SES realiza segunda edição do Seminário de Controle de Infecções Relacionadas à Saúde

Higienizar as mãos no ambiente hospitalar é necessário e pode prevenir infecções e transmissão de bactérias 

O combate às infecções hospitalares, que frequentemente resultam em consequências graves, incluindo perdas de vidas, foi o tema do II Seminário Estadual de Controle de Infecções Relacionadas à Saúde, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Coordenação Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública do Estado de Sergipe (ESP/SE). O evento, que foi realizado na terça-feira, 7, no auditório da Funesa, emerge como uma iniciativa crucial e foi voltado para capacitar profissionais de saúde, buscando aprimorar as práticas de redução de infecções e gestão de antimicrobianos. 
 
Um dos pontos centrais abordados no seminário foi a importância da higiene das mãos no ambiente hospitalar. Embora seja um conceito básico, muitas vezes negligenciado na rotina acelerada dos profissionais de saúde, a lavagem das mãos desempenha um papel crucial na prevenção da propagação de infecções entre os pacientes.
 
Para o secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, o seminário tem um impacto positivo na assistência do paciente e visa prevenir não só a infecção, mas a morbimortalidade dos pacientes. “Isso é um fator que tem um alto impacto nessa questão das infecções dentro do ambiente hospitalar, além de poder estar revisitando as importâncias da utilização dos antimicrobianos, dos antibióticos, muitas vezes utilizados de forma não racional, e que isso possa também contribuir na seleção de germes considerados resistentes aos antibióticos”, explicou. 
 
Segundo o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, essas ações de vigilância são universais, incluindo tanto a rede pública quanto a privada. “É muito importante que essas pessoas que estão aqui, que são pessoas que trabalham em hospitais e que são multiplicadores para os seus ambientes, responsáveis dentro dos seus serviços, por essa fiscalização e orientação dos profissionais de saúde para que se evite a infecção hospitalar, porque prevenindo o infecção hospitalar, você salva vidas”, destacou.  
 
A coordenadora Estadual de Segurança do Paciente e Controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, Jurema Viana, conta que a ideia é, também,  levantar discussões para que as pessoas compreendam as ações da coordenação de controle de infecção hospitalar. “O controlador de infecção hospitalar precisa de muitas informações, de muitos dados e precisa ser apoiado para que as ações aconteçam. Pacientes entram nos serviços de saúde e terminam contraindo uma infecção relacionada à assistência à saúde. Por isso que, uma coordenação apropriada das suas atribuições, recebendo informações, realizando a troca de experiências que auxiliem no seu trabalho, fortalece o combate à infecção hospitalar”, ressaltou. 
 
Além disso, a interação entre os participantes do curso estimula um ambiente de aprendizado colaborativo, no qual as melhores práticas e estratégias são compartilhadas e debatidas.
 
A enfermeira Simonize Cunha reconhece que a realização do evento agrega significamente na rotina dentro do ambiente hospitalar. “Encontros como esses são importantíssimos,  principalmente porque, além de integrar a parte científica, o aprimoramento dos profissionais, permite a troca dos dados entre as instituições e, nós saímos daqui com a vontade de trazer para a prática, para o dia a dia e tentar aperfeiçoar as práticas em nossa instituição”, pontuou.

Profissionais da rede estadual de Saúde participam de qualificação em Codificação de Causa Básica do Óbito

O curso visa padronizar a codificação das causas de mortes de acordo com uma classificação internacional

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), deu início ao Curso de Codificação de Causa Básica do Óbito, um programa essencial para a qualificação dos municípios de Sergipe. O objetivo principal é preparar os profissionais responsáveis por codificar as causas básicas de morte para poderem realizar esse processo de forma eficaz e padronizada. Com duração de 40 horas, o curso incluiu uma avaliação final para obtenção do certificado de codificador.

A oficina de Codificação de Causa Básica do Óbito é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) e representa um importante avanço na qualificação dos profissionais de saúde em todo o país. A gerente de Sistemas e Análises Epidemiológicas da SES, Ana Lira, destacou a necessidade de padronização na codificação das causas de morte. “Cada pessoa que falece tem uma declaração de óbito, na qual as causas são descritas por extenso. No entanto, para realizar análises epidemiológicas, é necessário relacionar essas causas de acordo com uma classificação internacional, o que é feito por meio da codificação”, explicou Ana Lira.

Ainda de acordo com a gerente, a codificação das causas básicas de óbito é fundamental para análises de saúde pública, permitindo identificar padrões de doenças e direcionar medidas de prevenção e controle. “Apenas com uma codificação correta podemos compreender verdadeiramente as causas das mortes e implementar medidas eficazes para proteger a saúde da população”, salientou.

Para garantir a abrangência do programa, o curso foi dividido em duas turmas, sendo a primeira realizada neste mês de abril e a segunda prevista para agosto. Os municípios foram selecionados com base na necessidade de qualificação de seus codificadores, priorizando aqueles que ainda não possuem profissionais capacitados nessa área.

Aperfeiçoamento das técnicas

Durante o curso, os participantes aprenderam a codificar as causas de óbito de acordo com padrões internacionais, capacitando-se para realizar essa tarefa de forma precisa e consistente. O enfermeiro Pedro Douglas é codificador no município de Cedro de São João e reconhece a importância da capacitação. “Esse curso veio para explicar algumas dúvidas que são recorrentes no cotidiano, além de trazer para nós codificadores, uma concepção muito ampla e bem específica do que utilizar”, ressaltou. 

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica e codificadora do município de Porto da Folha, Bruna Oliveira, também ressaltou a relevância de ações como essa, que atualizam os processos dos atendimentos que são prestados e melhoram a rotina dos profissionais. “É de extrema importância essa multiplicação de informações para facilitar essa comunicação, além de fazer um trabalho de forma correta”, revelou.

Saúde realiza oficina de qualificação para prevenção da transmissão vertical das infecções sexualmente transmissíveis  

Para os especialistas a realização do pré-natal é fundamental na detecção precoce dessas doenças

Com o objetivo de fortalecer as práticas de prevenção da transmissão vertical de doenças, como HIV, sífilis, hepatites virais e toxoplasmose, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), realizou uma oficina de qualificação destinada a profissionais de saúde e gestores de maternidades públicas e privadas. O evento teve como público-alvo neonatologistas, pediatras, obstetras, responsáveis técnicos pela Comissão de Infecção Hospitalar e coordenadores de vigilância epidemiológica dos municípios que abrigam maternidades.

A oficina, voltada para capacitar os participantes no manejo adequado de gestantes portadoras de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) durante o parto, destacou a importância do acompanhamento e monitoramento tanto da mãe quanto do bebê após o nascimento. O objetivo principal foi atualizar os profissionais sobre os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas vigentes, visando proporcionar um cuidado eficaz e adequado ao binômio mãe e RN.

De acordo com a responsável técnica em Transmissão Vertical do Estado, Fernanda Costa, durante o evento foram discutidos os procedimentos a serem adotados no momento do parto diante de diferentes cenários, além de enfatizada a importância do pré-natal qualificado para a detecção precoce dessas doenças. “É uma ferramenta para atualizar os profissionais no protocolo clínico das diretrizes terapêuticas, como conduzir essa gestante que tem esse agravo na hora do parto, o que fazer com esse recém-nascido e o seguimento deste após o parto”, destacou.

Um dos pontos abordados foi a disponibilidade de tratamento gratuito para sífilis, bem como para outras doenças, em unidades de saúde. “Uma vez, dando reagente, por exemplo, para sífilis, essa gestante vai fazer um outro exame para ver como é que está a infecção do treponema, que é uma bactéria, e vai fazer o tratamento. O tratamento é disponibilizado gratuitamente nas unidades básicas de saúde, de acordo com a área de abrangência onde a pessoa reside”, completou Fernanda.

Segundo o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, a detecção tardia dessas doenças ainda é uma realidade preocupante. Apesar dos avanços na expansão do pré-natal na atenção primária, ainda há casos em que as mulheres só descobrem sua condição sorológica na hora do parto. “Essa situação pode estar relacionada a diversos fatores, incluindo a falta de acesso ao pré-natal devido a condições socioeconômicas desfavoráveis ou mesmo infecções adquiridas durante a gestação”, revelou.

Ainda segundo Marco Aurélio, para combater essa realidade, é fundamental que o pré-natal não apenas realize testes de detecção, mas também seja um momento de orientação e conscientização para as gestantes. “É essencial que elas sejam informadas sobre a importância do uso de preservativos durante a gestação, especialmente para evitar infecções sexualmente transmissíveis, que podem representar um risco ainda maior de transmissão vertical”, salientou.

A gerente do Sistema da Informação e Análises Epidemiológicas da SES, Ana Lira, foi convidada a apresentar uma dissertação sobre a transmissão vertical do vírus do HIV nos últimos 15 anos em Sergipe. “Eu fiz uma dissertação sobre a detecção de gestantes com HIV e as crianças que foram expostas a esse vírus, se elas tiveram ou não a doença. Esses dados foram analisados por município e por grupo de vulnerabilidade. Quando a gente conhece o perfil epidemiológico da doença em si, o do HIV, por exemplo, a gente consegue fazer as medidas de prevenção e de controle, fazer o planejamento prévio, e, dessa forma, desenvolver mecanismos de prevenção e de controle”, explicou. 

Medidas de prevenção

A prevenção da transmissão vertical requer uma abordagem abrangente que envolve o acesso universal ao pré-natal de qualidade, a realização de exames diagnósticos adequados, o tratamento oportuno e a conscientização das gestantes sobre práticas de saúde preventivas. Essas medidas são essenciais para garantir uma gestação saudável e o nascimento de bebês livres de doenças evitáveis.

Além disso, medidas simples de higiene e cuidado com a alimentação, como evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos para prevenir a toxoplasmose, também são destacadas como parte importante do cuidado durante a gestação.

Funesa realiza série de palestras, exames e testes rápidos para servidores em alusão ao Abril Verde

O objetivo é disseminar e conscientizar os empregadores, trabalhadores e toda a população sobre a implantação de ações de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho

O mês de abril é dedicado à conscientização sobre a saúde e segurança no ambiente de trabalho, um tema de importância fundamental tanto para empregadores quanto para os próprios trabalhadores. A campanha Abril Verde destaca a necessidade de um ambiente salubre, livre de grandes riscos e enfatiza a importância da vigilância e prevenção como políticas e estratégias inteligentes a serem adotadas. 

A Fundação Estadual da Saúde (Funesa) deu início à Semana do Abril Verde para destacar a importância contínua da prevenção e segurança no trabalho, promovendo um ambiente mais saudável e produtivo para todos os servidores. O objetivo é disseminar e conscientizar os empregadores, trabalhadores e toda a população sobre a implantação de ações de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Os profissionais que trabalham na Funesa puderam realizar alguns exames e testes rápidos. De acordo com a enfermeira especialista em enfermagem do trabalho, Viviane Goston, trabalhar com foco na vigilância e prevenção é essencial para identificar e controlar os riscos, garantindo a integridade física e mental dos colaboradores. “A semana do Abril Verde assume um papel crucial, e isso inclui não apenas a implementação de medidas de segurança, mas também a conscientização dos funcionários sobre a importância do uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a adoção de práticas seguras no ambiente de trabalho visando minimizar problemas e conscientizar os trabalhadores sobre a importância do bem-estar psicológico”, destacou. 

Segundo o técnico em Segurança do Trabalho da Funesa, Osvaldo Keller, essa ação proporciona uma oportunidade única para conscientizar os trabalhadores sobre a importância da prevenção de acidentes e promover uma cultura preventiva dentro da empresa. “Este ano, o nosso foco será na prevenção da saúde mental. A nossa ideia é auxiliar essas pessoas nos cuidados, para evitar esgotamento mental e instruir o que elas podem fazer e qual o caminho para pedir ajuda e, claro, reforçar sempre sobre o uso de EPIs e sobre o manuseio de objetos perfurocortantes”, explicou.

O gerente do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da Funesa, Claudevan Vieira, destacou a relevância do evento para a segurança dos servidores. “Não poderíamos deixar essa data passar em branco. Convidamos especialistas no assunto para sanar dúvidas e ampliar nossos conhecimentos. A ideia é que todos saiam daqui instruídos e que cada um seja capaz de identificar possíveis riscos e quais medidas tomar. Dessa forma, teremos um ambiente seguro para todos”, ressaltou.

Para o coordenador administrativo e financeiro da Funesa, Valter Júnior, eventos como esse são essenciais para proporcionar um momento de reflexão sobre a saúde dos trabalhadores. “Um dia como hoje é importante para trazermos um olhar interno sobre a saúde do servidor, do trabalhador. Muitas vezes, chegamos aqui no modo automático, sem olhar ao nosso redor, vivemos acelerados, deixamos alguns cuidados com a nossa saúde de lado. Fiz os exames aqui rapidinho e já peguei o resultado, e agora vou acompanhar as palestras, pois conhecimento nunca é demais, e eu ainda posso ajudar os colegas auxiliando na prevenção de acidentes”, revelou.

Programação

Nos dias 24, 25, 26, 29 e 30 de abril, a Funesa também realizará programação alusiva ao Abril Verde nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) dos municípios de São Cristóvão, Laranjeiras, Tobias Barreto, Boquim, Nossa Senhora da Glória, Propriá, Capela e Simão Dias.

24/04
10h – CEO São Cristóvão – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Fisioterapeuta – kamilla Cruz
11h – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Psicóloga – Thalita Natasha
14h – CEO Laranjeiras – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Douglas Eduardo Freire Ribeiro
15h – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Thalita Natasha – Psicóloga Especialista em Psicodrama

25/04
10h – CEO Tobias Barreto – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador;
11h – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Fisioterapeuta – Iana Alves Andrade Especialista em Saúde da Mulher
14h – CEO Boquim – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador;
15h – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Isaura Menezes Santos – Fisioterapeuta

26/04
10h – CEO Glória – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Milena Mayara – Psicóloga Humanista – Abordagem Centrada nas Pessoas.
11h – Ergonomia no trabalho, benefícios x riscos; Milena Andrade – Fisioterapeuta

29/04
10h – CEO Propriá – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Wellington Raulino Jr. – Psicólogo
11h – Ergonomia no trabalho Benefícios x Riscos; Douglas Eduardo Freire Ribeiro
14h – CEO Capela – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Wellington Raulino Jr. – Psicólogo
15h – Ergonomia no trabalho Benefícios x Riscos; Douglas Eduardo Freire Ribeiro

30/04
14h – CEO Simão Dias – Os Cuidados com a saúde mental no dia a dia do trabalhador; Elaine Santos de Jesus – Psicóloga
15h – Ergonomia no trabalho benefícios x riscos; Ângela de Jesus Santos – Fisioterapeuta

Agentes de endemias e agentes comunitários participam de capacitação em saúde no trabalho

A ação visa identificar problemas relacionados à saúde do trabalhador no seu território

Na busca contínua pela melhoria dos serviços de saúde oferecidos à população, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), realizou uma ação de Capacitação em Saúde no Trabalho para equipes de saúde, direcionada especialmente aos agentes de combate a endemias e aos agentes comunitários de saúde dos territórios sergipanos. A iniciativa, que representa a terceira etapa do curso, está sendo sediada na regional de Carmópolis, abrangendo não apenas esse município, mas também Maruim, Capela e General Maynard., complementando o trabalho realizado nas etapas anteriores sediadas nos municípios de Lagarto e Canindé do São Francisco.

A capacitação representa um passo significativo na busca pela excelência na prestação de serviços de saúde em Sergipe, demonstrando o compromisso das instituições e profissionais envolvidos com a melhoria contínua da qualidade de vida da população.

O curso de Saúde no Trabalho vem sendo reconhecido como uma importante ferramenta de aprimoramento tanto na vida profissional quanto na pessoal dos agentes de saúde. Ao abordar temas relevantes para o cotidiano desses profissionais, a capacitação não apenas fortalece suas habilidades técnicas, mas também reforça seus direitos e deveres, contribuindo para uma atuação mais eficaz e segura. 

A agente de endemias Paula Santos, da cidade de Capela, destacou a importância do aprendizado proporcionado na capacitação. “Um curso que vem agregar muito, tanto na nossa vida profissional quanto na vida pessoal, de todos os agentes de endemias e agentes de saúde, sempre com abordagens que no dia a dia acabam se perdendo e reforçam também os nossos direitos e deveres. Acredito que essa ação só vem agregar, tanto para a equipe quanto para a comunidade. Chegaremos a campo mais preparados, mais bem instruídos, e a população só tem a ganhar com tudo isso”, pontuou.  

André Brito, diretor do Centro Estadual de Educação Profissional Governador Marcelo Déda Chagas, localizado na cidade de Carmópolis, ressaltou a importância da parceria entre a instituição de ensino e a Funesa. “Essa parceria é um elemento fundamental para o sucesso dessa iniciativa. Ao promover um curso de alta importância em colaboração com a Funesa, os organizadores reconhecem a relevância do relacionamento institucional e a importância de unir esforços em prol do aprimoramento dos serviços de saúde”, salientou.

Saúde promove capacitação em atenção integrada às doenças prevalentes na infância

O curso visa capacitar profissionais de saúde em relação às principais doenças que afetam as crianças na faixa etária de dois meses a cinco anos de idade

Como estratégia para combater os índices de mortalidade infantil em Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), promoveu um curso de Capacitação em Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) para médicos e enfermeiros da rede estadual de saúde.  

O curso tem como objetivo capacitar médicos e enfermeiros em relação às principais doenças que afetam as crianças na faixa etária de dois meses a cinco anos de idade. Nesta primeira edição da capacitação, 40 vagas foram disponibilizadas para profissionais de saúde de todo o estado, e a seleção dos participantes priorizou municípios com baixos índices de consulta de puericultura.

As doenças abordadas no curso incluem pneumonia, doenças de pele, viroses, infecções respiratórias, diarreia, desnutrição, muitas das causas de febre e outras enfermidades frequentes que levam à internação de crianças e, em casos extremos, ao óbito. 

De acordo com a referência técnica de Saúde da Criança e do Adolescente da SES, Larissa Primo, a programação do curso visa preparar os profissionais para que o atendimento seja padronizado em todas as unidades. “A importância desse treinamento vai além do reconhecimento precoce e do tratamento adequado dessas doenças, fornecendo aos profissionais uma metodologia clara para lidar com uma ampla gama de situações”, explicou Larissa.

“A SES nos convidou para fazer esse curso para que os médicos estejam mais capacitados em abordagem e reconhecimento precoce dessas doenças para evitar as complicações.  Aqui ensinamos para eles os passos para fazer uma boa avaliação, escutar as queixas dos pais, examinar as crianças com alguns sinais de alerta e de perigo que indicam que a criança deve ser encaminhada diretamente para o hospital, ou que a criança pode ser tratada no domicílio”, complementou o facilitador da estratégia AIDPI da coordenação de Atenção Integral à Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, o médico Jaime Valência.

Melhora na assistência

Para profissionais que atuam em áreas rurais, o curso representa uma oportunidade única de aprimorar suas habilidades e conhecimentos, como é o caso da enfermeira Andrea Bianca da cidade de Indiaroba, que atua na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. “Com esse conteúdo enriquecedor, nós vamos conseguir trabalhar com mais firmeza, vamos resgatar a saúde daquelas crianças, e evitar certos tipos de doença que possam ocasionar até a morte e, assim, enfrentar desafios específicos encontrados nas comunidades”, contou.

Além disso, a troca de experiências entre os participantes do curso promove um ambiente de aprendizado colaborativo, onde as melhores práticas e estratégias são compartilhadas e discutidas. Da cidade de Salgado, o enfermeiro Jean Marcelo Nunes relatou sobre a importância da capacitação. “Aqui temos vários direcionamentos para que possamos resolver problemáticas que aparecem nas unidades com os pacientes. Eu lembro de ter visto esse assunto na universidade durante a graduação e, quando estamos em um local de aprendizado como este, compartilhando casos, é possível voltar para o nosso trabalho com ideias para resolver diversas situações”, pontuou Jean.

Texto e Imagem : NUCOM/Funesa

PlanificaSUS em Sergipe promove avanços na saúde pública

Cerca de 20 municípios sergipanos contam com o projeto e ações do PlanificaSUS

Em Sergipe, um projeto transformador tem mudado a maneira como a saúde é gerenciada e entregue aos cidadãos. O PlanificaSUS, uma iniciativa que vem sendo implementada há quase seis anos, está pavimentando o caminho para uma saúde pública mais eficiente e orientada para resultados. Este projeto opera em triênios, com cada fase sendo construída com base no progresso anterior para alcançar novos patamares de excelência na prestação de serviços de saúde.

 O PlanificaSUS é executado pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (SBIBAE), e tem como objetivo a implantação da metodologia de Planificação da Atenção à Saúde (PAS), em regiões de saúde das Unidades Federativas, fortalecendo o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) na organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) no SUS. 

 A metodologia da PAS, permite desenvolver a competência das equipes para a organização da Atenção à Saúde, com foco nas necessidades dos usuários sob sua responsabilidade, baseando-se em diretrizes clínicas, de acordo com o Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC). Desde o seu início em 2018, Sergipe tem obtido excelentes resultados com o PlanificaSUS, avançando por meio de diferentes triênios. À medida que o estado se prepara para iniciar o triênio de 2024 a 2026, é essencial refletir sobre as conquistas e lições aprendidas nos ciclos anteriores.

 Uma oficina realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa), como parte da etapa de controle do projeto, exemplifica esse compromisso contínuo com a melhoria da saúde pública em Sergipe. Durante o encontro, os participantes revisitaram as etapas anteriores do PlanificaSUS, compartilhando experiências e estratégias bem-sucedidas que contribuíram para o progresso até o momento.

 De acordo com Rita Bittencourt, enfermeira sanitarista e referência técnica da Atenção Primária Saúde da SES, a oficina realizada é fruto de um planejamento já desenvolvido e que faz parte do plano de ação para manter o PlanificaSUS vivo dentro do território. “Estamos  fazendo essas oficinas com os tutores e com as referências técnicas do projeto dos municípios e da SES, para então fazermos um resgate das etapas trabalhadas e um balanço do que foi feito ao longo dos seis anos”, explicou Rita. 

 Além de revisar as conquistas passadas, a reunião também lançou as bases para futuros avanços, concentrando-se especificamente na implementação do núcleo de segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde. Essa iniciativa destaca a importância de promover a segurança do paciente, não apenas em ambientes hospitalares, mas também nos serviços de saúde primária.

 Segundo a coordenadora da equipe Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecção Relacionado à Saúde, da SES, Jurema Viana, o PlanificaSUS trouxe a garantia da segurança do paciente como uma base transversal em todos os processos. “Nessa oficina nós vamos disponibilizar todo apoio técnico e orientação para que os municípios potencializem e desenvolvam as ferramentas e os instrumentos necessários, para implantar os núcleos de segurança do paciente na APS, para trazer mais qualidade na assistência, mais segurança, evitar eventos adversos e incidentes no uso de medicações, evitar uma medicação trocada e qualquer outro dano ao paciente”, pontuou Jurema Viana.  

 As regiões de saúde de Lagarto e Itabaiana foram planificadas nos triênios já realizados de  2018 a 2020 e 2021 a 2023.

 Avaliação dos profissionais envolvidos

 À medida que Sergipe avança para o próximo ciclo do PlanificaSUS, as expectativas são altas. Os participantes expressaram otimismo em relação à continuidade do progresso e à capacidade do projeto de trazer melhorias significativas para a saúde pública. 

 O enfermeiro Gabriel Souza Santos, que atua na cidade de Itabaiana e Moita Bonita como coordenador da Atenção Básica falou da importância desses encontros e oficinas para a troca de experiências com profissionais de outros municípios. “Esse momento é uma oportunidade de avaliar como está o andamento das etapas, quais metodologias implantadas deram certo em outros locais, quais etapas foram concluídas e, assim, voltarmos aos nossos postos de trabalhos com ideias a fim de obtermos êxito e alinhar o que for necessário”, revelou Gabriel. 

 Já a coordenadora do Programa Saúde na Escola (PSE) Marcella Valeriano, do município de Tobias Barreto,  também avaliou a realização da oficina como uma ocasião para discutir ideias e fazer um balanço. “ Em todo esse processo dos últimos seis anos, muitas coisas positivas foram implementadas, como bloco de horários, agendas, placas de sinalização, fluxos, protocolo de atendimento, tudo isso conseguimos com a organização do PlanificaSUS”, contou Marcella. 

Fundação Estadual da Saúde inicia programas de pós-graduação para servidores

Serão duas turmas com cerca de 100 alunos e duração de até 18 meses

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) por meio da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública do Estado de Sergipe (ESP/SE) deu início às aulas inaugurais de duas turmas de pós-graduação Lato Sensu, Especialização em Gestão Hospitalar e Especialização em Vigilância e Emergência em Saúde Pública, com um período de duração de 18 meses. Esses programas visam capacitar os servidores da Rede Estadual de Saúde que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe.

O objetivo da especialização em Gestão Hospitalar é oferecer qualificação aos profissionais do SUS em planejamento e organização dos serviços de saúde, além de desenvolver competências e habilidades gerenciais nos diferentes setores da administração hospitalar, alinhadas aos princípios e diretrizes do sistema de saúde.

Por sua vez, a especialização em Vigilância e Emergência em Saúde Pública tem como meta aprimorar os conhecimentos, habilidades e competências dos profissionais de saúde pública em Sergipe, especialmente nas áreas de vigilância em saúde e no enfrentamento de situações epidemiológicas, fortalecendo assim o centro de informações estratégicas em vigilância em saúde.

O secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, enfatizou a importância desses profissionais qualificados para o SUS, destacando que eles são essenciais para a gestão em saúde, tanto hospitalar quanto em outras modalidades, visando a melhoria da qualidade dos serviços de saúde pública. “Nós precisamos tanto dessa força de trabalho, dessas pessoas que estão dispostas a fazer gestão em saúde, no âmbito hospitalar ou nas suas diversas modalidades, trabalhar com as pessoas, buscar encontrar as oportunidades de trazer um grupo coeso, motivado e que agregue na qualidade do serviço, principalmente da saúde pública, isso de fato é enriquecedor”, explicou. 

Carla Fontes, diretora geral da Funesa, expressou sua satisfação ao receber os 100 alunos das duas turmas da pós-graduação, ressaltando o grande interesse pelos cursos e a gratificação em ver mais profissionais do SUS interessados em se especializar e agregar conhecimento à saúde pública. “Com muita satisfação que nós estamos participando dessa aula de inauguração. Tivemos várias inscrições e muitas pessoas interessadas nos cursos. Não é só mais uma, é uma pós-graduação que todos queriam fazer e, é muito gratificante ver o interesse pelas especializações e, principalmente, por ter mais trabalhadores do SUS interessados nessas aulas, que ao final sairão capacitados e com uma vasta bagagem de conhecimentos em saúde pública”, comentou. 

Adquirindo conhecimentos

Os alunos das duas turmas das especializações demonstraram entusiasmo diante da oportunidade de participar de uma pós-graduação oferecida pela ESP, visando ampliar seus conhecimentos e habilidades e, reconheceram a relevância da pós-graduação para o aprimoramento dos serviços de saúde em suas áreas de atuação.

Entre os alunos, Maiza Dayane, biomédica e aluna da especialização em Vigilância e Emergência em Saúde Pública, comemorou o início do curso que tanto esperava, destacando a importância de obter certificação na área em que já atua, como um estímulo para aprimorar seu trabalho diário. “Ter uma certificação de algo que a gente pratica no dia a dia e que a gente gosta de fazer, nos impulsiona a sempre querer mais, trabalhar mais motivado. Estou feliz em poder conhecer novos horizontes e me aperfeiçoar no que o curso pode me proporcionar”, revelou. 

Aline Barreto Gonzaga, aluna do curso de Gestão Hospitalar, ressaltou a importância de buscar constantemente o aperfeiçoamento e a capacitação, visando não apenas o benefício pessoal, mas também a melhoria do atendimento aos usuários do SUS. “Todo servidor deveria aproveitar essa oportunidade de cursar uma pós graduação ofertada pela ESP. Quando buscamos melhorar no dia a dia, aprendermos mais, isso reflete no usuário que está lá ponta. Com isso, precisamos sempre buscar aproveitar as oportunidades, nos capacitando, buscando sempre ter mais empatia em nosso local de trabalho”, pontuou. 

Com essas iniciativas de educação continuada, a SES, a Funesa e a ESP/SE reafirmam o compromisso com a qualificação dos profissionais de saúde em Sergipe, buscando sempre elevar o padrão de excelência nos serviços prestados à população.

Fotos e Texto: NUCOM/Funesa

Hospital de Urgências de Sergipe realiza aula inaugural de residência médica

O processo seletivo simplificado para o acesso aos programas de residência médica contou com a parceria da SES, Funesa e Coreme

A Comissão de Residência Médica (Coreme) do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), juntamente com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Fundação Estadual de Saúde (Funesa), por meio da Escola de Saúde Publica do Estado de Sergipe (ESP/SE), realizou nesta quinta-feira, 14, a aula inaugural da Residência Médica 2024. São quatro turmas que estão se especializando em Clínica Médica, Neonatologia, Pediatria e Cirurgia Geral. A residência é a maneira formal, no Brasil, de o médico ser considerado, de fato, um especialista em determinada área.

O coordenador geral da Residência Médica do Huse, Fábio Alves, explicou que a aula inaugural reuniu os residentes, autoridades e personalidades que apoiam a especialização. “A residência médica é a única maneira legal em nosso país, de o médico adquirir uma especialidade. Ele conquista o título após a residência. Pode se tornar especialista em Clínica Médica ou outras especialidades”, observou o médico.

Ele lembra que, para se tornar um especialista, é preciso seguir as normas interligadas ao Ministério da Educação, à Comissão Estadual de Residência Médica e ao local onde o curso acontece.

Fábio Alves ainda agradeceu a Funesa e assegurou que a fundação é uma grande parceira desde 2013, observando que, com o apoio da instituição, foi possível aumentar o número de vagas para residência no Huse. “Há todo um processo de reformulação para saber se o hospital comporta essas vagas a mais. Há mais de uma década a Funesa nos oferta o auxílio de formatação do edital. A residência acontece graças a uma junção de órgãos que são o Huse, a SES e a Funesa. Essa é a 18ª edição de Residência Médica no Huse”, pontuou.

Construção conjunta

Assim como ele, o secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, destacou que o trabalho realizado no Huse é fruto de uma construção conjunta. “Há um grande potencial neste hospital. Contamos com um corpo profissional que contribui de forma significativa para a sociedade”, ressaltou o gestor.

A diretora geral da Funesa, Carla Fontes, acompanhada do diretor Operacional da Fundação, Caique Costa, pontuou a importância da instituição em fazer parte desse processo seletivo, lembrando que a parceria com a SES e o Huse é contínua, observando como é benéfico ver a Saúde em Sergipe crescendo a cada dia.

O superintendente do Huse, Bruno Moura da Conceição, destacou que o hospital conta com 8.500 funcionários, e que possui todas as especialidades, incluindo uma Pediatria de excelência e o Pronto Socorro, que é o grande desafio. “Acolhemos pessoas de estados vizinhos, de todo o Sergipe, e nos empenhamos diariamente nisso, para que ninguém fique sem atendimento”, enfatizou.

Seleção

A especialista educacional da Funesa, Tânia Santos de Jesus, explicou que a Fundação participou desde o início do processo seletivo, instituindo a Comissão Especial, composta por profissionais da SES, do Huse e da Funesa. “Trabalhamos na seleção, desde a elaboração do edital, e hoje acontece a Aula Inaugural, momento de grande importância, porque a residência oferece a oportunidade de treinamento prático e especializado aos médicos, após a conclusão da faculdade. A Funesa oferta também o apoio logístico para a realização do evento”, destacou Tânia.

Texto e fotos: NUCOM/Funesa

Saúde capacita coordenadores de vigilância epidemiológica dos municípios sergipanos

O objetivo da ação é intensificar o monitoramento do HIV/Aids, sífilis, hepatites e toxoplasmose no estado

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou nesta quarta-feira, 13, no Centro Universitário Estácio de Sá, a primeira etapa da Oficina de Avaliação e Monitoramento dos Indicadores de HIV/Aids, sífilis, toxoplasmose e hepatites virais. O evento, que tem como objetivo capacitar os coordenadores de Vigilância Epidemiológica dos municípios sergipanos, para melhor notificar e rastrear possíveis casos dos agravos em seus territórios, terá a segunda etapa no próximo dia 20 de março.

A referência técnica no monitoramento da sífilis em Sergipe, Daniela Santos, explicou que a oficina buscou englobar todas as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), toxoplasmose, sífilis e HIV. “O foco é fortalecer o papel dos coordenadores municipais para o controle desses agravos. Serão dois dias de oficina. Nesta primeira etapa, reunimos as regiões de Itabaiana, Lagarto, Socorro e Estância e na próxima quarta-feira, 20, estarão presentes as regiões de Propriá, Nossa Senhora da Glória e Aracaju. O nosso público-alvo são os coordenadores de Vigilância Epidemiológica de cada município do estado”, informou.

Daniela Santos observou que hoje o estado está bem controlado em relação a sífilis, sendo possível observar uma baixa com relação aos casos de sífilis congênita, havendo uma diminuição vertical, ou seja, da mãe para o bebê na gestação. Sobre o HIV, hoje, nos municípios, está acontecendo um monitoramento realizado pelo Sistema de Informação de Agravos (Sinan) e pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), núcleo que integra o Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar).

Prevenção

A referência técnica para a toxoplasmose da SES, Liliana Oliveira, disse que o evento aborda a realidade epidemiológica da toxoplasmose e mostra as situações regionais do estado, por meio dos municípios que participam da capacitação. “O que objetivamos é inibir a toxoplasmose gestacional que, por sua vez, evita a congênita. A enfermidade é uma zoonose, conhecida como doença do gato, porém não é transmitida pelo contato com o animal e, sim, pelas fezes do gato. As pessoas adquirem a doença quando colocam as mãos nas fezes do animal e depois levam as mãos, sem lavar, à boca. Alimentos não higienizados também transmitem a doença”, alertou Liliana.

A referência técnica para as hepatites em Sergipe, Lis Menezes, pontuou que o evento tem uma característica importante por abordar os indicadores da doença, inclusive ressaltando que a hepatite B possui vacina disponível. “Fazemos a busca ativa e testagem, porque são doenças subnotificadas. Há casos desconhecidos, porque não houve teste. A ficha é padronizada e muitos campos são obrigatórios. Há um campo que se refere ao fato do paciente ter ou não tomado a vacina”, disse.

Ela destacou ainda que na oficina vem sendo mostrada a importância desse preenchimento correto. “Educação e Saúde é imprescindível. Levar os testes para a população e orientar os coordenadores, estando junto com eles, dando apoio em relação às ações e saúde é prioritário. No caso da hepatite B, ofertar a vacina é urgente, porque a doença não tem cura, mas é imunoprevenível . A criança deve ser vacinada. Temos testado, mas é preciso rastrear, traçar esses problemas com os coordenadores, para que eles possam transmitir aos agentes”, afirmou Lis.

Retorno

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Pedra Mole, Tamires Carvalho, considerou o evento de grande importância por mostrar os indicadores e expor a realidade dos municípios, onde os coordenadores se tornam multiplicadores. “Daqui nós levaremos as informações para a atenção básica. Fazemos constantemente reuniões com os agentes comunitários de saúde, médicos, enfermeiros e mostramos a realidade. Temos bom retorno da população que nos procura para vacinação e tratamentos”, concluiu.

Texto e Foto: NUCOM/Funesa

Última atualização: 15 de março de 2024 11:14




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