Tele-educação aborda “Como identificar, notificar e diagnosticar o potencial doador de órgãos”

Ao encerrar o mês de setembro, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através do Telessaúde Sergipe, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou, nesta quarta-feira, 30, mais uma tele-educação voltada à campanha Setembro Verde, com o tema “Como identificar, notificar e diagnosticar o potencial doador de órgãos”. A explanação foi pensada como uma oportunidade para conscientizar os profissionais de saúde e a população sobre a importância da doação de órgãos. Em breve, a webpalestra estará disponível no YouTube, no canal Telessaúde Sergipe.

Voltada aos profissionais de saúde em geral, a estratégia também teve o objetivo de melhorar a identificação de potenciais doadores e, consequentemente, aumentar o número de doações. Na oportunidade, a médica Larissy Lima Santos, residente médica em Neurologia e Fellowship em Neurologia Vascular e Neurossonologia, fez uma explanação inicial sobre o Sistema Nacional de Transplantes, com apresentação dos números nacionais dos transplantes realizados no Brasil e em Sergipe, além da legislação a respeito da temática, conceitos de possível e potencial doador de múltiplos órgãos, e a obrigatoriedade da notificação dessa condição.

Durante a webpalestra, Larissy falou sobre métodos para identificar o potencial doador de órgãos, com foco no diagnóstico de morte encefálica como pré-requisito básico, contraindicações à doação de órgãos e notificação do potencial doador. “A relevância do tema consiste no conhecimento sobre o processo de doação de órgãos, sua importância para os indivíduos que precisam e para a família dos doadores. Os profissionais de saúde são um grupo estratégico para o aumento dos transplantes no Brasil. Esse foi o motivo do sucesso do sistema espanhol. A conscientização dos profissionais de saúde sobre morte encefálica e doação de órgãos levou a maior notificação, diagnóstico e aceitação da sociedade”.

Ainda de acordo com a médica, há desafios nesse processo, que são a subnotificação, a manutenção hemodinâmica do potencial doador e a recusa familiar. “Sergipe tem 60% de recusa. A doação tem um impacto incalculável na qualidade de vida de quem recebe um órgão e pode ser diferença entre a vida e a morte. O doador infelizmente foi a óbito, mas uma parte dele pode ajudar alguém que precisa muito, ao contrário de entrar em decomposição. A própria família doadora pode se beneficiar altruisticamente, pois tem a oportunidade de lidar melhor com a dor da perda. O povo brasileiro é muito solidário, então é muito mais uma questão de esclarecimento e divulgação”, destacou Larissy.

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Última atualização: 30 de setembro de 2020 14:10.




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