Municípios são capacitados para utilização do Programa Tabwin e implementação das ferramentas das funcionalidades – SIM, SINAM e SINASC

Foto: Guilherme Gouy

Coordenadores de Vigilância Epidemiológica e interlocutores dos SIS (Sistema de Informações em Saúde) dos municípios sergipanos participam, nesta terça, 14, e quarta-feira, 15, de mais uma capacitação para utilização do Programa Tabwin e implementação das ferramentas das funcionalidades – SIM, SINAM e SINASC. Promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), a ação tem o objetivo principal de aprimorar o banco de dados sobre as informações epidemiológicas dos territórios. O curso foi ministrado pelo interlocutor do SINAN no Estado, Marcelo Henrique.

Para o coordenador da Vigilância em Saúde do município de Santo Amaro das Brotas e também coordenador de imunização do respectivo município, Everaldo Gois, a capacitação é muito importante, sobretudo para coordenadores e digitadores das funções dos sistemas. “A gente percebe o quão grande é o nosso município e tem maior clareza quanto às melhorias que precisam ser feitas em nossos processos. Precisamos ajustar os processos e corrigir as falhas identificadas, tanto na informação repassada pelas equipes a nós, como nas informações que passamos, posteriormente, para o sistema. Com isso, podemos diagnosticar onde estão as falhas e os maiores agravos que o município possui. Dessa forma, o trabalho com foco nesses agravos fica mais eficaz para solucionar esses problemas, o que melhora a qualidade de vida da nossa população”, ressaltou.

Foto: Guilherme Gouy

Dentre os sistemas que o Estado utiliza, três foram trabalhados: o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), segundo explica a gerente de Sistema de Informação da Vigilância em Saúde/SES, Pauliana dos Santos. “Nesses três sistemas, em especial o Sinam (que tem vários agravos), existe uma sujeira muito grande no banco de dados, onde é registrada essa informação no município. Então, uma vez que o município coloca a informação e não há um trato específico para isso, gera essa essa sujeira, essa incompletude e duplicidades”.

Ainda de acordo com Pauliana, a intenção de capacitar esses gestores para que eles tenham maior compreensão do processo de trabalho dentro dessas informações, melhorem o trato dos dados e coloquem a informação fidedigna no sistema, efetivando, com isso, a limpeza dos bancos de dados para termos a realidade do seu território. “Então, o principal objetivo é esse: um banco de dados com informações reais. A partir dessa capacitação, a gente espera que os coordenadores levem para a rotina de trabalho deles o que viram aqui quanto ao tratamento de dados”, pontuou a referência técnica da ação.

Foto: Guilherme Gouy

A capacitação, que teve a primeira turma em treinamento nos últimos dias 07 e 08 de junho, e terá a terceira turma a ser capacitada nos próximos dias 21 e 22 deste mês, também aborda as funcionalidades do Tabwin, que é a exportação desses dados do sistema para um melhor tratamento. “É uma funcionalidade que já está dentro do sistema, do arcabouço do que o Ministério da Saúde nos oferece. Esse aplicativo faz a leitura desses dados, a partir da exportação e importação do que os profissionais/trabalhadores recebem e digitam. Isso vale para todos os âmbitos: municipal, estadual e federal. Então, um dos principais eixos dessa capacitação é informar os municípios para que entendam o que é Tabwin e compreendam a importância de utilizar essa ferramenta, que é muito importante para essa leitura”, afirmou Pauliana.

 

 

Funesa recebe visita da Escola de Saúde Pública do Maranhão e apresenta estrutura organizacional

A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), no âmbito da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), recebeu, nesta sexta-feira, 10, a equipe da Escola de Saúde Pública do Maranhão “Dra. Maria Nazareth Ramos de Neiva” (ESP/MA), que esteve presente para conhecer a estrutura organizacional da Fundação, além de trocar experiências. O propósito da visita surgiu do anseio da ESP do Maranhão, que é vinculada à Secretaria da Saúde do respectivo estado e possui um modelo administrativo diferente. A agenda contou com programação híbrida (presencial e virtual), com a participação da equipe da Secretaria de Saúde do Maranhão.

De acordo com a diretora da ESP/MA, Ana Lúcia Nunes, que estava acompanhada da assessoria, essa visita servirá para subsidiar a tomada de decisão do secretário, em relação à mudança de estrutura organizacional da Escola do Maranhão. “A ESP-SE foi a escola recomendada para essa troca. Vocês têm autonomia administrativa e financeira. Tem ações relacionadas a alguns serviços assistenciais e algumas ações emergentes, como a Odontologia Especializada e o carro fumacê (UBV), respectivamente. Também há as ações relacionadas à Escola: acompanhamento da formação técnica/profissional, pós-graduação, pesquisa, além de uma editora para materiais educacionais. Isso também é referência para a Escola de Saúde Pública do Maranhão. Agradecemos essa acolhida e estamos muito satisfeitos  com a estrutura que a escola de Sergipe tem, que é bastante ampla”, disse.

Na Rede Colaborativa das Escolas Estaduais de Saúde Pública (Redecoesp), há a perspectiva das trocas de experiências, e a ESP-SE foi chancelada pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), segundo explica a diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão. “Essa visita foi organizada para a equipe conhecer de perto a experiência da Fundação. A gente já tinha aberto uma agenda virtual e, agora, a equipe veio presencialmente para realizarmos essa troca que, para nós, é muito positiva, porque também aprendemos muito coletivamente, a gente avança”.

Ainda de acordo com Lavínia, foi apresentado o conjunto de coordenações, estrutura física, organizacional, administrativa e legal da Fundação. “A ideia é que a equipe da ESP/MA amplie essa discussão junto ao gabinete do secretário, de forma que tomem as decisões necessárias em relação à implementação dessa escola que, apesar de ter dois anos, já nasceu com essa potência. É preciso implementar os processos, por isso essa troca entre as escolas nos fortalece enquanto coletivo de Escolas Estaduais de Saúde Pública”, ressaltou a diretora geral.

 

Planejamento Estratégico 2022: gestores da Funesa concluem primeira fase do processo

Foto: Guilherme Gouy

Na segunda-feira, 06, gestores e demais trabalhadores da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) concluíram a primeira etapa do Planejamento Estratégico 2022, com a construção do planejamento de cada setor e do plano de ação da Funesa, enquanto espaço macro de gestão. Agora, a instituição segue na fase de monitoramento e execução do Planejamento. A agenda é conduzida pela Assessoria de Gestão e Planejamento (Agplan), juntamente à Diretoria Geral.

De acordo com a responsável técnica em Gestão em Saúde Pública da Agplan/Funesa, Soraya Dantas, o objetivo do Planejamento Estratégico é gerar clareza e identificar fragilidades e ameaças. “O plano de ação é criado para minimizar essas fragilidades e ameaças, além de potencializar nossas forças e oportunidades, tanto no cenário externo, quanto interno. Esse processo é muito importante para realizar um planejamento que proporcione um melhor contexto de trabalho, dos processos de trabalho e funcionamento da instituição”, ressaltou.

Foto: Guilherme Gouy

A Agplan acompanha cada setor para monitorar, dar suporte, viabilizar o fluxo do trabalho e garantir fluência dos processos. Essa é uma agenda realizada em pleno alinhamento com o planejamento de Governo, com os outros instrumentos de gestão e planejamento do Estado e com o próprio plano anual atividades e contratos de serviço.

Confira também: Gestores da Funesa se reúnem para avaliar e discutir Planejamento Estratégico 2022

 

 

 

Saúde do Trabalhador é tema de aula que inicia nova fase do Curso Técnico em Vigilância em Saúde

Foto: Guilherme Gouy

O Curso Técnico em Vigilância em Saúde, ofertado pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), por meio da Coordenação de Educação Profissional (CEPRO), está no último módulo. Para abrir a etapa de um novo componente do Curso, a disciplina “Vigilância em Saúde do Trabalhador”, a Cepro realizou, nesta quinta-feira, 02, uma programação sobre o tema, voltada aos alunos do curso, além de estender o convite a outros trabalhadores da Fundação. A aula contou com a participação de representantes da Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat) do município de Aracaju e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).

A gerente da Visat de Aracaju, Marcella Cabral, a assistente social Conceição Balbino, e o psicólogo Pedro Henrique Nunes, ambos do Cerest, fizeram abordagens sobre a política (Política Nacional de Saúde do Trabalhador), o trabalho realizado no município de Aracaju em relação às doenças e acidentes relacionados ao trabalho, a importância da prevenção como ferramenta para diminuir o número de acidentes e doença e a notificação desses agravos no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). A partir dessas notificações, as informações são encaminhadas ao Ministério da Saúde (MS).

Foto: Guilherme Gouy

De acordo com a gerente da Visat, com números reais, mais próximo do real possível, o MS pode adotar algumas políticas públicas, com o objetivo de evitar esses tipos de doença. Marcela também destacou sobre ocorrências mais constantes no momento. “A gente percebe que há aumento dos casos de LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) – que são os CIDs ‘M’ e os CIDs ‘G’ –, e os casos de transtornos mentais relacionados ao trabalho, abordado pelo psicólogo Pedro. Há crescimento significativo de stress, assédio moral, Síndrome de Burnout, tudo relacionado ao trabalho. Por isso focamos mais nesses dois aspectos”, explicou Marcella.

Aluna do curso técnico, Bárbara dos Santos de Azevedo ressaltou que essa agenda foi muito importante, pois o projeto de intervenção que está trabalhando trata sobre Equipamentos de Proteção Individuais – EPIs dos agentes de combate às endemias. “Participar dessa aula me ajudou muito. Me proporcionou um norte, deu embasamento e conteúdo para fundamentar meu projeto de intervenção. Coisas que eu precisava saber, ter orientação, de mais conteúdo para dar densidade ao meu projeto. Além desse momento de aprendizado, a Marcella se colocou à disposição para ajudar a subsidiar minha pesquisa com mais conteúdos para implementar esse projeto”.

Foto: Guilherme Gouy

Segundo a coordenadora de Educação Profissional da ESP-SE/Funesa, Rosyanne Vasconcelos, “a cada início de um novo componente, os estudantes têm a oportunidade de receber técnicos de referência na área relacionada à disciplina a ser estudada. Representantes do Cerest e da Visat enriqueceram as discussões sobre a temática ‘Saúde do Trabalhador’, além de apresentarem a realidade desses serviços de saúde”, pontuou.

 

 

 

 

Tele-educação do Monitoramento de Óbitos discute importância de um registro qualificado

Foto: Míriam Donald

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta terça-feira, 31, uma tele-educação sobre Qualificação do Monitoramento de Óbitos, a fim de capacitar coordenadores da Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária à Saúde (APS), médicos(as) e enfermeiras(os) da Estratégia Saúde da Família (ESF). Operacionalizada pelo Telessaúde Sergipe, a ação contou com a participação de 60 municípios sergipanos e teve o objetivo de aprimorar a investigação do óbito para um registro de informações preciso.

Na oportunidade, a médica cirurgiã geral e certificadora das Investigações de Óbitos da SES, Mary Anne Machado Tavares, discorreu sobre a temática “Óbitos com Causa Mal Definida” e destacou a importância a importância das causas de óbito através de análises dos dados estatísticos, que fornece uma avaliação sobre a situação de saúde da população e dos serviços de saúde, com orientação das políticas públicas nas ações de intervenção, prevenção e controle de novos óbitos.

De acordo com a médica, a lei diz que para as pessoas para serem enterradas, precisam de uma certidão de óbito. “A certidão de óbito é a parte jurídica do processo, e ela se baseia na declaração de óbito, que só pode ser preenchida por médicos. E quando a gente fala em preencher, não é só preencher a causa da morte. Todo o preenchimento é de responsabilidade médica, porque há dados como sexo, local de residência, e se o óbito teve acompanhamento de alguém, se o indivíduo era acompanhado em uma unidade de saúde”, afirmou a Mary Anne.

Foto: Míriam Donald

Mary Anne também explicou que existem vários fatores que importam para esse óbito, porque é baseado em dados que são gerados e inseridos em sistema, que se gera informações para que os gestores relacionados à saúde tomem medidas de saúde. “Eu sempre costumo resumir: investigar como morreu, para saber como cuidar de quem está vivo, para que aqueles fatos possam ser evitados, que não se repitam. Outro fator é mostrar que a epidemiologia é importante, pois abarca muitos outros questionamentos que vão surgir durante uma investigação do óbito, inclusive questionamentos que podem gerar situações que nos levem a envolver outras secretarias que não apenas a Secretaria de Estado da Saúde e não apenas a Vigilância do Óbito”.

Para a enfermeira epidemiologista da Vigilância do Óbito da SES, do SAMU 192 Sergipe e especialista em Vigilância em Saúde, Quenaua Gouveia Nabuco Sobral, a partir da melhoria do monitoramento, é possível criar ações para que as pessoas evitem ir a óbito pelas mesmas causas. “A partir da informação do óbito é possível evitar que pessoas adoeçam e morram por determinadas causas. Se a gente não consegue, através das investigações, do resgate das causas, melhorar esse monitoramento, é muito difícil para os gestores otimizarem as ações de saúde. Por isso a necessidade de orientar os profissionais, principalmente da APS, para a necessidade de uma investigação mais precisa da causa básica do óbito, que possibilite informações mais coerentes, cuja cronologia nos leve à certeza da causa da morte de determinada pessoa”, ressaltou.

Foto: Guilherme Gouy

Assuntos abordados

A webpalestra fez abordagem sobre conceitos da Vigilância do Óbito; Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM); Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC); legislação; definições sobre declaração de óbito e certidão de óbito; o papel do médico; instruções para o preenchimento da Declaração de Óbito – bloco V; causas registradas no SIM e utilidade para a saúde pública; e Código Garbage: do que se trata e como investigá-los.

Também foi abordado: Percentual de Óbitos com Causa Mal Definida; Percentual de Óbitos com Garbage; Investigação de Óbito, com destaque para a Ficha de Investigação de Óbito com Causa Desconhecida; como coletar informações nos prontuários, na entrevista, e quais as informações relevantes; e Preenchimento da Sequência das Causas do Óbito: pós-investigação, portarias e resoluções.

 

 

 

Dia Mundial sem Tabaco: profissionais discutem proteção ao meio ambiente e combate ao fumo

Foto: Guilherme Gouy

Além de gerar problemas de saúde, o tabagismo também gera danos ao meio ambiente. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabaco, do cultivo até o descarte, afeta o ar, o solo e a água. Além dessas questões, o descarte inadequado das guimbas ou bitucas causam incêndios, e o cultivo provoca desmatamentos. O cultivo do tabaco geralmente envolve o uso substancial de produtos químicos, incluindo agrotóxicos, fertilizantes e reguladores de crescimento. Em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco – 31 de maio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta segunda-feira, 30, uma tele-educação com o tema: “Proteger o meio ambiente é uma razão para deixar de fumar”.

Direcionada a coordenadores(as) da Atenção Primária à Saúde (APS), coordenadores(as) do Programa Tabagismo, profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), a abordagem teve o objetivo de sensibilizá-los quanto a identificar o paciente que precisa ser encaminhado e orientado sobre a necessidade de parar o consumo do tabaco. A ação contou com palestras da analista pedagógica do INCA/MS e técnica do Programa Nacional do Controle do Tabagismo, Marcela Roiz; da tecnologista da Divisão de Controle do Tabagismo do INCA, Aline Mesquita; da referência técnica da Saúde Mental para APS/SES, Carlos Galberto Franca Alves; e mediação da gerente de Doenças Crônicas e Promoção à Saúde/SES, Lia Marina Silva Almeida.

Foto: Guilherme Gouy

Ainda de acordo com o INCA, a fumaça do tabaco pode contribuir para aumentar os níveis de poluição do ar nas cidades. Estudos indicam que ela contém três tipos de gases do efeito estufa: dióxido de carbono, metano e óxidos nitrosos, e polui ambientes internos e externos. Ao explanar sobre “Tabaco: uma ameaça ao meio ambiente”, a analista pedagógica do INCA/MS e técnica do PNCT, Marcela Roiz, discorreu sobre as campanhas ao longo dos anos; tabaco e meio ambiente; a Convenção-Quadro do Meio Ambiente para Consumo do Tabaco; Agenda 2030 – Desenvolvimento Sustentável; Cadeia produtiva do tabaco e impactos ao meio ambiente; e a responsabilidade da indústria do tabaco.

Para a analista, é de suma importância discutir a relação tabaco e meio ambiente para alertar e informar a população sobre os danos causados ao meio ambiente, em razão de toda a cadeia produtiva do tabaco. “Desde o cultivo até o descarte, os produtos do tabaco causam impacto ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Cuidar do meio ambiente é cuidar da saúde; e uma razão a mais para parar de fumar. O SUS oferece tratamento aos que desejam parar de fumar. Quem precisar de assistência, pode procurar a unidade de saúde mais próxima e se informar”, disse Marcela.

Foto: Guilherme Gouy

Na oportunidade, também foi abordada a temática “Cigarros eletrônicos: efeitos sobre a saúde e riscos ao meio ambiente”, ministrada pela tecnologista da Divisão de Controle do Tabagismo do INCA, Aline Mesquita, e “Os Impactos do Tabagismo na Saúde Mental”, apresentada pela referência técnica da Saúde Mental para a APS/SES, Carlos Galberto F. Alves. Ao falar sobre o viés da Saúde Mental, Carlos afirmou que há um grande número de pacientes que fazem uso do tabaco. “Trabalhamos muito pra que eles entendam que o tabaco causa prejuízos à saúde e que em alguns momentos esse consumo também pode prejudicar o efeito das medicações psicotrópicas que eles fazem uso. Então, essa interação entre a nicotina e a medicação psicotrópica que essas pessoas fazem uso vai, em algum momento, alterar e prejudicar o tratamento delas na psiquiatria”.

Outro aspecto abordado foi a necessidade de incentivar as pessoas da saúde mental a fazerem o tratamento do tabagismo e consigam perceber que, com o tratamento e deixando de fazer uso do tabaco, elas terão benefícios na saúde, seja na saúde física, seja na saúde mental. “Contamos com o apoio dos municípios, que já sabem as estratégias e para onde encaminhar o paciente para fazer esse tratamento. Então isso também vai da sensibilização dos profissionais de saúde estarem atentos de que determinado paciente está apresentando alterações que, muitas vezes, têm a ver com esse uso do tabaco. Inclusive muitas pessoas adoecem por conta desse consumo”, destacou Carlos.

Funesa e SES realizam pré-lançamento da Revista Sergipana de Saúde Pública

Foto: Míriam Donald

Fomentar o desenvolvimento da saúde coletiva por meio da publicação científica resultante de ações e pesquisas de relevância e correlação com o campo da saúde. Essa é a missão da Revista Sergipana de Saúde Pública, que teve o pré-lançamento realizado nesta sexta-feira, 27, pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), com transmissão via YouTube – canal Funesa Sergipe. Na oportunidade, foi apresentado o conceito da revista, a exemplo de critérios de criação, identidade visual e demais elementos que compõem a marca.

O conceito da marca é integrar conhecimento. Os elementos compõem partes geométricas que formam uma estrutura maior, e a ideia representa a junção de conhecimento que se interliga, disposto na capa da revista, além de componentes da cultura sergipana. Na parte interna, a intenção foi retratar a ideia de povo, como a população interage na construção do conhecimento, como parte integrada na área da saúde, visto que os profissionais trabalham para a manutenção da vida da população.

Com versão impressa e digital, a produção tem o foco em tornar-se espaço de atualização constante para os profissionais do SUS, que operam e estudam o Sistema Único de Saúde em Sergipe e em todo país, além de ser um instrumento significativo de divulgação da produção técnico-científica.Presente na agenda, a secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa, afirmou que essa iniciativa atribui corpo e vida à Escola de Saúde Pública, tendo como uma de suas vertentes as publicações científicas. “Pra mim é singular participar desse momento, dessa construção, desse grande produto que será um fortalecimento para o Sistema. Além disso, é a oportunidade que a gente dá à Fundação e aos trabalhadores de saúde de publicizar suas práticas, suas experiências”.

Ainda de acordo com a gestora, além da publicação dessas experiências, há ganho de aprendizado, com duas condições que a escola vai fornecer: publicação sem custo e orientação sobre como desenvolver um artigo científico. “São duas soluções para questões que, antes, eram impeditivas para os profissionais que estão lá. A Escola vai dar essa oportunidade. Então, acredito que ganham os trabalhadores da saúde, ganha o SUS Sergipe, e ganha a sociedade”, destaca a secretária Mércia.

Foto: Míriam Donald

A diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão, apresentou a ideia da Revista e explicou que o periódico surge como uma importante ferramenta de divulgação “de toda a produção diária dos diversos profissionais e trabalhadores que atuam diretamente no SUS e tanto contribuem para o seu fortalecimento. Esse trabalho é muito especial. A revista foi pensada enquanto espaço de publicação de todas essas experiências, trazendo a nossa identidade, nossa sergipanidade, a nossa ancestralidade como algo marcante do SUS Sergipe”.

Segundo a diretora, a Coordenação de Gestão Editorial/Funesa (responsável pelo projeto) e demais pessoas que fazem parte da revista estão muito felizes de viabilizarem mais avanço para o SUS Sergipe. “Nossa revista sergipana vai trazer a nossa cara e a possibilidade desses trabalhadores que atuam diariamente no SUS publicarem um pouco das suas experiências do dia a dia. É mais um marco de fortalecimento da Escola, mais um marco de fortalecimento da Funesa e, consequentemente, mais um marco histórico para o SUS Sergipe”, frisou Lavínia.

Linha editorial

O periódico adota linha editorial com escopo direcionado à compreensão das diversas interfaces do campo da saúde pública e se propõe a divulgar pesquisas dos mais variados temas dessa área do conhecimento, com a publicação de artigos atuais e inéditos de autores brasileiros. Trata-se de produção semestral revisada por pares, com artigos originais, artigos de revisão e descrição de experiências.

A RSSP conta com um Conselho Editorial composto de professores da ESP e de outras instituições de ensino do país e internacionais. Técnicos renomados do SUS e da própria instituição SES Sergipe; editora-chefe; editora assistente; e uma equipe de editores associados responsáveis pelos conteúdos publicados e pelo respaldo técnico; os membros pareceristas, especialistas em vários campos da saúde pública, que participam das avaliações por pares.

Para a editora-chefe da Revista e analista educacional da Funesa, Paloma Sant’Anna, foi um grande desafio tornar esse sonho possível. “Me sinto muito honrada em fazer parte desse momento histórico para o SUS. Esse será o primeiro volume da revista que publicaremos semestralmente. Então, todos que tiverem interesse em publicar artigos científicos na Revista Sergipana de Saúde Pública podem preparar seu material e seguir as diretrizes para os autores. As submissões já estão abertas, portanto venham construir a ciência em saúde!”, ressaltou.

Submissão de trabalhos

Os trabalhos devem ser inéditos e, portanto, não podem ter sido publicados ou submetidos a outros periódicos. O artigo deve, efetivamente, representar contribuição para a área, ou seja, deve tratar de um tema relevante; a fundamentação teórica deve ser atual e refletir o estado da arte na área; o método científico deve ser explicitado; e as análises e conclusões devem ser claras e alinhadas ao objetivo proposto. Trabalhos que envolvam pura revisão de bibliografia devem tratar de temática atual e a abordagem deve ser aprofundada e analítica. As submissões devem ser feitas no site: revistasergipanadesaudepublica.org .

A Revista não cobra taxas dos autores para a submissão ou para a publicação de trabalhos. Em caso de aprovação e publicação do trabalho no periódico, os direitos autorais a ele referentes se tornarão propriedade da revista, que adota a Licença Creative Commons CC-BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt) e a política de acesso aberto, portanto, os textos estão disponíveis para que qualquer pessoa leia, baixe, copie, imprima, compartilhe, reutilize e distribua, com a devida citação da fonte e autoria. Nesses casos, nenhuma permissão é necessária por parte dos autores ou dos editores.

 

Mortalidade Materna: webpalestra discute a importância de uma assistência multissetorial

A redução da mortalidade materna e neonatal no Brasil ainda é um desafio para os serviços de saúde e a sociedade como um todo. Em alusão ao Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, em 28 de maio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através do Telessaúde Sergipe, realizou, nesta quinta-feira, 26, a webpalestra “Mortalidade Materna: É preciso falar sobre o assunto”, com o objetivo de abordar a temática pela perspectiva dos riscos, a otimização do acesso das pacientes e crianças ao SUS e o acompanhamento constante, além do treinamento dos profissionais e trabalhadores da área.

A ação contou com a participação do ginecologista e obstetra, especialista em Medicina Fetal, referência técnica da obstetrícia da Maternidade N. Sra. de Lourdes e professor adjunto da UNIT, Dr. Mauro Bezerra; da médica sanitarista, mestre em Psicologia Social, professora da UFS e presidenta do Comitê Estadual de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal de Sergipe, Dra. Priscila Batista; e da assistente social, sanitarista, consultora da Política da Criança do Brasil e referência técnica estadual da Saúde da Criança e do Adolescente, Helga Muller.

Na oportunidade, a palestrante Priscila Batista discorreu sobre conceito, histórico, causas, dados, alternativas para evitar mortes, etc. A médica explicou que, entre as principais causas de morte materna estão as doenças hipertensivas na gravidez, as infecções – principalmente corrimentos vaginais e cervicais, as infecções do trato urinário, as hemorragias no pós-parto e abortos inseguros. “Necessário realizar treinamento dos profissionais que estão assistindo aos partos em nosso estado, de maneira continuada. Além disso, temos a covid-19, como causa indireta, e doenças pré existentes: cardiopatias e doenças renais, que são as principais”.

De acordo com a médica, a situação da mortalidade materna em Sergipe e no Brasil é preocupante, em especial nos últimos dois anos, com um aumento significativo, por causas evitáveis. “É importante que gestores e profissionais de saúde identifiquem os principais problemas e os enfrente. Acho que só a união da sociedade civil com profissionais de saúde, com gestores públicos, não só de saúde, mas também da educação e da inclusão, é possível mudar essa realidade. É necessário investir na enfermagem e obstétrica, na assistência ao parto; investir no rápido acesso das mulheres ao pré-natal, aos exames de pré-natal, para um diagnóstico precoce e tratamento”, afirmou.

A webpalestra também focou em uma ótica distinta da que trata do introspecto de uma criança que é deixada por uma morte materna, mas no cuidado com a criança, segundo informou a referência técnica estadual da Saúde da Criança e do Adolescente da SES, a assistente social Helga Muller. “Fizemos uma discussão voltada a trabalhadores de saúde, que muitas vezes estão no território e conseguem ter um olhar mais próximo de questões como: monitorar a criança, ver se está na escola, como é o núcleo familiar, observar a capacidade psicológica e resiliência da criança para se restabelecer”.

Uma das pautas discutidas foi o custo desse trabalho, pois o estado de Sergipe compõe um lugar importante, através do Acolhe Nordeste e do Cartão Cmais (Mais Inclusão), que é uma perspectiva de atuação da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social. “Nós, da Saúde, fazemos uma ponte com tudo isso, já que essa família, que recebe o recurso, estará em nosso território. Então debatemos essa perspectiva com os trabalhadores, de que temos uma ferramenta, que a gente pode cadastrar no CadÚnico (na Assistência Social), informar um caminho, viabilizar acesso, tirar essas pedras que ficam no meio do caminho, no dia a dia dos trabalhadores de saúde, para protegermos, de alguma uma forma, as famílias, os núcleos familiares que assumem essa criança órfã”, destacou Helga.

Para a referência técnica, essa abordagem é muito importante porque, às vezes, a criança não tem um responsável que proporcione essa segurança. “A ideia foi mostrar a importância desses trabalhadores em assumirem o lugar de monitoramento dessa criança, dessas famílias. Monitorar, dar suporte, porque no futuro essa criança vai precisar bastante desse acolhimento, desses cuidados”, ressaltou.

 

 

Odontologia Especializada: Funesa acompanha reforma do CEO de Capela e se reúne com Prefeitura de Propriá

Mais um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) estadual está em fase de reestruturação. Neste momento, a unidade de Capela, CEO Marcelo Déda Chagas, encontra-se nas últimas etapas do processo de reforma, para então seguir com pleno funcionamento e atendimento à população. Na terça-feira, 24, a equipe da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), que administra os oito CEOs estaduais, realizou visita técnica para acompanhar o desenvolvimento do trabalho.

De acordo com a diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão, esse período de contagem regressiva para a finalização da reforma é muito satisfatório. “A gente fica muito feliz de ver a evolução, pois em breve vamos reentregar à população sergipana mais um CEO totalmente reformado, climatizado, com ambientação e com consultórios odontológicos extremamente qualificados, para que o acesso à população sergipana seja também melhorado, cumprindo, mais uma vez, o compromisso do Governo do Estado e do governador Belivaldo Chagas, no que tange o fortalecimento da Política Estadual de Atenção à Saúde Bucal, numa parceria com a Secretaria de Estado da Saúde”, ressaltou.

CEO de Propriá

Ao seguir com a agenda, a equipe também se reuniu com a Prefeitura Municipal de Propriá, para avaliar e mapear um espaço que possa ser readequado para o Centro de Especialidades Odontológicas de Propriá – CEO Felipe José de Santana. Na oportunidade, o prefeito de Propriá, Dr. Valberto de Oliveira, afirmou que o trabalho realizado pela Funesa agrega bastante à gestão municipal. “Fiquei muito feliz com a visita do núcleo administrativo da Funesa, a fim de buscar um espaço para ampliar as ações em nossa cidade, no nosso regional. Só me resta torcer para que essa iniciativa comece a se materializar o mais rápido possível”, disse.
O prefeito Valberto afirma, ainda, que é muito vantajoso firmar essa parceria. “Me parece que a equipe gostou e, a partir daí, fica com a Funesa a decisão do que fará. A Fundação faz um grande trabalho no estado e, aqui em Propriá, como é uma cidade regional, não pode ficar de fora. Quero me colocar à disposição, não só de Lavínia, mas de todos que compõem a Funesa, para fazer sempre o melhor possível para Propriá”.

Para Lavínia Aragão, essa agenda é muito potente, porque cumpre com uma diretriz do governador, em relação ao fortalecimento da Política Estadual de Atenção à Saúde Bucal. “Foi uma reunião importante, com a presença do prefeito, Dr. Valberto, do secretário de Governo, Luã Vieira, e toda a sua equipe, na perspectiva de ampliar um serviço qualificado, para melhor atender a população, não apenas do município de Propriá, mas dos municípios que são referenciados para esse CEO. É mais uma etapa a ser concluída, do compromisso da reentrega de 100% dos serviços CEOs, reformados, com o maior e melhor padrão de ambiência e acolhimento, e que contribui para o acesso da população sergipana a esses serviços especializados da odontologia”, pontuou a diretora.

Ofertas

Ao todo, são oito unidades dos CEOs – localizadas em Boquim; Capela; Laranjeiras; N. Sra. da Glória; Propriá; São Cristóvão; Simão Dias; e Tobias Barreto – que ofertam serviços de média complexidade nas áreas de Periodontia, Endodontia, Cirurgia Bucomaxilofacial, atendimento a pessoas com necessidades especiais, diagnóstico bucal com ênfase no diagnóstico do câncer de boca e cirurgia oral. Esse trabalho representa uma das frentes de atuação do ‘Brasil Sorridente’, programa federal de oferta do SUS para os cidadãos. Em Sergipe, a escolha pelos centros regionalizados, geridos pela SES, por meio da Funesa, foi uma iniciativa do governo estadual para assegurar que os municípios que não possuem CEO municipal pudessem ter acesso a esses serviços.

Além desses serviços, os Centros também contam com a garantia de exames complementares como radiografias periapicais, interproximais, oclusais, panorâmicas e exames anatomopatológicos para o corretor diagnóstico e tratamento da saúde bucal. Se o paciente for diagnosticado com outras necessidades, a exemplo do câncer de boca ou tratamento de alta complexidade, ele é encaminhado para a rede hospitalar. Na rede hospitalar, os atendimentos odontológicos são realizados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Hospital Regional de Itabaiana e Hospital Universitário (HU).

 

 

 

 

Luta Antimanicomial: Seminário aborda conjuntura política brasileira e implicações na saúde mental

Saúde mental é uma condição imprescindível. Profissionais, especialistas e trabalhadores da área entendem que debater sobre essa causa, incluindo o âmbito dos manicômios, é desafiador, mas extremamente necessário. A fim de discutir a temática alusiva ao Dia da Luta Antimanicomial, em 18 de maio, e fortalecer a mudança do modelo assistencial na Rede de Atenção Psicossocial, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizaram nesta terça-feira, 17, um seminário com abordagem sobre “Conjuntura política brasileira e implicações em saúde mental”.

Ao ministrar a palestra, o psicólogo, pós-doutor e coordenador emérito do Projeto de Pesquisa e Extensão Transversões (Saúde Mental, Desinstitucionalização e Abordagens Psicossociais) da Escola de Serviço Social/UFRJ, Eduardo Mourão Vasconcelos, fez um panorama sobre os dois últimos governos federais, desde 2015/2016, bem como os governos estaduais e municipais alinhados aos respectivos governos. “Esses governos têm realizado um verdadeiro projeto de contrarreforma psiquiátrica, tentando desconstruir muitas das conquistas, com as políticas de saúde voltadas à Atenção Psicossocial pelo SUS. O atual governo (federal) radicalizou ainda mais esse projeto, e não só na saúde mental, mas também na saúde, no meio ambiente, direitos humanos e demais áreas das políticas sociais”, destacou.

Foto: Míriam Donald

Eduardo explicou que é preciso conhecer profundamente esse fenômeno histórico e político, suas formas de apoio na sociedade e nas redes sociais, suas determinações, contradições e consequências, para atuar na resistência a esses projetos que, se hegemônicos, levam à barbárie. “No nosso caso, as políticas de saúde mental são inteiramente sensíveis e dependem de projetos societários democráticos, de respeito aos direitos humanos e de cidadania, como também aos direitos à diversidade existencial, social, étnica, de gênero e identidades sexuais variadas. Se eles estão cada vez mais desrespeitados, cabe a nós pensarmos estratégias para lutar por esse projeto. Estamos em um momento chave para esse debate e defesa do futuro próximo que queremos para o nosso país”.

O ano de 2022 é das conferências, segundo informou a referência técnica da Rede de Atenção Psicossocial Especializada da SES, Silvia Ferreira. Para ela, diante da conjuntura política atual, debater a luta antimanicomial é muito importante. “Este é um ano de escutar o social e dar voz à população, às pessoas que cuidam e trabalham para a saúde mental. Em alusão ao 18 de maio, a gente reforça aquilo que, apesar dos desmontes a nível federal, é a nossa bandeira: a luta antimanicomial. Precisamos entender que a luta antimanicomial existiu, existe, e que é preciso debater e incentivar as pessoas que trabalham, que cuidam e que vivenciam essa luta”, destacou.

Foto: Míriam Donald

A ideia do seminário foi reforçar o que é percebido ao longo dos anos, mais precisamente há dois anos, nos quais as políticas foram e estão cada vez menos incentivadas, além de portarias revogadas. Silvia acredita que é possível unir os profissionais de saúde, enquanto pessoas militantes, para que isso não aconteça mais. “É necessário somar esforços entre pessoas que acreditam nessa luta e a população. Entendendo que passamos por uma pandemia e a saúde mental foi cada vez mais citada, porque as consequências desse momento, que jamais esperávamos passar, não foram somente físicas, mas psicológicas”.

Os profissionais seguem a premissa de que a saúde mental precisa ser incentivada, debatida e posta em prática, porque falar sobre saúde é falar sobre o bem-estar físico, social e psicológico. “Para assistir essa população que precisa do SUS, que é a realidade da maioria dos brasileiros, precisamos oferecer serviços que sejam capazes de administrar essa realidade. Momentos como esse servem para reforçar que serviços como os oferecidos pelos Centros de Apoio Psicossocial, pelo Serviço de Residência Terapêutica, entre outros direcionados à saúde mental, são tão importantes quanto os serviços de ordem fisiológicas. Então, ressaltamos a importância dos cuidados dos que não estão em liberdade retornem, e que o incentivo venha, sobretudo, para a rede, e não exatamente para leitos psiquiátricos, além de internações”, pontuou Silvia.

Políticas de saúde mental e a luta antimanicomial

Em referência ao Dia da Luta Antimanicomial, há vários eventos públicos, debates e agendas nas redes sociais. Eduardo lembra que a pauta da luta surgiu na década de 1970, quando a oferta de tratamento no Brasil se resumia praticamente às internações psiquiátricas, que alimentavam os grandes asilos e manicômios, verdadeiros campos de concentração “nos quais morreram milhares de brasileiros, com pleno consentimento da sociedade e dos governos”.

Ainda de acordo com o palestrante, “aos poucos foi construída uma política de substituição gradual e responsável dessas masmorras por serviços abertos no território, plenamente capazes de acolhimento em momentos de crise, perto do local de moradia das pessoas, como os Centros de Atenção Psicossocial e vários outros dispositivos integrados no SUS e sua Atenção Primária à Saúde”, ressaltou.

Eduardo também afirma que essa política de Estado está consolidada em leis e conferências nacionais de saúde mental, e que até 2015/2016 foi elogiada e considerada pela ONU e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um exemplo bem-sucedido de uma política de reforma psiquiátrica e de saúde mental para países similares, de acordo com os padrões acadêmicos mais avançados e respeitadora dos direitos humanos. “No 18 de maio, mostraremos esses avanços e nossa luta pela continuidade dessa política para a sociedade”.

 

Última atualização: 17 de maio de 2022 22:36




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