Estudantes do Curso Técnico em Vigilância em Saúde elaboram pré-projetos de intervenção

Iniciado em setembro de 2019, o Curso Técnico em Vigilância em Saúde (CTVS), ofertado pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), no âmbito da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), por meio da Coordenação de Educação Profissional, está na fase da elaboração dos pré-projetos de intervenção, na qual os estudantes são estimulados a refletirem sobre problemas reais observados no seu território de atuação e, dessa forma, elaborem propostas de ações para transformação dessa realidade. Nos últimos dias 06 e 07, os estudantes do curso, que são trabalhadores do SUS, participaram de um seminário remoto, para apresentar e discutir os seus pré-projetos.

Ao chegar nessa fase, a aluna Amanda Cardoso relembra o início da trajetória, quando decidiu fazer o curso para expandir o conhecimento na área. “Na época que iniciou a seleção, eu atuava como coordenadora da Vigilância Sanitária de um município sergipano e entendi que esse curso me proporcionaria suporte enquanto gestora”. Atualmente, Amanda não atua no serviço público, mas está empenhada com o seu pré-projeto, voltado à Educação Ambiental e reciclagem de óleo de cozinha.

No decorrer do curso, os discentes terão a oportunidade de aprimorarem e concluírem os seus respectivos projetos, que serão apresentados ao final do curso. “Essa qualificação pode me render bons frutos, afinal, como bióloga, é uma área muito importante a ser seguida. Mesmo que não haja uma exigência para que o projeto seja aplicado, de fato, tenho bastante interesse em levá-lo adiante, pois é gratificante contribuir de forma significativa para o meio ambiente e a sociedade”, ressalta.

Também contemplado com o curso, o aluno Alex Barbosa diz que achou a proposta do curso bastante interessante pois abrange diversas áreas em que o profissional pode atuar com o conhecimento das causas. “É um trabalho muito importante, que agrega ao profissional e aos usuários assistidos. Por isso quero atuar como técnico em vigilância, ofertando suporte à população. O profissional atuante pode gerar ações e resultados positivos em benefício da saúde do indivíduo e do coletivo, além de possibilitar a prevenção e promoção da saúde, principalmente no atual cenário de pandemia”.

O componente curricular trabalhado no momento é “Noções de Metodologia Científica e de Projeto de Intervenção”, onde o diálogo sobre ciência é fortalecido e desenvolvido durante o pré-projeto de intervenção, que se transformará no projeto final. De acordo com o professor do curso e especialista em Política e Educação em Saúde da Funesa, José Francisco Santana, os discentes participaram da oficina de orientação para a construção do pré-projeto com seis docentes orientadores, e já realizaram o esboço do pré-projeto. “O curso possui quatro módulos e estamos desenvolvendo conteúdos do segundo módulo. Era pra estarmos mais avançados, mas a atual crise sanitária impactou no cronograma”, afirma.

Curso Técnico em Vigilância em Saúde

O Curso Técnico em Vigilância em Saúde tem o objetivo de formar técnicos de nível médio para contribuir no processo de implantação e implementação de mudanças no sistema de saúde. A qualificação integra diversas áreas de conhecimento e aborda diferentes temas, como: política e planejamento, territorialização, epidemiologia, processo saúde-doença, condições de vida e situação de saúde das populações, ambiente e saúde, e processo de trabalho. A coordenadora do curso e responsável técnica em Vigilância em Saúde da Funesa, Karla Cunha, explica que “os trabalhadores-discentes são habilitados para atuar de forma qualificada e com um olhar mais ampliado dentro do território em que atuam”.

No âmbito do SUS, a atuação do técnico de Vigilância em Saúde depende do segmento da Vigilância que ele faz parte e da instância federativa na qual está inserido. No âmbito municipal, o trabalho é predominantemente de campo, com fiscalização “in loco” nos diversos serviços, e alimentando sistemas municipais de informação. A instância estadual tem caráter de planejamento, fiscalização (portos, aeroportos, fronteiras), financiamento, e fomento às instâncias municipais. Já a instância federal realiza, em sua maior parte, as atribuições estaduais na dimensão nacional.

 

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Última atualização: 14 de maio de 2021 15:41.




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