isso estamos aqui”, afirmou.

Nutrição

A coordenadora adjunta de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Jane Nogueira, ressaltou que é papel dos Estados e Municípios combater os índices da má nutrição. “Precisamos fazer essa ação conjunta com as Secretarias. Aqui, nos unimos à SES no combate a desnutrição. No Nordeste e Norte do país é onde há o maior índice desse quadro. Precisamos mudar essa realidade e vamos fazê-lo”, concluiu

Qualificação

Para a apoiadora institucional da Secretaria Municipal de Saúde de São Cristóvão, Jaqueline Reis, a troca de experiências na capacitação referente à nutrição é importante para melhorar a qualidade da saúde nos territórios de atuação. “A partir desse momento, iremos qualificar ainda mais as ações de vigilância alimentar e nutricional”, assegurou a participante.

Assim como ela, a coordenadora de Atenção Primária de Ribeirópolis, Rosaline Barreto, ressaltou que a discussão de novas estratégias é importante para combater a desnutrição e salvar as vidas das crianças. “Fazer o acompanhamento desses indivíduos por meio da atenção básica é fundamental para realizarmos um monitoramento adequado”, afirmou a profissional da saúde.

Texto/ Foto: NUCOM/Funesa

Funesa promove campanha para incentivar vacinação de servidores contra Covid19 e Influenza

(A partir do dia 22, os servidores da Fundação poderão atualizar o cartão de vacinas)

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (SES), por meio da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE) em parceria com a Unidade Central Municipal da Rede de Frio Aracaju está lançando a campanha de vacinação para os trabalhadores da instituição. Na terça-feira, 22, todos poderão iniciar, completar ou atualizar o esquema vacinal, contra a Covid19 e a Influenza.

A imunização dos servidores acontecerá na sede da Funesa de 8h às 13h, no Espaço Acolhimento. O objetivo da campanha é que a vacinação seja realizada anualmente ou quando for necessário.
O gerente do programa Telessaúde, Renato Alves explica que a ideia de realizar a campanha teve início quando a Secretaria de Estado da Saúde (SES), apresentou a necessidade de incentivar as pessoas a se vacinarem.

“Houve uma preocupação dos imunizantes perderem a validade e também com o bem-estar da sociedade e então eu entrei em contato com a coordenadora da Rede de Frio Aracaju, Larissa Ribeiro, e conseguimos trazer as vacinas para a Funesa”, esclarece Renato.

Ele observa que a vacinação já acontecia antes da pandemia, imunizando as pessoas contra a gripe. “Nós queremos tornar a campanha anual e se for preciso, garantir a vacinação para os servidores da Funesa sempre que for necessário. Só gostaria de lembrar que é preciso apresentar a carteira de vacinação e documento com foto no dia de receber a imunização”, pontua o servidor.

Atenção

É recomendado as pessoas com quadro febril agudo, moderados ou graves ou caso confirmado de Covid19, que adiem a vacinação até que apresentem melhora no quadro de saúde.

ESP/SE visita Escola de Saúde Pública do Ceará

O encontro promoveu a troca de experiência entre as escolas

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), com o objetivo de conhecer novas experiências em escolas de saúde pública no Brasil, visando um intercâmbio de conhecimentos e o estreitamento dos laços interinstitucionais, no campo da educação na saúde, visitou nos últimos dias 15 e 16 a Escola de Saúde Pública do Ceará.

Na comitiva, estavam a diretora Carla Fontes, a superintendente da ESP/SE, Daniele Travassos, o diretor Operacional, Caique Costa e a coordenadora de Pós-Graduação e Residência da Escola, Soane Menezes. Carla explica que foi muito importante a troca de informações entre as instituições, visando contribuir para a geração de novas oportunidades e parcerias.

“Desejamos promover o desenvolvimento institucional”, afirma a diretora geral da Funesa. Ela observa que considerando a Lei 8080, de 1990 é responsabilidade dos Estados em seu âmbito administrativo a formulação e execução da política de formação e desenvolvimento de Recursos Humanos para a saúde.

Papel Fundamental

Segundo a Superintendente da ESP/SE, Daniele Travassos, as Escolas de Saúde Pública cumprem um papel fundamental nesse processo, além de compor o sistema de ensino, em diversos níveis de formação de cursos livres a cursos técnicos , pós-técnicos, inclusive de pós-graduação, além da elaboração de programas de aperfeiçoamento de pessoal.

“Consideramos estratégico o papel da Escola Estadual de Saúde Pública no fortalecimento das práticas de educação permanente em saúde no SUS pela capacidade de provocar transformação das práticas de saúde, visando atender os princípios fundamentais do SUS, a partir da realidade local e da análise coletiva dos processos de trabalho”, afirmou Daniele.

Educação Permanente

O diretor Operacional da Funesa, Caique Costa, pontua que a visita foi pensada como estratégia de implementação de ações e serviços na Escola de Sergipe, considerando a ampliação de seu escopo de atuação que ocorreu a partir da criação da Escola de Saúde Pública do Estado de Sergipe (ESP/SE), no âmbito da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da publicação da Lei Estadual n 8.733 de 13 de agosto de 2020.

“A coordenadora de pós-graduação da ESP/SE Soane Menezes, ressalta que a visita à Escola de Saúde Pública do Ceará foi muito importante, considerando ser referência nos programas de pós-graduação, Lato Sensu, e dos programas de Residência. “Conhecer a sua estrutura, seus processos e ampliar a rede colaborativa foi fundamental para a implementação das especializações e implantação da Residência na ESP/SE”, concluiu.

Texto/ Foto: NUCOM/Funesa

Funesa apoia realização de seminário sobre equidade em saúde

A Fundação participou ofertando educação permanente por meio da ESP/SE

A Fundação Estadual de Saúde, por meio da Escola de Saúde Pública de Sergipe, participou do Seminário sobre Políticas de Promoção da Equidade em Saúde, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), onde através da ESP/SE, contribuiu ofertando aparato de informações e a garantia de educação permanente, aos profissionais do SUS, viabilizando acesso à saúde das populações mais vulneráveis.

A referência Técnica de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde da SES, Karla Melo, ressaltou que a Funesa desenvolveu um papel importante no seminário realizado na última quarta-feira, no Centro Universitário Maurício de Nassau, viabilizando e operacionalizando o evento com o fornecimento dos insumos gráficos e estruturais. “A Funesa é um dos maiores atores nesse cenário. A ESP/SE promove e mantém viva a educação”, pontua.

Karla observa que a partir do material educativo fornecido pela Funesa é possível se criar um aparato de informações. “Os folders, os banners, os cards, tudo isso nos fornece subsídios para a concretização do seminário. A Escola de Saúde Pública é a grande responsável pela continuidade da educação e formação de bons profissionais que farão a diferença, principalmente para a diversidade”, afirma Karla Melo.

Educação e Equidade

Para a coordenadora Estadual de Promoção da Igualdade Racial vinculada à Secretaria de Assistência Social, Sandra Cruz, o evento discutiu sobre equidade em saúde, e a importância de viabilizar acesso a um bom atendimento a população mais vulnerável. Ela observa que manter a educação permanente é fundamental nesse processo para que os profissionais do SUS estejam preparados para lidar com os usuários e com as diferenças.

Para a coordenadora de Políticas Públicas da população LGBTQIAPN+ do Estado de Sergipe, Silvânia Santos, a educação é a grande arma contra o preconceito e discriminação. “Quando há conhecimento, há respeito. É preciso que a equidade ganhe visibilidade e se adeque a cada segmento, seja LGBTQIAPN+, comunidade indígena, negra ou cigana, por exemplo. O acolhimento a essas pessoas é de extrema importância e só a educação pode viabilizar essa realidade”, conclui Silvânia.

Texto/ Foto: NUCOM/Funesa

Funesa forma segunda turma da ‘Capacitação em Saúde no Trabalho para Equipes de Saúde’

A ação foi realizada na cidade de Lagarto para 125 agentes comunitários de saúde e de combate à endemias

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), concluiu na última quinta-feira,10, no município de Lagarto, mais uma etapa da ‘Capacitação em Saúde no Trabalho Para Equipes de Saúde’. A formação ocorreu através de parceria com Ministério Público do Trabalho (MPT), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Secretaria Municipal de Saúde de Lagarto e o Centro de Referência à Saúde do Trabalhador (Cerest) de Lagarto. A ação conta com cinco turmas, e tem como público-alvo, agentes comunitários de saúde e agentes de combate à endemias.

A referência técnica da Coordenação de Educação Profissional da Funesa, Alessandro Augusto Soledade, explica que o curso iniciado em julho, é composto por cinco turmas com 25 participantes, para capacitar 125 agentes. “Estamos encerrando a segunda turma da capacitação e na próxima semana, estaremos encerrando outra. A temática que trata da saúde do trabalhador em diversos aspectos é muito importante e pouco discutida”, disse.

Ele explica que essa ação foi articulada com o Cerest regional de Lagarto e com os coordenadores da Atenção Primária e Vigilância Epidemiológica, vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Lagarto. “Articulamos com esses coordenadores para garantirmos a participação do público, que foi liberado uma vez na semana para participar do curso e desta forma, não gerar desassistência à população”, esclarece Alessandro. Ele observa que o público da capacitação é composto por agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, ressaltando que esses profissionais são atores estratégicos na vinculação com a comunidade.

Alessandro ressalta que a capacitação tem um objetivo muito importante, porque visa preparar os agentes de saúde, para que consigam olhar além, observando as questões da saúde do trabalhador. “Ao cuidar dos usuários é preciso levar em conta a sua atividade produtiva. É preciso considerar que o trabalho dessas pessoas, pode influenciar na sua saúde”, pontua.

Capacitação

O foco da capacitação está relacionado ao trabalho infantil, trabalho análogo à escravidão, intoxicação por agrotóxico e política de saúde do trabalhador.

A coordenadora do Cerest Regional Lagarto, Patrícia Fontes, certifica que o curso é um marco na história da saúde do trabalhador, porque desde 2014 há esse projeto e agora a Funesa consegue viabilizar com apoio da UFS e MPT. “Isso nos deixa muito felizes em ver nossos agentes de saúde e endemias serem os primeiros contemplados no estado com esse valioso projeto”, afirma Patrícia.

Segundo o agente de combate à endemias, Raimundo Santos Lima, é muito importante uma capacitação que ofereça educação aos trabalhadores e também um alerta, para que os agentes façam seu serviço de uma forma correta, visando beneficiar a comunidade assistida. “É preciso orientar melhor os assistidos, evitando o aumento de doenças, levando informações seguras e técnicas”, comentou.

Para a agente comunitária de saúde Vanúzia de Jesus, a capacitação vai possibilitar a orientação nas comunidades e mostrar a essas pessoas que é preciso usar o EPIs evitando, assim, problemas para sua saúde. Ela relata que já está efetuando um trabalho com os trabalhadores rurais de orientação e já teve retorno. ” Passei nas roças e vi que os trabalhadores estão usando chapéus, protetor solar, luvas, casacos de manga comprida, botas para proteção contra os insetos. E mais que isso, estão bebendo água, se hidratando. Isso é gratificante, ver que nosso trabalho tem efeito positivo. Estamos colhendo os frutos do nosso empenho e da qualificação recebida”, conclui.

Texto/Foto: NUCOM/Funesa

Secretaria de Estado da Saúde discute novas diretrizes para o combate à Leishmaniose

O equilíbrio do meio ambiente foi apontado como o grande aliado para o controle da doença

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu um encontro com coordenadores de vigilância epidemiológica e profissionais de saúde para discutir a atualização das diretrizes do Programa de Vigilância no Controle da Leishmaniose. O evento teve início na última terça-feira, 8, com sequência nesta quarta-feira, 9, no Centro de Reabilitação IV, com operacionalização da Fundação Estadual de Saúde (Funesa). 

A proposta é que os 75  municípios trabalhem com as diretrizes técnicas do Ministério da Saúde. A gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, explica que “Sergipe é um estado endêmico para a Leishmaniose Visceral, que é mais agressiva e leva ao óbito de forma mais rápida que a Tegumentar. É preciso haver uma conscientização, por parte dos coordenadores que trabalham diretamente com a doença. Esses profissionais devem ser multiplicadores das boas práticas em seus municípios”, pontua.

Segundo Sidney, hoje o olhar sobre a Leishmaniose é diferente. O cão, no passado, chegou a ser, por um tempo, considerado um vilão e único responsável pela transmissão da doença. Mas sempre foi o mosquito que, picando esse  animal em ambientes propícios, o tornava um portador da Leishmaniose. Esse mesmo mosquito pica o homem, que também passa a ser reservatório da doença. “Matas, terrenos baldios, locais que abrigam troncos de árvores, galhos caídos e ainda lixo, são ambientes onde o mosquito, vetor da doença, se prolifera.  A Leishmaniose pode ser transmitida do homem para o animal e vice-versa”, ressalta Sidney observando que o controle do meio ambiente é bem mais saudável que usar inseticida  

Cuidados
O participante do evento, David Castro Lima é Médico Veterinário atuante em Nossa Senhora do Socorro e afirma que em termos de Nordeste, especificamente Sergipe, os proprietários de cães não levam seus animais para receberem o tratamento adequado. 

O veterinário explica que a doença provoca a queda do pêlo do animal, feridas nas pontas das orelhas, retração nas cutículas das unhas, ressecamento do focinho, secreção ocular purulenta, aumento do baço e do fígado. “Tudo isso deve ser observado e o animal levado para tratamento”, esclarece o veterinário.

A gerente de endemias explica que o desequilíbrio ecológico é o grande vilão e não o cão que só hospeda a doença, assim como o homem.  “Nem sempre é preciso sacrificar o animal, e os tutores devem sim, procurar o veterinário ao perceber que o animal não está bem”, orienta a profissional da SES.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Saúde promove VII Seminário Estadual de Aleitamento Materno

O evento teve como objetivo principal divulgar informações sobre novas leis de licença maternidade e incentivar o aumento de índices de aleitamento materno

Com o intuito de incentivar o aleitamento materno, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu nesta quinta-feira, 3, o VII Seminário Estadual de Aleitamento Materno. O evento, que faz parte da programação da campanha Agosto Dourado, teve como pauta principal a discussão sobre os direitos em relação à amamentação, que são necessários para priorizar a saúde das mães e dos seus bebês.

Atualmente, o objetivo do Estado é potencializar os índices de aleitamento materno em mais de 50% até 2025. Para isso, o diretor da Atenção Primária à Saúde da SES, Luan Araújo, abordou sobre a importância de divulgar práticas e orientações para o maior acolhimento da amamentação. “Quando reunimos os profissionais da saúde em um evento como esse, consequentemente, alertamos sobre nossos serviços no banco de leite, nas unidades primárias do estado, assim, ajudando a crescer nossos indicadores”, disse Luan.

Acesso à creche, atestados médicos, duas licenças vinculadas ao horário de trabalho, sala de apoio à amamentação no ambiente de trabalho são alguns dos direitos básicos da licença maternidade.
A médica pediatra e palestrante do seminário, Izailze Matos, explicou que o intuito do Agosto Dourado é incentivar o aumento do aleitamento materno em 30% em seis meses, pois esses índices ainda são baixos no país. “Esse ano queremos que as mães saibam as leis referentes à amamentação, para que possam reivindicar seus direitos. Temos novas perspectivas e atualizações, principalmente aumentar a disponibilidade de amamentação para as mães que tiram licença maternidade”, revelou a médica.

Por ser um tema bastante pertinente e importante para a população, os profissionais da área de saúde que estiveram presentes ficaram entusiasmados com o seminário. A enfermeira e doula da Associação Sergipana de Doulas, Juliana Gonçalves, relatou que a sua expectativa com o evento é para aprofundar sobre o assunto. “Estou aqui para conhecer as novas leis a respeito do aleitamento materno e adquirir novos conhecimentos de diferentes áreas da saúde. Além disso, acredito que com a divulgação de novas perspectivas, conseguiremos avançar no aleitamento materno aqui no estado”, respondeu a doula.

O seminário também contou com a presença dos Correios, que escolheu Sergipe entre oito estados para divulgar os três novos selos alusivos ao Agosto Dourado. A cerimônia de obliteração determinou o lançamento de 120 mil desses novos selos em todo país e tem o objetivo de incentivar a amamentação.

Funesa operacionaliza seminário

A operacionalização do evento foi da Fundação Estadual de Saúde, que funcionalizou a estrutura, criandov condições para a realização do Seminário Estadual de Aleitamento Materno.

Fotos: Flávia Pacheco

Última atualização: 4 de agosto de 2023 18:05




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