Capacitação em Vigilância Epidemiológica Hospitalar discute fortalecimento do protocolo de agravos

Foto: Alliston Santos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta quinta-feira, 22, uma capacitação sobre Vigilância Epidemiológica Hospitalar, a fim de qualificar profissionais de saúde da vigilância hospitalar sobre o fortalecimento do protocolo de agravos de saúde pública, para que notificação se torne mais célere e eficaz. A ação abordará diversas temáticas da área epidemiológica, onde os profissionais vão produzir um Procedimento Operacional Padrão (POP), que será único para todos os hospitais do estado.

A Saúde Estadual entende que, no decorrer de uma série histórica, os grandes eventos de saúde pública acontecem e são descobertos, principalmente, pelos hospitais, a exemplo da covid-19, microcefalia, sarampo, entre outros. A ideia é que os profissionais/trabalhadores da saúde se atentem para a importância da notificação, para romper a cadeia de transmissão.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica da SES, todos os hospitais do estado de Sergipe, das regionais de saúde, terão a mesma abordagem para cada paciente com determinado agravo. Se um paciente com suspeita de sarampo chegar em uma unidade regional, será submetido ao mesmo fluxo, seja em Aracaju ou outro município. A ação também busca garantir que cada trabalhador saberá o que fazer diante de um paciente com suspeita de covid-19 ou monkeypox, por exemplo, para que conduza a situação com conhecimento e clareza.

Foto: Alliston Santos

Na oportunidade, também pariticiparam o CIEVS (Centro de Informação em Vigilância em Saúde), o RENAVEH (Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar), e o Lacen (Laboratório Central). A capacitação discutiu a função desses órgãos para os hospitais e o fluxo de um paciente com qualquer agravo dentro da unidade, para que esse paciente seja avaliado e os profissionais busquem soluções mais eficazes.

A capacitação acontecerá de forma segmentada, semanalmente, com carga horária de 40 horas, com profissionais que atuam no Núcleo de Vigilância Epidemiológica das unidades. Este ano participam os hospitais regionais de Lagarto, Propriá, Estância, Nossa Senhora do Socorro e o de Aracaju, o Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (HUSE).

 

 

População de Capela e região recebe Centro de Especialidades Odontológicas reformado

Foto: Walter Sobrinho/SES

Mais um passo para a oferta de uma assistência à saúde bucal ampliada, humanizada e de excelência. Foi com esse propósito que o Governo de Sergipe, através da Secretaria Estadual da Sáude (SES) e da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), realizou nesta sexta-feira, 26, a entrega de mais um importante equipamento de saúde à população do estado do Sergipe, o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Marcelo Déda Chagas, localizado no município de Capela.

Com ampliação do acesso da população sergipana à Política Estadual de Atenção Especializada à Saúde Bucal, além de melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde, o CEO passou por uma reestruturação, com o investimento de R$ 490.910,11. Administrada pela Funesa, com suporte da SES, a unidade oferta serviços de média complexidade nas áreas de periodontia, endodontia, atendimento a pessoas com necessidades especiais, diagnóstico bucal com ênfase na detecção do câncer de boca e cirurgia oral menor. Isso potencializará a rede estadual de saúde e ampliar o acesso da população sergipana, reafirmando o compromisso do Governo e da Saúde Estadual com o fortalecimento da política estadual de saúde.

Foto: Mário Sousa

A unidade odontológica ofertará à população um serviço odontológico de qualidade, dispondo de profissionais especializados, em uma unidade com uma estrutura de ponta, com consultórios totalmente equipados e insumos suficientes para oferecer atendimento à população capelense e municípios da região: Carmópolis, Cumbe, General Maynard, Japaratuba, Nossa Senhora das Dores e Siriri.

Com o novo prédio, a população de Capela terá mais qualidade de vida. O Centro conta com uma climatização completa, sendo um ambiente pensado não somente para o usuário do SUS (Sistema único de Saúde), mas também para os profissionais que desempenham suas funções no local.

Estrutura

A unidade de Capela conta com quatro consultórios (CEO tipo II); recepção; sala da gerência, duas salas de arquivo; almoxarifado; depósito de materiais de limpeza; sala de lavagem; sala de esterilização; copa; e quatro banheiros. O CEO também possui cadeiras odontológicas com revestimento em couro de alta densidade, seladora automática, ultrassom portátil e fixa, estabilizador Godoy, aparelhos de radiografias intra-oral, motor para instrumentação rotatório e reciprocante e Aparelho Localizador Apical Eletrônico. Já a equipe é formada por seis cirurgiões-dentistas, cinco auxiliares em Saúde Bucal, gerente, assistente administrativo, recepcionista, auxiliar em serviços gerais e vigilante patrimonial.

Foto: Mário Sousa

Ao todo, são oito unidades dos CEOs – localizadas em Boquim; Capela; Laranjeiras; N. Sra. da Glória; Propriá; São Cristóvão; Simão Dias; e Tobias Barreto. Esse trabalho representa uma das frentes de atuação do ‘Brasil Sorridente’, programa federal de oferta do SUS para os cidadãos. Em Sergipe, a escolha pelos centros regionalizados, geridos pela SES, por meio da Funesa, foi uma iniciativa do governo estadual para assegurar que os municípios que não possuem CEO municipal pudessem ter acesso a esses serviços.

Além dos serviços especializados, os Centros também contam com a garantia de exames complementares como radiografias periapicais, interproximais, oclusais, panorâmicas e exames anatomopatológicos para o corretor diagnóstico e tratamento da saúde bucal. Se o paciente for diagnosticado com outras necessidades, a exemplo do câncer de boca ou tratamento de alta complexidade, ele é encaminhado para a rede hospitalar. Na rede hospitalar, os atendimentos odontológicos são realizados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Hospital Regional de Itabaiana e Hospital Universitário (HU).

Foto: Walter Sobrinho/SES

Reformas

Em março/2022, o Governo do Estado inaugurou o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) José Souza (Zé Dentista), localizado no município de Nossa Senhora da Glória, a partir de um investimento de R$ 479. 094,71. Em setembro de 2021, o governo do Estado entregou a reforma do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) ‘João de Andrade Garcez’ em São Cristóvão. O investimento foi na ordem de R$390.223,75. Em agosto do mesmo ano, entregou a reforma do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Roque Almeida de Oliveira, em Laranjeiras. O Centro, que atende usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de parte dos municípios da região, foi reestruturado com investimentos na ordem de R$ 184.934,04.

Foto: Mário Sousa

Em setembro de 2021, o Governo do Estado entregou a reforma do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) ‘João de Andrade Garcez’ em São Cristóvão. Em novembro/2020 foi entregue, em Simão Dias, o Centro de Especialidades Odontológicas Virgílio de Carvalho Oliveira Sobrinho, que contou com um investimento de R$ 572.319,96. O investimento foi na ordem de R$ 390.223,75. Em março de 2020, a gestão também reinaugurou o CEO Bernadino Mitidieri, em Tobias Barreto, o primeiro CEO estadual a ser reestruturado.

 

 

Vigilância do Óbito é tema de capacitação ofertada para profissionais de saúde

Foto: Alliston Santos

Com o objetivo de qualificar médicos (a) da rede estadual para o aprimoramento de investigação do óbito, garantindo um registro de informações preciso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta sexta-feira, 12, em formato on-line, a Oficina de Capacitação de Vigilância do Óbito.

Operacionalizada pelo Telessaúde Sergipe, a ação teve como tema “Preenchimento de Declaração de Óbito com Foco na Causa Básica Definida” e foi destinada a médicos (a) que atuam em um hospital estadual do município de Itabaiana, em Sergipe. O conteúdo programático objetivou apresentar conceitos e definições sobre ações relacionadas à Vigilância do Óbito, Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistemas de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), assim como o papel do médico em cumprimento às legislações que regulamentam a sua atuação profissional.

Foto: Alliston Santos

Na oportunidade, foram destacadas a importância em monitorar e investigar os óbitos com causas mal definidas, de mulheres em idade fértil, maternos, infantis e fetais; a relevância das causas de óbito e da análise dos dados estatísticos para uma avaliação sobre a situação de saúde da população e dos serviços de saúde, orientando as políticas públicas nas ações de intervenção, prevenção e controle de novos óbitos. Os participantes da Oficina também compreenderam as diferenças entre Declaração de Óbito (DO), que consiste em um formulário oficial em que se atesta o falecimento do indivíduo; e Certidão de Óbito, documento jurídico fornecido pelo cartório, que comprova oficialmente o falecimento dele.

Legislação e responsabilidade médica

Com a preocupação em cumprir as exigências legais, a Oficina também ofertou aos médicos e médicas participantes um entendimento sobre as determinações da Resolução nº 1.779 de 11/11/2005, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regulamenta a responsabilidade médica, ética e jurídica quanto ao preenchimento e fornecimento da Declaração de Óbito, além da obrigação da constatar e atestar o respectivo documento.

Vedações no que se referem à Vigilância do Óbito também foram abordadas, com base no Código de Ética Médica, considerando como condutas vedadas destes profissionais: assinar em branco documentos médicos; deixar de colaborar com autoridades sanitárias; atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, atestar quando houver indícios de morte violenta, conceder, no exercício da sua profissão, atestado falso. Uma das penalidades para estes tipos de condutas é a detenção de um mês a um ano.

Webpalestra sobre Monkeypox aborda aspectos clínicos, vigilância e diagnóstico laboratorial

Foto: Míriam Donald

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou emergência global de saúde, no último dia 23 de julho, devido ao surto da varíola dos macacos. Diante da situação de alerta, com casos confirmados no Brasil, e casos suspeitos em Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe, por meio do Telessaúde, realizou, nesta quarta-feira, 10, uma tele-educação com o tema “Monkeypox: Aspectos Clínicos, Vigilância e Diagnóstico Laboratorial”. A webpalestra foi voltada a profissionais de saúde da rede pública e privada, com a participação de 124 municípios de 10 estados brasileiros.

O conteúdo da ação foi ministrado por profissionais de saúde da rede estadual, que explanaram sobre a doença, cuja ação envolve a etapa do plano de contingência estadual. A Saúde Estadual já trabalha com os gestores e coordenadores da Atenção Primária à Saúde (APS) e Vigilância em Saúde e promoveu essa discussão com a rede assistencial, com o objetivo criar fluxo e alinhar alguns conceitos. De acordo com a SES, é necessário acessar os profissionais da assistência, sejam eles médicos, odontólogos, enfermeiros, técnicos, etc, para que todos estejam atentos ao momento atual, para detectar casos e, oportunamente, colher as amostras.

Foto: Míriam Donald

Na oportunidade, foi citado que ainda não há casos confirmados, mas há casos suspeitos, além de outros diagnósticos diferenciais importantes no território. Para tanto, é necessário que a rede esteja atenta a esses casos suspeitos – que podem ser monkeypox –, para colher exames, para que os profissionais e a população não sejam surpreendidos com a explosão de casos. Também foi destacada a necessidade de detectar o caso precocemente, para orientar o isolamento para que, de fato, haja um controle na disseminação do vírus no estado.

Com o aumento de casos no mundo, a monkeypox tem sido uma doença de transmissão interpessoal, ou seja, o contato pessoa a pessoa. Durante a webpalestra, também foi esclarecido que a maioria das ocorrências no mundo têm sido de casos leves a moderados, com a taxa de internação muito baixa e poucos óbitos. Segundo os especialistas, esses óbitos estão mais relacionados a pessoas que estão em algum tipo de tratamento que imunodeprime ou desnutrição grave, mas, no geral, a maior parte trata em casa, e a principal orientação é o isolamento, para evitar disseminação.

Foto: Míriam Donald

Entre os assuntos abordados, estiveram: histórico da doença; conceitos; epidemiologia; evolução anual dos artigos publicados sobre monkeypox no PubMed; linha do tempo; transmissão, manifestações clínicas; frequências de sinais e sintomas entre casos confirmados na Nigéria (2017-2018); diagnóstico laboral; fluxo assistencial; prevenção e controle; e medidas imediatas adotadas pelo Ministério da Saúde. Também foi abordada a perspectiva da Vigilância; características das lesões; caso suspeito, caso provável e caso descartado; o que fazer diante de um caso suspeito; rastreamento e monitoramento de contatos; algoritmo de classificação de casos da monkeypox e cenário epidemiológico em Sergipe. Além dessas temáticas, também foi feita uma explanação sobre coleta, armazenamento e transporte de amostras.

 

 

 

Oficina promove qualificação dos processos de trabalho e do cuidado nos CAPS

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realiza, nesta quarta, 20, e quinta-feira, 21, uma Oficina para qualificação dos processos de trabalho e do cuidado nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS. Voltada a profissionais que atuam nos Centros, a capacitação tem o objetivo de ampliar as competências e habilidades técnicas dos profissionais para qualificar as ações de cuidado.

Na oportunidade, foi realizada duas exposições dialogadas, com os temas: “O CAPS como dispositivo estratégico de cuidado extra-hospitalar para pacientes graves e persistentes com necessidades de atenção intensiva e contínua” e “Acolhimento e Vínculo: A relação terapêutica com o eixo de tratamento”, além de atividades coletiva com os temas: “Conceitos Estruturantes da Atenção Psicossocial” e “Principais dispositivos e estratégias para a organização do processo de cuidado e trabalho”.

A SES informa que a oficina é uma ferramenta, uma estratégia para fortalecer a saúde mental no Estado, que atua com uma rede de pontos que se interligam e que precisa funcionar para que o Caps realize seu trabalho. Além de outros pontos de atenção, o que precisa ser visto nessa rede de atenção psicossocial (especializada) é a qualificação dos profissionais, a fim de aprimorar o atendimento do usuário, qualificar a assistência e dar acesso em tempo célere e oportuno. Nesse sentido, é possível avançar para outros processos e garantir o direito à assistência para aqueles pacientes que são identificados como graves.

O Caps atende o paciente grave e refere casos leves e moderados para outro ponto, pois podem ser resolvidos na Atenção Primária à Saúde (APS). Além de referenciar, o serviço também identifica os casos graves que necessitam de internação hospitalar, para que sejam remanejados, transferidos para outro ponto de atenção e a assistência seja garantida. Atualmente, a Saúde Estadual atua com um grande diagnóstico situacional da Rede de Atenção Psicossocial, principalmente focado no ponto especializado, que é o Caps.

A Saúde Estadual também entende que é necessário que o Caps tenha a estrutura adequada para realizar o trabalho com os(as) usuários(as) de maneira adequada, para gerar resultados positivos à Rede.

Webinário Sergipe 2022 discute importância dos Programas PROTEJA e Crescer Saudável

Foto: Alliston Santos

Para qualificar o cuidado na atenção às pessoas com sobrepeso e obesidade infantil na Atenção Primária à Saúde (APS), a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através do Núcleo Telessaúde Sergipe, promoveu, nesta quarta-feira, 13, o Webinário Sergipe 2022: Programas PROTEJA e Crescer Saudável. A ação foi direcionada a coordenadores da APS e profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

O webinário contou com palestra ministrada pelo nutricionista; especialista em Nutrição Infantil; mestre e doutor em Ciências/Unifesp; professor adjunto no Departamento de Nutrição/UFPR e apoiador da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGCAN) do Ministério da Saúde, na coordenação do projeto de implementação do Proteja, Jonas Augusto Cardoso da Silveira. Também contou com explanação da referência técnica em Alimentação e Nutrição/SES e coordenador do Programa Auxílio Brasil Saúde/SE, o nutricionista Ronald Cruz, que fez abordagem sobre o Programa Crescer Saudável, com perspectiva na agenda Obesidade Infantil/SUS.

Foto: Alliston Santos

Foram abordados assuntos como: Política Nacional de Alimentação e Nutrição – PNAN; conceitos; Ações Estratégicas – Obesidade; Projeção do Impacto da Obesidade na Infância; Pilares do Programa Crescer Saudável; Nova Proposta do Programa Crescer Saudável; Cenário Epidemiológico Atual; Relatórios – Vigilância Alimentar e Nutricional; Estado Nutricional de Adultos – SISVAN 2021; Atendimentos com a condição avaliada obesidade; Consequências da Obesidade; Marcadores de consumo alimentar; avaliação do cumprimento de metas; Monitoramento Crescer Saudável Ciclo 2021/2022; Consumo de Alimentos Saudáveis: a criança deve e precisa aprender desde cedo.

 

 

 

 

Escola de Saúde Pública/SE realiza Oficina de Socialização de Documentos Pedagógicos

Foto: Míriam Donald

Coordenadoras e técnicas das coordenações educacionais da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), administrada pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa) estiveram reunidas nesta quinta-feira, 30, na Oficina de Socialização de Documentos Pedagógicos, organizada pela Núcleo de Gestão Pedagógica (NPC). Na oportunidade, foram apresentados o Regimento Interno e Projeto Político Pedagógico (PPP) da ESP/SE às profissionais, que também discutiram a importância de cada documento, competências e atribuições de cada setor.

A coordenadora do Núcleo de Gestão Pedagógica e especialista educacional da ESP-SE/Funesa, Tânia Santos de Jesus, explicou que hoje a equipe trabalhou o regimento escolar de forma mais aprofundada, mas o Projeto Político Pedagógico (PPP) também foi abordado, mas haverá outra oficina, com previsão pra agosto, para tratar especificamente do PPP. “Esses documentos são importantes porque são os documentos basilares da Escola. São norteadores tanto da prática pedagógica, como também da normatização. É um momento para ter um conhecimento mais detalhado, mais aprofundado. Já num futuro próximo, esses mesmos profissionais estarão familiarizados com esses conteúdos e podem replicar esse conhecimento junto às suas equipes”, explicou Tânia.

Para a coordenadora do Núcleo de Produção Científica (NPC) da ESP-SE/Funesa, Sheilla Barroso, a oficina orienta e proporciona um reconhecimento desses documentos. “Os documentos são elaborados e consultados algumas vezes. Então participar de uma oficina dinâmica, com um corpo de profissionais que têm conhecimento aprofundado sobre esse material, facilita, inclusive, na visão de pertencimento dentro do espaço. Essa é mais uma forma de agregar conhecimento para colocar em prática, durante as atividades no trabalho”, ressaltou.

 

 

 

ESP-SE representa Redecoesp no 15º Congresso Nacional da Rede Unida e discute agenda de educação permanente para o SUS

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), no âmbito da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), por meio da diretora geral, Lavínia Aragão, participou do 15º Congresso Nacional da Rede Unida, ocorrido de 16 a 19 de junho, como representante da Secretaria Executiva da Rede Colaborativa de Escolas Estaduais de Saúde Pública (REDECOESP), que faz parte do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A diretora geral esteve presente na Távola 1, que abordou o tema: “Escolas de saúde pública: qual a agenda da educação permanente para o SUS?”, na última quinta-feira, 16.

Na oportunidade, Lavínia Aragão apresentou a estrutura e funcionamento da Redecoesp, cujo portal foi lançado no último dia 07 de junho. “Tive a grande missão de representar uma produção construída por várias mãos, cabeças e corações; vários atores estratégicos capilarizados nos estados brasileiros. Ao falar da Redecoesp, faço ênfase ao seu objeto, no seu escopo da rede, pois são escolas estaduais. Portanto há um perfil específico, uma legitimidade, uma missão característica de todos nós”.

Lavínia também afirmou que “é uma missão que também me gera muita alegria, de ver esse fruto, hoje real, tão potente, contribuindo pra o dia a dia do fortalecimento do SUS, na militância diária em defesa do SUS; e não dá pra pensar na defesa do SUS sem pensar no processo permanente de qualificação desses trabalhadores que estão nos diversos cenários de prática”.

Também participaram da Távola 1, Nésio Fernandes de Medeiros Júnior (SES/ES/CONASS) e Francisca Valda da Silva (CIRTH/CNS), com mediação da Mônica Durães (OPAS).

Diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão

Redecoesp

A Rede Colaborativa das Escolas Estaduais de Saúde Pública (Redecoesp) tem o propósito de promover o fortalecimento da Gestão da Educação na Saúde no âmbito das Secretarias Estaduais de Saúde (SES), a partir da atuação sinérgica das Escolas Estaduais de Saúde Pública, no que se refere às suas dimensões técnicas, organizacionais e pedagógicas.

Para Lavínia Aragão, para além de ser uma rede colaborativa, é uma rede solidária. “É produzir sinergia, produzir encontro. Nos aproximamos muito nesse processo, nos apoiando tecnicamente, pois passamos por vários momentos com a necessidade de nos fortalecermos enquanto coletivo de escolas estaduais para que continuássemos a consolidar nossa missão diária. Nossa missão é o que nos une. Buscamos ser singulares, mas com o mesmo propósito compartilhado”, destacou.

O funcionamento da Redecoesp se dá pela participação dos dirigentes e equipes gestoras e técnicas das escolas, sob a coordenação do Conass, com a mediação de uma Secretaria Executiva. Dentre os desafios da Redecoesp está o de estabelecer uma robusta e ágil troca de conhecimentos e experiências entre as escolas e as áreas de Gestão da Educação das SES, constituindo-se como instrumento para a elaboração e o aperfeiçoamento de políticas públicas da área e fortalecimento do SUS.

Um dos desafios da Redcoesp é o de estabelecer uma robusta e ágil troca de conhecimentos e experiências entre EESP e as áreas de Gestão da Educação das SES, constituindo-se como instrumento para elaboração e aperfeiçoamento de políticas públicas da área e fortalecimento do SUS.

Experiência do Curso EAD “Novo Coronavírus – Covid-19 para ACS e ACE” será apresentada no 15º Congresso Nacional da Rede Unida

Flávia Tenório – analista educacional da ESP-SE/Funesa

O trabalho “Educação Permanente no SUS em Sergipe: A experiência do Curso EAD ‘Novo Coronavírus – Covid-19 para ACS e ACE’”, realizado por profissionais da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), está entre os três trabalhos da ESP-SE selecionados para ser apresentado no 15º Congresso Nacional da Rede Unida, que acontecerá a partir desta quinta-feira, 16, até o próximo dia 19 de junho, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória/ES, no formato híbrido – presencial e virtual.

O trabalho relata a experiência desenvolvida pela Coordenação de Educação Profissional (CEPRO) da ESP-SE/Funesa, que teve como ponto de partida o cenário apresentado pela crise instalada devido à covid-19 no Estado de Sergipe. A produção é da autoria da analista educacional da Coordenação de Educação Profissional da ESP-SE/Funesa, profª MSc. Flávia Tenório, do especialista em Política e Educação em Saúde da Coordenação de Educação Profissional da ESP-SE/Funesa, Francisco de Santana, e da coordenadora de Educação Profissional da ESP-SE/Funesa, Rosyanne Vasconcelos.

De acordo com os autores, o curso foi criado com o objetivo de oferecer conhecimentos sobre o tema da covid-19, baseado nas metodologias ativas de aprendizagem, a fim de contribuir com reflexões para melhoria no processo de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), no contexto da pandemia. “O curso foi ofertado na modalidade da Educação à Distância (EaD), em um formato autoinstrucional, de modo que os cursistas tivessem acesso aos materiais e conteúdos, de acordo com seu ritmo de aprendizagem e sua disponibilidade de tempo”, explicou a analista educacional Flávia Tenório.

Também orientado pelas diretrizes da Política de Educação Permanente em Saúde, foram mapeados os conteúdos necessários a serem discutidos na formação, baseados na realidade dos profissionais ACS e ACE, e no enfrentamento à pandemia. Para esse levantamento, foi aplicado um questionário por meio da ferramenta do “Google Forms”.

Desenvolvido por meio da plataforma Moodle da Funesa, o curso pautou-se em metodologias ativas de aprendizagem, com ênfase no exercício do “Arco de Charles Maguerez”: 1. Observação da realidade (situação de aprendizagem); 2. Identificação dos pontos-chave (questões norteadoras); 3. Teorização (texto de apoio); 4. Hipótese de solução (questionário); 5. Aplicação à realidade (exercício prático).

Quatro módulos compõem a capacitação: Módulo 1 – Identificação e manejo dos Casos de COVID-19; Módulo 2 – Cuidado aos grupos de risco no contexto da COVID-19; Módulo 3 – Medidas de Biossegurança durante a visita domiciliar em tempo de pandemia; Módulo 4 – Comunicação e informação: abordagem junto aos usuários.

Contribuições para o SUS

A Escola de Saúde Pública de Sergipe entende que faz-se necessário investir em processos de qualificação, no âmbito do SUS, mediados por tecnologias digitais, fundamentado nas metodologias ativas de ensino, enquanto uma potente estratégia para dialogar com as necessidades de aprendizagem dos trabalhadores inseridos nos serviços de saúde, na perspectiva de colaborar com as melhorias das práticas desses profissionais, a fim de instituir um melhor cuidado aos usuários atendidos no SUS Sergipe.

Educação em saúde: Trabalhos da ESP-SE são selecionados para o 15º Congresso Nacional da Rede Unida

Três trabalhos da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), administrada pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), foram submetidos e selecionados para participar do 15º Congresso Nacional da Rede Unida, que acontecerá a partir desta quinta-feira, 16, e segue até o próximo dia 19 de junho/2022, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória/ES, no formato híbrido – presencial e virtual. Os trabalhos que representam a ESP-SE abordarão os temas: “Curso Técnico de Vigilância em Saúde: uma experiência de formação no formato híbrido na ESP-SE”, do Eixo 1 – Educação; “Práticas Inovadoras na Formação de Trabalhadores do SUS: relato de experiência do Laboratório de Inovação na Escola de Saúde Pública do Estado de Sergipe”, do Eixo 1 – Educação; e “Educação Permanente no SUS em Sergipe: A experiência do Curso EAD ‘Novo Coronavírus – Covid-19 para ACS e ACE’ ”, do Eixo 2 – Trabalho.

Com autoria da analista educacional da Coordenação de Educação Profissional da ESP-SE/Funesa, a Profª MSc. Flávia Tenório, do especialista em Política e Educação em Saúde da Coordenação de Educação Profissional da ESP-SE/Funesa, Francisco de Santana, e da cordenadora de Educação Profissional da ESP-SE/Funesa, Rosyanne Vasconcelos, o trabalho “Curso Técnico de Vigilância em Saúde: uma experiência de formação no formato híbrido na ESP-SE” relata a experiência desenvolvida pela coordenação de Educação Profissional (CEPRO) da ESP/SE, na oferta de Curso Técnico de Vigilância em Saúde (CTVS) – formato híbrido de ensino.

Ao considerar que a cultura digital empoderou a sociedade atual e que a transmissão e recepção de informações assumiu patamares nunca mensurados, em 2019 a ESP/SE iniciou o CTVS com o objetivo de subsidiar – teoricamente e tecnicamente – o processo de trabalho em Vigilância em Saúde de profissionais de nível médio dos municípios sergipanos e utilizou a plataforma EaD da Funesa enquanto ferramenta para apoiar o desenvolvimento dos componentes pedagógicos do curso.

Flávia Tenório – analista educacional da ESP-SE/Funesa

Na plataforma foi possível disponibilizar ementas, conteúdos e feedback das avaliações e realizar atividades como fórum, chat, wiki, dentre outras, segundo explicou a analista educacional Flávia Tenório. “Com o advento da pandemia da covid-19, a plataforma EaD da Funesa evidenciou sua relevância. Assim, respaldada na legislação vigente, a ESP/SE definiu que as aulas seriam desenvolvidas de forma remota, dada a necessidade do distanciamento físico. De março a setembro de 2021, todas as atividades escolares do CTVS foram realizadas de forma virtual síncrona e assíncrona”.

A partir de outubro/2021, as aulas presenciais foram retomadas e a instituição optou pelo formato híbrido, ao constatar que a equipe evoluiu no manejo das tecnologias de informação e comunicação e porque havia amparo na legislação. “A experiência relatada contribuiu para a qualificação da equipe da Educação Profissional da ESP-SE, de acordo com a necessidade de instrumentalização para desenvolvimento de novas possibilidades no fazer pedagógico do CTVS. Permitiu ainda desenvolver, junto aos alunos, competências voltadas para as tecnologias digitais, além de ampliar o escopo de possibilidades de ações pedagógicas a serem ofertadas pela ESP-SE”, ressaltou Flávia Tenório.

A experiência relatada contribuiu para a qualificação da equipe da Educação Profissional da ESP-SE, considerando a necessidade de instrumentalização para desenvolvimento de novas possibilidades no fazer pedagógico do CTVS. Também permitiu desenvolver junto aos alunos competências voltadas para as tecnologias digitais, além de ampliar o escopo de possibilidades de ações pedagógicas a serem ofertadas pela ESP-SE.

Ainda de acordo com Flávia, o trabalho considera que a virtualização ou a presença das redes digitais estão em progressão no mundo contemporâneo e desempenham um papel importante com o surgimento de um novo pensar, produzir e se relacionar. “Por isso a ESP-SE optou em investir em processos de qualificação cada vez mais mediados por tecnologias digitais, tal como a oferta do curso apresentado, por compreender que essa é uma potente estratégia para as ações de qualificação possíveis de dialogar com as necessidades de aprendizagem dos profissionais inseridos no SUS em Sergipe, na perspectiva de colaborar com a melhorias das práticas em saúde”, afirma.

Tânia Santos – coordenadora do Núcleo de Gestão Pedagógica da ESP-SE/Funesa

Laboratório de Inovação

Também do Eixo 1 – Educação, outro trabalho selecionado foi o artigo “Práticas Inovadoras na Formação de Trabalhadores do SUS: relato de experiência do Laboratório de Inovação na Escola de Saúde Pública do Estado de Sergipe”, projeto de intervenção da autoria da coordenadora do Núcleo de Gestão Pedagógica da ESP-SE/Funesa, a Profª Msc. Tânia Santos de Jesus, e da analista educacional Flávia Tenório. A apresentação será virtual, em uma Roda de Conversa, que ocorrerá no dia 16/06, às 16h.

Segundo Tânia, esse laboratório “tem o objetivo de desenvolver estratégias de Educação Permanente para os trabalhadores da ESP-SE, a fim de incidir qualitativamente sobre a prática desses profissionais, tendo em vista que a formação dos profissionais do SUS (Sistema Único de Saúde) é de fundamental importância para o referido sistema. Nessa perspectiva, o Laboratório de Inovação da ESP/SE (LABIESP) tem o intuito de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias sobre Educação e Saúde”, frisou.

 

 

Última atualização: 15 de junho de 2022 18:02




Acessar o conteúdo